Conheça alguns preços praticados em municípios brasileiros para destinar os resíduos sólidos urbanos em aterro sanitário

Cidades                       Preço por tonelada

Natal (RN)_____________ R$  41,20
Juiz de Fora (MG)________R$  38,50
Belo Horizonte (MG)______R$  33,00
Guarujá (SP)____________R$  66,70
São Luis (MA)___________R$  38,00
Macéio (AL)____________R$  58,40

Em Juiz de Fora o aterro sanitário volta a ser tema de debate em audiência pública na Câmara Municipal

A instalação de aterro sanitário na cidade mineira de Juiz de Fora volta a ser tema hoje (19/05) na Câmara Municipal. Essa iniciativa cabe aos vereadores Noraldino Jr. (PSC) e Roberto Cupolillo (Betão-PT). A audiência pública tem início marcada para o horário das 15h, no Plenário Francisco Afonso Pinheiro, na Câmara Municipal. Entre outros, foram convidados o diretor geral do Demlurb, órgão da Prefeitura de Juiz de Fora, o presidente do Conselho Municipal de Meio Ambiente (Comdema) e o Ministério Público do Estado de Minas Gerais.

Promotor de Justiça de Minas Gerais ingressa com ação criminal em Juiz de Fora contra a construção de aterro sanitário

O promotor de Justiça de Minas Gerais, Júlio César da Silva, ingressou com “ação crime” contra o Departamento Municipal de Limpeza Urbana da Prefeitura de Juiz de Fora (MG), o ex-prefeito Raimundo Tarcisio Delgado, o ex-diretor do DEMLURB, Juraci Scheffer, a empresa DICACIEL Telemed Com. Representação Medicam. Equip. Méd. Infor. Ltda, a Contrutora Queiroz Galvão S/A e a empresa Vital Engenharia Ambiental S/A (subsidiária do grupo Queiroz Galvão). O processo de número 014509524780-8 foi registrado em 06/04/2009 e tem por Juíza de Direito Rosângela Cunha Fernandes. O conteúdo trata de crime ambiental e visa impedir a construção do aterro sanitário em Dias Tavares, em Juiz de Fora, onde existe uma bacia hidrográfica de Classe I, cuja água pode ser usada para consumo humano. De acordo com o promotor Júlio César da Silva, “o aterro sanitário do Salvaterra já causou danos ao meio ambiente e para que esse crime não ocorra uma segunda vez, a Prefeitura de Juiz de Fora deveria seguir o plano diretor criado em 1996 pelo então prefeito Custódio de Mattos, no qual foram identificadas oito áreas para a construção de um novo aterro sem prejudicar o meio ambiente”. De acordo ainda com a deliberação normativa do Conselho Estadual de Política Ambiental (COPAM) no. 52, de 14/12/2001, é vedada a instalação de sistemas de destinação final de lixo em bacias cujas águas sejam classificadas de Classe I. O objetivo é a proteção de mananciais destinados ao abastecimento público. A denúncia crime tramita na 1ª. Vara Criminal.

Poder público e sociedade civil vão analisar a vida útil de aterro sanitário em Juiz de Fora

A decisão tomada durante reunião do Conselho Municipal de Meio Ambiente (Comdema) vai contribuir para dirimir as dúvidas sobre o novo aterro sanitário de Juiz de Fora. Um grupo paritário, com membros do poder público e da sociedade civil vão analisar a vida útil do atual aterro sanitário de Juiz de Fora, que funciona no Salvaterra. O estudo irá avaliar se a atual central de tratamento de resíduos do município, prevista para ter seu fim decretado em novembro deste ano, poderá funcionar por mais tempo. Se for considerada que a vida útil de Salvaterra se alongue por mais anos, a necessidade de instalação do novo aterro em Dias Tavares será colocada em dúvida, conforme a deliberação dos membros do Comdema. Para o vereador José Sóter de Figueirôa (PMDB), a decisão é um avanço no que diz respeito à questão, mas ainda não é ideal. “O melhor seria que o estudo também se estendesse sobre o aterro de Dias Tavares. Mas acredito que o que for decidido sobre o Salvaterra terá impacto no processo de instalação do novo aterro”, ressaltou o parlamentar. Figueirôa moveu uma ação judicial contra a Prefeitura e a Empresa Vital Engenharia Ambiental S/A, que responde pelo atual aterro. Em uma reunião agendada para o próximo mês, o Conselho de Política Ambiental (Copam) vai tomar ciência desses estudos ambientais e do posicionamento da Supram.

Em Juiz de Fora o Conselho Municipal de Meio Ambiente avalia a instalação do novo aterro sanitário

O Conselho Municipal de Meio Ambiente (COMDEMA) se reuniu para conhecer o projeto de construção do novo aterro sanitário, mas acabou gerou muitas dúvidas. A instalação do aterro sanitário está previsto para ocorrer na Fazenda Barbeiro, em Dias Tavares, às margens do km 772 da BR-040. O principal questionamento dos integrantes é quanto à existência de bacias hidrográficas de Classe I, que por determinação do Conselho Estadual de Política Ambiental (COPAM), não podem receber empreendimentos que causem impacto ambiental. A decisão final sobre a liberação do aterro sanitário virá do Conselho de Política Ambiental (COPAM). O aterro sanitário do Salvaterra, criado em 1991, estava previsto para receber lixo por 20 anos. Porém, o DEMLURB afirma que o local terá a capacidade de operar até novembro deste ano. Segundo a empresa Vital Engenharia Ambiental S/A, do grupo Queiroz Galvão, responsável pelo projeto do novo aterro sanitário, foram analisados outros 13 locais que poderiam abrigar um empreendimento desse porte. Através de um sistema de pontuação, a empresa criou um ranking de áreas mais propícias a receber o aterro sanitário. O projeto apresentado prevê que os resíduos não atinjam as bacias e o recebimento de 450 toneladas de lixo por dia. A expectativa é de que o empreendimento recebe menos resíduos ao longo dos anos, caindo para uma média de 415 toneladas por dia. Com esses dados, a empresa responsável pela construção e manutenção do aterro prevê uma vida útil de 20 anos para o novo empreendimento.

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