Um projeto da prefeitura para ampliar a vida útil do aterro sanitário de Sorocaba desagrada moradores de quatro bairros da zona norte. Moradores dizem que a vida útil do lixão se esgotou há vários anos. O empreendimento fica em área urbana, cercado pelos bairros Ibiti, Dois Corações, Chácara Bahia e Retiro São João. Apesar de saturado, continua recebendo 500 toneladas diárias de lixo. O plano da prefeitura é ganhar tempo para a construção de um aterro sanitário no bairro Ipatinga, zona rural do município, mas o projeto esbarrou em questões ambientais. O pedido de licença para a ampliação encaminhado à Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb) prevê o uso do atual aterro por mais 16 meses. A Cetesb analisa o estudo técnico de empresa contratada pela prefeitura que garantiria a ausência de risco de instabilidade do terreno. A prefeitura de Sorocaba aguarda a manifestação da Cetesb para iniciar as obras de ampliação. Também pretende aprovar o novo aterro, que recebeu parecer contrário do Instituto Nacional do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) por estar em área de influência da Floresta Nacional de Ipanema.
Dos 42 aterros sanitários localizados em cidades paulistas com mais de 100 mil habitantes, 14 estão com a vida útil esgotada e já receberam mais lixo do que permite a sua capacidade. Entre as cidades que sofrem com o problema, estão Sorocaba, Bauru, Piracicaba, Ribeirão Preto, Araraquara e São Carlos. De acordo com a Companhia Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb), os depósitos que excederam a capacidade terão de encerrar as suas atividades neste ano ou em 2010. Para tentar contornar o problema, algumas prefeituras, como as de Ribeirão Preto e Piracicaba, enviam os resíduos para lixões privados. Como a situação envolve saúde pública, o Ministério Público acompanha os casos. O órgão já solicitou o fechamento do aterro de Bragança Paulista e pede que o de Araraquara seja lacrado em breve. Presidente Prudente vai construir um novo aterro. Dos 137 depósitos de lixo considerados críticos pela Cetesb no ano passado, 108 deixaram o ranking dos piores. No entanto, 29 ainda são considerados muito ruins e outros 67, ruins. Os dados fazem parte de um inventário a ser divulgado neste mês.
Projeto de lei apresentado na Câmara Municipal de Sorocaba pretende instituir na cidade de Sorocaba um programa de coleta e reciclagem de lâmpadas fluorescentes. De autoria do vereador Carlos Cezar (PTB), o projeto estabelece que a Prefeitura de Sorocaba ficará obrigada a recolher as lâmpadas que, depois de recicladas, serão reaproveitadas em todas as dependências públicas do município. A medida, de acordo com o projeto, se estende às empresas municipais, além das autarquias e órgãos da administração direta e indireta. Na cidade de São Paulo, lei semelhante foi sancionada pelo prefeito Gilberto Kassab (DEM), e publicada no Diário Oficial da Cidade na edição do dia 4 de fevereiro. O Brasil produz e comercializa cerca de 100 milhões de lâmpadas fluorescentes, mas menos de 10% deste total é reaproveitado. Além do desperdício econômico, há um dano ambiental considerável. Essas lâmpadas contêm mercúrio, que pode contaminar os lençóis freáticos. (mais…)
Há pelo menos duas semanas a coleta de lixo doméstico tem sido deficiente em algumas regiões da cidade. Pelo menos 50 toneladas de lixo deixaram de ser recolhidas, total equivalente a cerca de 12,5% das 400 toneladas coletadas diariamente em Sorocaba. O recolhimento do material descartável tem sofrido pequenos, médios e longos atrasos, dependendo da localidade. A sujeira acumulada ocasionou, nestes dias, o trasbordamento dos contêineres por causa do excesso de lixo, e o material espalhado pelo asfalto tem exalado mau cheiro e ficado exposto à ação de animais que passaram a revirá-lo. A Gomes Lourenço, empresa contratada pela Prefeitura para realizar o serviço de coleta no município, reconhece a deficiência dos últimos dias, alega a falta de funcionários para montar as equipes de trabalho e diz que iniciou um processo de contratação emergencial de outros 30 trabalhadores. Já a Prefeitura de Sorocaba, por causa das inúmeras reclamações dos populares a respeito, notificou a terceirizada e deu prazo de 24 horas para que o serviço seja restabelecido na cidade. Os bairros mais atingidos pelo serviço irregular do recolhimento do material descartável ficam na Zona Norte.
O Conselho Estadual do Meio Ambiente (Consema) aprovou na última quarta-feira, em São Paulo, a instalação de um aterro sanitário no município de Iperó. O futuro aterro sanitário da Central de Gerenciamento Ambiental (CGA) de Iperó, será administrado pela empresa Proactiva Meio Ambiente Brasil Ltda (grupo Veolia), e tem vida útil até 2030. A área total mede 629.470,52 metros quadrados, sendo que aquela destinada ao recebimento dos resíduos é de 272.500 m2. O empreendimento será instalado numa antiga mineração de argila, a 200 metros do Rio Sorocaba, com acesso pela estrada vicinal Benedito de Paula Leite Júnior, próximo ao acesso à Flona. A distância entre o aterro e o município de Iperó é de 15 quilômetros, e a dez do centro de Sorocaba. O local receberá resíduos sólidos industriais Classe 2A (não-perigosos e não-inertes) e Classe 2B (não-perigosos e inertes), em regime de codisposição com resíduos domésticos. Com capacidade para comportar e 5.696.816 metros cúbicos de lixo compactado, a unidade atenderá a Iperó e outras cidades e indústrias da região. Polêmica a vista diante da decisão do Consema.