Caos no lixo atinge novamente a Itália

Na Itália, doze meses após o “caos do lixo” ter atingido o seu auge na cidade de Nápoles, o problema da destinação final de resíduos sólidos urbanos chega agora a província de Palermo, na Sicília. Prefeitos decidiram fechar as escolas por causa do caos no lixo. A frente de um cenário de emergência, o presidente desta província, Giovanni Avanti, pediu ajuda emergencial para resolver o problema. No Sul de Itália os aterros sanitários tiveram suas vidas úteis encerradas por anos de exploração e gestão danosa por parte de empresas privadas dominadas pela máfia. Em algumas cidades da província de Palermo as pessoas passaram a queimar o lixo. A coleta de resíduos sólidos urbanos não é realizada há pelo menos duas semanas em 20 cidades. “Ainda não atingimos o mesmo nível de Nápoles, mas, se não recebermos o apoio emergencial, será muito pior” declarou Avanti. A Região da Sicília logo decidiu conceder quatro milhões de euros [ o valor de R$ 10.222.200,00] à zona afetada pela crise do lixo. Os recursos liberados foram confiados ao administrador especial nomeado para resolver o caos no lixo, promover a coleta a triagem e o destino final.

Em Palermo na Itália acabou a greve de garis

Lixo pelas ruas de palermo na Itália

Lixo pelas ruas de palermo na Itália

A Amia emprega 2.700 pessoas. A empresa enfrenta um déficit financeiro de 150 milhões de euros. Cabe lembrar da crise do lixo em Nápoles (sul da Itália), cujas imagens deram a volta ao mundo. Palermo também teve a sua vez. Ficou coberta de lixo por uma greve dos garis. Os bombeiros registraram quase 200 incêndios em latões de lixo nas ruas da capital siciliana, onde a temperatura supera 25°C. Nos bairros da cidade os moradores enfrentaram montanhas de lixo. Há mais de uma semana, os garis realizavam o seu trabalho apenas parcialmente e se negando a fazer horas extras, pois temiam não receber o que é devido, já que a empresa Amia enfrenta dificuldades financeiras. Os funcionários da limpeza urbana de Palermo na Itália, que permaneceram em greve por mais de uma semana, voltaram ao trabalho, mas a normalização completa do serviço só deve acontecer dentro de uma semana. Os funcionários da companhia Amia, que começou a greve, retomaram a coleta de lixo depois que algumas de suas reivindicações foram atendidas. O acordo foi fechado durante uma reunião com o chefe da defesa civil, Guido Bertolaso. Os funcionários receberão seus salários de junho e terão os empregos preservados.

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