Ex-presidente da TAM assume grupo Facility dono de empresa de lixo

O ex-executivo da empresa aera TAM, David Barioni Neto assumiu, a presidência do grupo Facility, especializado na gestão de serviços corporativos e que também atua na área do lixo. O grupo Facility é formado por oito empresas que, entre outros, prestam serviços de tecnologia como atendimento por help desk, seleção e administração de mão de obra, manutenção predial, segurança patrimonial, entregas expressas e coleta de lixo. Além de se tornar o principal executivo do grupo, Barioni também deve receber uma participação no capital do Facility. Hoje, o principal cliente do grupo é o Estado do Rio de Janeiro. O Facility tem mais de R$ 1,2 bilhão em contratos assinados nos últimos seis anos com o governo estadual. O dono do grupo, o empresário Arthur Cesar de Menezes Soares Filho, é amigo pessoal do governador Sérgio Cabral. Além do governo fluminense, também são clientes do Facility empresas como Mc Donald”s, Petrobrás, Itaú, Perdigão e a farmacêutica Roche.

Avião da TAM retorna ao aeroporto de Goiânia após colisão com uma ave

Na tarde da última sexta-feira, após bater em um pássaro na decolagem, um avião da TAM retornou ao Aeroporto de Goiânia (GO). Os 174 passageiros a bordo da aeronave iriam desembarcar no Aeroporto de Congonhas, na zona sul da cidade de São Paulo. A Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) informou que o voo da TAM partiu às 13h48min, mas teve de pousar às 14h19min por questão de segurança. Segundo nota divulgada pela empresa, os passageiros foram “reacomodados em outros voos da companhia”. O administrador Enio Noronha Raffin vem revelando detalhes de empreendimentos privados e públicos que se localizam dentro da “Área de Segurança Aeroportuária” de aeroportos brasileiros, como o caso de um aterro sanitário na cidade de Sabará (MG) que está dentro da ASA do Aeroporto da Pampulha (o qual recebe vôos regionais) em Belo Horizonte, Minas Gerais. Aterros sanitários são focos de aves entre elas os urubus. As aves nas proximidades dos aeroportos colocam em risco as aeronaves, e não há qualquer dúvida quanto ao risco em potencial. A Resolução do CONAMA de no. 004, de 09/10/1995 é bem clara quanto a esse tema. Diz a norma que “não são permitidas, dentro da Área de Segurança Aeroportuária (ASA), atividades de natureza perigosa, entendidas como foco de atração de aves”. Na data de 18/03/2009 a ANAC, em resposta a documento (Protocolo no. 284.2009) encaminhado nessa agência pública pelo administrador Enio Noronha Raffin, disse “que não cabe a Infraero a permissão ou não de implantações de aterros sanitários dentro da ASA” e que “procederá às investigações necessárias, no sentido de averiguar se o referido empreendimento localiza-se dentro da ASA dos aeroportos públicos de Belo Horizonte. E que tão logo tenha um relatório esclarecedor sobre o tema voltará a se manifestar.” O administrador Enio Noronha Raffin até a presente data (15/02/2010) ainda não recebeu uma cópia do “relatório esclarecedor” da ANAC. E sabe lá se foi feito e concluso. Estamos contando o tempo e aguardando a ANAC encaminhar ao portal Máfia do Lixo uma cópia do “Relatório Esclarecedor” para podermos esclarecer o tema e as denúncias formuladas. O presidente Lula antes do final desse ano, quando conclui o seu governo, poderia ainda determinar a ANAC a publicação do “Relatório Esclarecedor” sobre os aterros sanitários que estão dentro das ASAs de aeroportos brasileiros.

Gol e TAM abrem guerra por mercado

A disputa pela liderança do mercado doméstico fez a TAM e a Gol, as duas principais empresas aéreas do país, abrirem uma guerra de preços nos últimos meses. Para recompor o caixa, as duas lançaram ações e títulos esta semana e levantaram R$ 1 bilhão, mostra reportagem de Erica Ribeiro, publicada neste sábado pelo GLOBO. A disputa – a TAM tem 44,15% de participação de mercado e a Gol, 41,85%, segundo dados de setembro da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) – fez com que as companhias “queimassem dinheiro” ao longo deste ano, segundo especialistas do setor. A estratégia, agora, além de reforçar o caixa, é voltar o foco para as classes C e D. O duelo das maiores acaba respingando nas companhias médias, afetadas pelas tarifas muito baixas e estratégias agressivas.

Avião Airbus ‘A320’ da TAM enfrenta ‘nuvem cumulus’ e sofre perda do radome

O leitor do ‘Jornal do Brasil’, Marcelo Ambrosio, postou nesse domingo (14/06) diversas fotografias impressionantes de acidente com um Airbus A320 da TAM. Marcelo Ambrosio relata o resultado do voo 4312 da companhia aérea TAM, com decolagem do Aeroporto Afonso Pena, em Curitiba, para o Aeroporto de Congonhas, em São Paulo. O acidente teria ocorrido no mês de fevereiro do ano passado. O avião A320 da TAM atravessou uma nuvem cumulus (Cb) com formação de gelo. Os cumulonimbus são nuvens convectivas de trovoada que se desenvolvem verticalmente até grandes altitudes, com a forma de montanhas, torres ou de gigantescas couves-flor. Têm uma base entre 300 e 1.500 metros e um topo que pode ir até 29 km de altitude podendo até ter quase 3 vezes a altura do monte Everest, sendo a média entre 9 e 12 km. O topo é caracterizado pela chamada “bigorna”: uma expansão horizontal devida aos ventos superiores, lembrando a forma de uma bigorna de ferreiro. São formadas por gotas d’água, cristais de gelo, gotas superesfriadas, flocos de neve e granizo. O A320 da TAM, prefixo PT-MZV, estava a 9.000 pés e levava a bordo 138 passageiros e seis tripulantes. O acidente ocorreu cinco minutos após a decolagem. O voo 4312 da TAM foi encerrado em São Paulo-Guarulhos, sem que os passageiros tenham se feridos. As imagens falam por si só. A perda do radome, a tampa dianteira onde está localizado o radar da aeronave, já configuraria uma situação emergencial. Sem ele, os pilotos perderam as informações sobre as outras aeronaves em rotas próximas e passaram a voar guiados pelo controle de tráfego. Apenas parte da tampa do radome ficou presa ainda nas dobradiças. O prato, que integra o conjunto do radar, ficou retorcido pelo vento e marcado pelas esferas de gelo que colidiram com a aeronave. O desempenho aerodinâmico foi afetado pela ausência do cone dianteiro. Diante da situação, a tripulação da TAM foi consultada, mas como o controle do avião continuava inalterado, recebeu orientação de seguir até São Paulo-Guarulhos, onde as condições de pouso eram melhores. A perda do radome afetou o radar, atingiu o dreno de água e destruiu o “táxi light”, luz de suporte sob a asa que é usada quando a aeronave se desloca em terra para a decolagem ou para o finger (aquele “braço” que interliga o terminal à aeronave e pelo qual os passageiros embarcam no avião). Se a falta do cone foi preocupante, pelo estrago que poderia ter provocado na turbina, mais ainda é o estado dos vidros da cabine, estilhaçados pelo impacto das pedras de granizo. O impressionante é que a estrutura resistiu ao impacto, apesar da força das pedras. O ataque das pedras também tornou inoperante o piloto automático, um equipamento essencial nesse tipo de jato, onde os pilotos efetivamente controlam a aeronave apenas nos momentos iniciais após a decolagem e a 500 pés do toque na pista na hora do pouso. Os danos não se limitaram à frente do jato. O gelo descascou ou amassou partes sob a aeronave. E arrancou o bordo de proteção das asas e dos estabilizadores traseiros, expondo a chapa amassada pelo impacto, mas que resistiu à pressão aerodinâmica do voo mesmo sob condições adversas. Aliás, a imagem do vidro da cabine vista de dentro deixa clara a situação com a qual os pilotos tiveram de enfrentar, sobretudo pela aproximação e pouso apenas por instrumentos, sem possibilidade de visual mesmo quando a pista se encontrava bem à frente. Faltou pouco para que houvesse uma despressurização traumática da cabine.

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