Porto Alegre está atolada em lixo domiciliar.
Os meios de comunicação da capital gaúcha mostram ruas e avenidas da cidade com muito lixo acumulado nas esquinas e espalhados pelos passeios públicos.
Um caos.
A Prefeitura de Porto Alegre, governo do prefeito José Fortunati (PDT), reconhece que tudo que faz é paliativo. Talvez esteja a Prefeitura de Porto Alegre esperando por um milagre, e que esse possa acontecer a partir de amanhã.
A irresponsabilidade na gestão do lixo da cidade de Porto Alegre é a principal causa do que se vê hoje.
Dá para o leitor imaginar o morador de Porto Alegre colocando o lixo na rua para ser retirado pelo DMLU, e isso não acontecer?
O lixo fica lá, por dias, exposto ao sol e a chuva. O cheiro do lixo está presente em todos os focos existentes na capital gaúcha. Uma vergonha!
O diretor geral do Departamento Municipal de Limpeza Urbana (DMLU), da Prefeitura de Porto Alegre, coronel Mário Moncks, está afastado de suas funções na autarquia.
Moncks está internado, desde o final da semana passada, no Complexo da Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre, onde recebe tratamento cardiológico.
O DMLU diz hoje que a culpa é da Sustentare (ex-Qualix), que ela entregou o contrato de coleta de lixo domiciliar, em reunião onde estavam presentes o prefeito Fortunati, o presidente da empresa Adilson Martins e o diretor geral Moncks.
Inacreditável que essas autoridades do DMLU se expliquem agora, acusando a empresa privada Sustentare, a qual há mais de um ano dá sinais de deficiência operacional e financeira.
A rescisão unilateral do contrato milionário, firmado em 2007, entre o DMLU e a Qualix-Sustentare, já deveria ter ocorrido há mais tempo.
Falta gestão no lixo do DMLU da capital gaúcha.
A Prefeitura de Porto Alegre deveria ter promovido uma concorrência pública nos moldes da Lei Federal 8.666/93, em dezembro de 2010, isso já faz um ano atrás, para evitar que essa autarquia de limpeza urbana viesse a fazer uma contratação emergencial, como acabou acontecendo no início de dezembro recente.
O DMLU contratou a Revita Engenharia Ambiental S/A, do grupo Solví, “por dispensa de licitação”, ou seja sem licitação pública, para operar a emergência da coleta de lixo domiciliar, por 6 meses.
A Revita assume a coleta de lixo de Porto Alegre somente amanhã, quarta-feira (14/12). Talvez seja esse o milagre que a Prefeitura da Capital e suas autoridades estejam esperando.
Certamente a cidade não ficará limpa do lixo deixado nas ruas e avenidas, em apenas uma semana de trabalho.
Caos no lixo obriga o DMLU gastar mais dinheiro público para recuperar a limpeza da cidade. O contribuinte da taxa de lixo de Porto Alegre vê o seu dinheiro sendo canalizado para contrato de emergência. E o pagamento de faturas de outras empresas privadas que estão ajudando o DMLU a limpar as ruas e avenidas.
Esse caos no lixo de Porto Alegre tem mais de um culpado.
O Ministério Público do Estado do Rio Grande do Sul (MPERS) e o Ministério Público de Contas (MPC) devem estar se perguntando, ou calculando, o quanto o DMLU está gastando extraordinariamente para limpar o lixo da cidade.
Devem ler o Diário Oficial de Porto Alegre de dezembro de 2011, mais precisamente do dia 7, e conhecer as publicações de decretos municipais, concedendo “aberturas de créditos suplementares” ao DMLU, que totalizam R$ 11.329.662,05.
A Qualix-Sustentare presta serviços de limpeza pública para as cidades de SÃO PAULO (SP) – DIADEMA (SP) – RIO CLARO (SP) – HORTOLÂNDIA (SP) – PORTO ALEGRE (RS) – TERESINA (PI) e VARZEA GRANDE (MT).
Desde o ano passado a empresa Qualix-Sustentare está vivendo um de seus piores momentos, senão os últimos. Alguns empresários já falam em falência da empresa.
A história da empresa Qualix-Sustentare remonta da época em que a controladora era a Sideco Brasil, controlada pela Sideco Americana, empresa de capital argentino que acabou deixando o Brasil.
No final de 2010 a empresa foi adquirida pelo fundo brasileiro ARION CAPITAL, que injetou cerca de 10 milhões de reais no caixa da empresa.
Após várias decisões administrativas erradas, inclusive a mudança do nome de Qualix para Sustentare, o fundo Arion Capital abandonou a empresa na primeira metade de 2011.
No lugar de Flávio Souto, da Arion Capital, que era o presidente, entrou Adilson Martins, um dos funcionários mais antigos da Qualix com mais de 25 anos de serviços prestados à empresa.
Para o lugar da Arion Capital, o Banco Pine (maior credor da Qualix-Sustentare) assumiu o compromisso de remodelar e colocar a empresa nos eixos, inclusive visitando as prefeituras, como foi o caso de Teresina. Lá o diretor comercial da Qualix-Sustentare, Marcel Gelfi esteve junto com o diretor do Banco Pine, Paulo Goulart, visitando o prefeito de Teresina.
O planejamento estava funcionando e a Qualix-Sustentare estava voltando ao seu dia a dia quando em meados de outubro desse ano sofreu mais dois grandes golpes.
Uma ação trabalhista de Brasília, onde a Qualix-Sustentare fazia a limpeza pública, no valor de R$ 3.000.000,00 (três milhões de reais), conseguiu bloquear o montante direto nas contas bancárias da empresa.
Outra ação trabalhista, essa no valor de R$ 2.000.000,00 (dois milhões de reais) bloqueou o pagamento nas prefeituras brasileiras acabou por deteriorar ainda mais o caixa da Qualix-Sustentare.
Os salários dos funcionários foram pagos na última quarta-feira (07/12).
Protestos já explodem em Porto Alegre. Em Feira de Santana a Qualix-Sustentare não recolhe mais o lixo, por decisão unilateral da prefeitura.
Nessa quinta-feira (08/12), ontem, na sede da Qualix-Sustentare na rua Antônio Ribeiro Pina, 225 na cidade de São Paulo, os funcionários fizeram um piquete na frente da empresa bloqueando a entrada.
Os fornecedores da empresa também não recebem os pagamentos de seus serviços e produtos negociados com a Qualix-Sustentare.
Sequer esses fornecedores conseguem serem atendidos por alguém da diretoria da Qualix-Sustentare. Um dos fornecedores é a Mape Veículos, de Londrina (PR), que aluga veículos leves para a Qualix-Sustentare.
Sem receber desde outubro desse ano, e com uma dívida que ultrapassa R$ 150 mil, a empresa Mape Veículos já reincidiu os contratos com a Qualix-Sustentare, notificando a mesma e as prefeituras brasileiras que contrataram a empresa paulista.
A Mape Veículos, de Londrina, não consegue sequer recolher os seus veículos, que segundo os funcionários da Qualix-Sustentare são usados pelas prefeituras onde a empresa ainda presta serviços de coleta de lixo entre outros.
Os veículos leves da Mape estão com os seus licenciamentos vencidos no Paraná (o prazo do licenciamento nesse estado é de agosto a novembro de cada ano), portanto o seu uso pelas prefeituras brasileiras é irregular.
Para fins de cumprimento da legislação de trânsito, os veículos devem ter seus licenciamentos renovados anualmente. O processo de renovação do licenciamento anual compreende o recolhimento dos impostos, taxas e multas devidas ao proprietário do veículo, conforme calendário. Após a quitação dos licenciamento é expedido o documento Certificado de Registro e Licenciamento do Veículo – CRLV.
A coleta de lixo de Porto Alegre, de responsabilidade do Departamento Municipal de Limpeza rbana (DMLU), a Qualix-Sustentare está opreando com três veículos leves locados na MAPE de Londrina. Esses veículos estão sem licenciamento no Paraná.
A Brigada Militar gaúcha e a EPTC, da Prefeitura de Porto Alegre, podem ficar a frente da sede da Qualix-Sustentare, em Porto Alegre, localizada a rua Nove de Junho, 231, bairro São José, e recolher os três veículos leves (Placa – AQO-4393 – Modelo -Gol City, Placa – AQR-6878 – Modelo -Saveiro City e Placa – ASC-5897- Modelo -Gol City 1.0) como determina a legislação. E somente liberar esses veículos leves após o pagamento do licenciamento pelo proprietário.
Vejamos a relação de veículos que estão circulando nos municípios brasileiros, “à serviço das prefeituras” e que foram locados pela Qualix-Sustentare. (mais…)
Moradores do bairro São José já não aguentam mais conviver com a garage da empresa Qualix-Sustentare, localizada na rua Nove de Junho, 231, na capital gaúcha.

Parece a “casa de Irene, tem caminhão de lixo que vem, tem caminhão de lixo que vai”, diz um morador vizinho a garage.
Funciona nas 24 horas. Dia e noite se vê caminhão coletor de lixo trafegando na rua Nove de Junho e avenidas do bairro São José. E se atrasar a coleta de lixo, como hoje ocorre, a trafegabilidade fica ainda mais perigosa, com risco as pessoas que por lá circulam pelas calçadas. Na pressa de coletar lixo, por estarem atrasados nos roteiros diurnos e noturnos, o risco de um grave acidente aumenta significativamente. Ainda mais com a falta de manutenção dos caminhões de lixo da empresa.
Logo que assinou o contrato com o Departamento Municipal de Limpeza Urbana (DMLU), da Prefeitura de Porto Alegre, a empresa Qualix-Sustentare inaugurou a operação da coleta de lixo da capital gaúcha, com a presença do diretor geral da autarquia, coronel Mário Moncks, em evento que ocorreu na garage da rua Nove de Junho.
Depois de algum tempo, a Qualix-Sustentare alugou na zona norte de Porto Alegre, um novo local para usar como garage dos caminhões de lixo. A mudança para a nova sede, na rua Dona Alzira, eliminou o atrito com os moradores do bairro São José.
Lá ficaram por pouco tempo na zona norte da capital. Não pagaram o aluguel contratual da nova garage, e antes mesmo de que o oficial de Justiça entregasse a “ordem de despejo”, a empresa Qualix-Sustentare retornou as pressas para a garage da rua Nove de Junho, no bairro São José.
O site Máfia o Lixo recebeu fotos da garage da Qualix-Sustentare. Morador vizinho a empresa Qualix-Sustentare comenta que as irregularidades no empreendimento são muitas.
O barulho é contínuo, de noite e de dia. As supostas manutenções dos caminhões de lixo ocorrem no próprio local. A rampa para troca do óleo mostra que o meio ambiente local está comprometido. O óleo corre no piso.
Como tem caminhão de lixo que vem, e tem caminhão de lixo que vai, o cheiro do lixo é insuportável. Há uma frota de veículos no estaleiro (depenados). Os caminhões de lixo que fazem a coleta diurna são os mesmos que coletam no turno da noite. E não dá tempo para a lavagem dos caminhões (uma irregularidade prevista em contrato). O chorume acaba escorrendo pelo pátio da garage.
Se a delegada Elisângela Reghelin, titular da Delegacia do Meio Ambiente gaúcho, e o promotor de Justiça, Daniel Martini, acompanhados de técnicos, promoverem uma vistoria na garage da Qualix-Sustentare, certamente vão ficar surpresos com o que lá acontece.
A Qualix-Sustentare não tem Licença Ambiental de Operação para a sua garage no bairro São José.
Como essa empresa não vai mais prestar serviços de coleta de lixo para o DMLU de Porto Alegre, e representante da Qualix-Sustentare alegou problemas financeiros e operacionais para a quebra do contrato, tudo me diz que o passivo ambiental lá existem vai ficar para terceiros resolverem.
E como na semana que vem a empresa vai tomar rumo a cidade de São Paulo, onde tem a sua sede, os moradores do bairro São José, em especial aqueles que residem em frente a garage da Qualix-Sustentare, e os que habitam o edifício lindeiro ao empreendimento, vão conviver com o forte cheiro de lixo e os problemas deixados no local, entre eles o passivo ambiental.
Por muito menos, dono de empresa em Canoas, foi preso por crime ambiental. Derramava óleo no esgoto pluvial. Uma visita da Força Tarefa do Meio Ambiente gaúcho na sede da garage na rua Nove de Junho, certamente tudo vai mudar. Inclusive a vida dos moradores do bairro São José.
O governo do prefeito José Fortunati (PDT) não dá qualquer informação aos contribuintes da taxa do lixo de Porto Alegre sobre os atrasos na coleta de resíduos sólidos domiciliares.
O órgão responsável pela limpeza urbana da capital gaúcha, o DMLU, também não conta o que está acontecendo com a coleta de lixo da cidade.
Nessa quarta-feira (07/12), a Qualix-Sustentare, empresa contratada pelo Departamento Municipal de Limpeza Urbana (DMLU) da Prefeitura de Porto Alegre, viveu mais um intenso dia de negociações com seus funcionários, na sede da rua nove de junho, no bairro Partenon.
Funcionários, garis e motoristas da Qualix-Sustentare, não permitiram que os caminhões coletores compactadores de lixo saíssem da garagem. Isso impediu que a coleta de lixo do turno da manhã em Porto Alegre iniciasse dentro do horário previsto para as 7h.
A paralização durou cerca de 9 horas. Somente às 17h o primeiro caminhão coletor de lixo da Qualix-Sustentare, “À serviço do DMLU”, iniciou o roteiro da coleta domiciliar diurna.
A coleta de lixo do turno da noite inicia por volta das 17h. Como os caminhões coletores compactadores de lixo do turno da manhã são os mesmos que fazem a coleta noturna do DMLU, certamente essa última também atrasou.
O lixo de Porto Alegre foi coletado pela madrugada. Inacreditável. A que ponto o DMLU chegou na prestação do serviço de coleta de lixo na capital gaúcha.
O DMLU há pelo menos um ano sabia das condições financeiras e operacionais da empresa Qualix-Sustentare. Não tomou providências para ter que evitar uma contratação de emergência na coleta de lixo domiciliar.
A quase um ano atrás, o DMLU enfrentou o caos no lixo. Isso foi entre dezembro de 2010 e janeiro de 2011. A empresa Qualix-Sustentare falhou na coleta do lixo de Porto Alegre. Os processos contra essa empresa se avolumam nos tribunais gaúchos.
Porque será que o DMLU não se preocupou em consultar a situação da Qualix-Sustentare na Justiça do Trabalho, nas Pequenas Causas, e no Cível?
Certamente se o fizesse teria a certeza do que estava prestes a acontecer.
O DMLU já poderia em janeiro desse ano ter promovido uma concorrência pública e contratado uma nova empresa para substituir a Qualix-Sustentare, sem a necessidade de ter ali adiante promover um contrato de emergência.
Ontem, o DMLU assinou o contrato emergencial com a empresa Revita Engenharia Ambiental S/A, do grupo Solví, por um prazo inicial de 6 meses, para substituir a Qualix-Sustentare.
Essa substituição gerou certamente um aumento de custos para o Departamento Municipal de Limpeza Urbana, da Prefeitura de Porto Alegre. O Ministério Público de Contas já abriu processo para investigar a contratação emergencial para a coleta de lixo.
O Ministério Público do Estado do Rio Grande do Sul (MERS) convocou, nessa quarta-feira, o diretor geral do DMLU, Mário Moncks, e o presidente da Qualix-Sustentare, Adilson Martins, para se explicarem sobre a rescisão do contrato milionário da coleta de lixo de Porto Alegre e outros quesitos mais.
No Ministério Púbico Estadual gaúcho tramita um inquérito civil que investiga a emergencialidade da coleta de lixo no governo do prefeito José Fortunati. Lá tem outros três inquéritos civis que estão dando “dor de cabeça” a direção do DMLU.
Em um deles, certamente será fato relevante para a eleição do próximo ano. Gira sobre o meio ambiente do lixo. Fato explosivo.
Ano pré-eleitoral, já iniciando o ano eleitoral, o lixo certamente será tema das campanhas dos candidatos a prefeito na cidade de Porto Alegre. E dará muita munição aos opositores do atual prefeito que vai tentar a reeleição.
O que era previsível de acontecer na coleta de lixo de Porto Alegre tradicional acabou acontecendo! O lixo “explodiu” na capital gaúcha.
Desde a manhã dessa quarta-feira (07/12) a cidade de Porto Alegre está sem coletar o seu lixo domiciliar. Os resíduos sóldios domiciliares estão nas ruas e avenidas da capital gaúcha a espera de coleta desde às 7h30 de hoje.
Os caminhão coletores não sairam da garage no bairro Partenon, em Porto Alegre.
O Departamento Municipal de Limpeza Urbana (DMLU) está enfrentando uma paralisação dos funcionários da Qualix-Sustentare, empresa essa responsável pela coleta de lixo domiciliar feita tradicionalmente por meio de caminhão coletor compactador.
No mês passado garis e motoristas, da empresa contratada pelo DMLU, fizeram uma ameaça de paralização, em decorrência a falta de pagamento de salários e outros itens operacionais na execução do serviço de coleta de lixo domiciliar.
O DMLU deixou a situação da coleta de lixo chegar a esse ponto. Há um ano o DMLU foi noticiado das irregularidades da Qualix-Sustentare, empresa essa contratada pela autarquia responsável pela limpeza urbana, em setembro de 2007, quando o prefeito era ainda José Fogaça (PMDB).
O atual prefeito José Fortunati (PDT) veio a substituir o então prefeito peemedebista José Fogaça, de quem era vice-prefeito.
O DMLU não tomou providências em janeiro desse ano para rescindir o milionário contrato, de forma unilateral. Antes deveria ter promovido uma concorrência com antecedência, afim de evitar uma paralização ou greve, como ocorre essa manhã. Agora a autarquia está amargando com a paralização que pode chegar a uma greve.
O local onde funciona hoje a garage da Qualix-Sustentare é o ponto da concentração de garis e motoristas, os quais não deixam sair os caminhões coletores de lixo. Eles querem negociar com a empresa.
A Brigada Militar gaúcha foi acionada e já se encontra na sede da Qualix-Sustentare, que fica na rua Nove de Junho, 231, em Porto Alegre. O site Máfia do Lixo está acompanhando. Logo teremos novos detalhes. Aguardem.