Documento do Movimento Nacional dos Catadores diz que 10 cidades podem fazer uso da ‘queima do lixo’

Segundo documento do Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis, a incineração de lixo pode ser implementada em dez municípios paulistas, as quais estudam a viabilidade ou já estão em fase de consultas públicas e preparando editais para a instalação de equipamentos para eliminar os resíduos por meio da queima.

Para o secretário de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano do Ministério de Meio Ambiente, “a questão deve ser abordada com cautela”. Ele disse que a destruição de resíduos tem diversas implicações, desde o impacto ambiental da queima até a eliminação de recursos não renováveis.

Além disso, o representante do Ministério de Meio Ambiente aponta que, para justificar o alto custo dos fornos, é necessário queimar grandes quantidades de lixo, o que não teria sentido com a implementação de um amplo programa de reciclagem. “Para um incinerador se viabilizar economicamente é preciso ter uma grande quantidade de resíduos. Isso contraria a Política [Nacional de Resíduos Sólidos], porque a política vai no sentido de reduzir ao máximo o resíduo”, declarou o secretário de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano.

Ele pondera, entretanto, que essa legislação sobre o tratamento do lixo urbano e industrial, aprovada em agosto do ano passado, não exclui a incineração como forma de tratar os resíduos que não podem ser aproveitados.

São José dos Campos, cidade paulista apontada no documento do Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis, investe no projeto da usina de incineração do lixo, mas prevê a separação dos materiais recicláveis (vidros, plásticos e metais), a biodigestão dos resíduos orgânicos (com a produção de gás e composto) e a queima do excedente.

Diz a administração municipal de São José dos Campos, que o processo irá reduzir em 30% as 200 mil toneladas anuais de lixo produzidas pelos 627 mil habitantes da cidade. Além disso, a usina vai poderá gerar algo perto de 12 megawatts de energia, o suficiente para abastecer 30 mil residências, 20% da demanda da cidade.

A prefeitura de São José dos Campos garante ainda que a proposta, disponibilizada para consulta pública, “está alinhada com rigorosos padrões internacionais de controle de emissões”.

O Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis, além de apontar a cidade de São Bernardo do Campo, incluiu na lista os municípios paulistas de Lorena, Barueri, Ferraz de Vasconcelos, Assis, São Sebastião, Taubaté e Canas também estão em um estágio avançado de discussões sobre o uso de incineradores de lixo.

Caminhão coletor de lixo em São José dos Campos atropela motocicleta e mata o piloto

Diariamente acontecem acidentes em ruas e avenidas de cidades brasileiras. Muitos desses acidentes envolvem caminhões coletores de lixo. Basta conhecer as estatísticas oficiais do Governo ou ler as páginas policiais de veículos de comunicação no Brasil, e teremos então as centenas de ocorrências. Se o leitor desejar pode ainda pesquisar no Google e vai se deparar com inúmeros casos com caminhões coletores de lixo. Vejamos apenas um deles que aconteceu na semana passada.

Na cidade de São José dos Campos (SP), um caminhão coletor de lixo não parou em um semáforo (farol ou sinaleira) e atropelou uma motocicleta e o seu piloto. Esse teve morte instantânea. A vítima Marco Antônio Freitas Junior era policial civil há 19 anos e naquela manhã do acidente estava retornando as suas atividades na Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes da Polícia Civil de São Paulo.

O motorista do caminhão coletor de lixo da Prefeitura de São José dos Campos, Bruno Cesar Sampaio Pereira, foi preso em flagrante e irá responder por homicídio com dolo eventual, quando o acusado assume o risco do que vai acontecer.

Um vídeo postado no YouTube mostra em detalhes o acidente. Nele se pode ver que a motocicleta do policial Freitas Junior para em uma rua quando o semáforo fecha. Ao lado da motocicleta aparecem dois carros aguardando a sinaleira dar condições de trafegabilidade.

Quando o sinal fica verde, a motocicleta e os outros dois carros vão a frente. E aí surge o caminhão coletor de lixo, que passa o sinal e atinge a moto TL 650 de Freitas Junior. Uma tragédia.

A perícia no caminhão coletor de lixo vai apontar se o veículo estava carregado, se havia falhas mecânicas e se a manutenção foi realizada em dia. Entre os itens a serem vistoriados, o estado dos pneus é relevante. Caminhões coletores de lixo tem trafegado com “pneus carecas e com bexiga”. Alguns casos já comentamos aqui no site Máfia do Lixo.

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Constroeste Ambiental venceu a licitação do lixo do município de São José dos Campos

Caminhão coletor da Constroeste AmbientalA empresa Constroeste Ambiental, que possui sede em São José do Rio Preto, São Paulo, será a responsável pela coleta de lixo domiciliar no município de São José dos Campos (SP), a partir de 02/02/2009. A empresa Constroeste Ambiental, que pertence ao Grupo Faria, foi a vencedora do processo licitatório para a realização dos serviços. O contrato é para 36 meses (3 anos). A empresa Constroeste Ambiental vai trabalhar sob a supervisão da Urbam, com 17 novos caminhões compactadores, duas unidades a mais do que o último contrato do município.  Os 130 funcionários da atual prestadora de serviço, a Locar serão incorporados pela Constroeste Ambiental, com a manutenção dos direitos trabalhistas e benefícios. De acordo com a Urbam, a coleta de lixo domiciliar abrange todo o município.

Prefeitura de São José dos Campos busca ampliar o aterro sanitário municipal

A prefeitura de São José dos Campos, São Paulo, está com problemas com o destino final do lixo. Estudos apontam que a área do atual aterro sanitário só poderá ser utilizada até março desse ano. Diariamente chegam ao aterro sanitário de São José dos Campos perto de 600 toneladas de resíduos sólidos urbanos. A prefeitura tenta ampliar o espaço de armazenamento de lixo, mas a liberação depende de uma licença da Secretaria de Estado do Meio Ambiente. Por meio da Urbam, a administração municipal protocolou um novo pedido de ampliação, porque o Estado havia requisitado estudos complementares. A nova área prevista para a ampliação tem quase 147 mil metros quadrados e vai até o limite de uma região de mata, onde vivem famílias as quais vão ser removidas pela para um outro local. A prefeitura de São José dos Campos também pediu uma licença provisória para utilizar uma outra área do aterro sanitário, elevando o depósito de lixo, caso demore a liberação do licenciamento ambiental.

Fertilizante produzido pela Sabesp de São José dos Campos é opção para agricultores do Vale do Paraíba

Produtores rurais do Vale do Paraíba têm uma boa opção para adubar suas lavouras com um fertilizante orgânico de qualidade. A Estação de Tratamento de Esgotos de Lavapés, da Sabesp de São José dos Campos (SP), produz, mensalmente, cerca de 400 toneladas deste fertilizante orgânico, batizado de Sabesfértil, proveniente do esgoto doméstico. O Ministério da Agricultura proíbe a estocagem e a revenda de fertilizante orgânico proveniente de Estações de Tratamento de Esgotos, por isso esse produto é gratuito. O Sabesfértil é registrado no Ministério da Agricultura como fertilizante orgânico composto Classe D. Embora possa haver algum receio por parte do produtor agrícola em utilizar na lavoura um fertilizante proveniente de esgoto, de acordo com o próprio ministério, trata-se de um fertilizante de uso seguro. O fertilizante pode ser usado em vários tipos de lavoura, com exceção de hortaliças, raízes, tubérculos, pastagens e capineiras.

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