Em março desse ano, o prefeito Eduardo Paes (PMDB) prestigiou o início das atividades do Centro de Operações Rio, que vem a ser uma central única de teleatendimento, que tem por objetivo o atender de moradores do Rio de Janeiro, os quais se utilizam desse sistema para fazerem as suas reivindicações ou mesmo denunciar irregularidades.
Batizada de Disque-Rio 1746, a nova central reúne cerca de 70 números que eram utilizados pelos diversos órgãos municipais da cidade do Rio de Janeiro. O atendimento via celular faz parte do Disque-Rio 1746.
Atualmente de um total de 300 mil reclamações recebidas mensalmente pelo sistema (a central vai poder atender a 600 mil ligações/mês), as demandas enviadas de aparelhos móveis representam algo perto de 5%, ou seja, 15.000 ligações todo mês são originadas a partir de celulares.
Qualquer pessoa no Rio de Janeiro pode coletar uma imagem de um problema da cidade e enviar ao Disque-Rio 1746. Uma imagem vale mais que mil palavras. Mas somente os smartphones é que tem sucesso nesse aplicativo. Os demais são mensagens de textos, sem possibilidade de enviarem fotos.
O Disque-Rio 1746 para os smartphones está restrito a poucos serviços. São sinais de trânsito descontrolados, poda de árvores, reparo de buracos, iluminação e focos de dengue. Para os serviços disponíveis, além de ter o aplicativo compatível com o aparelho, é preciso informar a localização e acrescentar uma descrição da foto, dados da ocorrência.
Toda a novidade eletrônica que venha a contribuir para a solução definitiva dos problemas e irregularidades na cidade do Rio de Janeiro é ótimo para os seus moradores.
Usar smartphones e aplicativos para a remessa de fotos e dados da ocorrência vai ficar restrito a um percentual pequeno de usuários do Disque-Rio 1746, mas mesmo assim é válida a sua iniciativa.
A Prefeitura do Rio de Janeiro deveria também manter um serviço permanente de acompanhamento dos blogs e sites na internet, aqueles que mostram as irregularidades que ocorrem com os serviços públicos municipais da capital.
Certamente, diariamente, a Prefeitura do Rio de Janeiro iria coletar muitas ocorrências problemáticas para a gestão municipal. E os seus 53 órgãos (gabinete do prefeito Eduardo Paes, secretarias municipais, empresas e fundações) teriam somente com esse trabalho, um monumental acervo para dar uma solução definitiva a cada um dos problemas que são citados na internet.
Podemos dar um exemplo. O site Máfia do Lixo, veiculado há mais de 8 anos no endereço www.mafiadolixo.com/ , publicou uma das maiores irregularidades da Prefeitura do Rio de Janeiro.
Na data de 26/06/2011, com o título “Lixo hospitalar da Cidade Maravilhosa deve ser auditado pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro”, o editor do site, o administrador Enio Noronha Raffin, mostrou em fotos o que acontece no “Lixão de Gramacho”. 
O leitor pode ver as fotos no site Máfia do Lixo, assim como se espera que as autoridades do Município do Rio de Janeiro façam o mesmo e tomem as providências para a solução definitiva do problema apontado. O meio ambiente do Rio de Janeiro com certeza irá agradecer. (mais…)
Com o argumento de que quer que o carioca seja confrontado com o lixo que produz, o prefeito Eduardo Paes (PMDB) disse que ordenará à Comlurb (Companhia Municipal de Limpeza Urbana) que não faça a limpeza das praias do Rio de Janeiro em um domingo de sol. A prefeitura recolherá os garis da orla em uma data surpresa, fazendo com o que o lixo deixado pelos banhistas fique nas areias até o dia seguinte. Paes disse que pretende adotar a mesma medida na Avenida Rio Branco, em uma segunda data também sem aviso prévio. O prefeito do Rio, afirmou ainda que pretende criar o “lixômetro”, um indicador que irá medir a quantidade de lixo jogado nas ruas da cidade. Quem fará a contabilização de toda a sujeira será a Comlurb. Para o prefeito, um dos motivos da grande quantidade de lixo encontrada nas ruas é a falta de educação dos cariocas. E o “lixômetro” ajudaria a conscientizar a população sobre esse problema.
A primeira fase da estação de Tratamento de efluentes Líquidos do Lixão do Gramacho, em Duque de Caxias, no Rio de Janeiro, será inaugurada nessa quarta-feira pelo prefeito Eduardo Paes (PMDB) e a presidente da Comlurb, Ângela Fonti. O local terá a capacidade de processar diariamente, 960m³ de chorume. Após o término das obras, a estação poderá absorver diariamente o total de 1.920m³ de chorume. Com a estação de tratamento as autoridades visam contribuir para melhora da qualidade ambiental de Gramacho, bem como de toda a região do seu entorno. O aterro sanitário também vai passar a ter um aumento de sua vida útil, pois acontece a redução da quantidade de líquido dentro do maciço de lixo que melhora suas condições geotécnicas e operacionais. A recuperação e manutenção do local foram iniciadas pela Comlurb em 1997. O aterro é o principal ponto de destinação final de resíduos sólidos dos municípios do Rio de Janeiro, Duque de Caxias, São João de Meriti, Queimados e Nilópolis. Esse empreendimento recebe diariamente 8.800 toneladas de lixo.