636 DIAS DE EMERGÊNCIA NO LIXO DE PORTO ALEGRE

DEZ-ANOS-Máfia-do-Lixo-2013A cidade de Porto Alegre, que tanto amamos, vive uma situação insólita. Nessa segunda-feira (09/09/2013) completam 636 dias de emergência no lixo da capital gaúcha.

O governo do prefeito pedetista José Fortunati mantém a sua gestão do lixo operando contratos sem licitação pública, ditos por emergência, com empresas privadas atuando nas áreas de “Coleta de Resíduos Sólidos Domiciliares”, “Coleta de Resíduos Recicláveis”, “Serviço de Capina” e fornecimento de “Containeres” com o transporte de resíduos, entre outros.Prefeito Fortunati - 636 dias de emergência no lixo de Porto Alegre

Há emergência até em “Seguro de Vida” em grupo para servidores que participam da Apólice de Seguro Coletivo na condição de segurados ativos.

Os principais contratos regulares na cidade de Porto Alegre, oriundos de licitações públicas como determina a Lei Federal no. 8.666/93, ou já venceram há muito tempo (636 dias) e hoje são operados na “emergência”, ou estão vencendo, como é o caso do “Serviço de Lavagem de Logradouros Públicos”, da “Coleta de Resíduos Públicos” e do “Transporte dos Resíduos Sólidos Urbanos”.

Os dois principais contratos do Departamento Municipal de Limpeza Urbana – DMLU foram firmados sem licitação pública, por dispensa de licitação, com duas empresas do grupo SOLVÍ Participações S/A: a Revita Engenharia Ambiental S/A que opera a coleta de lixo domiciliar desde o dia 13 de dezembro de 2011, e a Companhia Riograndense de Valorização de Resíduos S/A (ex-SIL Soluções Ambientais Ltda) que enterra mensamente mais de 30 mil toneladas de resíduos sólidos urbanos da capital no aterro sanitário localizado na cidade de Minas do Leão.

A Companhia Riograndense de Valorização de Resíduos S/A tem por dona a REVITA Engenharia Ambiental S/A, empresa privada que detém o percentual de 70% do capital em sociedade com os irmãos César Weinschenck de Faria e Carlos Weinschenck de Faria e Fernando Hartman e René de Matos Caramez, pessoas físicas essas que somam 30% do restante do dinheiro do fundo empresarial.

André Carus - diretor geral do DMLUO diretor geral do DMLU, André Carús, afirmou em 20 de maio de 2013, que “nossa intenção é lançar o edital até agosto. Assim, se tudo der certo, acredito que entre março e abril de 2014 nós já teremos os serviços iniciados”. Carús certamente estava se referindo aos serviços de limpeza urbana que estão sendo operados sem licitações públicas.

A intenção de Carús, do DMLU, de lançar o edital com cinco lotes para os serviços de limpeza urbana de Porto Alegre ficou mesmo na INTENÇÃO. Acabou não acontecendo.

Na verdade, em 22 de agosto de 2013, o DMLU publicou o Edital da Concorrência para a “contratação de empresa para prestação de serviços de limpeza e lavagem de monumentos e logradouros públicos no município de Porto Alegre”, serviço esse que hoje é operado pela empresa privada CONSTRURBAN Engenharia e Construções Ltda, o qual findou em 29 de julho de 2013 (prazo de 60 meses), instrumento que deve ter sido aditado pela autarquia municipal.

A gestão do lixo de Porto Alegre ocorre também por contratos aditados, como é o caso acima e o da “Coleta de Resíduos Públicos”, serviço esse também operado pela empresa privada CONSTRURBAN Engenharia e Construções Ltda.

Certamente todos os contribuintes da “taxa do lixo” de Porto Alegre sabem, que os contratos emergenciais sempre apresentam preços superiores aos praticados em contratos regulares, decorrentes de licitações públicas como determina a Lei Federal no. 8.666/93. E que novos e sucessivos contratos sem licitações públicas, como o da “Coleta de Resíduos Domiciliares”, os preços aumentam sempre acima da inflação. Isso somente interessa as empresas privadas contratadas sem licitações públicas.

Técnicos da área de resíduos sabem que operar os serviços de limpeza urbana de uma cidade, por meio de sucessivos contratos sem licitação pública, ditos emergenciais, é assumir a falta de planejamento do órgão municipal responsável pela “gestão do lixo”.

O Ministério Público de Contas, que atua junto ao Tribunal de Contas do Rio Grande do Sul, e o Ministério Público Estadual gaúcho devem estar tomado providências quanto à falta de licitação pública nas contratações de empresas privadas pela Prefeitura de Porto Alegre, via o Departamento Municipal de Limpeza Urbana – DMLU.

CAMINHÃO DE COLETA DE LIXO - REVITA-636 DIAS DE EMERGÊNCIA NO LIXO DE PORTO ALEGRE636 dias de emergência no lixo de Porto Alegre já é caso de analisar a “improbidade administrativa” (ato ilegal ou contrário aos princípios básicos da Administração Pública, cometido por agente público, durante o exercício de função pública ou decorrente desta).

Porto Alegre continua a mesma, Porto Alegre continua suja!!!

Vereador petebista de Teresina questiona contrato com empresa doadora de campanha do PSDB

DEZ-ANOS-Máfia-do-Lixo-2013O vereador petebista Paulo Roberto Santos, conhecido por “Paulo Roberto da Iluminação” manifestou em sessão pública da Câmara Municipal de Vereadores da cidade de Teresina (PI), a preocupação com uma denúncia surgida no Sul do país sobre a contratação de empresas doadoras de campanha do PSDB.

A denúncia cita a empresa Revita Engenharia Ambiental S/A, que acabou de ser contratada pela Prefeitura de Teresina para explorar o serviço de capina e varrição. O contrato de emergência, sem licitação pública, corresponde a R$ 3.649.205,04 por mês. Ao final de seis meses, o valor chega a R$ 22.162.230,24.

Para o vereador petebista Paulo Roberto essas denúncias precisam ser averiguadas. “Não estamos falando de um contrato de R$ 3 mil. São R$ 3,6 milhões. O documento questiona a falta da ata da reunião em que ficou acertada essa dispensa de licitação. Vamos até a Secretaria de Administração para saber da existência dessa ata”, afirmou.VEREADOR PAULO ROBERTO DA ILUMINAÇÃO - TERESINA - PIAUÍ

A matéria citada pelo vereador petebista Paulo Roberto tem por título “No mês de aniversário de doação eleitoral, empresa doadora ‘ganha’ milionário contrato emergencial no lixo de Teresina” e pode ser acessada na sua íntegra no Blog Máfia do Lixo.

Ou se o leitor preferir dar continuidade no tema em questão, poderá acessar o texto “Campanha eleitoral de prefeito em Teresina recebeu ‘doações ocultas’ de dinheiro de duas empresas donas de aterro sanitário” e conhecer detalhes dos investimentos na democracia no município de Teresina no Piauí.

Provavelmente o próximo alvo envolve a coleta de lixo de Teresina, serviço que hoje é operado pela empresa SUSTENTARE Serviços Ambientais S/A (ex-Qualix).

Certamente o Ministério Público do Piauí deverá realizar uma profunda investigação no processo administrativo de “cotações de preços” para os serviços de capina e varrição de Teresina, instrumento que originou a contratação sem licitação pública da  Revita Engenharia Ambiental S/A, da SOLVÍ Participações S/A, que tem em seu portfólio as empresas Vega Engenharia Ambiental S/A, Companhia Riograndense de Valorização de Resíduos S/A (ex-Sil Soluções Ambientais Ltda) e a concessionária Relima Ambiental S/A, essa última operando em Lima no Peru.

Recomendamos ao leitor acessar o texto “Caso Comunicore: Parte do dinheiro do lixo desviado da Prefeitura de Lima no Peru aparece no tráfico de drogas” publicado no Blog Máfia do Lixo.

Vereadora questiona a contratação sem licitação pública da empresa Revita para a limpeza urbana de Teresina

DEZ-ANOS-Máfia-do-Lixo-2013A vereadora Graça Amorim (PTB) classificou como preocupante o resultado da contratação sem licitação pública pela Prefeitura de Teresina que firmou contrato com a empresa Revita Engenharia Ambiental S/A, do grupo Solví Participações S/A, no final de agosto desse ano.

A parlamentar de Teresina disse que estranha a “rápida mudança” na limpeza pública da capital. “Salta aos olhos a intenção, clara, de mudar a empresa de lixo de Teresina e o direcionamento para quem deveria ganhar essa dispensa de licitação”.

Vereadora Graça Amorim - Município de Teresina - PiauíSegundo a petebista Graça Amorim, o fato já havia sido denunciado durante a campanha das Eleições de 2012. “Nós já havíamos cantado esta pedra. Já anunciamos que isto aconteceria, o que de fato aconteceu”.

Graça Amorim acrescentou que documentos que tratam do tema da contratação sem licitação pública da empresa Revita Engenharia Ambiental S/A, “deverão ser encaminhados para os órgãos de fiscalização e que tem o poder de investigar”.

“Não defendo a empresa Sustentare, que no final de sua gestão falhou no desenvolvimento do serviço, incentivada pela inércia na fiscalização do poder público. Mas agora ficou claro o desejo desta administração de encerrar o contrato da atual empresa e mais claro ainda que o desejo era beneficiar esta empresa, a Revita”, concluiu a vereadora petebista Graça Amorim.

EXPERTÍSE PRIVADA CONTRATADA PELA PREFEITURA DE GRAVATAÍ NÃO DETECTOU IRREGULARIDADES EM EDITAL MILIONÁRIO DO LIXO

DEZ-ANOS-Máfia-do-Lixo-2013Em 26 de agosto desse ano, o editor do Blog Máfia do Lixo recebeu uma correspondência eletrônica do Secretário de Governo da Prefeitura Municipal de Gravataí (RS).

O senhor Luiz Zaffalon ex-presidente da Companhia Riograndense de Saneamento – CORSAN, quando o secretário de Habitação, Saneamento e Desenvolvimento Urbano era o peemedebista Marco Alba, é hoje o secretário municipal de Governo da Prefeitura de Gravataí.Secretário Municipal de Governo da Prefeitura de Gravataí - Sr. Luiz Zaffalon

Com o objetivo de esclarecer alguns pontos importantes em resposta ao texto publicado pelo Blog Máfia do Lixo, em 22 de agosto de 2013, que tem por título “Prefeito de Gravataí suspende milionária concorrência da destinação final do lixo em aterro sanitário privado”,  o secretário de Governo de Gravataí enviou a correspondência eletrônica a qual passo a publicar na sua íntegra. “O Aterro Santa Tecla era utilizado até dia 03/06/2013 por Gravataí, Esteio e Cachoeirinha. Uma ação da Justiça transitada em julgado, e mais um TAC com MP – Gravataí, indicava o encerramento do referido aterro, com obrigações de um PRAD, que já estamos licenciando e ajustando a participação de todos os municípios que contribuíram para esta passivo ambiental. Um acidente (vazamento de chorume) em maio antecipou o fechamento do aterro, tendo em vista o esgotamento e os riscos advindos da continuação da deposição de resíduos naquele local. A partir desta decisão Esteio e Cachoeirinha conseguiram deposição final em São Leopoldo. Para Gravataí não conseguimos esta opção, segundo a empresa CRVR pelo volume, que ultrapassaria a quantidade licenciada para recebimento naquele local. Porém meses antes deste episódio (Fevereiro/13), já tínhamos como certa a busca de um local para deposição final pelas decisões judiciais e pelo esgotamento do Santa Tecla. Para tanto a Prefeitura montou uma comissão especial para tratar do tema RESÍDUOS, composta por Secretários e Especialistas no tema como por exemplo, o Biólogo Jackson Muller; Contratamos o escritório do Dr Helio Saul Mileski pelo amplo conhecimento e expertise na montagem de EDITAIS. Ou seja, reconhecemos a complexidade do tema e a falta de experiência de nossa área de compras em assunto tão especifico. Contratamos ainda especialistas sobre levantamento de custos e a montagem das planilhas que acompanham o edital; visitamos vários municípios buscando um modelo de plataforma de transbordo adequada ao volume produzido por Gravataí. Ou seja, sabemos da necessidade de decência, conhecimento, clareza e transparência para tratar de questão tão complexa e de interesse social. Este mesmo time deverá montar o edital do PRAD e da coleta que têm seu contrato com término em breve. Desde o início deste processo tínhamos Cachoeirinha com parceira, pois sendo conurbada com Gravataí certamente teria vantagens em não precisar de área licenciada, balança e a construção de estação de transbordo individual. Esteio desde o inicio do processo já tinha optado por São Leopoldo, tendo em vista a proximidade e de não precisar transbordo. O EDITAL foi montado e publicado com a tonelagem de Cachoerinha incluída, pois a Administração desta nunca havia dito nada em contrário em diversas reuniões ocorridas. Para nossa surpresa, semana passada fomos informados mediante ofício, que Cachoeirinha teria optado pela opção São Leopoldo. Nós por óbvio, desconhecemos que tenha havido concorrência na cidade de Cachoerinha para destinação final. Nunca ouvimos falar ou lemos qualquer coisa a respeito, pois temas desta natureza sempre suscitam muita notícia. Somos parceiros de Cachoerinha em vários assuntos de interesse comum. Os Prefeitos estão sempre em contato, seja pessoal ou através da GRANPAL. Porém com esta decisão de Cachoeirinha, teríamos que alterar os quantitativos do EDITAL e por este motivo ocorreu a suspensão da concorrência. Tão logo tenhamos as tabelas de custo corrigidas, publicaremos novamente. Coloco-me a Vossa disposição para qualquer esclarecimento adicional. Luiz Zaffalon Secretário SGG.”

Contestando as palavras do secretário Luiz Zaffalon, primeiramente vou me referir ao acidente no Aterro Sanitário de Santa Tecla, ocorrência que essa autoridade prefere assim se referir, quando afirma que o “vazamento de chorume” constatado em maio desse ano no empreendimento de titularidade da Prefeitura de Gravataí, acabou originando o seu fechamento definitivo em junho desse ano.

RELATÓRIO CRIME AMBIENTAL EM GAVATAÍ - RSCertamente o secretário de Governo tem conhecimento do “Relatório de Vistoria – Situação Operacional do Aterro Santa Tecla”, de maio de 2013, que foi confeccionado pela Fundação Municipal de Meio Ambiente – FMMA da Prefeitura de Gravataí.

Diz o referido relatório, que “a vistoria no Aterro de Santa Tecla foi realizada nos dias 13/05/2013 e 18/05/2013 após denúncia recebida pela Fundação Municipal do Meio Ambiente, e que acompanharam a visita técnica o Geólogo José Alberto Pinheiro e o Biólogo Jackson Müller (dia 13/05/2013), e no dia 18/05/2013 a vistoria foi acompanhada pelo encarregado Lucas Dias e o Engenheiro Fabiano Sewiki da SMSU”.ATERRO SANTA TECLA COM LIXO DESCOBERTO - VISTORIA 2

Consta nesse mesmo documento público, que “a vistoria percorreu a base do aterro nos limites laterais e a parte superior, além da área de separação e triagem dos resíduos recicláveis. Constatou-se diversas irregularidades operacionais, bem como da implementação parcial das medidas determinadas na Notificação nº 34/2013 da FMMA. Verificou-se grande acúmulo de pneus de forma irregular em diversos locais do aterro, (1) construção de unidade de processamento de plásticos sem licenciamento ambiental, (2) animais soltos no aterro, (3) invasão do aterro por catadores, (4) grandes extensões do aterro sem cobertura e impermeabilização, disposição de resíduos industriais, (5) falta de sistema de drenagem das águas pluviais, (6) altura elevada do aterro, (7) número reduzido de drenos de gases, (8) locais inadequados de extravasamento e acúmulo de líquidos contaminados provenientes do aterro, (9) com grande quantidade de aves.”

Em outras palavras, o “acidente” ocorrido no Aterro Santa Tecla, na verdade trata de “nove crimes ambientais” praticados em empreendimento público, de responsabilidade do governo do prefeito peemedebista Marco Alba.ATERRO SANTA TECLA - DISPOSIÇÃO DE RESÍDUOS INDUSTRIAIS - VISTORIA

Diz ainda o secretário Luiz Zaffalon em sua correspondência eletrônica, que “contratamos o escritório do Dr. Helio Saul Mileski pelo amplo conhecimento e expertise na montagem de EDITAIS”.

O secretário de Governo não informou como foi contratado o escritório do Dr. Helio Saul Mileski pela Prefeitura de Gravataí.

A Prefeitura de Gravataí já fez dezenas de editais em quase todas as áreas de interesse público, incluindo os serviços de limpeza urbana (lixo).

Certamente a Prefeitura de Gravataí possui dezenas de técnicos capazes de confeccionarem os instrumentos (editais) de licitações públicas. É inacreditável que se tenha que contratar escritório profissional privado para a confecção de edital do lixo em Gravataí.

O governo do prefeito Marco Alba confeccionou o edital para a Concorrência Pública Nº 001/2013, certame esse que tem por objeto a “contratação de empresa especializada para prestação de serviços de operação da estação de transbordo, transporte e deposição final de resíduos sólidos em Aterro Sanitário Externo”, e que se encontra suspenso.

Considerando declaração acima do secretário Luiz Zaffalon, podemos acreditar que o escritório do Dr. Helio Saul Mileski redigiu o EDITAL DA CONCORRÊNCIA PÚBLICA Nº 001/2013

Gravíssima é a declaração do secretário de Governo de Gravataí, quando afirma nessa correspondência eletrônica, que “o EDITAL DA CONCORRÊNCIA PÚBLICA Nº 001/2013 foi montado e publicado com a tonelagem [LIXO] de Cachoerinha incluída”.

Quem redigiu o edital dessa concorrência de Gravataí estimou uma massa média mensal de 7.024,500 toneladas de resíduos sólidos urbanos. Ou seja, fez incluir algo perto de 5.024,500 toneladas/mês de lixo de Gravataí e mais 2.000 toneladas/mês de resíduos de Cachoeirinha.EDITAL-LIXO-GRAVATAI-MASSA-MÉDIA A SER CONTRATADA

Em nenhum item do EDITAL DA CONCORRÊNCIA PÚBLICA Nº 001/2013, a Prefeitura de Gravataí fez o registro de que incluiu nesse instrumento público a tonelada mensal de lixo produzida pelo município de Cachoeirinha.

São 2.000 toneladas/mês de resíduos sólidos urbanos produzidos pelo município de Cachoeirinha. Essa massa de resíduos foi introduzida no edital de Gravataí, sem que se tenha conhecimento público, sem que se conheçam as responsabilidades de cada prefeitura, e que alteraram todo o instrumento milionário.

Quem leu na íntegra o EDITAL DA CONCORRÊNCIA PÚBLICA Nº 001/2013 certamente analisou o quanto é produzido de lixo no município de Gravataí, e com absoluta certeza se deparou com um acréscimo de 29% na massa estimada de resíduos.

Inacreditável!!!

Estamos falando de documentos públicos, licitação pública milionária, e se aumenta em 29% a massa de lixo no edital da Prefeitura de Gravataí, sem qualquer informação pública?

Quais os documentos públicos que se fizeram anexar no processo administrativo da Prefeitura de Gravataí para aumentar a tonelada estimada de resíduos e custos de operação dos três serviços diferentes da área de limpeza urbana?

Porque não fizeram incluir essas informações no EDITAL DA CONCORRÊNCIA PÚBLICA Nº 001/2013 da Prefeitura de Gravataí? E a expertise contratada de escritório privado não detectou essa monumental irregularidade editalícia?

Com a suspensão do EDITAL DA CONCORRÊNCIA PÚBLICA Nº 001/2013, e as alterações que terão que ser realizadas nas Planilhas de Custos dos serviços a serem licitados pela Prefeitura de Gravataí, o resultado é a assinatura de um segundo contrato sem licitação pública, dito por emergência, a ser firmado com a Companhia Riograndense de Valorização de Resíduos S/A (CRVR), onde a REVITA Engenharia Ambiental S/A detém o percentual de 70%, em sociedade com os irmãos César Weinschenck de Faria e Carlos Weinschenck de Faria e Fernando Hartman e René de Matos Caramez, pessoas físicas essas que ficaram com os restantes 30%.

Em decorrência dessa mesma suspensão do presente edital, a Prefeitura de Gravataí terá que fazer também um segundo contrato sem licitação pública, dito por emergência, com a empresa que opera o transporte dos resíduos sólidos urbanos até o aterro sanitário de Minas do Recreio, em Minas do Leão (RS), onde a CRVR explora a destinação final do lixo de 150 cidades gaúchas.

O Ministério Público do Estado do Rio Grande do Sul deve analisar se ocorreu improbidade administrativa. É inaceitável que tudo isso tenha ocorrido. E que se contrate escritório privado para redigir edital do lixo.

Contratos sem licitação pública no lixo rolam de ponta a ponta pelo Brasil.

Campanha eleitoral de prefeito em Teresina recebeu ‘doações ocultas’ de dinheiro de duas empresas donas de aterro sanitário

DEZ-ANOS-Máfia-do-Lixo-2013Na semana passada, o Blog Máfia do Lixo apontou um dos maiores escândalos no lixo do Brasil que acabava de se consumar, “após o horário de expediente público”, no município piauiense de Teresina.

O leitor deve acessar o texto que tem por título “No mês de aniversário de doação eleitoral, empresa doadora ‘ganha’ milionário contrato emergencial no lixo de Teresina”, e conhecer detalhes das “doações ocultas” realizadas por empresas de lixo ao PSDB Nacional e Diretório Estadual do PSDB no Piauí, cujos valores foram posteriormente transferidos para as contas da campanha do tucano Firmino Filho, candidato ao cargo de Prefeito no município de Teresina.

Na matéria acima publicada no Blog Máfia do Lixo, em 26 de agosto de 2013, mostramos que a Companhia Riograndense de Valorização de Resíduos S/A (CRVR) é uma operadora de aterros sanitários em solo gaúcho, cujo capital social é formado pela empresa Revita Engenharia Ambiental S/A com o percentual de 70%, mais os irmãos César Weinschenck de Faria e Carlos Weinschenck de Faria e Fernando Hartman e René de Matos Caramez, pessoas físicas essas que detém os restantes 30%.

A Companhia Riograndense de Valorização de Resíduos S/A (CRVR) fez uma transferência de dinheiro ao Diretório Estadual do PSDB no Piauí no valor total de R$ 500.000,00 (quinhentos mil reais), conforme registros no TRE-PI.

Se essa empresa atua no Rio Grande do Sul qual o interesse em financiar a campanha de candidato a prefeito no Piauí?

Essa “doação oculta” da CRVR acabou abastecendo as contas de campanha do candidato tucano Firmino Filho, eleito prefeito em 2012 no município de Teresina.

A Revita Engenharia Ambiental S/A que vem a ser “dona” da Companhia Riograndense de Valorização de Resíduos S/A (CRVR), onde possui 70% do capital dessa operadora de aterros sanitários em solo gaúcho, acabou sendo a verdadeira “doadora oculta” na campanha eleitoral do candidato tucano Firmino Filho no município de Teresina.

DOAÇÕES AO PSDB VIA LIMPEL LIMPEZA URBANA LTDA - CAMPANHA PIAUÍ
Além da “doação oculta” da Companhia Riograndense de Valorização de Resíduos S/A, a campanha eleitoral do candidato tucano Firmino Filho foi abastecida com dinheiro oriundo da empresa LIMPEL Limpeza Urbana Ltda, que entre julho e outubro do ano das Eleições de 2012 transferiu ao Diretório Estadual do PSDB no Piauí o montante de R$ 544.000,00 (quinhentos e quarenta e quatro mil reais).

Por sua vez, o Diretório Estadual do PSDB do Piauí fez transferências do dinheiro para a campanha de seu candidato tucano no município de Teresina.

Certamente a população do Piauí está se perguntando “porque a CRVR e a LIMPEL fizeram as ‘doações ocultas’ ao PSDB, quando poderiam financiar diretamente a campanha eleitoral do candidato tucano Firmino Filho”?

A LIMPEL Limpeza Urbana Ltda pode ser acessada clicando aqui.

Consta nesse site da LIMPEL que entre as “empresas do grupo”, que fazem parte do seu portfólio empresarial, está a URCD Ilha Grande Comércio, Serviços e Construção Ltda.

IMAGEM-SITE LIMPEL-EMPRESAS DO GRUPO

No Piauí, a empresa do grupo LIMPEL, a URCD Ilha Grande Comércio, Serviços e Construção Ltda até os primeiros meses desse ano era “dona” de aterro sanitário que estava sendo instalado no município de Altos.

A cidade de Altos faz parte da “Grande Teresina” no Piauí, possuindo uma população de mais de 39.232 habitantes, conforme estimativa do IBGE de julho de 2013, publicada em 23 de agosto desse ano.

Em 02 de abril de 2013, a REVITA Engenharia Ambiental S/A dona da Companhia Riograndense de Valorização de Resíduos S/A (‘doadora oculta’ da campanha eleitoral do candidato tucano Firmino Filho) e “ganhadora” de milionário contrato de emergência na área do lixo no município de Teresina, conjuntamente com a empresa URCD Ilha Grande Comércio, Serviços e Construção Ltda, pertencente ao grupo LIMPEL, conseguiram aprovar no Conselho Administrativo de Defesa Econômica – CADE o Ato de Concentração no. 08700.002320/2013-41.

ATO CONCENTRAÇÃO-REVITA-URCD-APROVADO NO CADE

A REVITA Engenharia Ambiental S/A e a URCD Ilha Grande Comércio, Serviços e Construção Ltda criam então a PIAUÍ AMBIENTAL S/A, onde a primeira tem 51% do capital da empresa e a segunda o percentual de 49%.CTR ALTOS

A empresa PIAUÍ AMBIENTAL S/A passa a ser então a titular de aterro sanitário no município de Altos (PI), denominado pela LIMPEL e REVITA de “Central de Tratamento de Resíduos de Altos”, ou simplesmente CTR ALTOS.

A CTR Altos de titularidade PIAUÍ AMBIENTAL S/A (formada pela REVITA e URDC/LIMPEL) é um empreendimento privado que poderá receber todo o lixo do município de Teresina, da cidade de Altos, e de outros 21 municípios da região metropolitana e até do interior do estado.

TUCANOS NO LIXOEntão fica claro para todo o Brasil, que a campanha eleitoral do candidato tucano Firmino Filho foi abastecida com “doações ocultas” via o PSDB Nacional e o Diretório Estadual do PSDB/PI, dinheiro esse que tem por origem DUAS EMPRESAS que são “DONAS DE ATERRO SANITÁRIO” no Piauí.

Certamente o interesse do governo do prefeito Firmino Filho é encerrar o Aterro Sanitário municipal de Teresina, e a seguir enviar diariamente as 1.385 toneladas de lixo produzidas na capital piauiense para o empreendimento da PIAUÍ AMBIENTAL S/A, empresa que tem por sócias as duas “doadoras ocultas” na Eleição de 2012.

A ferramenta para que as mais de 432 mil toneladas de lixo produzidas anualmente na cidade de Teresina sejam destinadas no CTR ALTOS da PIAUÍ AMBIENTAL S/A (onde a REVITA tem 51% e a URDC/LIMPEL com 41%), por 30 anos, é a “concessão pública” dos serviços de limpeza urbana e destinação final em aterro sanitário, como foi previsto no Plano de Governo de 2012 do candidato tucano Firmino Filho.

PLANO DE GOVERNO-FIRMINO FILHO-CAPA e PAGINAS 72 e 73-FINAL

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