Na Itália a polícia prende chefes da máfia

A polícia na Itália prendeu dois suspeitos de pertencer à chefia da máfia, Pasquale Russo e Carmine Russo, um dia após prender o irmão dos dois, Salvatore Russo, perto da cidade de Nápoles, no sul do país. Os irmãos faziam parte da famosa facção da máfia, a Camorra, uma das responsáveis pelo crime organizado na região sul da Itália, que atua fortemente no tráfico de lixo. De acordo com a polícia, Pasquale Russo, de 62 anos, e Carmine Russo, de 47, foram detidos na manhã do último domingo em uma fazenda em Sperone, a 30 quilômetros de Nápoles. Já Salvatore Russo, de 51 anos, foi preso no sábado em uma operação policial. O ministro do Interior italiano, Roberto Maroni, descreveu a prisão como “um golpe grave contra a Camorra”. Salvatore Russo era um dos fugitivos integrantes da máfia mais procurados da Itália, de acordo com autoridades. Ele fugia da polícia desde que foi sentenciado em 1995 à prisão perpétua por assassinato e envolvimento com o crime organizado. Pasquale Russo está na lista dos 30 fugitivos mais perigosos da Itália. Ele estava foragido desde 1995 e é acusado de assassinato e remoção de corpos. O irmão, Carmine, estava foragido desde 2007. As autoridades italianas afirmam que o clã dos Russo, cuja base é a cidade de Nola, mantinha o controle severo das atividades criminais em cerca de 40 cidades na área de Nápoles.

Dezenas de milhares protestam contra a máfia em Nápoles

Dezenas de milhares de pessoas participam de uma passeata em Nápoles no sábado em protesto para lembrar as vítimas da máfia e exigir um fim ao crime organizado no sul da Itália. Organizadores disseram que cerca de 150 mil pessoas de todas as regiões da Itália e de 30 outros países participaram da manifestação, tornado-a um dos maiores protestos contra os poderosos cartéis do crime nos últimos anos. Parentes de vítimas, alguns vestidos com roupas brancas e segurando fotos de seus entes queridos, conduziam a manifestação, à medida que os nomes de cerca de 900 pessoas mortas pela máfia foram lidos em alto-falantes. Uma faixa foi carregada com os dizeres: “Vocês não os mataram. Eles estão caminhando entre nós”. A marcha foi organizada pela Libera (Livre), uma associação de grupos da sociedade civil envolvida em muitas atividades contrárias à máfia, incluindo compra de fazendas e edifícios confiscados da máfia.

Ministério Público processa família Vedoin e ex-deputados por máfia dos sanguessugas

O Ministério Público Federal em Jaú ajuizou nesta segunda-feira ação contra os empresários Darci José Vedoin, Luiz Antônio Trevisan Vedoin e Ronildo Pereira de Medeiros por atos de improbidade administrativa relativos à máfia dos sanguessugas. Darci e Luiz Antonio Vedoin são donos da Planam, empresa suspeita de liderar um esquema de venda superfaturada de ambulâncias para prefeituras. O esquema também envolveria parlamentares, suspeitos de receberem comissão para elaborem emendas ao orçamento prevendo a compra dessas ambulâncias. O empresário Ronildo Pereira de Medeiros também é acusado de pertencer ao esquema dos Vedoin. A Procuradoria denunciou ainda os ex-deputados federais Ildeu Alves de Araújo (PP-SP), Irapuan Teixeira (PP-SP) e Wanderval Lima dos Santos (PR-SP), além do ex-secretário-executivo do Ministério da Saúde, Gastão Wagner de Sousa Campos. Também foram denunciadas servidoras do ministério da Saúde e funcionárias da Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Dois Córregos. Em Dois Córregos, a Controladoria Geral da União e o Ministério da Saúde estima que os acusados chegaram a causar um prejuízo de quase R$ 610 mil aos cofres da União.

Três atores do filme ‘Gomorra’ já foram detidos por ligação com a máfia

Mais um ator da produção italiana Gomorra, que concorre ao Oscar de melhor filme estrangeiro este ano, foi preso pela polícia da Itália sob acusação de pertencer à máfia. Giovanni Venosa, que faz o papel de um chefe da máfia que condena dois adolescentes rebeldes à morte, foi preso sob acusação de exigir de comerciantes napolitanos o que na Itália se conhece como pizzo, ou seja, dinheiro em troca de proteção da máfia. Esta é a segunda vez que o ator Giovanni Venosa é preso desde que o filme entrou em cartaz. Gomorra, baseado no livro homônimo do escritor italiano Roberto Saviano, mostra as operações da máfia napolitana Camorra, que controla vários aspectos da vida na região de Nápoles, desde a coleta de lixo tóxico até a alta costura na região de Campânia. Até o momento, três membros do elenco, integrado em grande parte por atores não profissionais, foram detidos. Salvatore Fabbricino, que também interpreta um chefe da máfia no filme, foi preso por acusação de ter contatos com traficantes de drogas.  O ator Bernardino Terracciano, que fez o papel de um outro mafioso, foi preso sob acusação de extorsão e de estar associado ao temido clã de mafiosos Casalesi. Em setembro do ano passado, o governo italiano anunciou o envio de 500 soldados para a região da Campânia para ajudar a polícia a combater os grupos criminosos locais. Na ocasião, o ministro do Interior italiano, Roberto Maroni, disse que a máfia que opera no sul da Itália havia declarado “guerra contra o Estado”.

Polícia italiana detém um dos mafiosos mais procurados do país

A polícia italiana deteve neste domingo o mafioso Pietro Criaco, de 36 anos, membro de um poderoso clã da Ndrangheta, a máfia local, considerada uma das organizações criminosas mais perigosas do mundo. Pietro Criaco é um dos 30 foragidos mais perigosos da Itália, informaram fontes policiais. A detenção foi na localidade de Africo, na província italiana de Reggio Calabria (sul do país), na casa de parentes de Criaco, que era procurado pela Polícia há 11 anos por supostos crimes de homicídio, associação mafiosa e violação da lei de armas. O mafioso, detido junto a outras três pessoas acusadas de favorecer sua fuga, estava na lista do Ministério do Interior da Itália. Em março de 2007, foi emitida uma ordem internacional de detenção para que este mafioso pudesse ser preso fora dos limites da nação. É um sicário de quem os mafiosos arrependidos diziam que lavava as mãos com o sangue de suas próprias vítimas — afirmou o procurador-geral antimáfia da Itália.

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