UNIMED PALMAS DIZ QUE ‘PAR DE LUVAS’ JOGADO NA LIXEIRA GEROU NOTIFICAÇÃO DA PREFEITURA

Logo-11-ANOS-MAFIA-DO-LIXOCom relação a divulgação em dezenas de veículos de comunicação no Brasil, de que o “hospital da Unimed recém inaugurado em Palmas destina lixo infectante para ser coletado como lixo domiciliar”, a UNIMED Palmas encaminhou “nota a imprensa” que diz o seguinte: “A Unimed Palmas informa que no Hospital da Unimed Palmas, o lixo contaminado é separado do lixo comum, tendo tratamento adequado como rezam todas as normas pertinentes. Além disso, todos os colaboradores são treinados a respeito deste procedimento. A Unimed Palmas informa ainda que foi notificada, agora pela manhã, pela Secretaria de Infraestrutura e Serviços Públicos, por conta de um par de luvas que foi jogado numa lixeira que é compartilhada com outros serviços de saúde e que fica localizada na calçada. Diante da notificação, a Unimed Palmas abriu procedimento de investigação, já que qualquer pessoa pode ter jogado o par de luvas na lixeira. Caso fique comprovado que o material foi jogado por algum colaborador do Hospital Unimed Palmas, o mesmo será afastado das suas atividades”.

Já a Prefeitura de Palmas fez publicar em seu site, em 25/03/2014 às 10h18 – atualizado em 25/03/2014 às 10h45, que “a Secretaria de Infraestrutura e Serviços Públicos (SEISP) notificou nesta terça-feira, 25, o recém-inaugurado Hospital da Unimed por depositar lixo hospitalar em lugar impróprio. O material estava acondicionado em sacos plásticos pretos, depositados em uma lixeira em frente ao Hospital”.

A Secretaria de Infraestrutura e Serviços Públicos da Prefeitura de Palmas, afirma que “um fiscal detectou o material no último sábado (22) e retornou ao local na segunda-feira (24/03), quando verificou que havia mais resíduos. Segundo a secretária executiva do órgão municipal, Silvania Barbosa, foram encontrados diversos materiais utilizados em procedimentos hospitalares, além de luvas cirúrgicas e gases contaminados. Foi verificado que havia até seringas e pedaços de lençóis com sangue misturado a lixo comum e disfarçado com sacos pretos”.LUVAS E SERINGAS NA LIXEIRA DA UNIMED PALMAS

Todos os hospitais do Brasil conhecem profundamente as normas com relação a destinação final dos resíduos de saúde. O que me parece estranho é que isso tenha acontecido a exatos 30 dias após a inauguração do estabelecimento de saúde privada, quando já teriam sido treinados os colaboradores da UNIMED Palmas.

Para resolver definitivamente o problema, a UNIMED Palmas deveria contratar uma empresa privada para dar a destinação final do seu “lixo hospitalar” e “comum”, sem fazer uso da lixeira frontal ao hospital, que ela afirma que “é compartilhada com outros serviços de saúde”.

HOSPITAL DA UNIMED RECÉM INAUGURADO EM PALMAS DESTINA LIXO INFECTANTE PARA SER COLETADO COMO LIXO DOMICILIAR

Logo-11-ANOS-MAFIA-DO-LIXOEm 21 de fevereiro desse ano a Unimed Palmas, no Tocantins, inaugurou hospital próprio.

O Hospital Unimed Palmas, localizado na Quadra 401 Sul, conta com estrutura completa para partos, cirurgias, internação e demais procedimentos de Pronto-Socorro para 500 pacientes por dia, ou seja, produz resíduos infectantes que devem ser descartados como determina a legislação.HOSPITAL UNIMED PALMAS - TOCANTINS

Trinta dias após a inauguração, o Hospital Unimed Palmas descarta resíduo de saúde de forma irregular colocando em risco a saúde da população.

LIXO HOSPITALAR - UNIMED - PALMAS - TO

 

Diversos sacos plásticos pretos foram depositados em uma lixeira que fica em frente do Hospital Unimed. Nos sacos foi possível constatar a presença de resíduos contaminantes como luvas cirúrgicas e gases contaminados. O procedimento é totalmente irregular. A denúncia chegou em órgão ambiental e de saúde de Tocantins.

GARI CONTRAI HEPATITE B E SÍFILIS EM LIXO HOSPITALAR DESCARTADO IRREGULARMENTE EM CAMPO GRANDE

Logo-11-ANOS-MAFIA-DO-LIXOA Justiça do Mato Grosso do Sul julgou ação parcialmente procedente e condenou um hospital de Campo Grande a pagar R$ 50 mil de danos morais por ter descartado material hospitalar em meio ao lixo comum, ferindo um gari. A decisão é do juiz titular da 11ª Vara Cível de Campo Grande, José Eduardo Neder Meneghelli.

No dia 25 de janeiro de 2010, o gari foi ferido por 24 agulhas de seringas contaminadas, que teriam sido descartadas de forma indevida pelo hospital, uma vez que esse tipo de material precisa ser separado como lixo hospitalar e em embalagens próprias.SERINGAS

Exames realizados depois do incidente constataram que o gari havia contraído hepatite B e sífilis. Por isso, ele pediu indenização de danos morais de R$ 617.655,00 e danos materiais a título de pensão vitalícia até que complete 73 anos e dois meses, no valor mensal de R$ 1.235,31, além de perdas e danos decorrentes da necessidade de se contratar um advogado na proporção de 30% sobre as verbas deferidas e requeridas.

Ao analisar os autos, o magistrado José Eduardo Neder Meneghelli observou que o hospital não apresentou provas suficientes que comprovem as suas afirmações, principalmente porque as testemunhas apresentadas eram funcionários da própria empresa. Além disso, sustentou que os depoimentos e as fotos juntadas nos autos comprovam que o hospital agiu de forma negligente e imprudente com o descarte de seus resíduos infecciosos, pois deixou de considerar a regulamentação expedida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária, que determina procedimento rigoroso para esse tipo de lixo, que inclui a sua destinação específica, acondicionamento em embalagem rígida e identificada.LIXO HOSPITLAR ACONDICIONADO DEVIDAMENTE - 2

Desta maneira, julgou procedente o pedido de indenização por danos morais, mas improcedente os pedidos de indenização por danos materiais e perdas e danos, pois o gari não provou que teve sua capacidade de trabalho reduzida por conta do acidente.

EMPRESA MULTADA POR DESCARTE IRREGULAR DE LIXO HOSPITALAR EM ALAGOAS

11 ANOS BLOG MÁFIA DO LIXOUma fiscalização realizada por diversos órgãos de Saúde e de Proteção ao Meio Ambiente, na manhã da última segunda-feira (27/01) em Maceió, notificou e multou a AMSCO Ambiental e Serviços Ltda.

AMSCO Ambiental é uma empresa que opera com coleta, transporte e tratamento de resíduos de serviços de saúde e resíduos comum. De acordo com representante da Superintendência de Limpeza Urbana de Maceió (Slum), a AMSCO Ambiental e Serviços Ltda coletava o lixo e o descartava em um depósito no município de Rio Largo, região metropolitana da capital do Alagoas, quando deveria promover o tratamento e posteriormente a destinação final em aterro sanitário.EMPRESA TRATAMENTO LIXO HOSPITLAR - MACEIÓ

Diz a SLUM, que a empresa não será lacrada por estar em dia com as suas licenças ambientais. O depósito para onde o lixo era levado será vistoriado. Poderá ser interditado pelos órgãos responsáveis. “A empresa AMSCO Ambiental trata o lixo comum de hotéis e também lixo hospitalar. Os resíduos são tratados em autoclaves e seria levado para o aterro sanitário em bombonas, mas o representante do empreendimento (aterro sanitário) informou que há 70 dias não vem recebendo esses resíduos”, afirmou o coordenador da SLUM. Inacreditável que a fiscalização levou 70 dias para identificar esse crime ambiental.

Lixo hospitalar sem tratamento é destinado em empreendimento da Prefeitura gaúcha de Rio Grande

DEZ-ANOS-Máfia-do-Lixo-2013Servidor da Secretaria Municipal de Controle e Serviços Urbanos, da prefeitura gaúcha de Rio Grande, denunciou que depositam lixo hospitalar sem tratamento em “aterro sanitário”, lixão, de titularidade do Município.

O empreendimento está localizado na avenida Roberto Socowski, s/nº, Carreiros, na cidade Licença para remediação de empreendimento da prefeitura de Rio Grandede Rio Grande.

Um representante da prefeitura se manifestou sobre o crime ambiental. O que ele não falou é que esse lixão não pode mais receber qualquer tipo de resíduo.

Basta consultar a Licença no. 402/2013-DL expedida em 17 de Janeiro de 2013 pela Fundação Estadual de Proteção Ambiental – FEPAM do governo do Rio Grande do Sul.

Lá está bem claro: licenciado para “promover a operação relativa à atividade de remediação de área degradada por disposição de resíduo urbano”.

Se lá estão destinando lixo hospitalar é porque a prefeitura de Rio Grande não está cumprindo a Licença no. 402/2013-DL concedida pela FEPAM, deixando de fiscalizar o acesso ao empreendimento que deveria estar com seus portões lacrados para o recebimento de resíduos.

O que lá acontece é crime ambiental.

A prefeitura de Rio Grande deve abrir sindicância administrativa para apurar as ocorrências que envolvem esse empreendimento abandonado. A FEPAM deve ser noticiada, assim como o Ministério Público do Rio Grande do Sul.

O que não entendo é como isso pode acontecer. De colocarem lixo hospitalar no empreendimento que está licenciado apenas para remediação.

A Secretaria de Saúde do Estado do Rio Grande do Sul possui conhecimento da lista completa de todos os hospitais em solo gaúcho. A Prefeitura de Rio Grande detém conhecimento da lista de todos os estabelecimentos de saúde que foram licenciados na cidade. A FEPAM recebe mensalmente boletins de empresas que operam com resíduos de todas as classes, inclusive os de saúde. Além disso, essa fundação detém informações de pesagens de resíduos que são geradas em cada município do Rio Grande do Sul. As empresas privadas são licenciadas pela fundação e pela prefeitura local, que lhes fornece alvarás etc… Inacreditável. Com tanta informação a disposição da Prefeitura de Rio Grande não é possível que não tenha detalhes do que ocorre na cidade, e que descumpra a licença ambiental, permitindo que esse crime venha ocorrer nas “barbas” do governo municipal.Lixão da Prefeitura de Rio Grande - RS

O Ministério Público do Estado do Rio Grande do Sul deve analisar profundamente o que acontece nesse empreendimento, lixão municipal, e no transbordo de resíduos de empresa privada que destina os resíduos sólidos urbanos da cidade de Rio Grande no aterro sanitário da Companhia Riograndense de Valorização de Resíduos S/A, conhecida pela sigla CRVR, onde a empresa Revita Engenharia Ambiental S/A detém 70% do capital.

A CRVR é uma associação da Revita Engenharia Ambiental S/A com ex-titulares da SIL Soluções Ambientais Ltda, que criaram o Aterro Sanitário de Minas do Leão, empreendimento que recebe mais de três mil toneladas de lixo por dia, resíduos sólidos oriundos de pelo menos 160 cidades do Rio Grande do Sul, sendo que mais recentemente para lá foi destinado o lixo da cidade de Caçapava do Sul.

Em Rio Grande, a coleta de lixo e demais serviços de limpeza urbana é operada pela concessionária Rio Grande Ambiental S/A, pertencente ao grupo Solví Participações S/A, que vem a ter em seu portfólio as empresas Vega Engenharia Ambiental S/A, Revita Engenharia Ambiental S/A, Companhia Riograndense de Valorização de Resíduos S/A e Relima Ambiental S/A, entre outras unidades.

O administrador Enio Noronha Raffin está concluindo um estudo técnico sobre a destinação final de lixo em todos os municípios do Rio Grande do Sul.

Municípios, contratos com empresas de lixo, coletas, transportes e locais de destinação final (aterros sanitários) dos resíduos das cidades gaúchas e as suas pesagens. Entre os empreendimentos podemos citar o de Santa Maria, Minas do Leão, São Leopoldo, Giruá, Rio Grande, e outros que aqui poderíamos apontar, os quais serviram de referência para o estudo técnico a ser publicado em breve.

“Dupping e Monopólio” serão destacados nesse estudo técnico.

O que se pode adiantar, é que no Rio Grande do Sul “não se tem um preço único por tonelada destinada em aterro sanitário privado”.

Basta lembrar os leitores do blog Máfia do Lixo, “que uma tonelada de lixo é igual em qualquer parte do mundo”.

O preço de uma tonelada de lixo destinada em aterro sanitário deveria ser igual para todos os municípios no Rio Grande do Sul,  sem incluir coleta, transporte e transbordo. Mas não é isso o que se vê nos contratos municipais firmados entre prefeituras e empresas privadas.

O tema é de interesse público.

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