Resgatado o quinto corpo de vítima de acidente aéreo com helicóptero na Bahia

A Marinha do Brasil encontrou no final da noite desse domingo (19/06) o corpo da quinta vítima do acidente aéreo com o helicóptero Esquilo, prefixo PR-OMO, que caiu no mar na Praia de Itapororoca, em Porto Seguro (BA).

De acordo com a Polícia Civil da Bahia, o cadáver foi identificado por familiares como sendo o de Mariana Fernandes Noleto, namorada de um dos filhos do governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral.

O corpo de Mariana Noleto estava boiando no mar, nas proximidades dos destroços da aeronave, os quais estão localizados a uma distância de 250 metros da costa e a 10 metros de profundidade no mar, na Praia de Itapororoca.

Após recolhido pela Marinha, o corpo de Marina Noleto foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Porto Seguro, onde aguarda um avião da FAB, que vai levá-lo para a capital fluminense, onde será velado.

Restam ainda duas pessoas desaparecidas: Jordana Kfuri Cavendish, mulher do empresário Fernando Cavendish, dono da Delta Construções S/A (empresa que além da construção civil atua na área do lixo de São Paulo, Porto Alegre e outros municípios brasileiros) e o piloto Marcelo Mattoso Almeida, proprietário do condomínio Jacumã Ocean Resort e presidente do First Class Group.

Nessa segunda-feira, os mergulhadores da Marinha estão vasculhando os destroços da aeronave, mas encontram dificuldades porque a estrutura está muito danificada e a visibilidade é baixa.

O helicóptero Esquilo, prefixo PR-OMO, partiu do aeroporto de Porto Seguro por volta das 18h40 da última sexta-feira (17/06) com destino a Trancoso. Segundo a Capitania dos Portos, havia chuva e neblina no momento do voo. Às 18h57, foi registrada a última visualização por radar da aeronave. O piloto era o empresário Marcelo Mattoso Almeida. Havia sete pessoas no helicóptero acidentado. Cinco corpos já foram resgatados: Luca Kfuri de Magalhães Lins, Fernanda Kfuri, Gabriel Kfuri, Norma Batista de Assunção e Mariana Noleto.

‘Laboratório’ funcionava dentro de hotel de luxo no Amazonas

Uma operação realizada em alguns estabelecimentos hoteleiros no Amazonas, no final de março e início do abril desse ano, é somente agora divulgada. A Receita Federal conjuntamente com o IBAMA e a Marinha do Brasil descobriram a existência de um laboratório de biologia pirata em um hotel de luxo na selva amazônica. O laboratório de pesquisa estava instalado no hotel Rio Negro Lodge. Empreendimento esse que fica localizado na margem direita do rio Negro, no Amazonas, entre as comunidades Baturité e Camaru, perto do município de Barcelos. O dono do hotel de selva Rio Negro Lodge é o norte-americano Philip Marsteller. A operação aconteceu no período entre 24 de março e 8 de abril desse ano, na calha do rio Negro, a 470 quilômetros de Manaus. Segundo um representante da Receita Federal no Amazonas, o auditor fiscal Ricardo Pereira, o hotel de selva Rio Negro Lodge foi alvo de investigação por conta dos produtos e máquinas importadas adquiridas pelo seu proprietário Philip Marsteller, além de manter em cativeiro animais silvestres (alguns em processo de extinção) em um pequeno zoológico. Para surpresa dos membros dessa operação, a fiscalização descobriu um laboratório de biologia pirata no hotel. No laboratório havia vários microscópios e lâminas com insetos, raízes, flores e plantas da Amazônia. “Ainda não sabemos o motivo das pesquisas que vinham sendo realizadas”, disse Ricardo Pereira. Ele explicou que as mercadorias eram compradas de forma ilegal e que, há quatro anos, tramita na Justiça um processo de operação ilegal de compra de mercadorias contra o dono do hotel Rio Negro Lodge. “Ele sonegava o imposto e isso se caracterizava como contrabando”, afirmou o auditor. De acordo com o chefe da Divisão de Repressão ao Contrabando e Descaminho da Receita Federal no Pará, que também participou da operação no Amazonas, foram destacados 80 militares da Marinha do Brasil, cinco servidores da Receita Federal e quatro funcionários do IBAMA. O apoio logístico contou com dois navios de guerra da Marinha do Brasil e um helicóptero. A operação resultou em concessão de multa no valor de R$ 2,7 milhões ao hotel de selva Rio Negro Lodge. O superintendente do Ibama, informou que o hotel Rio Negro Lodge foi multado por não ter licença de funcionamento, manter animais em cativeiro e uma marcenaria não autorizada. O Ibama notificou o proprietário do hotel Rio Negro Lodge. Pediu também explicações sobre o material apreendido e para que fins estava sendo utilizado. No período da operação foram apreendidas diversas lanchas, quadriciclos, centrais de ar-condicionado e motores de popa. O total de multas aplicadas aos empreendimentos hoteleiros fiscalizados pela Receita Federal, Marinha do Brasil e IBAMA chegou ao montante de R$ 3,4 milhões.

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