Empresa Trusher que atua com tratamento de lixo hospitalar no Rio de Janeiro é lacrada pela Polícia Federal

Na última terça-feira (29/11), a empresa Trusher que presta serviços de tratamento de lixo hospitalar, localizada na rua Prefeito Olímpio Melo, em Benfica, na Zona do Rio de Janeiro, recebeu uma inspeção da Polícia Federal e do Batalhão Ambiental.

Nessa inspeção de surpresa, a Polícia Federal (PF) e o Batalhão Ambiental lacraram a usina de tratamento da empresa Trusher, após constatar diversas irregularidades, entre elas a falha no sistema de filtro de águas.

O delegado da PF responsável pela operação disse que encontrou na usina água contaminada vazando para a rua. “Encontrei uma situação lamentável, ainda mais se tratando de uma das principais empresas que oferecem o serviço de tratamento de lixo hospitalar”, argumentou o delegado Fabio Scliar.

Dois funcionários da Trusher foram presos e encaminhados para prestar esclarecimentos na Delegacia de Repressão a Crimes Contra o Meio Ambiente e o Patrimônio Histórico, na Praça Mauá, na Zona Portuária do Rio de Janeiro.

PF flagra fraude na coleta e transporte de lixo hospitalar na cidade do Rio de Janeiro

Na última quinta-feira (20/10) a Polícia Federal (PF), por meio da Delegacia de Meio Ambiente, compareceu no Hospital Quinta D´Or na “Cidade Maravilhosa”.

O estabelecimento de saúde Quinta D’Or é um hospital geral privado, localizado na zona Norte da cidade do Rio de Janeiro, que tem reconhecimento pelo tratamento em casos de alta complexidade e por sua completa emergência, funcionando 24 horas do dia.

No Hospital Quinta D´Or, os agentes da PF localizaram um caminhão coletor de lixo da empresa MULTIAMBIENTAL Coletas e Transportes Ltda, carregando lixo hospitalar do estabelecimento privado.

 A empresa MULTIAMBIENTAL Coletas e Transportes Ltda possui licença de operação (L.O. NO. IN017155), concedida pelo Instituto Estadual do Ambiente (INEA), órgão vinculado a Secretaria do Ambiente do Governo do Estado do Rio de Janeiro.

Conforme a L.O. NO. IN017155, a MULTIAMBIENTAL está habilitada “para realizar as atividades de coleta e transporte de resíduos de saúde e de resíduos sólidos urbanos”.

Essa empresa possui ainda o Certificado de Credenciamento no.28. fornecido pela Comlurb, órgão responsável pela limpeza urbana do Rio, que a permite realizar “os serviços de coleta e transporte de Resíduos Extraordinários, Infectantes e Inertes no município do Rio de Janeiro”.

Em outras palavras, a MULTIAMBIENTAL não pode fazer o tratamento do “lixo hospitalar”, apenas coletar e transportar os resíduos de saúde no Estado do Rio de Janeiro e na cidade do Rio.

A PF comprovou que o lixo hospitalar do Quinta D´Or estava sendo carregado em um caminhão coletor da MULTIAMBIENTAL. Esse lixo hospitalar dentro do caminhão coletor era compactado junto com os resíduos sólidos urbanos que já se encontravam no veículo. Tal disposição configura fraude e crime ambiental. A legislação brasileira determina como proceder com os resíduos de estabelecimentos de saúde do País. Esses devem ser coletados e  tratados (autoclave ou incineração) e depois destinados adequadamente em empreendimento devidamente licenciado.

Segundo o delegado federal Fábio Scliar, três funcionários da empresa de lixo extraordinário e um funcionário do hospital foram detidos e levados à sede da PF para prestar esclarecimentos.

De acordo com o delegado Sciliar, outros estabelecimentos de saúde do Rio de Janeiro são suspeitos de participação no esquema. (mais…)

Ex-secretária municipal de Meio Ambiente é presa em operação que combate o crime ambiental em aterro sanitário de Magé

Há muito tempo vem se noticiando aqui no site Máfia do Lixo as irregularidades na coleta, tratamento e destinação final do lixo hospitalar de estabelecimentos de saúde no Brasil.

Finalmente nessa quinta-feira (15/09) se tomou providências para tentar acabar com um dos crimes ambientais mais frequentes no Rio de Janeiro: a mistura do lixo hospitalar, sem qualquer tratamento, com os resíduos sólidos urbanos dispostos em aterro sanitário.

O destino final inadequado de lixo hospitalar configura crime ambiental grave, uma vez que, além de contaminar o solo e o lençol freático, favorece a proliferação de vetores e de doenças, expondo ao risco a população.

O palco do crime ambiental desse vez é a cidade de Magé no Rio de Janeiro.

Lá existe um aterro sanitário de titularidade da prefeitura carioca de Magé entregue a empresa privada VEREDA Estudos e Execução de Projetos Ltda. A licença ambiental de operação desse aterro sanitário autoriza somente a destinação de resíduos sólidos urbanos (RSS).

Logo enterrar lixo hospitalar nesse “aterro sanitário” em Magé é crime ambiental.

Uma força tarefa composta por 45 agentes da Coordenadoria de Combate a Crimes Ambientais da Secretaria de Estado do Ambiente, do Instituto Estadual do Ambiente, do Batalhão Florestal, da Delegacia Proteção ao Meio Ambiente e por policiais da Polícia Civil do Rio de Janeiro, prenderam 15 pessoas, entre funcionários de empresas privadas, funcionários públicos, as quais estariam envolvidas na destinação de lixo hospitalar no aterro sanitário em Magé.

Entre as pessoas conduzidas a DPMA estava Ana Paula Pacheco Ferro, ex-secretária municipal da pasta de Meio Ambiente de Magé, e atualmente gerente da empresa Vereda Estudos e Execução de Projetos Ltda, que administra o aterro sanitário para a Prefeitura de Magé.

Também foram conduzidas a delegacia de polícia civil, funcionários e motoristas das empresas Coletrans e Irmãos Ribeiro que faziam a descarga irregular de lixo hospitalar no empreendimento do Município de Magé.

As autoridades não informaram para onde será enviado o lixo domiciliar de Magé, já que o aterro sanitário foi interditado.

Documentos e computadores apreendidos durante a operação serão periciados pelo Instituto Carlos Éboli.

A multa pode chegar a R$ 2 milhões.

O mais interessante é que o lixo hospitalar também é enterrado no Aterro Sanitário de Gramacho, em Duque de Caxias (RJ), empreendimento esse de titularidade da Comlurb, empresa de economia mista da Prefeitura do Rio.

Ainda hoje o lixo hospitalar continua sendo enterrado no Lixão de Gramacho, aterro sanitário que ainda não recebeu a Força Tarefa que atuou em Magé.

Certamente se fizerem a mesma caminhada em cima do lixo do “Lixão de Gramacho”, assim como fizeram no aterro sanitário do município de Magé, vão descobrir toneladas de lixo hospitalar que diariamente são enterradas sobre o lixo domiciliar naquele local. E se pode adiantar que o empreendimento não pode receber resíduos de serviços de saúde.

Está aí o novo desafio para a Força Tarefa que integra agentes da Coordenadoria de Combate a Crimes Ambientais da Secretaria de Estado do Ambiente, do Instituto Estadual do Ambiente, do Batalhão Florestal, da Delegacia Proteção ao Meio Ambiente e por policiais da Polícia Civil do Rio de Janeiro. Ou para uns vale a lei e para os outros ela não existe?

Conheça a rota do tráfico internacional de lixo com partida da Espanha e destino final no Brasil

Fiscais da Receita Federal de Itajaí, município do Estado de Santa Catarina, no Brasil, apreenderam na última sexta-feira (02/09) o total de 60 toneladas de lixo que estavam acondicionados em seis contêineres lacrados.

O material foi importado por uma empresa com sede na cidade gaúcha de Farroupilha, no Estado do Rio Grande do Sul. O tráfico teve a participação de uma exportadora uruguaia.

Segundo a Alfândega do Porto de Itajaí, o material não poderia ter sido trazido ao país por falta de condições sanitárias.

Um laudo elaborado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) atestou que o material, identificado como “aparas de plástico”, apresentava a existência de mofo e vetores.

Os seis contêineres com o lixo foram isolados das demais cargas estacionadas no Porto de Itajaí, em virtude do mau cheiro que exalam.

Em uma das etiquetas coladas ao carregamento de lixo é possível identificar o nome de uma empresa de reciclagem da Espanha.

Segundo a Receita, esta é uma das empresas responsáveis pelo comércio ilegal do material oriundo da Espanha com destino final no Brasil.

O registro de importação do lixo teve o valor declarado da carga em R$ 40,7 mil.

O próximo passo, de acordo com a Receita, é autuar a empresa gaúcha que comprou o lixo, que ainda deve ser multada por infrações sanitárias e ambientais. Previsto como crime ambiental, o tráfico de lixo deverá ser investigado pela Polícia Federal (PF).

A rota do navio traficante, carregado com os 6 contêineres e 60 toneladas de lixo, iniciou no porto de Valência na Espanha, em 23 de julho do corrente ano.

De Valência o navio percorreu exatamente 585 milhas e aportou em Livorno na Itália.

De Livorno o navio seguiu para o porto de  Vado Ligure na Itália, cujo trajeto percorrido chegou a 90 milhas.

De Vado Ligure o navio percorreu mais 986 milhas para chegar no porto de Lisboa em Portugal. 

Do porto de Lisboa o navio com as 60 toneladas de lixo tomou rumo da Itália e aportou em Genova, cujo trajeto consumiu 1.019 milhas.

O navio traficante segue de Genova para a Espanha e percorre mais 409 milhas aportando em Barcelona.

A seguir o navio traficante com as 60 toneladas de lixo espanhol toma rumo do Brasil.

Parte de Barcelona e o seu destino é o Rio de Janeiro, trecho que consumiu mais 5.313 milhas.

Do porto do Rio de Janeiro navega mais 209 milhas e aporta em Santos.

De Santos o navio traficante, carregado ainda com as 60 toneladas de lixo,  ruma para a Argentina, percorrendo 1.045 milhas, chegando no porto de Buenos Aires.

De Buenos Aires o navio traficante ruma para Montevidéo, no Uruguai, percorrendo 143 milhas.

No seu último trajeto, o navio traficante carregado com os seis contêineres e 60 toneladas de “aparas de plásticos”, parte de Montevidéo e toma rumo do Brasil, onde chega finalmente no porto de Itajaí, em Santa Catarina. Entre Montevidéo e o porto de Itajaí, o navio percorreu 720 milhas.

O trajeto do tráfico internacional do lixo espanhol durou cerca de 40 dias, envolveu o total de 10.519 milhas, onze portos (Valência, Livornio, Vado Ligure, Lisboa, Genova, Barcelona, Rio de Janeiro, Santos, Buenos Aires, Montevidéo e Itajaí) e seis países (Espanha, Itália, Portugal, Argentina, Uruguai e Brasil).

 “Onde no Brasil seriam enterradas as 60 toneladas de lixo espanhol”?

Pasta de Saúde do Estado do Rio de Janeiro ainda ‘esconde’ informações sobre o lixo hospitalar que é enterrado sem tratamento no ´Lixão de Gramacho´

Quase dois meses após o site Máfia do Lixo requerer informações sobre o lixo hospitalar da Rede Estadual do Rio de Janeiro, a pasta de Saúde, do governo Sérgio Cabral Santos Filho (PMDB), ainda não se manifestou sobre o tema.

A Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro mantém, sem licitação pública, diversos contratos com empresas privadas para os serviços de coleta e transporte de seus resíduos de serviços de saúde (lixo hospitalar), os quais acabam sendo enterrados no Aterro Sanitário de Gramacho, conhecido por “Lixão de Gramacho”, sem qualquer tratamento.

Por sua vez o órgão ambiental estadual que deveria impedir que isso acontecesse (enterrar lixo hospitalar sem tratamento no Gramacho), se omite. Permite que o lixo hospitalar estadual continue a ser destinado no maior lixão da América do Sul em total descumprimento da legislação ambiental brasileira.

Porque o governo do Rio de Janeiro está mantendo empresas privadas, contratadas sem licitação, para a realização desses serviços de coleta, transporte, tratamento e destino final do lixo hospitalar? Quais as empresas que se beneficiam das condições atuais? Quanto é pago para cada uma dessas empresas privadas? Quanto de lixo hospitalar é produzido nos estabelecimentos de saúde do Estado do Rio de Janeiro?

Porque a pasta de Saúde do governo do Estado do Rio de Janeiro ainda não promoveu uma concorrência pública (de acordo com a Lei Federal 8666/93), tendo por objeto a coleta, transporte, tratamento e destino final do lixo hospitalar de seus estabelecimentos de saúde de acordo com as normas do CONAMA?

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro tem que investigar o que acontece com o lixo hospitalar dos estabelecimentos de saúde pública estadual.

Pode iniciar o MPE, a partir dos quesitos formulados pelo site Máfia do Lixo a Coordenadora Chefe da Assessoria de Comunicação Social da Secretaria Estadual de Saúde do Rio de Janeiro, que no início de julho desse ano recebeu email e até a presente data não se manifestou sobre o tema.

O leitor pode a seguir ler na íntegra o email enviado a pasta de Saúde do Rio de Janeiro. (mais…)

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