O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou na noite do último sábado, em Riad, novos acordos com o rei da Arábia Saudita, Abdullah Bin Abdulaziz Al Saud, que abrangem “todos os setores econômicos”. Os acordos foram assinados a portas fechadas no Palácio Real, residência do rei, e abrem a possibilidade de amplos investimentos mútuos nos próximos anos. Segundo o Itamaraty, os acordos incluem o desenvolvimento científico, tecnológico, hídrico, elétrico e de infra-estrutura, o que abriria caminho para empresas brasileiras e pessoas físicas interessadas em entrar em projetos bilionários que a Arábia Saudita planeja em seu território. A Arábia Saudita é o maior parceiro comercial do Brasil na região. Brasil e Arábia Saudita também assinaram acordos de cooperação em áreas de infra-estrutura para o desenvolvimento de ferrovias, transportes, aviação, construção de estradas, telecomunicações, energia e tratamento e reciclagem de lixo.
Ontem, sexta-feira (15/05), a Prefeitura de São José do Rio Preto notificou a empresa Leão & Leão Ltda sobre a inexecução do contrato do lixo. Esse polêmico contrato do lixo foi firmado em setembro de 2007 e envolve o valor de R$ 61.200.000,00 a preços iniciais. A partir do recebimento da notificação, a empresa Leão & Leão Ltda tem agora cinco (5) dias para contestar cada uma das irregularidades apontadas pela Prefeitura de São José do Rio Preto. O prazo começa a contar no primeiro dia útil após esse final de semana, ou seja, inicia na segunda-feira (18/05). O prazo vence na sexta-feira (22/05). A contestação da “Notificação” a ser entregue pela Leão & Leão Ltda a Prefeitura de São José do Rio Preto, até a próxima sexta-feira, não terá efeito prático para evitar que seja determinada a rescisão do contrato do lixo. Recebida a contestação da Leão & Leão Ltda a Prefeitura de São José do Rio Preto, em até cinco dias, fará a analise do documento e procederá na confecção de um relatório final sobre o tema. O Executivo Municipal rio-pretense de posse do relatório poderá declarar ou não a rescisão do contrato do lixo. Mas tudo indica que será “quebrado o contrato”. Com a rescisão do contrato do lixo, restará a Prefeitura de São José do Rio Preto contratar, por dispensa de licitação, em caráter emergencial, os serviços essenciais de limpeza urbana e meio ambiente. A decisão do prefeito Valdomiro Lopes (PSB) poderá ser conhecida até 29 de maio de 2009. Detalhes reveladores constam na “Notificação” entregue a Leão & Leão Ltda. Entre os itens considerados irregulares, a Prefeitura de São José do Rio Preto aponta “que o processo de triagem e compostagem constatado pelas notas fiscais e planilhas de medições dos meses de outubro de 2008 a março de 2009 vem apresentando índices inferiores a 3% do total coletado, percentual que sequer atende a obrigação contratual do composto orgânico ao município”. O contrato do lixo prevê que a empresa Leão & Leão Ltda deverá fazer diariamente a reciclagem das 320 toneladas de resíduos sólidos oriundos da coleta domiciliar. A notificação foi entregue pela Prefeitura na sede da empresa Leão & Leão Ltda, localizada no distrito industrial Carlos Arnaldo da Silva, em São José do Rio Preto.
Os prefeitos de Salto e Indaiatuba, estiveram entre os dias 10 e 16 de abril, em viagem ao Exterior, visitando algumas usinas de países com novas tecnologias. Na Finlândia, especificamente em Helsing, conheceram todo o processo patenteado no país, onde a energia conseguida através da Usina aquece a água de toda a população da cidade. Os prefeitos acompanhados de técnicos também conheceram os aterros sanitários de Barcelona e Nova York, onde o lixo é processado em blocos e ensacado, o que permite uma sobrevida ao aterro sanitário. Outro detalhe que despertou a atenção dos prefeitos brasileiros é a forma consciente e responsável com que a população daqueles países trata a questão do lixo e a reciclagem, enviando para os aterros sanitários só o que realmente não é aproveitado. O próximo passo do trabalho será a realização de estudo de viabilização por parte das Secretarias Municipais de Obras e Planejamento das duas cidades. “Para Salto onde a duração do aterro sanitário está com os dias contados, a parceria com Indaiatuba na questão do lixo é extremamente bem vinda, principalmente com a possibilidade de aproveitá-lo na geração de energia, uma vez que nossa Estância Turística pretende ser modelo de qualidade de vida”, afirmou o prefeito saltense, Geraldo Garcia.
A coleta seletiva da cidade de Ribeirão Preto, em São Paulo, representa 8 toneladas de material reciclável, que é coletado diariamente (menos domingo). Isso chega a apenas 4% do total do lixo da cidade. Quem perde é o contribuinte ribeirão-pretense. Basta entender que com menos lixo reciclado mais a Prefeitura de Ribeirão Preto paga para transportar os resíduos sólidos urbanos que são enterrados no aterro sanitário na cidade de Guatapará. A coleta de papel, plástico, vidro e metais é realizada pela prefeitura em 29 bairros da cidade, no sistema porta a porta, no qual o caminhão passa nos bairros recolhendo o lixo depositado na rua pelos moradores. Também há contêineres distribuídos em escolas e condomínios. O material recolhido é posteriormente entregue as cooperativas de reciclagem. O saldo de 96% do lixo de Ribeirão Preto e destinado no aterro sanitário privado, onde vão gerar o biogás e a seguir capturado, vão produzir energia no empreendimento. Esses dois itens representam receita para a empresa de Guatapará. De acordo com a chefe do setor de resíduos do Daerp a intenção da prefeitura é ampliar gradativamente a coleta seletiva até atingir toda a cidade de Ribeirão Preto.
O Vaticano e o próprio Papa Bento XVI têm tido várias intervenções em favor de uma “economia verde” e do respeito pelo meio ambiente, traduzidas em gestos práticos. A reciclagem, por exemplo, é já uma realidade implantada no Vaticano: um ano após o início da coleta diferenciada de lixo no pequeno Estado, 42% dos containeres para os resíduos são destinados a materiais recicláveis. Esta realidade confirma o crescimento da preocupação ecológica no Vaticano. Outro sinal da preocupação ecológica é o fato de o próprio Estado da Cidade do Vaticano ter sido o primeiro a chegar ao objetivo de “emissões zero” de carbono, com a criação, em 2007, de uma zona florestal em território húngaro. Do Papa e dos seus colaboradores têm chegado diversos apelos em favor de uma economia sustentável e respeitadora do ambiente, em defesa do acesso universal à água como um direito humano e mesmo na promoção de um turismo mais ecológico.
O recente Compêndio da Doutrina Social da Igreja apresenta uma série de números dedicados a este tema. No ponto 481 pode ler-se que “os atuais problemas ecológicos, de caráter planetário, apenas podem ser eficazmente enfrentados através de uma cooperação internacional capaz de garantir uma maior coordenação do uso dos recursos da terra”. Mais à frente, é referido que “os graves problemas ecológicos exigem uma efetiva mudança de mentalidade que induza a adotar novos estilos de vida”.