Jurerê Internacional, sob chuva, fica limpa do lixo da `Virada do Ano´

Choveu em Florianópolis na “Virada do Ano”. Nasceu 2012 e a chuva não afastou os turistas e moradores da Beira-Mar Norte, onde ocorreu a queima de fogos na Virada do Ano na capital catarinense.

A Polícia Militar de Santa Catarina estimou um público de 200 mil pessoas que foram a Beira-Mar Norte em Florianópolis participar da Virada do Ano.

Lá o show da cantora sertaneja Paula Fernandes foi um sucesso. Festa que certamente será lembrada no decorrer do ano de 2012.

Em Jurerê Internacional, onde está localizada a praia de Jurerê, a “Virada do Ano” também teve queima de fogos.

Os beach club de Jurerê Internacional estavam lotados. P12, Donna Jurerê Internacional, Taiko e Café de La Musique ferviam sob a chuva.

Certamente se não estivesse chovendo na “Virada do Ano” o público seria muito maior a beira do mar.

No final da manhã desse domingo, 1º de janeiro de 2012, os bairros de Jurerê Internacional e Jurerê já estavam livres do lixo da “Virada do Ano”. A Beira-Mar Norte de Florianópolis também ficou limpa com a forte atuação dos profissionais da limpeza urbana da capital catarinense.

O exemplar serviço realizado pela COMCAP (empresa municipal responsável pela limpeza pública de Florianópolis) é alvo de excelentes comentários.
 
Os nobres funcionários da COMCAP, que certamente não descansaram após as comemorações da “Virada do Ano”, trabalharam sob a chuva intensa durante toda a manhã desse domingo.

A COMCAP fez a sua parte para evitar o caos no lixo na Beira-Mar Norte e nos bairros de Jurerê Internacional e Jurerê.

O Brasil precisa investir na educação. Turistas e frequentadores de Jurerê Internacional ainda não aprenderam que lixo tem lugar certo.

Cidade sem lixo só com moradores e turistas educados e com consciência ambiental.

Certamente um dia, lá no futuro, poderemos comemorar a “Virada de Ano” sem lixo na praia, nas ruas e avenidas de Jurerê Internacional e Jurerê.

Educação, consciência ambiental e serviço de limpeza urbana atuante vão resolver os atuais problemas que todos os municípios brasileiros enfrentam com o lixo da “Virada do Ano”.

Feliz 2012!!!

Jurerê Internacional perde o símbolo máximo de qualidade de uma praia: a certificação Bandeira Azul

Motivo de orgulho de empreendedores, moradores e frenquentadores de Jurerê Internacional, em Florianópolis, a Bandeira Azul não será mais hasteada nessa praia, pelo menos pelo resto da temporada 2010/2011.

A certificação Bandeira Azul é concedida as praias que cumprem diversos critérios nas áreas de educação ambiental, informação e sinalização de segurança aos usuários, de qualidade da água e do meio ambiente costeiro, saneamento e lixo.

No Brasil o Programa Bandeira Azul é operado pelo Instituto Ambiental Ratones (IAR).

Na última quinta-feira (27/01), a Coordenação Nacional do Programa Bandeira Azul no Brasil fez uma vistoria na praia de Jurerê Internacional e cancelou a certificação para o restante da temporada 2010/2011.

O documento da vistoria elaborado pela equipe do Programa Bandeira Azul aponta os sérios problemas encontrados na praia de Jurerê internacional que “impedem que a certificação seja mantida, conforme estabelecido nas regras de manutenção do Programa”.

Na vistoria do dia 27 de janeiro, a Coordenação Nacional do Programa Bandeira Azul encontrou as passarelas de “acesso à praia” com riscos aos freqüentadores e turistas.

Diz o documento que “a limpeza e manutenção nas áreas de dunas e vegetação mostra-se insuficiente” e que “a grande quantidade de resíduos sólidos (lixo) na areia da praia permanece visualmente impactante em toda a faixa da praia”.

Aponta ainda a Coordenação do Bandeira Azul em seu relatório de vistoria que “as informações sobre balneabilidade estão desatualizadas na placa do programa e que as luminárias do Passeio dos Namorados ainda encontram-se danificadas”.

O relatório diz que “o posto de salva-vidas próximo ao café Riso encontra-se fechado e que e não se tem previsão para normalizar o atendimento”.

Isso tudo acontece exatamente no verão, quando há um grande número de freqüentadores e turistas vindos de diversos estados do Brasil e Exterior para aproveitarem o que Jurerê Internacional tem de melhor.

A Prefeitura de Florianópolis e o grupo Habitasul, gestores de Jurerê Internacional, precisam agir rápido, pois em 14 de fevereiro a Coordenação Internacional do Programa Bandeira Azul vem a capital catarinense para um vistoria que pode cancelar em definitivo o símbolo de qualidade da praia.

A seguir o leitor pode conhecer o relatório da Coordenação Nacional do Programa Bandeira Azul no Brasil.

Jurere Internacional hasteia a “Blue Flag’ no primeiro dia de 2010 com muito lixo na praia

Nessa sexta-feira, 1º. de janeiro de 2010, o que se pode ver na praia de Jurere Internacional, em Florianópolis, mostra o total descaso de turistas e visitantes com o meio ambiente local. O lixo da virada do ano se acumulou nas ruas e avenidas da famosa praia, que no ano passado conquistou a certificação Bandeira Azul (conhecida mundialmente por Blue Flag). Nessa praia já é rotina encontrar muito lixo no dia 1º. do ano novo. Os moradores de Jurere Internacional não são contra as comemorações de final de ano. O que não querem é conviver com o lixo produzido pelos freqüentadores dos estabelecimentos comerciais a beira-mar e visitantes eventuais. Os locatários dos imóveis que estão localizados a beira mar, em busca de altos lucros, ampliam a capacidade de atendimento de seus estabelecimentos. Chegam a instalar dezenas de banheiros químicos nas passagens que levam ao mar. Os clientes desses bares a beira mar acabam jogando o lixo em todo o lugar por onde transitam. As pequenas e poucas lixeiras instaladas na região não dão conta. O lixo é jogado até dentro do mar. Nesse ano o aumento do lixo na praia de Jurere Internacional decorreu também pela queima de fogos de artifícios em frente ao IL Campanario Villaggio Resort. Os que compareceram a beira mar na virada do ano produziram uma grande quantidade de lixo que foi deixado na praia, ruas e avenidas de Jurere Internacional. Pela manhã desse dia 1º. de janeiro a administração da praia de Jurere Internacional hasteou a “Blue Flag” em meio a todo o lixo da virada do ano. Os moradores e freqüentadores podiam ver diversas bandeiras azuis fincadas ao longo da praia. É importante comentar, que 46 países e 3.000 praias pelo mundo afora atingiram as metas previstas no Programa denominado Bandeira Azul. A gestão com o meio ambiente é uma das exigências. Jurerê Internacional foi a primeira praia, no Brasil e América do Sul, eleita para receber a certificação Bandeira Azul. Esse é um motivo de grande orgulho para todos turistas, visitantes, moradores e freqüentadores de Jurerê Internacional. Apesar da Habitasul, empreendedora de Jurere Internacional, buscar a conscientização de todos sobre a importância da preservação e educação ambiental e do turismo sustentável, o que se vê é a continuação dos erros na área de limpeza urbana. Falta educação, a gestão de resíduos é deficiente e o comportamento ambiental é incorreto. Corrigir os erros com o lixo contribui para Jurere Internacional. Todos saem ganhando. Por enquanto os grandes prejudicados são os moradores. Em uma simples fiscalização pelas ruas e avenidas de Jurere Internacional, qualquer um que por lá transitar, vai verificar ainda nesse sábado que há muito lixo espalhado por todos os lados. Bem próximo ao mastro da “Blue Flag” há lixo. Isso por si só demonstra que algo por lá está errado.

Aruba investe US$ 6 milhões em Gestão Ambiental

Praia Baby Beach em Aruba

Praia Baby Beach em Aruba

Aruba acaba de finalizar com sucesso a primeira fase do projeto de gestão ambiental que visa garantir às praias Arashi, Mangel Halto e Baby Beach o certificado “Blue Flag”,  conhecido no Brasil por “Bandeira Azul” , programa internacional de trabalho ambiental que sustenta padrões de qualidade nas seguintes áreas: qualidade da água, segurança, serviços e facilidades, educação, informação e gestão ambiental. A fase inicial do projeto de US$ 6 milhões seis milhões de dólares visou melhorar a gestão e conservação de recursos naturais. Foram feitas demarcações de zoneamento específico de áreas de conservação, assim como de áreas públicas e a instalação de materiais de conscientização. Novas “palapas” (espécie de choupana feita de madeira e palha) foram construídas com materiais duráveis. A segunda fase do projeto prevê instalações públicas, como sinalização intensificada para informar o público de fatos naturais e culturais, amenidades públicas, como banheiros, e a obtenção de máquinas penteadoras para manter a limpeza das praias. Obter a certificação Blue Flag é parte do programa “Sustainable Economic Development” (Desenvolvimento Econômico Sustentável) em Aruba. Além das praias, o programa quer criar áreas de preservação no mar para a costa inteira da ilha e o desenvolvimento de melhores instalações de esgoto, reciclagem e lixo. O projeto ao todo é um investimento de mais de US$ 20 milhões. Em 1985 na França, foi iniciado o Programa Bandeira Azul – Blue Flag – e de lá vem sendo implementado em toda a Europa desde 1987 e em países não europeus desde 2001, quando a África do Sul tornou-se membro da FEE. Atualmente vários países de todo o mundo participam do Programa Bandeira Azul.

"Blue Flag"

"Blue Flag"

O Programa Bandeira Azul promove o desenvolvimento sustentável das áreas costeiras através de ações de educação e informação ambiental, qualidade de água e balneabilidade, segurança dos usuários e gestão ambiental. O Programa vem trabalhando para unir o turismo e as questões ambientais a nível local, regional, nacional e internacional. O Programa Bandeira Azul é um selo ecológico amplamente reconhecido em todo mundo, certificando as comunidades que fazem um esforço especial para gerenciar seus ambientes aquáticos, costeiros e interiores com respeito ao ambiente e a natureza local. Para obter a certificação, as praias ou marinas candidatas à Bandeira Azul devem cumprir diversos critérios nas áreas de educação ambiental, informação e sinalização de segurança aos usuários, e de qualidade da água e do meio ambiente costeiro. Em 2005, a certificação Bandeira Azul foi concedida a 2.444 praias e 632 marinas em todo o mundo. Muitos países de diferentes continentes participam do programa, entre eles: Bélgica, Bulgária, Dinamarca, Espanha, Finlândia, França, Alemanha, Grécia, Islândia, Irlanda, Itália, Lituânia, Países Baixos, Noruega, Portugal, Eslovênia, África do Sul, Suécia, Turquia e Reino Unido. Além destes, cinco países caribenhos, Porto Rico, Bahamas, Jamaica, Barbados e República Dominicana, e o Chile e a Nova Zelândia estão em fase piloto. Marrocos, Canadá, Polônia, Malta, Rússia, Bangladesh, República Checa e o Brasil. Desde o dia 18 de junho de 2006, o Brasil faz parte dessa rede internacional que implanta o Programa Bandeira Azul. Para obter a Bandeira Azul, a comunidade e o poder público devem cumprir critérios em relação à qualidade da água e da costa, educação e informação ambiental, segurança, serviço e infra-estrutura para os banhistas. Este esforço da comunidade local garante que você e sua família visitem ambientes limpos e seguros em locais de banho qualificados. Os critérios Bandeira Azul para praias cobrem quatro áreas principais: a) Informação e educação ambiental; b) Qualidade da água; c) Gestão ambiental e; d) Segurança e serviços. A Bandeira Azul é dada para uma temporada de cada vez e a licença só é valida enquanto os critérios são cumpridos. Lendo os itens dos critérios que as praias devem cumprir está a limpeza diária da praia, gestão de resíduos sólidos, e reciclagem. Não deve ser visto lixo. Não é permitido acúmulo de lixo que se torna esteticamente desagradável ou perigoso. A praia deve estar de acordo com linhas de ação nacionais em relação ao lixo. Precauções devem ser tomadas para o monitoramento regular e limpeza da praia baseadas na intensidade do seu uso. Pessoal e equipamento adequados devem estar disponíveis para limpar a praia quando necessário. A limpeza deve ser mecânica ou manual, dependendo do tamanho, aparência e fragilidade da praia e suas redondezas. Existência de recipientes adequados para lixo na praia, em bom estado de conservação, seguros e em número adequado, regularmente esvaziados e limpos. Deve existir um número adequado de lixeiras na praia e estas devem ser mantidas limpas regularmente, seguras e apropriadamente espaçadas. A capacidade individual da lixeira, o número de usuários na praia e a freqüência do enchimento destas lixeiras determina o número e o intervalo de espaço mínimo entre as lixeiras posicionadas nas praias. O intervalo entre as lixeiras e a freqüência pelo qual estas são cheias deve ser aumentado de acordo com a demanda durante a temporada de pico turístico. O lixo coletado deve ser depositado somente em depósitos licenciados que são aprovados pelas autoridades locais. A tarefa da comunidade que receba a Bandeira Azul é assegurar que o lixo seja propriamente depositado, localmente ou em depósitos de comunidades vizinhas. O Programa Bandeira Azul deve incentivar programas de reciclagens e comportamento ambientalmente correto considerando redução de lixo, menor consumismo, reciclagem e depósitos de lixo apropriados. No Brasil a praia de Jurere Internacional é candidata a “Blue Flag”.

Jurerê Internacional não aprende a lição com a experiência do caos do lixo de Réveillon

Texto publicado em janeiro de 2007 no portal Máfia do Lixo

Texto publicado em janeiro de 2007 no portal Máfia do Lixo

Jurerê Internacional, em Florianópolis, Santa Catarina, não aprendeu a lição do caos do lixo do Réveillon de 2007. O administrador Enio Noronha Raffin fez uma matéria sobre o dia seguinte da comemoração da passagem do ano de 2006/2007 em Jurerê Internacional. O texto tinha por título “Jurerê Internacional descuida com o lixo do Réveillon 2007”. Dizia a matéria o seguinte: “São apenas alguns poucos restaurantes existentes em Jurerê Internacional. Junto à praia, pelos acessos maiores com possibilidade de estacionamento para veículos, há esses restaurantes [beach clubs] em Jurerê Internacional, os quais possuem uma pequena estrutura para atender a área gastronômica. A Prefeitura de Florianópolis (SC) decidiu conceder a esses restaurantes a viabilidade de realizar eventos para comemorar o Réveillon. Na manhã do dia 1o. de janeiro de 2007, quando os frequentadores de Jurerê Internacional foram se deliciar junto ao mar, lá pelas 11h30 (já tinham terminadas as festas) o que se viu é caso de desleixo e falta de consideração com os moradores e turistas que estavam na praia. Lixo por todos os cantos dos acessos a beira mar. Cheiro de lixo insuportável nos acessos a praia de Jurerê. Garrafas quebradas pela areia junto aos bares. “Camisinhas” rolavam com o vento. E mais ainda, montaram no acesso de madeira que leva ao mar, um incontável número de banheiros químicos, modelo “xixi room”, que lá permaneceram exalando o odor por toda a praia, durante o dia. As fotos mostram até papel higiênico rolando ao vento. Um descaso com todos que lá freqüentam. Que o próximo Réveillon, o lixo seja tratado como uma prioridade.”

Lixo do Réveillon de 2007 em Jurerê Internacional

Lixo do Réveillon de 2007 em Jurerê Internacional

Parece que a limpeza urbana de Jurerê Internacional não foi tratada como uma prioridade. Os responsáveis pela locação dos espaços dos “beach clubs”, e os próprios empresários desses estabelecimentos, não apreenderam a lição do lixo do Réveillon de 2007. Basta ler nos veículos de comunicação, em especial no blog da jornalista Juliana Wosgraus, no Diário Catarinense, que publica uma foto do lixo do Réveillon de 2009. Juliana publica o comentário da leitora Consuelo Rodrigues, especialista em gestão ambiental, mostrando o lixo do Réveillon de 2009 na praia de Jurerê Internacional. Por lá não se viu a “Bandeira Azul”. E com certeza, se depender do lixo do Réveillon, a praia de Jurerê Internacional não irá hastear a Bandeira Azul. O grupo Habitasul vem a ser o maior interessado no tema. Conforme publicado no blog da jornalista Juliana, no DC, a ambientalista Consuelo comentou o seguinte: “no dia 01/01/2009, fui fazer minha caminhada e indignada com a situação fotografei nosso caos ambiental. Todos já estão cansados de saber e ler as consequências do lixo deixado na praia, inclusive agora a depreciação do valor agregado de nossos patrimônios. Algumas pessoas mais conscientes e indignadas também recolhiam o que podiam e destinavam nas lixeiras adequadas. Pais de famílias tiravam do mar garrafas quebradas propositalmente e submersas na água, representando um perigo para qualquer pessoa, turista ou morador.” Mais adiante em seu texto Consuelo se referiu assim: “no dia 03/01, a Comcap [empresa de lixo da prefeitura] ainda não havia recolhido os sacos da varrição da areia… o lixo já fedia a espumante azedo… As lixeiras de uso comum nas passarelas do bairro sequer tinham seus sacos removidos.”

Consuelo Rodrigues fotografou o lixo do Réveillon de 2008 na praia de Jurerê Internacional em Florianópolis.

Consuelo Rodrigues fotografou o lixo do Réveillon de 2009 na praia de Jurerê Internacional em Florianópolis.

O leitor do portal Máfia do Lixo pode ler na Revista Folha de Jurerê, de fevereiro de 2007, na internet no endereço http://www.ajin.org.br/textos/folha_36.pdf  o texto sobre o lixo do Réveillon de 2007 e ver as fotos, elas dizem tudo. O lixo oriundo do Réveillon de Jurerê já é um caso internacional. Parece que não aprenderam nada com a experiência anterior.

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