‘Laboratório’ funcionava dentro de hotel de luxo no Amazonas

Uma operação realizada em alguns estabelecimentos hoteleiros no Amazonas, no final de março e início do abril desse ano, é somente agora divulgada. A Receita Federal conjuntamente com o IBAMA e a Marinha do Brasil descobriram a existência de um laboratório de biologia pirata em um hotel de luxo na selva amazônica. O laboratório de pesquisa estava instalado no hotel Rio Negro Lodge. Empreendimento esse que fica localizado na margem direita do rio Negro, no Amazonas, entre as comunidades Baturité e Camaru, perto do município de Barcelos. O dono do hotel de selva Rio Negro Lodge é o norte-americano Philip Marsteller. A operação aconteceu no período entre 24 de março e 8 de abril desse ano, na calha do rio Negro, a 470 quilômetros de Manaus. Segundo um representante da Receita Federal no Amazonas, o auditor fiscal Ricardo Pereira, o hotel de selva Rio Negro Lodge foi alvo de investigação por conta dos produtos e máquinas importadas adquiridas pelo seu proprietário Philip Marsteller, além de manter em cativeiro animais silvestres (alguns em processo de extinção) em um pequeno zoológico. Para surpresa dos membros dessa operação, a fiscalização descobriu um laboratório de biologia pirata no hotel. No laboratório havia vários microscópios e lâminas com insetos, raízes, flores e plantas da Amazônia. “Ainda não sabemos o motivo das pesquisas que vinham sendo realizadas”, disse Ricardo Pereira. Ele explicou que as mercadorias eram compradas de forma ilegal e que, há quatro anos, tramita na Justiça um processo de operação ilegal de compra de mercadorias contra o dono do hotel Rio Negro Lodge. “Ele sonegava o imposto e isso se caracterizava como contrabando”, afirmou o auditor. De acordo com o chefe da Divisão de Repressão ao Contrabando e Descaminho da Receita Federal no Pará, que também participou da operação no Amazonas, foram destacados 80 militares da Marinha do Brasil, cinco servidores da Receita Federal e quatro funcionários do IBAMA. O apoio logístico contou com dois navios de guerra da Marinha do Brasil e um helicóptero. A operação resultou em concessão de multa no valor de R$ 2,7 milhões ao hotel de selva Rio Negro Lodge. O superintendente do Ibama, informou que o hotel Rio Negro Lodge foi multado por não ter licença de funcionamento, manter animais em cativeiro e uma marcenaria não autorizada. O Ibama notificou o proprietário do hotel Rio Negro Lodge. Pediu também explicações sobre o material apreendido e para que fins estava sendo utilizado. No período da operação foram apreendidas diversas lanchas, quadriciclos, centrais de ar-condicionado e motores de popa. O total de multas aplicadas aos empreendimentos hoteleiros fiscalizados pela Receita Federal, Marinha do Brasil e IBAMA chegou ao montante de R$ 3,4 milhões.

Ibama: ‘É lamentável a coordenação do Instituto Chico Mendes ficar em Rondônia’

O IBAMA no Acre fez de tudo para que a sede regional do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) ficasse em Rio Branco. Entretanto, a decisão do ministro do Meio Ambiente e do diretor nacional do órgão, através da portaria ministerial, decretaram que a gestão (envolvendo o Acre, Rondônia e o sul do Amazonas) ficará situada em Rondônia. De acordo com o superintendente Regional do Ibama, Anselmo Forneck, há cerca de dois anos foi confeccionado o decreto de criação do Instituto Chico Mendes, estipulando que haveriam dez sedes regionais para se responsabilizar exclusivamente pelas unidades de conservação. Estas unidades garantiriam a biodiversidade e proteção nas reservas extrativistas, que já estavam espalhadas pelo Brasil e em grande número. “Não é o caso do Ibama, que possui gestão estadual em todos os estados, além de maiores porte e representatividade política. Já até havíamos nos reunido com a diretoria do ICMBio nacional para a instalação da sede em Rio Branco, até com sugestões de nomes para administrá-la. Mas quando demos conta da portaria ministerial, percebemos que fomos enganados. Não tenho outra interpretação dessa escolha a não ser uma vingança política, por parte do Instituto e de pessoas dentro do Ministério do Meio Ambiente, contra a ministra Marina Silva e a população mais tradicional do Estado. Foi uma decisão lamentável”, desabafou.

Operação do Ibama contra o desmatamento da Amazônia começa nesta segunda

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis realiza a partir desta segunda-feira a Operação Arco Verde, que prevê ações contra o desmatamento florestal e alternativas para o desemprego no setor madeireiro da Amazônia. De acordo com o coordenador-geral de Fiscalização do Ibama, o órgão pretende realizar 300 ações contra o desmatamento cem a mais do que em 2008. Para tanto, o Ibama contará com aviões para observação de áreas afetadas, e também para transporte de fiscais e equipamentos. As medidas do plano surgiram de uma parceria, que envolve 14 ministérios mais a Casa Civil. Um deles é o Ministério do Trabalho e Emprego, que vai pagar auxílio-desemprego para quem ficar desempregado por trabalhar para empresas que exploram madeira ilegalmente. Também vão ser distribuídas cestas-básicas. Para o coordenador do Ibama, existem outras opções para quem trabalha na região.

Polícia Federal prende ex-superintendente do Ibama condenado por corrupção

 O ex-superintendente do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis) no Pará, Paulo Castelo Branco, foi preso na tarde de sábado na zona sul do Rio de Janeiro. O ex-servidor estava foragido e contra ele havia um mandado de prisão decretado pela Justiça Federal, em 2008. Branco foi condenado em última instância, no final do ano passado, pelo crime de concussão, ou seja, exigência indevida de vantagens em função de cargo público. Ele foi preso em flagrante em 2000, em Brasília, exigindo propina de madeireiros. Ele passeava pelo calçadão de Copacabana e não ofereceu resistência à prisão.

Ibama e PF intensificarão repressão contra crimes ambientais este ano

O presidente do Ibama, Roberto Messias, anunciou que o Ibama e a Polícia Federal intensificarão este ano o trabalho conjunto na repressão a crimes ambientais, em especial contra o desmatamento na Amazônia. Numa conversa, Messias e o chefe da Divisão de Repressão a Crimes contra o Meio Ambiente e o Patrimônio Histórico da Polícia Federal, o delegado federal Álvaro Palharini, acertaram os próximos passos. Messias antecipou que o Ibama irá ampliar o número e o alcance das suas operações na Amazônia para atingir a meta de reduzir a taxa de desmatamento, medida em quilômetros quadrados, a quatro dígitos. É o primeiro passo para reduzir em 70% o desmatamento na Amazônia até 2017, compromisso assumido pelo Brasil e anunciado pelo ministro Minc durante a 14ª Conferência das Partes (COP) da Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças do Clima, em Poznam (Polônia).

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