O BTG Pactual investiu na Estre por apostar no potencial de crescimento do setor de gerenciamento de resíduos e saneamento ambiental, devido à recente implementação da Política Nacional de Resíduos Sólidos.
“Acreditamos que existem inúmeras oportunidades tanto organicamente, quanto por meio de aquisições. Encontramos na Estre a melhor plataforma e uma atitude de pioneirismo em relação às tendências da indústria” afirma Carlos Fonseca, sócio do BTG Pactual responsável pela área de Merchant Banking.
Assim como o BTG Pactual, a Estre também acredita na expansão do segmento e já avaliava que era o momento de se associar com investidores financeiros que complementassem sua atuação.
“O BTG Pactual compartilha dos nossos planos para a companhia, deixando-nos certos de que será uma sociedade vitoriosa” avalia Wilson Quintella Filho, CEO e acionista da Estre.
Juntamente com o BTG, a Angra Infra-estrutura, gestora de fundos de private equity focada exclusivamente no setor de infra-estrutura, também passa a integrar o quadro de acionistas da companhia. A gestora já possuía, desde 2009, parceria com a Estre na Resicontrol, empresa especializada na gestão de resíduos perigosos. Para Bruno Sena, sócio da Angra Infra-estrutura, trata-se de uma excelente oportunidade de expansão. “A empresa já conta com uma expertise diferenciada na gestão e na realização de investimentos neste setor. Estamos otimistas com as perspectivas”, afirma Sena.
Fundada em 1999, a Estre é a maior empresa do setor de gerenciamento de resíduos e saneamento ambiental no Brasil. Atua na coleta, gerenciamento, reciclagem, tratamento e destinação final dos resíduos gerados em diversos municípios e nas principais empresas do país. Adicionalmente, a empresa presta serviços de remediação de passivos ambientais; perfuração, extração e recuperação de poços de petróleo e/ou gás natural, com fornecimento de sondas terrestres; instala e atua na manutenção de dutos para o transporte de gás natural, petróleo e outros combustíveis.
O gerenciamento de resíduos apresenta perspectivas positivas para os próximos anos no cenário nacional. Em 2010, de acordo com a Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe), 42% dos resíduos sólidos urbanos coletados no Brasil foram destinados inadequadamente. A Política Nacional de Resíduos exige que até 2014 todos os municípios brasileiros devam se adaptar às suas exigências regulatórias.
Já a Estre Ambiental iniciou suas atividades em 1999 com a implantação de um aterro sanitário em Paulínia, no Estado de São Paulo. Atualmente, a Estre ocupa posição de liderança no gerenciamento de aterros sanitários e no desenvolvimento de atividades de diagnóstico e de soluções ambientais seguras e integradas para a gestão de resíduos.Todas as unidades de gerenciamento de resíduos perigosos e não perigosos da Estre são dotadas de avançadas técnicas de segurança, proteção ao meio ambiente e à saúde pública. Entre suas vantagens competitivas estão solidez financeira, liderança no setor e experiência na coleta de resíduos, operação de aterros sanitários e plantas de tratamento e destinação final de resíduos perigosos e não perigosos. A empresa também adota as melhores práticas de governança corporativa.
A Estre será incluída no portfolio do fundo de private equity BTG Pactual Brazil Investment Fund I, cuja captação foi fechada em junho deste ano no montante de US$ 1,6 bilhão. Além da Estre, o fundo de private equity tem em seu portfolio a Brazil Pharma (holding que administra ativos do setor farmacêutico) e a Brasbunker (holding de empresas com liderança nos setores de transporte marítimo de combustível para embarcações, apoio marítimo para plataformas offshore e serviços de proteção ambiental).
A Angra Infra-estrutura é uma gestora de fundos de private equity focada exclusivamente no setor de infra-estrutura. A empresa foi criada através da associação entre seus principais executivos e a Angra Partners, importante gestora de private equity e advisory no Brasil. Com a experiência de seus sócios e a capacitação do seu time de investimentos, a Angra Infra-estrutura conta com uma expertise diferenciada na gestão e realização de investimentos no setor brasileiro de infra-estrutura.
Atualmente, é responsável pela gestão do AG Angra Infra-estrutura FIP, fundo de R$ 700 milhões captado junto aos principais investidores institucionais do Brasil e que possui entre seus investimentos a TG Agro Industrial (bioenergia), Georadar (serviços na cadeia de O&G), Rocha (logística portuária) e agora a Estre.

Local da usina de reciclagem das 320 toneladas de resíduos sólidos domiciliares produzidos diariamente no município de S. J. do Rio Preto
Em São José do Rio Preto, São Paulo, o secretário municipal de Meio Ambiente e Urbanismo, José Carlos de Lima Bueno, tendo em vista o descumprimento de item do contrato do lixo, aplicou uma “advertência” a empresa privada Leão & Leão Ltda, contratada para prestar os serviços de limpeza urbana e meio ambiente ao Município. A concorrência e contrato oriundo desse certame estão sendo investigados pelo Tribunal de Contas do Estado de São Paulo e pelo Ministério Público (ingressaram três representações apontando as supostas irregularidades). Essa “advertência” da Prefeitura de São José do Rio Preto é a primeira punição à empresa após o licenciamento da usina de reciclagem e compostagem (parte integrante do contrato, um dos itens apontados como irregular, conforme consta no Relatório da CEI na Câmara de Vereadores) na cidade. A aplicação da “advertência” é o primeiro passo para uma eventual rescisão de contrato, caso a empresa Leão & Leão Ltda não cumpra o que determina o instrumento público firmado em setembro de 2007 (16 meses de contrato polêmico). O ponto vital do contrato do lixo de São José do Rio Preto é a “falta de reciclagem e compostagem” das 320 toneladas de lixo diárias oriundas da coleta domiciliar, ou parte dela.
Cabe comentar, que ao deixar de realizar a reciclagem das 320 toneladas de resíduos sólidos domiciliares, ou parte dela, os caminhões transportam mais lixo de São José do Rio Preto para o aterro sanitário da empresa Estre Ambiental que fica localizado em Guatapará (220 km de distância). Com uma maior massa de resíduos “enterrados” no aterro sanitário em Guatapará, por conseqüência, será maior a produção de biogás. Isso significa mais energia e maior o faturamento privado. (mais…)
Um edital publicado as pressas pela Prefeitura de Ribeirão Preto, São Paulo, no final do governo do ex-prefeito Welson Gasparini (PSDB), em 26/11/2008, que tem por objeto a contratação de empresa privada para realizar a prestação de serviços de transbordo, transporte e destinação final de resíduos sólidos urbanos do município em aterro sanitário, deixou de fora os créditos carbonos, biogás e energia gerada a partir das 500 toneladas diárias do lixo da cidade. O documento público [Edital] do governo passado tem agora repercussão no governo da prefeita Darcy Vera (DEM). Isso porque a concorrência no. 04/2008 teve a abertura de preço somente na última segunda-feira (26/01). O contrato com prazo de 30 meses, ainda não foi assinado, e envolve o preço de R$ 69.90 por tonelada de lixo destinada no aterro sanitário da Estre/ Leão & Leão em Guatapará. O que a prefeita Dárcy Vera (DEM) provavelmente desconhece é que o edital da concorrência no. 04/2008 não previu a participação do Município de Ribeirão Preto nas receitas oriundas dos créditos de carbono, biogás e energia. O governo do ex-prefeito Welson não fez incluir esses itens de interesse do Município de Ribeirão Preto no instrumento licitatório. Assim como está previsto no edital da concorrência no. 04/2008 o Município de Ribeirão Preto está perdendo dinheiro. (mais…)
A Prefeitura de Americana entrou em acordo com a empresa Forty Construções e Engenharia, que fornece os caminhões para a coleta de lixo domiciliar, e garantiu que o pagamento das parcelas em atraso ocorrerá na próxima semana. Com isso, a continuidade do serviço está garantida. A empresa chegou a protocolar um ofício, no qual alertou a Prefeitura de Americana sobre a dificuldade de manter a atividade se o débito não fosse negociado. O secretário de Governo e Comunicação Social, Orestes Camargo Neves, disse que os pagamentos para as empresas em atraso deverão ser programados para serem executados até o final do ano. Além da empresa Forty, a Prefeitura também está em débito com a Transpolix Ambiental (fornecedora de caminhões para a coleta seletiva), com a Silcon Ambiental (realiza a coleta de lixo hospitalar) e Estre Ambiental (recebe os resíduos do município em seu aterro sanitário).