Empresa CETRAM aguarda liberação de licença ambiental para a construção de aterro industrial em Manaus

Coincidentemente a interdição da CETRAM em Manaus, essa empresa aguarda que o Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (IPAAM) conceda o licenciamento ambiental para a construção de um aterro industrial no bairro Puraquequara. No último dia 26 de março o IPAAM realizou a audiência pública para discussão do Relatório de Impacto Ambiental (Rima) das obras de construção do aterro industrial para tratamento de resíduos perigosos de Manaus, empreendimento esse da CETRAM. Durante a audiência pública a empresa responsável pelo projeto apresentou os detalhes do empreendimento. Os estudos ambientais foram realizados pela GreenTech Análise Comércio Consultoria e Engenharia Ambiental Ltda. Após a apresentação, representantes do Ministério Público do Estado do Amazonas apontaram alguma lacunas detectadas pela sua equipe técnica multidisciplinar e por especialistas da Universidade Federal do Amazonas. Com base nas discussões ocorridas na audiência os técnicos do IPAAM irão decidir se concedem ou não a licença ambiental para o empreendimento. “Dentro de 30 dias analisaremos os dados apresentados pela empresa, as recomendações do MPE e o posicionamento das comunidades para, enfim, apresentar nosso parecer”, adiantou um representante do IPAAM. Com a interdição da empresa CETRAM por poluição em igarapé na cidade de Manaus, certamente complica a concessão da licença ambiental do aterro industrial.

Duzentas indústrias em Manaus ficam sem tratamento de seus resíduos enquanto durar a interdição da empresa CETRAM

A CETRAM – Central de Energia e Tratamento de Resíduos da Amazônia Ltda, que os leitores podem visualizar no Googel Earth nas coordenadas LAT: 3º3’4.94” S e LON: 59º54’27.31” W, faz parte do grupo Caravelas, que inclui entre seus empreendimentos o Aterro Sanitário Pajoan, no município de Itaquaquecetuba, em São Paulo. A matriz da empresa fica em Mogi das Cruzes (SP).  O grupo Caravelas é especializado no ramo de extração de minérios, construção civil, coleta, transporte, gestão ambiental, e prestação de serviços na área de resíduos e destinação  final de resíduos sólidos urbanos, resíduos industriais de Classe I,  Classe II-A, Classe II-B e resíduos de serviço de saúde. Em Manaus a CETRAM possui uma clientela de 200 empresas atuantes no Pólo Industrial de Manaus, as quais geram diariamente resíduos industriais. A fim de implementar o seu processo e fechar o ciclo por  completo do gerenciamento de resíduos  desde  a  triagem  no  gerador  até  a  destinação  final,  surge  a  importância  de um  aterro de resíduos industriais em Manaus. A CETRAM então requereu o licenciamento ambiental no IPAAM para construir um aterro com capacidade para receber 360 metros cúbicos por dia de cinzas provenientes da incineração de resíduos perigosos das indústrias instaladas no Pólo Industrial de Manaus. O Rima se refere à implantação e operação de Aterro Industrial no Distrito Industrial II nas dependências da CETRAM, localizada na av. Flamboyant. Nesse local a CETRAM já possui licença ambiental para atuar no transporte rodoviário de resíduos industriais perigosos, exceto radioativos e explosivos; operação de um complexo industrial de tratamento e disposição final de resíduos sólidos industriais e resíduos de serviço de saúde (por meio de autoclavagem e Estação de Tratamento de Despejos Industriais de Efluentes, contendo óleo emulsionados); e destruição Térmica de resíduos industriais Classe I e II, através de incinerados rotativo. Na última sexta-feira ocorreu a interdição da CETRAM, por poluição de igarapé que atravessa o bairro Puraquequara, onde está localizada a empresa.

Hotel de Selva Ariaú Amazon Towers é multado em R$ 88 mil por supostos crimes ambientais

O Amazonas é o maior estado brasileiro e onde se encontra a fascinante Floresta Amazônica, importante pela sua biodiversidade e riquezas infinitas, exuberante fauna, flora e milhares de espécies aquáticas. Nesse paraíso tropical está depositado a maior bacia hidrográfica do Planeta, o caudaloso Rio Negro e Rio Amazonas, uma das maravilhas do Mundo expressa pelo fenômeno dos encontros das águas, além dos Arquipélagos das Anavilhanas. O Ariaú Amazon Towers Hotel,  o maior empreendimento de ecoturismo da Amazônia, construído sobre palafitas ao nível das copas das árvores, técnica muito utilizada pelos nativos, têm sua arquitetura regional única na região. Em seu complexo hoteleiro possui 08 torres incrustadas sobre a Selva Amazônica com localização estratégica, o qual se pode confortavelmente desfrutar de fascinantes vistas da exuberante Selva e toda a biodiversidade do lugar. Mas nem por isso, o empreendimento escapa da fiscalização do IPAAM -  Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas. Nessa sexta-feira, 20 de março de 2009, o IPAAM multou em R$ 88.905 o Hotel de Selva Ariaú Amazon Towers por crimes ambientais. Foram cinco autos de infração, por queima de resíduos sólidos, vazamento de combustível, poluição das águas do Ariaú (braço do rio Negro) com toda espécie de lixo, entre outros crimes. Aberto em 1986, o Hotel de Selva Ariaú Amazon Towers está localizado no município de Iranduba (60 km de Manaus). O empreendimento fica dentro de uma unidade de conservação estadual, a 6 km de distância do Parque Nacional de Anavilhanas. Pioneiro na modalidade de ecoturismo, o proprietário do hotel, Francisco Rita Bernardino, afirma que sempre conservou a floresta. O Ipaam deu um prazo de 30 dias para o empresário pagar a multa e 20 dias se ele quiser recorrer. A diretora técnica do Ipaam, Aldenira Rodrigues Queiroz, diz que desde 2005 o licenciamento do Ariaú está suspenso por descumprir um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta). A empresa não implantou fossas sépticas e tratamento de esgoto adequado às normas ambientais. Em fiscalização realizada neste mês por determinação do Ministério Público Federal, os fiscais encontraram o sistema de tratamento em área que pode ficar submersa no período de cheia do rio, sem qualquer tipo de melhoria. No relatório do Ipaam, os fiscais dizem ter encontrado ainda lixo e resíduos sólidos a 2,5 km do empreendimento. Na área utilizada para reciclagem dos resíduos havia cultivo de hortaliças e criação de animais, como galinhas e porcos. “É uma situação alarmante. É vendida uma imagem de preservação da Amazônia e não é isso que os nossos técnicos viram no hotel”, diz Queiroz. Em janeiro, o Ministério Público Federal do Amazonas abriu inquérito civil público após receber denúncias de danos ambientais. O hotel tem 360 apartamentos distribuídos em torres construídas com madeira. Eles ficam na altura da copa das árvores. Representante do Hotel Ariaú diz ter estranhado as multas, pois já havia sido estipulado um prazo de até 90 dias para que a empresa pudesse se regularizar. O Ipaam diz que as multas se referem às irregularidades encontradas na blitz, e não em razão da falta do licenciamento. O memo representnate dia que o empreendimento investiu R$ 65 mil no contrato com uma empresa para o tratamento de esgoto e reciclagem do lixo. “As deficiências apontadas existem e estão sendo corrigidas. Não há risco de a atividade do hotel ser embargada. Estamos tentando cumprir todas as solicitações feitas”, finaliza o representante.

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