A “ecomáfia” italiana, formada por empresas que realizam atividades ilegais no campo ambiental, cometeu quase 26 mil crimes e faturou 20,5 bilhões de euros em 2008, revelou o relatório divulgado pela organização ecologista Legambiente. Segundo o relatório, desapareceram 31 milhões de toneladas de lixo industrial em 2008, equivalente a uma montanha de 3 mil metros de altura. “O faturamento total da ecomáfia nunca foi mais alto e alcançou níveis recordes no ano mais negro da economia mundial”, disse Sebastiano Venneri, responsável do Observatório Ambiente e Legalidade da Legambiente. Também foram descobertas 28 mil novas construções ilegais e foram localizados 258 “ecomafiosos” no país. O relatório aponta um aumento das agressões ao patrimônio cultural, da extorsão, das máfias agrícolas e das rotas dos traficantes internacionais de lixo. Por outro lado, aumentou também a capacidade de contraste das forças de segurança. O número de prisões aumentou 13,3% em relação ao ano anterior. O total de crimes ambientais em 2008 diminuiu em relação a 2007 “porque houve a tendência de concentrar a atividade investigadora nos crimes mais graves”, diz o relatório. Em primeiro lugar por número de crimes ambientais aparece a região da Campânia, com 3.907 casos, seguida pelas regiões de Calábria (3.336 casos) e Sicília (2.788 casos).