Lula perdeu a grande oportunidade de sua vida de mostrar aos milhões de brasileiros, seus eleitores, de que seu governo do PT resolveu o problema da Sáude Pública do Brasil. Resolveu?
O ex-presidente Lula na semana passada foi diagnosticado com câncer em sua laringe em atendimento no Hospital Privado Sírio Libanês.
Todos reconhecem que o Aterro Sanitário da Caximba está com a sua vida útil esgotada. Autoridades ambientais e a Justiça do Paraná entendem que a operação de recebimento de resíduos sólidos urbanos no empreendimento de titularidade da Prefeitura de Curitiba chegou ao seu final. No ano passado a Justiça do Paraná determinou que o “Lixão da Caximba” encerre “final e definitivamente” em 1º. de novembro de 2010. Estamos distante apenas 41 dias de seu fechamento. Os moradores do bairro Caximba estão preparando mais um evento para lembrar a determinação da Justiça. A “Sapatada no Lixão da Caximba” pode contar com a presença do presidente Lula. Convite nesse sentido será formalizado pela Aliança Para o Desenvolvimento Comunitário da Caximba (ADECOM). Se a totalidade de moradores do bairro da Caximba e o presidente Lula estiverem presentes a frente empreendimento no dia da “Sapatada no Lixão da Caximba”, serão 10 mil e um pares de sapatos ou algo perto de 20 mil e dois sapatos atirados contra o aterro sanitário. O evento pode acontecer em Curitiba ainda antes do final desse mês de setembro. Depende de confirmação da presença do presidente Lula. A Adecom estuda a possibilidade de transmitir ao vivo a “Sapatada no Lixão da Caximba” via internet. Certamente o evento vai superar o recorde de visitas no You Tube. Após o evento os sapatos serão coletados e destinados a instituição social.
O presidente da Subcomissão para a América Latina da Câmara de Deputados dos Estados Unidos, o democrata Eliot Engel, criticou na última sexta-feira o presidente Lula por receber o colega iraniano, o ditador fascista islâmico Mahmoud Ahmadinejad, que chegará ao Brasil nessa segunda-feira. “O presidente Lula está cometendo um grave erro”, disse Engel por meio de um comunicado. “O Irã executou dois atentados terroristas letais em solo sul-americano nos anos 90, pede a destruição de Israel e desenvolve armas nucleares em segredo”, afirmou o influente congressista. “Lula não deveria legitimar Ahmadinejad encontrando-se com ele no Brasil”, acrescentou. O governo brasileiro indicou seu desejo de dialogar com o Irã, ao invés de isolá-lo para tentar fazer com que o país desista de prosseguir com seu programa nuclear. Em entrevista coletiva após a cúpula do G20 em Pittsburgh (nos Estados Unidos), há dois meses, Lula afirmou que pretendia aumentar as relações comerciais com o Irã, apesar da confirmação de que o país havia construído mais uma usina nuclear em segredo. A posição do presidente brasileiro não foi bem recebida por alguns membros do Congresso norte-americano. “O Brasil é um país democrático que passa por um acelerado processo de modernização, quer entrar no Conselho de Segurança da ONU e também deseja ser um líder mundial. Espero sinceramente que chegue a esse ponto, mas ampliar seus vínculos com Ahmadinejad não é o caminho”, afirmou Engel.
O presidente Lula afirmou na sexta-feira que só anunciará sua decisão sobre a extradição do terrorista italiano Cesare Battisti depois que receber formalmente o acórdão do Supremo Tribunal Federal e se reunir com a sua assessoria jurídica para discutir o assunto. Por 5 votos a 4, o Supremo autorizou a extradição do terrorista Battisti, mas deu a palavra final sobre o caso ao presidente. Na quinta-feira, uma fonte do governo disse que Lula não deve extraditar o terrorista italiano e não tem pressa para anunciar sua decisão. O governo procura agora argumentos jurídicos para embasar sua posição. “Primeiro, eu tenho que receber a comunicação da Suprema Corte brasileira, que ainda está sendo redigida. Depois que eu receber a decisão, eu vou tomar a decisão”, disse o presidente a jornalistas em Salvador. “Esse não é um assunto que eu possa ficar insinuando o que eu vou fazer. Eu tenho que fazer, vou fazer, e quando eu fizer toda a imprensa brasileira vai saber”, afirmou. Lula disse ainda que Battisti deveria encerrar a greve de fome porque não é o momento para tal tipo de “pressão”. O terrorista italiano está em greve de fome desde o dia 13. “Já disse para Battisti: pare com a greve de fome, porque eu já fiz greve de fome e é um ato de desespero ou de ignorância, eu jamais faria outra vez. Isso não ajuda a ele, nós não estamos mais no momento de ficar recebendo esse tipo de pressão”, disse o presidente Lula.
A declaração do presidente Lula, que chamou de “pizzaiolos” os senadores da oposição que defendem a criação da CPI da Petrobras, foi repudiada no Congresso. Os senadores oposicionistas e da base aliada criticaram o presidente. O senador Cristovam Buarque (PDT-DF) propôs que o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), formalize uma nota de repúdio em nome dos 81 senadores. O vice-presidente do Senado Federal, senador Marconi Perillo (PSDB-GO), que presidia a sessão, afirmou que vai pedir a Mesa Diretora que use o “carimbo” do Senado para cobrar explicações do presidente. “O Senado tem tentado corrigir atos históricos, e o presidente da República às vezes, diz o que não pensa. O presidente não tem autoridade moral para criticar o Senado”, disse ele. A crítica mais dura partiu do senador Álvaro Dias (PSDB-PR). Ele afirmou que o presidente é o maior “pizzaiolo” do País porque passa a mão em integrantes corruptos de seu governo. “O presidente se tornou o maior pizzaiolo do País quando não tomou providencias e não puniu os acusados de seu governo envolvidos em corrupção. Ele sempre passou a mão por cima da prática de atos ilícitos em seu governo. Não há respeito do presidente ao Senado e ao Parlamento. Ele tem direito de não respeitar pessoas, mas não a instituição”, disse Álvaro Dias.