Google Street View flagra incineração de lixo hospitalar no município de Cachoeirinha no Rio Grande do Sul

O Google Street View flagrou a incineração de lixo hospitalar no município de Cachoeirinha no estado do Rio Grande do Sul.

Cachoeirinha localiza-se junto ao rio Gravataí. A cidade fica situada em um ponto estratégico na Região Metropolitana da Capital gaúcha, com acesso facilitado aos municípios de Porto Alegre, Canoas, Esteio, Sapucaia do Sul, Gravataí e Alvorada.

Em julho do ano passado, o veículo da Google Street View mapeou as ruas e avenidas do município de Cachoeirinha.

As fotos coletadas na cidade foram incluídas no Street View permitindo ao usuário da internet fazer um passeio pelas artérias públicas desse município gaúcho.

O internauta ao usar o Google Street View consegue fazer um passeio pelas ruas de Cachoeirinha tendo uma visão de 360 graus. Se desejar poderá utilizar a ferramenta “zoom” para ver detalhadamente a fachada de uma empresa, ou qualquer ponto escolhido na imagem coletada pelo veículo da Google Street View.

Em Cachoeirinha, o Google Street View percorreu a rua Frederico Augusto Ritter até chegar no cruzamento com as ruas Salseiro e Euclides Gomes de Oliveira, onde coletou uma imagem impressionante.

Uma chaminé de um incinerador de lixo hospitalar expelindo uma fumaça preta e cinza. 

O empreendimento é de titularidade da Ambientus Tecnologia Ambiental Ltda e fica localizado na rua Euclides Gomes de Oliveira, no. 60.

A fumaça preta que é vista saindo da chaminé é proveniente de lixo hospitalar. Pode ser tóxica e prejudicial à saúde de moradores do condomínio da Bolognesi e do entorno do empreendimento da Ambientus.

O incinerador de lixo hospitalar está situado a menos de 100 metros da rua Frederico Augusto Ritter, onde está instalado um condomínio de casas da empresa Bolognesi Engenharia. 

De um lado da rua Frederico Augusto Ritter é área integrante do Distrito Industrial de Cachoeirinha, onde existe o incinerador de lixo hospitalar.

Do outro lado dessa rua, a Prefeitura de Cachoeirinha trata como residencial.

E quem sofre com isso são as famílias que moram no condomínio da Bolognesi.

Certamente as famílias que compram a “casa tão sonhada” na rua Frederico Augusto Ritter, em Cachoeirinha, desconhecem que a frente do imóvel há um incinerador de lixo hospitalar, cuja chaminé expele fumaça preta e cinza dia e noite.

O caso requer a inspeção da “Força Tarefa” do Meio Ambiente do Rio Grande do Sul, que tem a coordenação do competente promotor de Justiça Daniel Martini, do Ministério Público do Estado do RS.

A Força Tarefa comandada pelo promotor Daniel Martini é integrada pela Delegacia do Meio Ambiente do Governo do Rio Grande do Sul, pelo Batalhão Ambiental, entre outros órgãos públicos, e técnicos especialistas em empreendimentos poluidores, entre eles o biólogo professor Jackson Muller.

Pró-Ambiente faz terraplenagem para construção de novas células de resíduos industriais sem licenciamento ambiental

Em despacho no Processo 015/1.11.0017394-5 que tramita na Justiça do RS, o juiz Rodrigo de Souza Allem, da 1ª Vara Cível da Comarca de Gravataí, deferiu “os pedidos de tutela antecipada articulados pelo MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL, para o fim de determinar a imediata suspensão das atividades de recebimento de resíduos industriais e hospitalares (da empresa PRÓ-AMBIENTE INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE PRODUTOS QUÍMICOS E RESÍDUOS INDUSTRIAIS LTDA), sob pena de multa diária de R$ 5.000,00 (cinco mil reais)”.

Tal despacho decorreu da AÇÃO CIVIL PÚBLICA EM DEFESA DO MEIO AMBIENTE contra a PRÓ-AMBIENTE, onde o Ministério Público Estadual alegou, em apertada síntese, que teria apurado através do Inquérito Civil nº 00783.00047/2009 que a demandada (leia-se Pró-Ambiente) ao desenvolver sua principal atividade de armazenamento e tratamento de resíduos industriais e de serviços de saúde, vem provocando danos ambientais de grande monta ao meio ambiente, razão pela qual postulou, em sede de tutela antecipada, a suspensão das atividades de recebimento de resíduos industriais e hospitalares pela ré, sob pena de incidência de multa diária por descumprimento”.

Em sua decisão, o juiz da 1ª Vara Cível da Comarca de Gravataí, diz que “compulsando os autos e, principalmente, a farta prova documental acostada, tenho que há fortes indícios de que a requerida vem desenvolvendo sua atividade sem atentar à preservação do meio ambiente”.

O que o Ministério Público do Estado do Rio Grande do Sul ainda não sabe, e que não consta nessa ação civil pública, é que o dono da empresa PRÓ-AMBIENTE, o professor Marco Antonio Dexheimer continua infringindo a legislação ambiental, ao realizar terraplenagem na central de recebimento de resíduos, localizada em Gravataí (RS), com vistas a ampliação do empreendimento, sem que tenha licenciamento ambiental para a construção de novas células de armazenamento de “lixo industrial e hospitalar” naquele local.

As fotografias digitais coletadas nessa quinta-feira (29/12) mostram as obras das novas células de recebimento de lixo industrial e hospitalar, em fase adiantada de construção, tudo sem qualquer autorização legal da FEPAM e conhecimento do MPE-RS e da Justiça gaúcha.

O MPE-RS também não sabe que há duas semanas passadas, ocorreu mais um incêndio, dessa vez em duas células da central de resíduos industriais da empresa PRÓ-AMBIENTE em Gravataí.

E tudo isso acontece na “cara” das autoridades responsáveis pelo meio ambiente de Gravataí e do Rio Grande do Sul.

Mesmo suspensa às atividades de recebimento de lixo industrial e hospitalar pela PRÓ-AMBIENTE, determinada pela Justiça gaúcha, ontem, quinta-feira, a empresa operava normalmente, e as obras de ampliação do empreendimento estão sendo “tocadas” nas 24 horas do dia. Inacreditável!

Certamente o leitor do site Máfia do Lixo, o promotor de Justiça Daniel Martini, ao tomar conhecimento do tema em questão, deverá requerer providências para a imediata realização de uma inspeção na central de resíduos da PRÓ-AMBIENTE.

Por muito menos um empresário do município de Canoas foi preso por infringir a legislação ambiental do Rio Grande do Sul.

Câmara Municipal de Gravataí instala processo de impeachment da prefeita petista Rita Sanco

O município gaúcho de Gravataí, localizado na região metropolitana de Porto Alegre, viveu nessa quinta-feira (09/06) um dia conturbado na política local.

Por volta do meio dia de ontem, manifestantes do PT acompanhados de líderes petistas do Rio Grande do Sul ocuparam a Praça Borges de Medeiros, em frente à Prefeitura de Gravataí, para levar solidariedade a prefeita Rita Sanco (PT) e seu vice Cristiano Kingeski (PT).

O ato político ocorreu antes que a Câmara Municipal de Gravataí colocasse em votação o processo de abertura de cassação da prefeita Rita Sanco e o afastamento de seu vice. O presidente do PT gaúcho, deputado estadual Raul Pont esteve a frente do ato público.

No final da tarde ocorreu uma sessão ordinária na Câmara Municipal, a qual teve votação para a abertura de processo de “impeachment” da prefeita petista Rita Sanco.

A denúncia e pedido de “impeachment” foi protocolada na Câmara Municipal de Gravataí pelo Partido Verde (PV).

No documento de pedido de “impeachment” da prefeita Sanco constam as seguintes denúncias do Partido Verde :

01. A prefeita Rita Sanco prevaricou em nomear o procurador municipal, advogado da família e sócio de fato da própria filha, que continuou advogando no âmbito privado contra o público sem licenciar-se da advocacia, conforme estatuto da OAB e o Regime Jurídico Único dos Servidores Públicos de Gravataí.

02. A prefeita Rita Sanco e o vice-prefeito Cristiano Kingeski que assinou, no exercício do cargo de prefeito, o contrato de operação de crédito junto ao Banrisul, sem autorização do Legislativo, caracterizando a contratação de operação de crédito irregular, ilegal e inconstitucional de valores cedidos pela CEEE sem autorização e verificação dos limites e condições junto ao Ministério da Fazenda, de forma lesiva ao patrimônio público que causam prejuízo ao erário e atentam contra os princípios da administração pública. Valor 24 milhões de reais.

03. A prefeita Rita Sanco, ao parcelar dívidas, que caracterizam despesas correntes junto a Corsan, induziu, de forma deliberada e irresponsável, o Legislativo municipal a aprovar a autorização de operação de crédito de forma irregular, ilegal e inconstitucional e lesiva ao patrimônio público, causando grave prejuízo ao erário e atentando contra os princípios da administração pública. Valor 2,3 milhões de reais.

04. A prefeita Rita Sanco induziu o Legislativo a autorizar operação de crédito irregular e ilegal com a RGE, de forma lesiva ao patrimônio público, que causam graves prejuízos ao erário e atentam contra os princípios da administração pública. Valor 43 milhões de reais.

05. A prefeita Rita Sanco autorizou operação de crédito interno, com inobservância de limite, condição ou montante estabelecido em lei ou em Resolução do Senado Federal e sem autorização do Ministério da Fazenda.

06. A prefeita Rita Sanco e o vice-prefeito Cristiano Kingeski legislaram e contrataram professores e especialistas para rede pública de educação, desrespeitando a lei de contratação por tempo determinado para atender a necessidade temporária de excepcional interesse público.

07. Atitudes arbitrárias que culminaram no processo de extinção da Escola Santa Rita de Cássia, sob alegação de que espaço seria utilizado para sediar uma Escola Técnica Federal.

No plenário da Câmara Muncipal de Gravataí estiveram presentes os 14 vereadores.

Concluída a leitura da denúncia que pedia a abertura do processo de cassação do mandato da prefeita Rita Sanco e do afastamento de seu vice Cristiano Kingeski, o presidente do Legislativo, vereador Nadir Rocha (PMDB), abriu a votação conforme determina a lei que regulamento o procedimento.

Às 20h45, o presidente da Câmara Municipal de Gravataí, vereador Nadir Rocha, anunciou o resultado: 10 votos a favor e 04 contrários.

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Rio Grande do Sul teve três valas de centrais de resíduos industriais sinistradas no ano de 2010

Nessa sexta-feira (24/12), véspera de Natal, o Rio Grande do Sul registrou o terceiro sinistro em vala de resíduos industriais em empreendimento privado. Todos os três acontecimentos, negativos para o meio ambiente gaúcho, ocorreram por meio de incêndio em vala onde eram armazenados resíduos provenientes de empresas do setor coureiro-calçadista entre outras indústrias.

O primeiro incêndio ocorreu em 04 de fevereiro desse ano em uma vala da central de resíduos industriais localizada no município de Nova Santa Rita (RS). Matéria do jornal De Fato no endereço da internet www.newsflip.com.br/pub/defato/index.jsp?ipg=10953 conta a história do sinistro.

Dezenove dias após o incêndio em Nova Santa Rita, no dia 23 de fevereiro de 2010, a empresa Pró-Ambiente Indústria e Comércio de Produtos Químicos e Resíduos Industriais Ltda, localizada no bairro Costa do Ipiranga, município de Gravataí (RS), teve um incêndio em uma de suas valas de resíduos industriais, a mesma que no final do mês de outubro de 2009, já havia sofrido um desmoronamento. A matéria sobre o sinistro o leitor pode ler na íntegra no site Máfia do Lixo no endereço da internet http://www.mafiadolixo.com/2010/02/pro-ambiente-em-gravatai-sofre-um-segundo-acidente-em-menos-de-4-meses-sendo-que-dessa-vez-ocorreu-um-incendio-na-vala-que-recebia-lixo-industrial/

Ontem, por volta das 13h, um incêndio consumiu uma vala de resíduos industriais da OSCIP Utresa, que possui a sua sede no município gaúcho de Estância Velha.

O incêndio na OSCIP Utresa, no bairro Campo Grande, foi controlado por abafamento, ou seja, foi jogada terra sobre o foco de incêndio que somente pela madrugada foi totalmente controlado. Vitimado um bombeiro que ficou intoxicado e foi atendido em hospital local.

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Aterro sanitário de Santa Tecla em Gravataí fecha o portão para a entrada do lixo de Cachoeirinha por falta de pagamento

O Aterro Sanitário de Santa Tecla, conhecido da população da cidade de Gravataí (RS) por “Lixão de Santa Tecla”, é citado mais uma vez nas páginas de jornais gaúchos. Dessa vez o Aterro Sanitário de Santa Tecla, que possui a sua gestão em forma de consórcio metropolitano desde 1998, sinaliza a sua decadência. O empreendimento fica no município de Gravataí, cidade da região metropolitana de Porto Alegre. Esse empreendimento é de titularidade do município de Gravataí e funciona há muito tempo sem licença ambiental, ao arrepio do que determina a legislação ambiental. Uma ação promovida por entidade de moradores de Gravataí oportunizou ao Ministério Público do Rio Grande do Sul, por meio do competente promotor de justiça Daniel Martini, da promotoria de Gravataí, definir a data para o fechamento do aterro sanitário de Santa Tecla. Isso foi lá em dezembro do ano passado, após determinação da Justiça gaúcha para o encerramento do empreendimento, que agora tem menos de 2 anos para operar. Se não cumprirem com certeza será executado o termo assinado. A Prefeitura de Gravataí sonha em ampliar o “Lixão de Santa Tecla” o que não deverá acontecer, conforme declarações do promotor de Justiça Daniel Martini. O Departamento Municipal de Limpeza Urbana, da Prefeitura de Porto Alegre, se retirou da gestão do “consórcio metropolitano” do aterro sanitário Santa Tecla, em 2005, permanecendo apenas Gravataí, Esteio e Cachoeirinha. Na semana passada a Prefeitura de Gravataí, governo da prefeita Rita Sanco (PT), determinou a empresa Mecanicapina Limpeza Urbana Ltda, contratada sem licitação pública para operar o aterro sanitário de Santa Tecla, que o Município de Cachoeirinha não poderia mais enterrar lixo no empreendimento de sua titularidade, apesar de formarem um consórcio para a sua gestão. Isso porque a Prefeitura de Cachoeirinha não vem pagando ao Município de Gravataí a destinação final de seu lixo diário no aterro de Santa Tecla. Incluindo o tratamento de chorume e a descarga de 80 toneladas diárias de lixo no aterro, a Prefeitura de Cachoeirinha deve algo em torno de R$ 1.300.000,00. Já a Prefeitura de Cachoeirinha diz que são menos de R$ 500 mil. Cumprida a missão na última quinta-feira (22/04), um dia após o feriado de Tiradentes, os caminhões da empresa de coleta Transportes J. C. Lopes, que presta serviços a Prefeitura de Cachoeirinha, não conseguiram descarregar os resíduos sólidos urbanos no aterro sanitário de Santa Tecla. O caos na limpeza urbana do município de Cachoeirinha estava para acontecer. Impedido de enterrar o lixo diário de Cachoeirinha no aterro sanitário de Santa Tecla, o resultado foi enviar as 80 toneladas diárias de lixo para o aterro sanitário de Minas do Leão, que fica a 101 km da capital gaúcha e tem por titular a empresa SIL Soluções Ambientais Ltda. O que mais chama a atenção nesse episódio é que a Prefeitura de Cachoeirinha não tem dinheiro para pagar a Prefeitura de Gravataí. Mas tem agora dinheiro para pagar pelo lixo enterrado em Minas do Leão. A operação de substituição do Santa Tecla por Minas do Leão vai aumentar as despesas do Município de Cachoeirinha. E não será pouca coisa. Vejamos. Cachoeirinha produz 80 toneladas de lixo todo o dia. Deixa de pagar R$ 43,00 reais por tonelada de lixo a Prefeitura de Gravataí, mas vai ter que arcar com o valor de R$ 75,00 com a empresa SIL Soluções Ambientais Ltda, em Minas do Leão. E tem ainda o transporte diário do lixo entre Cachoeirinha e Minas do Leão, que entre ida e volta consome algo em torno de mais de 200 km por viagem. Tem ainda o passivo ambiental do aterro sanitário de Santa Tecla, os R$ 20 mil pelo tratamento do chorume. Certamente o leitor pode fazer as contas e vai comprovar que a transferência do lixo de Gravataí para Minas do Leão vai custar muito mais caro. O Ministério Público de Contas (MPC) que atua junto ao Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Sul deveria avaliar o que acontece com o lixo de Cachoeirinha. Deixar de pagar R$ 43,00 por tonelada de lixo e assumir com a iniciativa privada o valor de R$ 75,00 é algo que merece ser investigado pelo Ministério Público de Contas do RS. Ou estou enganado?

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