Caminhões de lixo da QUALIX-SUSTENTARE somem do mapa de Porto Alegre

Em 12 de janeiro de 2011, o prefeito José Fortunati (PDT), juntamente com o Departamento Municipal de Limpeza Urbana (DMLU) da Prefeitura de Porto Alegre, divulgaram que estariam a partir do final de semana seguinte oportunizando o “monitoramento via satélite” em tempo real da coleta de lixo da capital gaúcha.

Diziam as autoridades “que veículos coletores compactadores de lixo utilizados na operação da coleta de resíduos sólidos de Porto Alegre seriam equipados com o GPS”.

“A ferramenta garantirá um relatório completo sobre o serviço de coleta de lixo executado”, dizia naquela oportunidade o diretor geral da autarquia responsável pela limpeza urbana da cidade gaúcha.

O “monitoramento via satélite em tempo real da coleta de lixo seria uma transparência e integração com as ações da Prefeitura de Porto Alegre”, declarou o diretor geral do DMLU em janeiro desse ano.

Passados mais de nove meses após o início do monitoramento via GPS da coleta de lixo de Porto Alegre, o novo sistema do DMLU, da Qualix/Sustentare, e da PROCEMPA (órgão de processamento de dados do governo municipal), simplesmente não funciona.

Neste sábado (05/11), o administrador Enio Noronha Raffin fez uma visita no site do DMLU, e depois de alguns cliques, encontrou o local onde está publicado o texto: “Caminhões da coleta de lixo domiciliar Online”. No decorrer desse texto há a seguinte frase: “Clique aqui, então, e veja se a coleta próxima de sua residência já foi feita ou está em andamento”.

O mapa de monitoramento via satélite (GPS) em tempo real da coleta de lixo pode ser também aberto clicando em http://www2.portoalegre.rs.gov.br/dmlu/coleta/coleta.php

A surpresa que o leitor ou contribuinte da “taxa de lixo” de Porto Alegre vai ter, ao ser aberto o mapa de Porto Alegre, é que não verá os caminhões coletores de lixo da Qualix/Sustentare.

Simplesmente eles sumiram do mapa de Porto Alegre.

Isso impede a fiscalização dos caminhões de lixo, que trafegam pelas ruas e avenidas da cidade de Porto Alegre.

O sistema GPS a que se referiu o diretor geral, coronel Mário Moncks, deveria estar em funcionamento desde 2007 nas sedes da Qualix/Sustentare e do DMLU, para que pudessem fiscalizar “on-line” a coleta de lixo domiciliar, de acordo com o contrato público.

É bom lembrar, que qualquer bisbilhoteiro sabe que o contrato da coleta do lixo domiciliar de Porto Alegre foi assinado pelo diretor Mário Monks, em novembro de 2007, e que de lá para cá já transcorreram pelo menos 4 anos, e nada se sabe dos resultados do GPS do DMLU.

Dados sobre esse monitoramento não são públicos, e se desconhece as irregularidades cometidas pela empresa privada que coleta o lixo da capital gaúcha. Certamente sem essa publicação dos dados do GPS faltou transparência a Prefeitura de Porto Alegre e ao DMLU.

Ainda nessa segunda-feira (07/11), às 7h21 os caminhões de lixo da empresa Qualix/Sustentare ainda não eram vistos no mapa de Porto Alegre.

 

Empresário pernambucano importador de lixo hospitalar dos Estados Unidos durante 8 anos exportou para a Angola

O empresário titular da empresa Na Intimidade Ltda, e dono das lojas “Império do Forro de Bolso”, criou o “Triangulo do Lixo Hospitalar” em Pernambuco.

Nas cidades de Santa Cruz do Capibaribe, Toritama e Caruaru, no Agreste Pernambucano, o empresário Altair Teixeira de Moura estabeleceu as suas unidades de confecção.

A especialidade desse empresário pernambucano é o forro de bolso para calças jeans, calças de ternos, e para bermudas de crianças e adultos. Como o tecido de forro de bolso não aparece, e certamente como insumo é o mais barato na linha de produção de peças do vestuário, a importação de “tecidos de algodão com defeito” – lixo hospitalar – era o mais lucrativo para o empresário.

Desde o ano de 2009, que a empresa Na Intimidade Ltda importa “tecidos de algodão com defeito” dos Estados Unidos.

As autoridades rastrearam as importações da Na Intimidade Ltda e somente em 2011 apontam que essa empresa importou 22 containeres contendo “tecidos de algodão com defeito”.

Dois desses containeres importados pela Na Intimidade Ltda foram apreendidos na semana passada pela Receita Federal no porto de Suape, e somam 46,6 toneladas de lixo hospitalar.

Agentes de fiscalização da Anvisa e Ibama e a delegada que conduz as investigações, localizaram entre a última sexta-feira (14/10) e essa segunda-feira (17/10) o total de 38 toneladas de lixo hospitalar dentro das unidades da empresa Na Intimidade Ltda, instaladas nos municípios pernambucanos de Santa Cruz do Capibaribe, Toritama e Caruaru.

Alguns milhares de kilos de lixo hospitalar estavam prontos para entrarem na mesa de corte e serem magicamente transformados em forro de bolso, os quais seriam colocados no mercado brasileiro e nas unidades “Império do Forro de Bolso”, incluindo a loja virtual que a empresa mantinha na internet. Outros milhares de kilos de forro de bolsos já estavam prontos e aguardavam em um depósito os seus destinos.

A importação de lixo hospitalar dos Estados Unidos já soma 84,6 toneladas (46,6 apreendidas no porto de Suape e mais 38 nas unidades da empresa).

Entre as estratégias de venda do forro de bolso, o empresário utilizou um site na internet para alavancar seu negócio. A empresa Na Intimidade Ltda mantinha uma loja virtual denominada Império do Forro de Bolso no endereço da internet www.forrodebolso.com.br.

No site, Moura dizia que “vendemos forro de bolso para calça e bermudas, jeans, brim, social sob suas medidas, também temos forro com medidas padrão. Despachamos para todo o Brasil e podemos exportar também. Tecido 50% algodão e 50% poliester, branquiado já pré-lavado. Otimize sua produção comprando o forro do bolso de suas confecções já cortadas sob suas medidas. Preços especiais para EXPORTAÇÃO.” 

“Informações para contato – Telefone 55 81 37412950 – Celular – 55 81 91043403  -Endereço – Av. Prefeito Braz de lira nº 534 – Malaquias – Estado – Pernambuco – Cidade – Santa Cruz do Capibaribe – País – Brasil – FALE CONOSCO: POR EMAIL: contato@forrodebolso.com.br POR TELEFONE: 81-3741.2950 ou 81-91043403 falar com Sr. Altair Moura MSN: altair@sccnet.com.br SKYPE: MOURAALTAIR”

O empresário pernambucano é experiente na importação de tecidos. Entre 2001 e 2011 sempre esteve a frente de duas empresas de confecções que importavam tecidos Estados Unidos.

E sabe-se agora que Altair Moura também domina o comércio da exportação. Por meio de sua primeira empresa (deixou a sociedade em 2009) exportou seus produtos para a Angola entre os anos de 2002 e 2009.

Dados na internet mostram os negócios das exportações desse empresário pernambucano que importou lixo hospitalar dos Estados Unidos.

Moura chegou a declarar numa determinada época, que “a cada três meses, um contêiner embarca com um volume de 100 mil e 200 mil peças produzidas no interior pernambucano”.

Tudo começou a partir de uma feira da África do Sul, em 2000. “Fui convidado para expor os meus produtos. No final do evento, descobri que as pessoas de lá não eram meu público, mas que poderia me dar muito bem em Angola”, relembra Altair Moura.

O mais incrível são os princípios declarados pelo empresário que importou lixo hospitalar, e publicados no site da loja virtual que mantinha na internet.

MISSÃO

CONSTRUINDO NOSSO FUTURO:
Desenvolver e comercializar produtos inovadores, de alto valor percebido, com qualidade e rentabilidade classe mundial e criação de valor para funcionários, fornecedores e clientes, atuando com responsabilidade social e ambiental.

PRINCÍPIOS QUE NOS GUIAM:
Ética: Integridade, honestidade, transparência e atitude positiva na aplicação das políticas internas e no cumprimento das leis.
Informações revelam que somente a empresa Na Intimidade Ltda, desde 2009 até a presente data, teria importado 60 (sessenta) containeres de “tecidos de algodão com defeito”. Se confirmarem as informações de importação é preciso saber o destino dos forros de bolso dados pelo empresário pernambucano. Seriam 1.398 toneladas de lixo hospitalar importadas dos Estados Unidos (para conhecimento do leitor a cidade de Porto Alegre produz algo perto de 1.500 toneladas de lixo por dia).

Com o lixo hospitalar vindo dos Estados Unidos, o empresário poderia confeccionar 1.398.000 kilos de forro de bolso. Se considerarmos o preço de R$ 14,00 por kilo de forro de bolso anunciado no site da loja virtual Império, o faturamento da Na Intimidade Ltda, de titularidade do empresário pernambucano, poderia chegar ao milionário valor de R$ 19.527.000,00 com a importação lixo hospitalar dos Estados Unidos nos últimos 3 anos.

Novo sinal em Porto Alegre e a velha faixa de segurança sem pintura não diminuem os atropelamentos na capital gaúcha

Era uma tarde de setembro de 2009. Dias antes da entrada da primavera.

Em Porto Alegre, o governo do então prefeito José Fogaça (PMDB) que tinha por seu vice prefeito José Fortunati (PDT), acabava de lançar mais uma campanha milionária de publicidade, denominada “Novo Sinal”.

A campanha de trânsito “Novo Sinal”, conforme dito pelo governo municipal da capital gaúcha, “tem por objetivo mudar os hábitos de trânsito da cidade de Porto Alegre, com ações de conscientização desenvolvidas para pedestres, motociclistas, motoristas e ciclistas”.

O governo do então prefeito José Fogaça investiu recursos públicos para divulgar o “Novo Sinal” entre os meses de setembro e dezembro de 2009.

Popularmente o “Novo Sinal” passou a integrar o portfólio de sinais de trânsito. Digo popularmente porque o “Novo Sinal” não está previsto em lei federal.

Diziam as autoridades municipais, em setembro de 2009, que “o novo sinal veio justamente para reforçar a importância do respeito à faixa de segurança e estabelecer um diálogo entre o pedestre e o motorista, sinalizando que o pedestre deseja atravessar”.

Naquele ano, foram veiculados anúncios do “Novo Sinal” em televisão, rádio, jornal, cinemas, outdoor e ônibus, além de placas em travessias sem sinaleiras e cancelas de estacionamentos. Certamente milhões de reais foram pagos a esses meios de comunicação.

Ao todo, o novo sinal de trânsito esteve visível em 605 diferentes pontos da capital, disseram as autoridades municipais.Também foram serão distribuídos adesivos aos motoristas e taxistas, além de material informativo à população.

Considerando os estudos desenvolvidos pela Empresa Pública de Transporte e Circulação – EPTC, órgão gestor do trânsito em Porto Alegre, que tem como foco principal a busca por um trânsito mais seguro, entre os meses de janeiro e agosto de 2009 ocorreram 817 atropelamentos.

Como parte da campanha milionária, a Prefeitura de Porto Alegre disse que mandou repintar 4.800 das 6.000 faixas de segurança da cidade. Isso lá em 2009.

Fogaça chegou a afirmar no lançamento do “Novo Sinal”, vestindo a camiseta da campanha,  que “gostaria que Porto Alegre fosse admirada, além de sua área arborizada, de ter a maior Feira do Livro a céu aberto do Brasil, também fosse reconhecida como a cidade com mais educação no trânsito e que respeita os pedestres”.

De lá (2009) para cá (2011) o que mudou em Porto Alegre?

José Fogaça (PMDB) deixou o comando da prefeitura de Porto Alegre para concorrer ao governo do estado do Rio Grande do Sul. Acabou sofrendo derrota.

José Fortunati (PDT) assumiu como prefeito da capital gaúcha.

E os dados estatísticos sobre os acidentes de trânsito, divulgados pela EPTC, mostram a realidade após o ano de lançamento do “Novo Sinal”.

Acima  já falamos que em 2009, entre janeiro e agosto, ocorreram 817 atropelamentos na capital gaúcha.

No ano seguinte, em 2010, no mesmo período (entre janeiro e agosto) ocorreram 1.041 atropelamentos, um acréscimo de 224 vítimas em plena campanha do “Novo Sinal”.

No ano de 2011, foram 878 atropelamentos no mesmo período (entre janeiro e agosto). Um acréscimo de 61 vítimas por atropelamento.

Na totalização dos dados estatísticos da EPTC, entre janeiro e dezembro de 2009, foram 1.268 atropelamentos em Porto Alegre.

Em 2010 cresceram os atropelamentos. Foram 1.542 atropelamentos entre janeiro e dezembro daquele ano. Um aumento de 274 vítimas por atropelamentos na cidade de Porto Alegre, tendo por base o ano de 2009. Um aumento percentual de vítimas correspondente a 21,60%. Inacreditável.

Nesse ano já contamos entre janeiro e setembro de 2011 o total de 988 vítimas por atropelamento.

Faltando ainda os dados estatísticos dos meses de outubro, novembro e dezembro de 2011, e se considerarmos a média dos meses que faltam tendo por base os anos de 2009 e 2010, podemos dizer, em tese, que a cidade de Porto Alegre poderá chegar esse ano a 1.333 atropelamentos. O leitor certamente está tão surpreso tanto quanto esse editor que escreve a matéria.

Em outras palavras, mesmo com a campanha milionária do “Novo Sinal”, promovida pela Prefeitura de Porto Alegre, os dados estatísticos mostram que os atropelamentos na capital gaúcha só aumentaram siginificativamente.

O que está errado? Certamente um dos fatores é a falta de manutenção das faixas de segurança, que muito contribuem para a redução dos atropelamentos.
 
Um dos exemplos da falta de manutenção da faixa de segurança ocorre no bairro centro de Porto Alegre, local próximo ao gabinete do prefeito José Fortunati.

Enquanto o prefeito José Fortunati inaugura nova infraestrutura de trânsito para oferecer mais segurança nas travessias no cruzamento das avenidas Nonoai, Campos Velho, Cavalhada e Vicente Monteggia, na zona sul da capital, o chefe do executivo esquece o bairro centro.

Ora, prefeito Fortunati, não dá para esquecer dos dados estatísticos dos atropelamentos em Porto Alegre.

Na Praça Oswaldo Cruz, no centro da cidade da capital gaúcha, por onde circulam diariamente milhares de pessoas, entre elas os passageiros de ônibus oriundos de municípios da região metropolitana, há sete faixas de segurança. Todas em péssimo estado de conservação.

O administrador Enio Noronha Raffin foi conferir como estão as faixas de segurança no centro da cidade. As fotos dizem tudo.

Lá na Praça Oswaldo Cruz, o pedestre não tem vez. Se o pedestre fizer o “Novo Sinal” na Praça Oswaldo Cruz pode acabar sendo atropelado na faixa de segurança que não existe. Lá se vê somente traços do que foram as sete faixas de segurança.

Se assim permaneceram as sete faixas de segurança na Praça Oswaldo Cruz, logo o prefeito José Fortunati (PDT) vai fazer mais um ou mais riscos de aumentos nas estatísticas de acidentes por atropelamento em Porto Alegre.

Tudo aponta que os acidentes por atropelamento em Porto Alegre vão aumentar. Ou estou enganado prefeito Fortunati?

O leitor pode ver um dos atropelamentos na capital gaúcha, acidente que ocorreu no centro de Porto Alegre, na Rua Dr. Flores, em plena faixa de segurança.

Porto Alegre continua a mesma, Porto Alegre continua suja!

A containerização da coleta de lixo domiciliar de Porto Alegre tem sérios problemas na área central da capital gaúcha.

Por onde se anda no centro da cidade se vê lixo em torno das caixas distribuídas em uma área que envolve 125 mil habitantes.

Nessa terça-feira (27/09), um dos pontos turísticos de Porto Alegre estava tomado de lixo. Muito lixo.

E isso acontece quando a cidade de Porto Alegre está sediando o 26º Congresso Brasileiro de Engenharia Sanitária e Ambiental, evento promovido pela Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (ABES), entre os dias 25 e 29 desse mês. Esse congresso reúne 6.000 pessoas, técnicos, estudantes, e representantes de empresas privadas, órgãos do governo estadual, municipal e federal, vindos de todas as partes do Brasil.

Se os 6.000 participantes do 26º Congresso Brasileiro de Engenharia Sanitária e Ambiental fizerem um roteiro turístico pela área central de Porto Alegre, certamente vão ver o lixo fora das caixas metálicas locadas pelo Departamento Municipal de Limpeza Urbana (DMLU) junto a empresa Conesul Soluções Ambientais Ltda.

É uma vergonha para qualquer gaúcho ver a sua cidade nessas condições. A Prefeitura de Porto Alegre precisa fiscalizar o lixo. Certamente os custos envolvidos com a operação da containerização da coleta de lixo domiciliar de Porto Alegre são superiores aos valores da coleta de lixo tradicional. Então a containerização tem que trazer resultados para a cidade e para os contribuintes da taxa do lixo. E pelo que se está vendo no centro de Porto Alegre, a containerização não está atendento os objetivos propostos pela autarquia municipal de limpeza urbana. Ou estou enganado?

Porto Alegre continua a mesma, Porto Alegre continua suja!

Coleta de lixo em Porto Alegre é realizada com caminhão penhorado pela Justiça do Rio Grande do Sul

Em 12 de setembro de 2007, a Prefeitura de Porto Alegre, por meio do Departamento Municipal de Limpeza Urbana (DMLU), assinou um contrato milionário com a empresa Qualix Serviços Ambientais Ltda, instrumento público esse decorrente de concorrência promovida de acordo com a Lei Federal 8666/93, e que teve o seu início e término no governo do então prefeito José Fogaça (PMDB).

 

 

 

 

 

 

 

 

A seguir em 12 de novembro de 2007, o diretor geral do Departamento Municipal de Limpeza Urbana (DMLU), da Prefeitura de Porto Alegre, compareceu na empresa Qualix Serviços Ambientais Ltda (hoje denominada Sustentare Serviços Ambientais Ltda), cujo escritório e garagem estavam localizados na Rua 9 de Junho, bairro São José, na capital.

Naquela oportunidade, a visita formal do diretor geral Mário Moncks a Sustentare Serviços Ambientais Ltda (ex-Qualix) tinha por objetivo entregar a empresa a “Ordem de Serviço” para o início das operações da coleta do lixo da cidade.

Em ato público, quando da assinatura do contrato da Qualix/Sustentare, o diretor geral do DMLU Mário Moncks destacou a modernização, a regularidade e a qualidade do serviço de coleta de lixo de Porto Alegre.

Passados mais de 4 anos da assinatura desse milionário contrato da coleta de lixo, a Qualix/Sustentare se arrasta para finalizar os seus serviços no município gaúcho de Porto Alegre.

Prestes a ter o seu contrato encerrado na primeira quinzena de dezembro de 2012, quando completam 60 meses de prestação de serviço de coleta de lixo no município de Porto Alegre, a Qualix e Sustentare Serviços Ambentais Ltda é hoje Ré em diversos processos que tramitam na Justiça do Rio Grande do Sul, em decorrência de suas operações na capital gaúcha.

Hoje para o contribuinte da taxa de lixo portoalegrense, não há qualquer sinal de modernização, de regularidade e de qualidade do serviço de coleta de lixo de Porto Alegre, em áreas onde a Qualix/Sustentare atua.

Pelo contrário. O que se vê são rastros de chorume e muito lixo espalhado pelas ruas e avenidas onde circula a Qualix/Sustentare, e ainda atrasos no roteiro, garis sem uniformes, sem material de proteção a sua segurança pessoal e uma imagem de caminhões velhos e sujos. Acidentes de trânsito continuam na capital com caminhões da Qualix/Sustentare.

Na Justiça do Rio Grande do Sul, a Qualix/Sustentare é Ré em processos, por falta de pagamento de aluguel e da garagem de seus caminhões coletores (sede da rua Dona Alzira em Porto Alegre), por falta de pagamento de combustível, por falta de pagamento de compras em empresa fornecedora de pneus e por acidentes de trânsito na capital. Possui ainda divresos títulos protestados e ações trabalhistas.

A Qualix/Sustentare, à serviço do DMLU, coleta o lixo de Porto Alegre com caminhão “penhorado” pela Justiça do Rio Grande do Sul.

O processo 001/1.09.0295940-2, ingressado em 21 de outubro de 2009, tem por autor o senhor Manuel Francisco Nunes e por Ré a empresa Qualix Serviços Ambientais Ltda (hoje Sustentare), onde consta que o delegado de Polícia Assistente da Divisão de Registro de Licenciamento do DETRAN-São Paulo enviou o ofício no. 5899/2011 BLOQ/DESBL a Justiça do Rio Grande do Sul, informando a anotação de BLOQUEIO JUDICIAL do Caminhão Mecanizado Operacional, Placas DZE-7992, de propriedade da Qualix Serviços Ambientas Ltda.

Ou seja, em dois anos de contrato com o DMLU de Porto Alegre, a Qualix já tinha problemas na Justiça gaúcha.

A área inicial de coleta do lixo de Porto Alegre destinada a Qualix/Sustentare foi reduzida. Por consequência a receita dessa empresa diminuiu significativamente. Mas não é essa redução na fatura da Qualix/Sustentare o motivo dos processos de cobrança na Justiça.

Por determinação do DMLU, a empresa Qualix/Sustentare deixou de atender, a partir de 12 de julho desse ano, a um universo de 125.000 moradores residentes em cinco bairros (Centro Histórico, Independência, Bom Fim, Cidade Baixa e Farroupilha), e em parte de outros oito bairros (Praia de Belas, Menino Deus, Azenha, Rio Branco, Santana, Santa Cecília, Moinhos de Vento e Floresta), numa área limitada pelo Guaíba a oeste, pela avenida Ipiranga a Sul, pelas avenidas Silva Só, Goethe e Dr. Timóteo a leste e, a norte, por um contorno que da Dr. Timóteo seguirá pela Cristóvão Colombo até a Ramiro Barcelos e desta Voluntários da Pátria até a Mauá.

É de conhecimento público, por meio do censo do IBGE de 2010, que Porto Alegre tem o total de 1.409.351 habitantes.

Se considerarmos que cada habitante produz diariamente um kilo de lixo (pura suposição), a redução da imposta a Qualix/Sustentare é de no mínimo 125.000 kg por dia, ou ainda 125 toneladas de resíduos sólidos domiciliares a cada 24 horas.

Mensalmente, a empresa deixa de coletar 3.250 toneladas, que multiplicado pelo preço unitário da tonelada de lixo recolhido se terá o montante do valor reduzido na fatura da empresa Qualix/Sustentare.

Mesmo tendo reduzido a sua área de coleta, hoje os caminhões da Qualix/Sustentare que restaram em circulação (a empresa reduziu seus custos também) tem garis sem uniformes e sem luvas e equipes com apenas dois coletores (reduz mais ainda os custos da empresa).

Certamente qualquer contribuinte que fizer uma fiscalização na área dessa empresa vai encontrar muito lixo espalhado pelas artérias da capital gaúcha. E pelo que se sabe não há aplicação de multas por essas irregularidades contratuais.

O Ministério Público de Contas gaúcho (MPC) e o Ministério Público Estadual (MPERS) devem requerer informações ao DMLU sobre as irregularidades da Qualix/Sustentare no cumprimento desse contrato milionário.

A Qualix/Sustentare somente recebeu multas quando ocorreu o “desarranjo” na coleta de lixo no mês de dezembro de 2010.

O leitor pode relembrar as ocorrências lendo a matéria DMLU de Porto Alegre tem a primeira crise de “desarranjo operacional” do lixo em 2011 depois de sofrer com o caos na coleta de final de ano publicada no site Máfia do Lixo.

O leitor ainda pode conhecer as irregularidades na operação da coleta de lixo da capital gaúcha que foram identificadas pelo contribuinte da taxa do lixo de Porto Alegre desde quando iniciou os serviços da Qualix/Sustentare na cidade. (mais…)

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