Cerca de 11 toneladas de alimentos que deveriam ser usados para alimentar crianças e adolescentes das 424 escolas da rede pública de ensino de Manaus foram parar no lixo. Ontem, quinta-feira, três caminhões-baú foram usados pela Secretaria de Educação para transportar os alimentos estragados para o aterro sanitário. São 91 mil ovos e grandes quantidades de abóboras, arroz, feijão, macarrão, farinha de mandioca, flocos de milho, farinha de tapioca, leite em pó, biscoitos, carne moída, açúcar e 60 litros de suco. A secretaria municipal de Educação alega que todo o alimento estragado foi adquirido pela Prefeitura de Manaus ainda na última gestão. Houve com toda a certeza falta de planejamento e de programação, cabendo responsabilizar as autoridades por improbidade administrativa. Os 91 mil ovos e demais alimentos estavam armazenados em condições inadequadas, segundo a Vigilância Sanitária. A prefeitura afirma que uma sindicância interna já foi concluída, e que o relatório vai apontar os “culpados”.
A maioria dos 103 milhões de livros didáticos distribuídos pelo Ministério da Educação, do governo de Lula, para o ensino fundamental (1º a 5º ano) e médio (6º ao 9º ano) não deverá trazer as novas regras ortográficas, que começam a vigorar a partir do dia 1° de janeiro. As editoras, que começaram a distribuir os livros para as escolas no fim de outubro para o ano letivo de 2009, não foram obrigadas a fazer as adaptações ao acordo ortográfico, idealizado para unificar a grafia da língua de oito países que falam e escrevem português. Ficou a cargo de cada editora fazer ou não as mudanças nos livros didáticos. O governo gastou cerca de R$ 702 milhões com a compra dos 103 milhões de livros. (mais…)
Comunidade rurais do estado de Rondônia vão receber 30 bibliotecas do programa Arca das Letras nessa segunda-feira (22/12). O programa de bibliotecas rurais tem como objetivo incentivar a leitura e facilitar o acesso a livros em assentamentos, comunidades de agricultura familiar e remanescentes de quilombos. “O programa implanta bibliotecas em comunidades rurais e tem um acervo voltado para o interesse de cada comunidade. O programa também forma e capacita os agentes de leitura, que são pessoas da comunidade, indicadas pelos moradores, que ficam responsáveis pelo empréstimo dos livros e pelo incentivo à leitura no meio rural”, explicou a coordenadora nacional do programa. O programa Arca das Letras é muito feito por doações, com apoio de vários parceiros. No caso das bibliotecas de Rondônia, contamos com o apoio da Eletrobrás, que patrocinou a fabricação das arcas por jovens em situação de risco social na Paraíba. O programa começou em 2003 e, até outubro de 2008, havia implantado 5.465 bibliotecas em todo o país, segundo dados do Ministério de Desenvolvimento Agrário.
A reitora da Universidade Federal do Acre (Ufac), Olinda Batista, acatou o pedido da comissão da Ufac e anulou o vestibular de 2008. A universidade estima que para a realização de um novo vestibular a Ufac terá um gasto aproximado de R$ 500 mil, a mesma quantia que foi necessária para a realização deste concurso cancelado. A reitora informou que o Conselho Universitário deverá verificar a existência ou não de plágios nas questões do vestibular e apurar se isso poderia ter prejudicado os participantes do certame. O conselho será formado por dois professores, dois técnicos administrativos e dois acadêmicos. A motivação principal para o cancelamento deste concurso foi uma recomendação do Ministério Público Federal (MPF), baseado na concepção de que todas as questões do vestibular deveriam ser inéditas. “Então o MPF entende que, como as questões têm que ser inéditas, mas 15 questões foram encontradas na internet, ou seja, serem de domínio público, isso poderia privilegiar alguns candidatos”, lembra.
O professor Camilo Lélis, presidente da Comissão Permanente do Vestibular (Copeve) foi afastado pela Comissão de Sindicância que apura as denúncias de supostas irregularidade do vestibular 2009 da Universidade Federal do Acre (Ufac). As denúncias foram levadas ao Ministério Público Federal (MPF) esta semana. Além de Camilo, toda a administração da Copeve que também foi afastada, estando previsto ainda o afastamento dos professores que elaboraram as provas de geografia, história e língua portuguesa. De acordo com a Justiça, quinze questões do vestibular destas disciplinas foram copiadas de simulados e de outros vestibulares do Brasil, sendo que cada professor recebeu mais de R$ 100,00 por questão elaborada. Camilo Lélis estava na direção da Copeve desde a gestão do ex-reitor Jonas Filho.