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	<title>Máfia do Lixo &#187; Curitiba</title>
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	<description>Editor: Adm. Enio Noronha Raffin</description>
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		<title>Estrada BR-101 separa o lixo do luxo em Santa Catarina</title>
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		<pubDate>Thu, 29 Sep 2011 21:27:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Enio Raffin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O turista que trafegar com seu veículo pela estrada BR-101, no sentido Florianópolis-Curitiba, poderá conhecer o lixo e o luxo, separados apenas por essa rodovia que liga o sul ao norte do Brasil.  Nas coordenadas 27°21&#8217;38.07&#8243;S e 48°37&#8217;59.65&#8243;O está o ponto de referência, um trevo, que separa o lixo do luxo em Santa Catarina.  Do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.mafiadolixo.com/wp-content/uploads/2011/09/FOTO-01-Area-Quinta-dos-Ganchos-e-Aterro-Sanitário.jpg" rel="shadowbox[sbpost-4000];player=img;" title="Area do empreendimento Quinta dos Ganchos a frente do Aterro Sanitário"><img class="aligncenter size-large wp-image-4001" title="Area do empreendimento Quinta dos Ganchos a frente do Aterro Sanitário" src="http://www.mafiadolixo.com/wp-content/uploads/2011/09/FOTO-01-Area-Quinta-dos-Ganchos-e-Aterro-Sanitário-1024x493.jpg" alt="" width="740" height="316" /></a>O turista que trafegar com seu veículo pela estrada BR-101, no sentido Florianópolis-Curitiba, poderá conhecer o lixo e o luxo, separados apenas por essa rodovia que liga o sul ao norte do Brasil.</p>
<p> <a href="http://www.mafiadolixo.com/wp-content/uploads/2011/09/FOTO-02-TREVO-PONTO-DE-REFERÊNCIA.jpg" rel="shadowbox[sbpost-4000];player=img;" title="TREVO-PONTO DE REFERÊNCIA NA BR-101 EM SANTA CATARINA"><img class="alignleft size-full wp-image-4002" title="TREVO-PONTO DE REFERÊNCIA NA BR-101 EM SANTA CATARINA" src="http://www.mafiadolixo.com/wp-content/uploads/2011/09/FOTO-02-TREVO-PONTO-DE-REFERÊNCIA.jpg" alt="" width="152" height="310" /></a>Nas coordenadas 27°21&#8217;38.07&#8243;S e 48°37&#8217;59.65&#8243;O está o ponto de referência, um trevo, que separa o lixo do luxo em Santa Catarina.</p>
<p> Do lado direito da BR-101 (sentido sul-norte), o turista pode avistar o mar e a área de 12.299.261,71 m² do megaempreendimento bilionário denominado Complexo Turístico Residencial “Quinta dos Ganchos”.<a href="http://www.mafiadolixo.com/wp-content/uploads/2011/09/FOTO-03-QUINTA-DOS-GANCHOS.jpg" rel="shadowbox[sbpost-4000];player=img;" title="QUINTA DOS GANCHOS-ILUSTRAÇÃO"><img class="alignright size-full wp-image-4003" title="QUINTA DOS GANCHOS-ILUSTRAÇÃO" src="http://www.mafiadolixo.com/wp-content/uploads/2011/09/FOTO-03-QUINTA-DOS-GANCHOS.jpg" alt="" width="323" height="259" /></a></p>
<p> Do lado esquerdo da mesma estrada, ainda no sentido sul-norte, o turista pode ver a via de acesso que conduz a Central de Gerenciamento de Resíduos de Tijuquinhas (aterro sanitário), instalada em área no município catarinense de Biguaçu, distante esse empreendimento privado apenas 160 metros da rodovia BR-101.<a href="http://www.mafiadolixo.com/wp-content/uploads/2011/09/FOTO-04-Aterro-Sanitário-Biguaçu-25-09-2009.jpg" rel="shadowbox[sbpost-4000];player=img;" title="Aterro Sanitário Tijuquinhas- Biguaçu-25-09-2009"><img class="aligncenter size-full wp-image-4004" title="Aterro Sanitário Tijuquinhas- Biguaçu-25-09-2009" src="http://www.mafiadolixo.com/wp-content/uploads/2011/09/FOTO-04-Aterro-Sanitário-Biguaçu-25-09-2009.jpg" alt="" width="435" height="280" /></a></p>
<p>O “Quinta dos Ganchos”, de titularidade da Atlântica Brasil Golf &amp; Resort Investimentos Ltda é um produto imobiliário voltado ao turismo, ao lazer e à moradia de alto padrão.</p>
<p>A importância desse empreendimento consiste na união de dois grandes setores da economia: o mercado imobiliário e de construção civil e o mercado turístico.<a href="http://www.mafiadolixo.com/wp-content/uploads/2011/09/FOTO-05-QUINTA-DOS-GANCHOS.jpg" rel="shadowbox[sbpost-4000];player=img;" title="QUINTA DOS GANCHOS-ILUSTRAÇÃO"><img class="alignleft size-full wp-image-4005" title="QUINTA DOS GANCHOS-ILUSTRAÇÃO" src="http://www.mafiadolixo.com/wp-content/uploads/2011/09/FOTO-05-QUINTA-DOS-GANCHOS.jpg" alt="" width="338" height="351" /></a></p>
<p>O empreendimento “Quinta dos Ganchos” fica a beira do mar de Santa Catarina, na enseada de Tijucas, e vai contar, caso licenciado, com um porto desportivo e marina com canais navegáveis e atracadouros para embarcações de até 150 pés, quatro campos de golf de nível internacional, sendo um deles iluminado para jogos à noite, um centro hípico de nível internacional, quadras de tênis, squash, paddle, piscinas, salas de ginástica, centro de exposições e congressos, arena multiuso para até 5.000 pessoas, trilhas ecológicas e para passeio a cavalo, 20 condomínios com 3.044 casas e 4.898 apartamentos de alto padrão, áreas comerciais com mais de 72.000 metros quadrados, quatro hotéis de luxo, um hotel de congressos, um spa, um hospital e centro médico com clínicas especializadas, um  shopping center e boulevards de comércio e serviço na área do porto, oferecendo uma seleta opção de boutiques de luxo, renomados restaurantes, bares e discotecas.</p>
<p>Cinco empresas da Espanha são as titulares do empreendimento e seus idealizadores afirmam que vão investir R$ 2,5 bilhões.</p>
<p>A Fundação do Meio Ambiente (FATMA), órgão ambiental do Governo de Santa Catarina, que tem como missão maior garantir a preservação dos recursos naturais do estado, já concedeu a Licença Ambiental Prévia (LAP) ao empreendimento “Quinta dos Ganchos”. O próximo passo é conquistar a Licença Ambiental de Instalação (LAI) o que permitirá a Atlântica Brasil erguer o “Quinta dos Ganchos” em três anos.</p>
<p>Visando proporcionar aos moradores, total conforto, segurança e qualidade de vida, “Quinta dos Ganchos” foi planejado nos mínimos detalhes e será dotado de completa infraestrutura (via subsolo), como rede de água, energia elétrica, telefonia, dados, gás, esgoto e coleta seletiva de lixo.</p>
<p>Para o leitor ficar ainda mais impressionado com o bilionário empreendimento espanhol, a coleta de lixo do “Quinta dos Ganchos” será feita por um sistema denominado “Coleta Pneumática de Resíduos Sólidos”.</p>
<p>Lá os moradores vão se utilizar de lixeiras soterradas, as quais recebem os resíduos originados nas casas e apartamentos do condomínio de luxo. O lixo depositado nas lixeiras soterradas é transportado por uma rede também subterrânea, até a estação de transbordo. Dali o lixo segue para a central de tratamento de resíduos localizada em outro município catarinense.</p>
<p><a href="http://www.mafiadolixo.com/wp-content/uploads/2011/09/FOTO-07-Passivo-ambiental-Biguaçu.jpg" rel="shadowbox[sbpost-4000];player=img;" title="Aterro sanitário e ao fundo a área do Quinta dos Ganchos"><img class="alignright size-medium wp-image-4006" title="Aterro sanitário e ao fundo a área do Quinta dos Ganchos" src="http://www.mafiadolixo.com/wp-content/uploads/2011/09/FOTO-07-Passivo-ambiental-Biguaçu-300x199.jpg" alt="" width="300" height="199" /></a>Por sua vez, o empreendimento vizinho ao “Quinta dos Ganchos”, a Central de Gerenciamento de Resíduos de Tijuquinhas, de titularidade da empresa Proactiva Serviços Ambientais Brasil, está localizada na cidade de Biguaçu, a menos de 300 metros da área do bilionário megaempreendimento espanhol.</p>
<p>Esse aterro sanitário atende a 25 municípios de Santa Catarina e situa-se a 386 metros do Rio Inferninho, curso de águas que corre por 5 KM e 387 metros dentro da área do megaempreendimento “Quinta dos Ganchos”.</p>
<p>O aterro sanitário pode ser encontrado nas coordenadas correspondente a 27º 21’47 17”S e 48º 38’15 52”O do Google Earth.</p>
<p>Somente a cidade de Florianópolis produz diariamente algo em torno de 350 toneladas de lixo fora de alta temporada turística no litoral, sendo o mesmo transportado a Central de Gerenciamento de Resíduos de Tijuquinhas que serve de destino final dos resíduos.</p>
<p>No EIA-Rima do empreendimento bilionário entregue a FATMA consta o nome de Enrico Luiz Soffiatti como representante da Atlântica Brasil Golf &amp; Resort Investimentos Ltda. Desde o ano de 2010 o executivo Soffiatti não está mais ligado ao “Quinta dos Ganchos”.</p>
<p>O megaempreendimento é agora capitaneado pelo empresário espanhol José Maria Gonzales Preto.</p>
<p><a href="http://www.mafiadolixo.com/wp-content/uploads/2011/09/FOTO-08-Rio-Inferninho-Em-toda-a-extensão.jpg" rel="shadowbox[sbpost-4000];player=img;" title="Vista do aterro e da área do megaempreendimento"><img class="alignleft size-full wp-image-4007" title="Vista do aterro e da área do megaempreendimento" src="http://www.mafiadolixo.com/wp-content/uploads/2011/09/FOTO-08-Rio-Inferninho-Em-toda-a-extensão.jpg" alt="" width="824" height="540" /></a>O leitor pode estar se questionando, quem compraria uma das 3.044 casas ou um dos 4.898 apartamentos de alto padrão do megaempreendimento bilionário, a beira do mar de Santa Catarina, que tem por vizinho um aterro sanitário, o qual possui um monumental passivo ambiental?  Certamente todos nós desejamos morar longe de lixões, aterros sanitários, cemitérios, e presídios. Ou estou enganado?</p>
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		<title>Acontece hoje em Curitiba a ‘Audiência pública’ que tem por tema o passivo ambiental deixado pelo Aterro Sanitário da Caximba</title>
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		<pubDate>Mon, 21 Feb 2011 12:30:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Enio Raffin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A Aliança Para o Desenvolvimento Comunitário dos Moradores da Caximba (ADECOM) oficiou, meses atrás, o Ministério Público do Estado do Paraná, requerendo a instalação de uma “Audiência Pública” para tratar do passivo ambiental deixado pelo Aterro Sanitário da Caximba, empreendimento esse de titularidade da prefeitura de Curitiba. Tal pedido da ADECOM junto a promotoria do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A Aliança Para o Desenvolvimento Comunitário dos Moradores da Caximba (ADECOM) oficiou, meses atrás, o Ministério Público do Estado do Paraná, requerendo a instalação de uma “Audiência Pública” para tratar do passivo ambiental deixado pelo Aterro Sanitário da Caximba, empreendimento esse de titularidade da prefeitura de Curitiba.</p>
<p>Tal pedido da ADECOM junto a promotoria do Ministério Público Estadual do Paraná se deu em decorrência da falta de interesse político da secretaria municipal do Meio Ambiente da prefeitura de Curitiba em realizar esse evento.</p>
<p>A pasta de Meio Ambiente de Curitiba recebeu ofício da presidência da entidade de moradores e deixou de promover uma “audiência pública” em que poderia apresentar a solução para erradicar o passivo ambiental deixado pelo lixão.</p>
<p>Com a falta de interesse da secretaria da prefeitura de Curitiba não restou outra alternativa a ADECOM a não ser recorrer ao MPE-PR que acatou o pedido de realização da “Audiência Pública” na Caximba e cumprindo a legislação enviou as notificações as autoridades municipais e representantes de entidades.</p>
<p>Essa “Audiência Pública” determinada pelo Ministério Público do Estado do Paraná está marcada para ocorrer hoje, segunda-feira (21/02) às 19h na Capela São João Batista, que fica na estrada Delegado Bruno de Almeida, s/n, no bairro Caximba, em Curitiba.</p>
<p>O presidente da ADECOM Jadir Lima e o padre José Antonio, líder da Igreja Católica local, convidam a todos os moradores da Caximba e interessados para participarem da “Audiência Pública”.</p>
<p><a href="http://www.mafiadolixo.com/wp-content/uploads/2011/02/CONVOCAÇÃO-MPE-CAXIMBA.jpg" rel="shadowbox[sbpost-3550];player=img;"><img class="alignleft size-medium wp-image-3551" src="http://www.mafiadolixo.com/wp-content/uploads/2011/02/CONVOCAÇÃO-MPE-CAXIMBA-223x300.jpg" alt="" width="223" height="300" /></a>O documento publicado ao lado mostra uma das “notificações” enviadas pela promotoria do Meio Ambiente do Ministério Público do Estado do Paraná, a qual convoca autoridades e representantes de entidades para comparecerem na “Audiência Pública” na Caximba.</p>
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		<title>‘Pá de cal’ na megalicitação do lixo de Curitiba</title>
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		<pubDate>Fri, 18 Feb 2011 12:05:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Enio Raffin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A Aliança Para o Desenvolvimento Comunitário dos Moradores da Caximba (ADECOM) ingressa hoje no Tribunal de Contas do Estado do Paraná com aditamento a sua representação protocolizada na “Corte de Contas” paranaense sob n.o TC PR 7309-3/11. A entidade mostra nesse novo documento como se definiu a vencedora da Concorrência 001/2011 SMMA antes mesmo da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.mafiadolixo.com/wp-content/uploads/2011/02/pa-de-cal.jpg" rel="shadowbox[sbpost-3542];player=img;"><img class="alignleft size-full wp-image-3543" src="http://www.mafiadolixo.com/wp-content/uploads/2011/02/pa-de-cal.jpg" alt="" width="245" height="194" /></a>A Aliança Para o Desenvolvimento Comunitário dos Moradores da Caximba (ADECOM) ingressa hoje no Tribunal de Contas do Estado do Paraná com aditamento a sua representação protocolizada na “Corte de Contas” paranaense sob n.o TC PR 7309-3/11.</p>
<p>A entidade mostra nesse novo documento como se definiu a vencedora da Concorrência 001/2011 SMMA antes mesmo da abertura dos envelopes de habilitação e de preços.</p>
<p>A ADECOM reforça no aditamento a decretação da nulidade do certame e requer o enquadramento legal das condutas praticadas por todos os agentes públicos municipais envolvidos na montagem da Concorrência 001/2011 SMMA e suas estruturas, diante do que dispõem as Leis 8.666/93, 8.884/94, 12.305/2010 e 11.445/2007.</p>
<p><a href="http://www.mafiadolixo.com/wp-content/uploads/2011/02/Rampa-TCE.jpg" rel="shadowbox[sbpost-3542];player=img;" title="Rampa do Tribunal de Contas do Paraná"><img class="alignright size-full wp-image-3544" title="Rampa do Tribunal de Contas do Paraná" src="http://www.mafiadolixo.com/wp-content/uploads/2011/02/Rampa-TCE.jpg" alt="" width="311" height="458" /></a>Certamente os Conselheiros do Tribunal de Contas do Estado do Paraná vão ficar perplexos com o contido na representação da ADECOM protocolada pelo seu presidente Jadir Lima.</p>
<p>Cópia do documento em questão é enviada ao Ministério Público do Estado do Paraná.</p>
<p>É a sociedade fiscalizando as concorrências que envolvem interesses públicos.</p>
<p>Até a presente data ainda não se tem conhecimento público de que vereadores de Curitiba tenham tomado alguma iniciativa para fiscalizar a megalicitação do lixo da capital do Paraná.</p>
<p>A foto mostra a rampa do Tribunal de Contas do Estado do Paraná.</p>
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		<title>‘Funil’ na megalicitação do lixo de Curitiba</title>
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		<pubDate>Tue, 15 Feb 2011 13:32:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Enio Raffin</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Coleta do lixo]]></category>
		<category><![CDATA[Concorrência]]></category>
		<category><![CDATA[Curitiba]]></category>

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		<description><![CDATA[O Município de Curitiba, por meio da Secretaria Municipal do Meio Ambiente &#8211; SMMA instaurou certame licitatório, na modalidade Concorrência Pública Nacional, do tipo menor preço &#8211; Concorrência Pública Nacional n.º 001/2011-SMMA – que tem por objeto a contratação de empresa privada para a execução de serviços de limpeza urbana. O edital dessa concorrência informa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O Município de Curitiba, por meio da Secretaria Municipal do Meio Ambiente &#8211; SMMA instaurou certame licitatório, na modalidade Concorrência Pública Nacional, do tipo menor preço &#8211; Concorrência Pública Nacional n.º 001/2011-SMMA – que tem por objeto a contratação de empresa privada para a execução de serviços de limpeza urbana. O edital dessa concorrência informa que o valor global máximo da contratação da empresa vencedora corresponde ao montante milionário de R$ 645.515.589,32 para um contrato de 60 meses. Ao iniciar a sessão de abertura em 11 de fevereiro desse ano, imediatamente o Tribunal de Contas do Estado do Paraná determinou a sua suspensão.</p>
<p> Os interessados nessa licitação pública podem consultar o site da Prefeitura de Curitiba no endereço da internet www.curitiba.pr.gov.br, onde vão encontrar o banner “<em>Acompanhe as Licitações da Prefeitura</em>”, que ao ser clicado possibilita conhecer alguns documentos do processo da CONCORRÊNCIA PÚBLICA NACIONAL Nº 001/2011 – SMMA, entre eles os BOLETINS 1 e 2, e os COMUNICADOS 001 e 002. A Ata da sessão de abertura de 11/02/2011, que foi suspensa pelo TCE do Paraná, ainda não foi publicada no referido site.</p>
<p>Lendo o COMUNIDADO 002, a comissão de licitação dessa concorrência de Curitiba diz que “99 interessados já acessaram e obtiveram o edital via endereço eletrônico”.</p>
<p><a href="http://www.mafiadolixo.com/wp-content/uploads/2011/02/IMAGEM-LISTA-EMPRESAS-LIXO-CURITIBA-1.jpg" rel="shadowbox[sbpost-3530];player=img;"><img class="alignleft size-large wp-image-3531" src="http://www.mafiadolixo.com/wp-content/uploads/2011/02/IMAGEM-LISTA-EMPRESAS-LIXO-CURITIBA-1-1024x500.jpg" alt="" width="456" height="225" /></a>O site Máfia do Lixo recebeu a “Lista dos Interessados” que ingressaram no site da Prefeitura de Curitiba e baixaram o Edital da Concorrência Pública Nacional no. 001/2011.</p>
<p>Na verdade foram “91” interessados que acessaram e obtiveram o edital via endereço eletrônico.</p>
<p>Ao analisar os nomes dos interessados que constam na “Lista da Comissão de Licitação” da concorrência de Curitiba, se pode concluir que as cópias foram obtidas por dezoito (18) Pessoas Físicas, três (3) Municípios do Paraná, dois (2) Escritórios de Advogados, um (1) Sindicato, uma (1) Fundação, trinta e quatro (34) Empresas que não atuam na área de Limpeza Urbana, cinco (5) Empresas que operam Aterros Sanitários e vinte e sete (27) Empresas que atuam na área de Limpeza Urbana.</p>
<p>Da “Lista da Comissão de Licitação” com 91 interessados, sobraram apenas 27 empresas, e dentre elas somente 3 protocolaram os ENVELOPES NO 1 – “HABILITAÇÃO” e ENVELOPES Nº 2 – “PROPOSTA DE PREÇOS” da CONCORRÊNCIA PÚBLICA NACIONAL Nº 001/2011 na Prefeitura de Curitiba e se fizeram presentes na sessão de abertura de 11/02/2011.</p>
<p> As empresas presentes foram a Cavo Serviços e Saneamento S/A (do grupo Camargo Correa), Revita Engenharia Ambiental S/A (do grupo Solvi, a qual tem também em seu portfólio a empresa Vega Engenharia Ambiental S/A, essa por sua vez vem a ser sócia da CAVO, ou em outras palavras, os grupos Camargo Correa e Solví são sócios entre si) e a Vital Engenharia Ambiental S/A (do grupo Queiróz Galvão).</p>
<p> Inacreditável que se promova uma licitação de 645 milhões de reais dirigida apenas para três (3) empresas no Brasil, sendo que uma delas presta atualmente os serviços de limpeza urbana para o município de Curitiba.</p>
<p> A Lista da Comissão de Licitação os leitores podem conhecer a seguir na sua íntegra.</p>
<p>a)      <strong>18 Pessoas físicas</strong>:</p>
<p>186.253.639-20 CÉLIA</p>
<p>673.524.309-97 DIRCÉLIA</p>
<p>233.717.069-15 JOSÉ CID CAMPÊLO FILHO</p>
<p>006.385.019-20 CELSO NASCIMENTO</p>
<p>668.877.989-72 JOEL RODRIGUES</p>
<p>034.864.289-00 HELIBERTON CESCA</p>
<p>040.707.189-07 VINICIUS AUGUSTO MOURA</p>
<p>145.191.199-87 GERGINA EMILIA RICHARD CAMARA</p>
<p>11.561.007/0001-07 KELLY CRISTINE DE SOUZA 04509702990</p>
<p>562.074.509-06 CLARICE MACIEL</p>
<p>174.231.328-02 CARLOS RARMOS</p>
<p>673.002.359-72 EDUARDO</p>
<p>354.182.819-68 JADIR SILVA DE LIMA</p>
<p>611.866.789-68 FASCINA</p>
<p>232.828.359-49 JOÃO MATEUS</p>
<p>120.389.398-10 CARLOS EDUARDO ALVIM</p>
<p>477.829.609-59 PAULO EMMANUEL DO NASCIMENTO JUNIOR</p>
<p>859.206.739-15 CLAUDINE CAMARGO BETTES</p>
<p>b) <strong>03 Municípios do Paraná</strong>:</p>
<p>76.105.535/0001-99 PREFEITURA DO MUNICÍPIO DE ARAUCÁRIA</p>
<p>95.422.986/0001-02 PREFEITURA MUNICIPAL DE FAZENDA RIO GRANDE</p>
<p>29.051.216/0001-68 PREFEITURA MUNICIPAL DE RIO CLARO</p>
<p>c)      <strong>02 Escritórios de advogados</strong>:</p>
<p>04.621.525/0001-03 DALEFFE ADVOCACIA &#8211; SOCIEDADE DE ADVOGADOS</p>
<p>03.314.956/0001-56 FARRACHA DE CASTRO ADVOGADOS</p>
<p><strong>d)     </strong><strong>01 Sindicato:</strong></p>
<p>75.954.354/0001-74 SINDICATO DOS EMPREGADOS EM EMPRESAS DE ASSEIO E CONSERVAÇÃO DE CURITIBA</p>
<p>e)      <strong>01 Fundação</strong>:</p>
<p>33.641.663/0001-44 FUNDAÇÃO GETULIO VARGAS</p>
<p>f)        <strong>34 Empresas diversas</strong>:</p>
<p>73.426.140/0001-08 CAMPUSMORÃO CONSTRUÇÃO LTDA</p>
<p>75.084.616/0001-97 CIMA ENGENHARIA E EMPREENDIMENTOS LTDA</p>
<p>85.095.800/0001-96 ROCHCONSULT ENGENHARIA</p>
<p>76.541.945/0001-82 SOTIL LTDA</p>
<p>12.515.247/0001-20 NOGOSECKI EMPREITEIRA DE OBRAS LTDA</p>
<p>75.609.123/0001-23 OURO VERDE TRANSPORTE E LOCAÇÃO S/A</p>
<p>76.024.876/0001-30 EMPO EMPRESA CURITIBANA DE SANEAMENTO</p>
<p>89.952.709/0001-09 GOETZE LOBATO ENGENHARIA LTDA.</p>
<p>07.192.414/0001-09 COSTA OESTE SERVIÇOS DE LIMPEZA LTDA</p>
<p>12.353.087/0001-60 XR7 REPRESENTACAO COMERCIAL LTDA</p>
<p>81.712.762/0001-12 RDR CONSULTORES ASSOCIADOS LTDA</p>
<p>08.804.459/0001-50 FOXX SOLUÇÕES AMBIENTAIS LTDA.</p>
<p>01.865.637/0001-03 AJARDINI PAISAGISMO LTDA</p>
<p>83.720.060/0001-06 CBEMI</p>
<p>68.761.238/0001-73 GAISSLER MOREIRA ENGENHARIA CIVIL</p>
<p>79.340.477/0001-76 CONSTRUTORA E INCORPORADORA SQUADRO LTDA.</p>
<p>06.985.805/0001-18 B4 CONSTRUÇOES CIVIS LTDA</p>
<p>73.260.531/0001-97 NICETHOM</p>
<p>08.097.648/0001-30 VERDETTO SERVIÇOS DE MANUTENÇOES LTDA</p>
<p>09.262.813/0001-24 NOVA GERAÇÃO ADM DE SERVIÇOS LTDA</p>
<p>33.059.908/0001-20 CR ALMEIDA S/A ENGENHARIA DE OBRAS</p>
<p>79.283.065/0003-03 ORBENK ADMINISTRAÇÃO E SERVIÇOS LTDA</p>
<p>04.211.209/0001-55 HW EMPREITEIRA DE OBRAS LTDA</p>
<p>10.965.693/0001-00 CS BRASIL TRANSP. DE PASSAGEIROS SERV. AMBIENTAIS</p>
<p>06.965.293/0001-28 SPLICE INDÚSTRIA, COMÉRCIO E SERVIÇOS LTDA.</p>
<p>03.360.551/0001-54 INTERSEPT LTDA</p>
<p>80.024.557/0001-00 VIAPLAN ENGENHARIA LTDA</p>
<p>08.482.610/0001-80 KONRAD CURITIBA COMERCIO DE CAMINHÕES LTDA</p>
<p>04.242.944/0001-26 COTTONIL DO BRASIL</p>
<p>02.016.712/0001-24 ENGEMA CONSTRUÇÕES E SERVIÇOS LTDA.</p>
<p>73.305.864/0001-95 DAMAEQ DAVILLA INDUSTRIA MECANICA DE MAQUINAS LTD</p>
<p>09.262.813/0001-24 NOVA GERACAO ADMINISTRADORA DE SERVICOS LTDA</p>
<p>86.781.069/0001-15 ZÊNITE INFORMAÇÃO E CONSULTORIA S.A.</p>
<p>03.210.810/0001-60 PAVISERVICE</p>
<p>g) <strong>05 Empresas/Aterro sanitário</strong>:</p>
<p>03.147.393/0001-59 ESTRE</p>
<p>07.319.004/0002-67 SANTECH</p>
<p>08.881.714/0001-68 PROTOCOL</p>
<p>12.753.800/0001-62 CGR CURITIBA</p>
<p>61.573.184/0001-73 HELENO &amp; FONSECA</p>
<p>h) <strong>27 Empresas/Limpeza urbana:</strong></p>
<p>01.030.942/0001-85 CAVO</p>
<p>02.536.066/0001-26 VITAL</p>
<p>08.623.970/0001-55 REVITA<strong> </strong></p>
<p>77.371.789/0001-11 TRANSRESIDUOS</p>
<p>49.499.106/0001-70 ENOB</p>
<p>50.668.722/0001-97 PROACTIVA</p>
<p>01.141.830/0001-00 SANEPAV</p>
<p>10.788.628/0001-57 DELTA</p>
<p>95.391.876/0001-12 SANETRAN</p>
<p>03.682.232/0001-65 ECOSYSTEM</p>
<p>31.733.363/0008-36 CORPUS</p>
<p>00.679.427/0001-68 AMBITEC</p>
<p>02.592.658/0001-65 SUSTENTARE</p>
<p>00.609.820/0001-85 LIMPEBRAS</p>
<p>03.094.629/0001-36 AMBIENTAL</p>
<p>00.609.820/0001-85 LIMPEBRAS</p>
<p>07.950.702/0001-85 MARQUISE</p>
<p>10.541.089/0001-57 LEAO AMBIENTAL</p>
<p>02.499.321/0001-08 LIMPEL</p>
<p>93.836.716/0001-04 JC LOPES</p>
<p>06.211.983/0001-91 PONTA GROSSA AMBIENTAL</p>
<p>07.026.299/0001-00 VALOR AMBIENTAL</p>
<p>62.011.788/0001-99 LITUCERA</p>
<p>11.234.180/0001-92 ENGELÉTRICA</p>
<p>63.911.028/0001-09 ECOPAV</p>
<p>07.593.016/0001-02 BA MEIO AMBIENTE</p>
<p>47.497.367/0001-26 TERRACOM</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Tribunal de Contas do Estado do Paraná suspende a megalicitação do lixo de Curitiba que envolve 645 milhões de reais</title>
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		<pubDate>Fri, 11 Feb 2011 14:40:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Enio Raffin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Cavo Serviços e Saneamento S/A]]></category>
		<category><![CDATA[Coleta do lixo]]></category>
		<category><![CDATA[Concorrência pública]]></category>
		<category><![CDATA[Curitiba]]></category>
		<category><![CDATA[Megalicitação do lixo]]></category>
		<category><![CDATA[Revita Engenharia Ambiental S/A]]></category>
		<category><![CDATA[Vital Engenharia Ambiental S/A]]></category>

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		<description><![CDATA[A Prefeitura de Curitiba está promovendo a CONCORRÊNCIA PÚBLICA NACIONAL Nº 001/2011 – SMMA, que tem por objeto diversos serviços de limpeza urbana e meio ambiente, entre eles a coleta e transporte dos resíduos sólidos domiciliares e de varrição. O valor global máximo da contratação corresponde ao montante milionário de R$ 645.515.589,32 para um contrato [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.mafiadolixo.com/wp-content/uploads/2011/02/ATA-ABERTURA-LICITAÇÃO-LIXO-CURITIBA-FOLHA-1_News.jpg" rel="shadowbox[sbpost-3526];player=img;" title="ATA ABERTURA LICITAÇÃO LIXO CURITIBA"><img class="alignleft size-full wp-image-3527" title="ATA ABERTURA LICITAÇÃO LIXO CURITIBA" src="http://www.mafiadolixo.com/wp-content/uploads/2011/02/ATA-ABERTURA-LICITAÇÃO-LIXO-CURITIBA-FOLHA-1_News.jpg" alt="" width="480" height="640" /></a>A Prefeitura de Curitiba está promovendo a CONCORRÊNCIA PÚBLICA NACIONAL Nº 001/2011 – SMMA, que tem por objeto diversos serviços de limpeza urbana e meio ambiente, entre eles a coleta e transporte dos resíduos sólidos domiciliares e de varrição. O valor global máximo da contratação corresponde ao montante milionário de R$ 645.515.589,32 para um contrato de 60 meses (cinco anos).</p>
<p>Nessa sexta-feira, dia 11 de fevereiro de 2011, conforme estava previsto no Edital da CONCORRÊNCIA PÚBLICA NACIONAL Nº 001/2011 – SMMA, a Prefeitura de Curitiba instalou a sessão de abertura dessa licitação, tendo sido imediatamente suspensa.</p>
<p>O conselheiro e corregedor do Tribunal de Contas do Estado do Paraná, Nestor Baptista, determinou a suspensão da abertura dos envelopes de habilitação das empresas licitantes da CONCORRÊNCIA PÚBLICA NACIONAL Nº 001/2011 – SMMA, em face do requerido pela empresa Engema Construções e Serviços Ltda. em sua representação ingressada naquela “Corte de Contas”.</p>
<p>A Engema Construções e Serviços Ltda. já havia protocolizado anteriormente um “Pedido de Impugnação” no órgão promotor do certame (pasta de Meio Ambiente), o qual foi registrado sob o nº 01-012624/2011, tendo sido posteriormente analisado pela comissão de licitação, que no mérito decidiu pelo seu não provimento.</p>
<p>Entre as suas razões de impugnação, a empresa Engema apontou (a) ausência de audiência pública para início do procedimento licitatório, ofensa ao artigo 39 da Lei Federal nº 8.666/93); (b) ofensa ao princípio da publicidade, pelo desrespeito ao prazo de 30 (trinta) dias previsto no artigo 21 da Lei nº 8.666/93, qual seja a visita técnica prevista no item 7.1.6, “g” do edital; (c) restrição à competitividade do certame pela conjunção de serviços autônomos, que poderiam ser licitados por lotes; (d) restrição à competitividade do certame pela vedação da reunião de empreendedoras na forma de consórcio; (e) ilegal exigência de visto do CREA/PR pelos licitantes, contida no item 7.1.6, “a”; (f) exigência de atestados de qualificação técnica com quantitativos mínimos irrazoáveis e ilegais, que denotam indícios de direcionamento do certame licitatório apenas à empresas de grande porte; e (g) exigências de caráter restritivo da competitividade do certame licitatório, com exclusive aceitação de veículos, máquinas e equipamentos novos (item 7.1.6, “f.1”).</p>
<p><a href="http://www.mafiadolixo.com/wp-content/uploads/2011/02/ATA-ABERTURA-LICITAÇÃO-LIXO-CURITIBA-FOLHA-2_News.jpg" rel="shadowbox[sbpost-3526];player=img;" title="ATA ABERTURA LICITAÇÃO LIXO CURITIBA"><img class="alignright size-full wp-image-3528" title="ATA ABERTURA LICITAÇÃO LIXO CURITIBA" src="http://www.mafiadolixo.com/wp-content/uploads/2011/02/ATA-ABERTURA-LICITAÇÃO-LIXO-CURITIBA-FOLHA-2_News.jpg" alt="" width="480" height="640" /></a>Ainda nessa movimentada sexta-feira, a ADECOM (Aliança Para o Desenvolvimento Comunitário dos Moradores da Caximba), por meio de seu procurador o advogado Luis Antonio Alvares Otero, ingressou com representações no Ministério Público do Estado do Paraná e no Ministério Público de Contas que atua junto ao TCE, contra a CONCORRÊNCIA PÚBLICA NACIONAL Nº 001/2011 – SMMA por apresentar fortes indícios de direcionamento e favorecimento a Cavo Serviços e Saneamento S/A, empresa que hoje presta serviços de limpeza urbana na capital paranaense.</p>
<p>Para cumprir o que determina o Edital da CONCORRÊNCIA PÚBLICA NACIONAL Nº 001/2011 – SMMA as empresas Cavo Serviços e Saneamento S/A (do grupo Camargo Correa), Revita Engenharia Ambiental S/A (do grupo Solví a qual tem também em seu portfólio a Vega Engenharia Ambiental S/A, essa por sua vez vem a ser sócia da CAVO) e a Vital Engenharia Ambiental S/A (do grupo Queiróz Galvão) protocolaram os ENVELOPES NO 1 &#8211; “HABILITAÇÃO” e ENVELOPES Nº 2 &#8211; “PROPOSTA DE PREÇOS”.</p>
<p>O site Máfia do Lixo recebeu uma cópia da Ata da Sessão de Abertura CONCORRÊNCIA PÚBLICA NACIONAL Nº 001/2011 – SMMA que vem com data de 11 de fevereiro de 2011 e assinada pelo presidente da comissão de licitação e seus demais membros e pelos representantes das empresas privadas Cavo Serviços e Saneamento S/A, Revita Engenharia Ambiental S/A e Vital Engenharia Ambiental S/A.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Conveniência oculta no edital da megalicitação do lixo de Curitiba aponta suposto direcionamento do contrato de 645 milhões de reais</title>
		<link>http://www.mafiadolixo.com/2011/02/conveniencia-oculta-no-edital-da-megalicitacao-do-lixo-de-curitiba-aponta-suposto-direcionamento-do-contrato-de-645-milhoes-de-reais/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=conveniencia-oculta-no-edital-da-megalicitacao-do-lixo-de-curitiba-aponta-suposto-direcionamento-do-contrato-de-645-milhoes-de-reais</link>
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		<pubDate>Wed, 09 Feb 2011 18:25:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Enio Raffin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Cavo Serviços e Saneamento S/A]]></category>
		<category><![CDATA[Concorrência]]></category>
		<category><![CDATA[Curitiba]]></category>

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		<description><![CDATA[Uma concorrência pública no mercado do lixo no Brasil, que envolve o valor milionário de 645 milhões de reais, sem considerar os reajustes anuais e outros penduricalhos que em tese poderão vir a ser futuramente aditados pelo município de Curitiba no decorrer do contrato, como já vimos o exemplo do que aconteceu no ano passado [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.mafiadolixo.com/wp-content/uploads/2011/02/IMAGEM-CONCORENCIA-LIXO-CURITIBA.jpg" rel="shadowbox[sbpost-3523];player=img;" title="Edital da concorrência do lixo de Curitiba"><img class="alignleft size-full wp-image-3524" title="Edital da concorrência do lixo de Curitiba" src="http://www.mafiadolixo.com/wp-content/uploads/2011/02/IMAGEM-CONCORENCIA-LIXO-CURITIBA.jpg" alt="" width="327" height="469" /></a>Uma concorrência pública no mercado do lixo no Brasil, que envolve o valor milionário de 645 milhões de reais, sem considerar os reajustes anuais e outros penduricalhos que em tese poderão vir a ser futuramente aditados pelo município de Curitiba no decorrer do contrato, como já vimos o exemplo do que aconteceu no ano passado naquela cidade, vai ser alvo de pedidos de anulação na comissão de licitação, no Ministério Público de Contas que atua junto ao Tribunal de Contas do Estado do Paraná, no Ministério Público Estadual e na Justiça paranaense.</p>
<p>A CONCORRÊNCIA PÚBLICA NACIONAL Nº 001/2011 promovida pela Prefeitura de Curitiba, governo do prefeito Luciano Ducci (PSB), entre outras supostas ilegalidades e irregularidades, as quais são apontadas em representações já ingressadas contra esse certame, aponta para uma “conveniência oculta” que compromete toda a licitação pública.</p>
<p>O Edital da CONCORRÊNCIA PÚBLICA NACIONAL Nº 001/2011 &#8211; publicado pela Secretaria Municipal do Meio Ambiente (SMMA), da Prefeitura de Curitiba, tem por objeto contratar uma empresa privada para a realização dos seguintes serviços de limpeza urbana:</p>
<p>a) Coleta e Transporte de Resíduos Sólidos Domiciliares e de Varrição;</p>
<p>b) Coleta Seletiva e Transporte de Resíduos Sólidos Recicláveis – Programa Lixo que Não é Lixo e Programa Câmbio  Verde;</p>
<p>c) Coleta Indireta de Resíduos Domiciliares;</p>
<p>d) Varrição Manual;</p>
<p>e) Varrição Mecanizada;</p>
<p>f) Varrição e Lavagem de Feiras-Livres;</p>
<p>g) Raspagem de Cartazes e Lavagem de Calçadões;</p>
<p>h) Limpeza Especial;</p>
<p>i) Limpeza de Rios – Programa Olho d´Água;</p>
<p>j) Coleta, Transporte e Destinação para Tratamento de Resíduos Tóxicos<br />
Domiciliares;</p>
<p>k) Manutenção e Monitoramento do Aterro Sanitário de Curitiba.<span id="more-3523"></span></p>
<p>A sessão de abertura dessa licitação pública milionária está prevista para acontecer na próxima sexta-feira, dia 11 de fevereiro de 2011, às 9h30, na sede da Secretaria Municipal do Meio Ambiente, órgão responsável pela limpeza urbana da capital paranaense. O prazo do contrato é de 60 meses. O valor inicial no prazo contratual corresponde ao montante de R$ 645.515.589,32.</p>
<p>Lendo o Edital da Concorrência Pública Nacional no. 001/2011 (publicado no endereço da internet <a href="http://www.curitiba.pr.gov.br/">www.curitiba.pr.gov.br</a>) qualquer cidadão brasileiro pode acreditar que é um instrumento público que atende todos os serviços públicos de limpeza urbana da capital paranaense.   Mas não é verdade.</p>
<p>A leitura desse Edital em questão mostra muito mais que o interesse em contratar uma empresa privada. Há fortes indícios de que a atual empresa, a Cavo Serviços e Saneamento S/A seja a grande vitoriosa no certame do lixo de Curitiba.</p>
<p>Vejamos.</p>
<p>O principal contrato da CAVO com a Prefeitura de Curitiba foi licitado em 2004 (concorrência no. 01/2004). O objeto desse certame tratou dos serviços de limpeza urbana da cidade. O início operacional ocorreu no ano seguinte, em 2005. O instrumento contratual da CAVO teve seu término em 05 de abril de 2010.</p>
<p>No lançamento da concorrência no. 01/2004 o total de 28 empresas chegaram a retirar o edital, mas apenas duas empresas participaram da abertura dos envelopes contendo os preços propostos para os serviços essenciais licitados pela Prefeitura de Curitiba.</p>
<p>Em outras palavras, a concorrência no. 01/2004 teve no seu final apenas duas empresas concorrendo entre si. Duas empresas privadas, que também eram e são sócias entre si: a Cavo Serviços e Meio Ambiente S/A (hoje conhecida por Cavo Serviços e Saneamento S/A), do grupo Camargo Correa, e a sua sócia a Vega Engenharia Ambiental S/A, do grupo Solvi.</p>
<p>A empresa VEGA, vem a ser sócia da CAVO na ESSENCIS, que por sua vez possui dois aterros sanitários: um em Curitiba, o qual hoje recebe 10% do lixo da capital paranaense, e outro na cidade paulista de Caieiras.</p>
<p>Desde a data de 06 de outubro de 2004, as empresas VEGA e CAVO formam a Concessionária Logística Ambiental de São Paulo S/A – LOGA a qual detém 50% do mercado do lixo do município de S. Paulo.</p>
<p>A CAVO foi declarada vencedora em Curitiba na concorrência no. 01/2004, e o contrato lhe foi adjudicado em dezembro daquele mesmo ano, no final da gestão do então prefeito Cássio Taniguchi, pelo valor de R$ 353.124.460,63.  O segundo preço ofertado a prefeitura de Curitiba, em 2004, coube a Vega Engenharia Ambiental S/A (sócia da CAVO) com o valor de R$ 357.260.200,34.</p>
<p>Essa concorrência do lixo de Curitiba de 2004 foi denunciada no Ministério Público do Estado do Paraná, que por onde se sabe, até hoje não publicou ou deu conhecimento público da análise dessa licitação.  Esse processo já esteve sob a condução de pelo menos seis promotores de justiça, em diferentes espaços de tempo. De lá para cá transcorreram seis anos e ainda hoje nada se sabe sobre o resultado da investigação daquela licitação do lixo. O contrato em questão expirou. E a prefeitura de Curitiba pagou a CAVO o valor milionário de R$ 563 milhões.</p>
<p>A diferença entre o valor inicial (R$ 357 milhões) do contrato da CAVO e o montante pago (R$ 563 milhões) pela prefeitura de Curitiba a empresa privada corresponde a R$ 206 milhões. Isso significa um aumento de 57,70% no contrato inicial de 2004.</p>
<p>No ano passado a Prefeitura de Curitiba firmou diversos contratos sem licitação pública com a Cavo Serviços e Saneamento S/A (anteriormente conhecida no mercado pela razão social Cavo Serviços e Meio Ambiente S/A), pertencente ao grupo Camargo Correa, que há muito tempo presta serviços de limpeza urbana na capital paranaense.</p>
<p>Citamos alguns dos contratos, ou ditos aditamentos e de emergência, publicados no diário oficial do município de Curitiba: Processo: 134.341/2009 – PMC &#8211; DIARIO OFICIAL NUMERO 39 DE 20/05/2010; Processo: 28.715/2010-PMC &#8211; DIARIO OFICIAL NUMERO 39 DE 20/05/2010; Processo: 162.852/09-PMC &#8211; DIARIO OFICIAL DE 30/03/2010; Processo: 053.761/2010-PMC &#8211; DIARIO OFICIAL NUMERO 45 DE 15/06/2010; Processo: 125.654/09-PMC &#8211; DIARIO OFICIAL DE 21/01/2010 NUMERO 07; e Processo: 053.761/2010-PMC &#8211; DIARIO OFICIAL NUMERO 45 DE 15/06/2010.</p>
<p>Entre esses inúmeros instrumentos públicos firmados em 2010, pela Prefeitura de Curitiba com a empresa Cavo Serviços e Saneamento S/A, está o que trata do aumento da frota de caminhões coletores de resíduos sólidos urbanos.</p>
<p>Mais caminhões coletores de lixo no portfólio da CAVO, mais essa empresa privada fatura, e mais aumenta as despesas da prefeitura de Curitiba com a limpeza urbana da cidade.</p>
<p>A Prefeitura de Curitiba está pagando milhões de reais desde o final do ano passado para cumprir o compromisso do aumento de caminhões coletores de lixo da Cavo Serviços e Saneamento S/A.</p>
<p>O extraordinário aumento de caminhões coletores de lixo da Cavo Serviços e Saneamento S/A teria se dado supostamente com o objetivo de cumprir o transporte dos resíduos da capital paranaense para o aterro sanitário privado localizado no município de Fazenda Rio Grande (PR), empreendimento esse que desde 1º. de novembro de 2010 passou a receber 90% do lixo de Curitiba e de municípios da Região Metropolitana.</p>
<p>O restante de 10% dos resíduos de Curitiba é destinado no aterro sanitário da Essencis (onde Cavo é sócia da Vega) localizado na capital paranaense, quase na divisa de Araucária.</p>
<p>Dá para o leitor imaginar que a empresa CAVO faz há quase 4 meses o transporte de milhares de toneladas de lixo (algo em torno de 2.400 toneladas/dia), entre Curitiba e Fazenda Rio Grande, por meio de caminhões coletores de resíduos?</p>
<p>O leitor seria capaz de calcular a quilometragem percorrida por esses caminhões coletores da CAVO que transportam o lixo de Curitiba para o aterro sanitário no município de Fazenda Rio Grande?</p>
<p>O quanto de combustível diesel é consumido por essa frota de caminhões coletores da CAVO nos 26 dias de transporte de lixo que tem por destino o aterro sanitário?</p>
<p>O quanto a empresa CAVO gasta com o pedágio de seus caminhões coletores de lixo para fazerem o roteiro entre Curitiba e Fazenda Rio Grande?</p>
<p>Pois bem, o leitor deve estar se perguntando também por qual motivo a CAVO transporta algo perto de 2.400 toneladas/dia de lixo de Curitiba em caminhões coletores, em vez de realizar esse serviço, contratado sem licitação pública, por meio de caminhões carretas, os quais possuem maior capacidade de carga?</p>
<p>Isso acontece porque Curitiba simplesmente não tem uma “ESTAÇÃO DE TRANSBORDO” para os seus resíduos sólidos urbanos.</p>
<p>Sem ter um local para TRANSBORDAR o lixo para a carreta de um caminhão, não há como transportar esses resíduos urbanos até o aterro sanitário, a não ser por meio de caminhões coletores.</p>
<p>Por não existir uma “ESTAÇÃO DE TRANSBORDO” na capital paranaense, a prefeitura de Curitiba aumentou a frota de caminhões coletores da CAVO, que necessitam de novas equipes de motoristas, de novos equipamentos de segurança, entre outros itens como, vale alimentação, vale transporte e salários. Custos esses que aumentam significativamente a “rubrica” dos “Serviços de Limpeza Urbana” do Município de Curitiba.</p>
<p>Inacreditável que ao se ler o Edital da CONCORRÊNCIA PÚBLICA NACIONAL Nº 001/2011 – SMMA, certame esse promovido pela Prefeitura de Curitiba, por meio da Secretaria Municipal do Meio Ambiente, não se encontre nada que trate da instalação e operação de uma “ESTAÇÃO DE TRANSBORDO” de lixo na capital paranaense.</p>
<p>Vamos ajudar o leitor a entender o que é uma “ESTAÇÃO DE TRANSBORDO”.</p>
<p>Aplica-se o termo “Estação de Transbordo” às instalações onde se faz o translado do lixo de um veículo coletor a outro veículo (caminhão carreta) com capacidade de carga maior. Este segundo veículo (caminhão carreta) é o que transporta o lixo até o seu destino final (aterro sanitário). Estas instalações podem resumir-se a uma simples plataforma elevada, dotada de uma rampa de acesso, ou a um prédio de grandes dimensões.</p>
<p>Entre as vantagens do emprego de Estações de Transbordo está a redução do tempo ocioso do serviço de coleta (o veículo coletor e a mão-de-obra são utilizados exclusivamente na coleta); a possibilidade de término de serviço mais cedo (o lixo permanece um tempo mais curto na via pública) e a possibilidade de maior flexibilidade na programação de coleta (por exemplo, utilização de veículo de menor capacidade com sua facilidade de manobra e sem o compromisso de transporte do lixo que é mais oneroso quando se usam estes veículos).</p>
<p>Em outras palavras, a ESTAÇÃO DE TRANSBORDO de lixo proporciona a redução dos gastos da prefeitura com a limpeza urbana do município.</p>
<p>Essa “ESTAÇÃO DE TRANSBORDO” tem que estar devidamente licenciada no órgão estadual que concede as licenças ambientais para que possa operar. No caso de Curitiba o órgão licenciador é o Instituto Ambiental do Paraná (IAP).</p>
<p>Mesmo sendo necessário o uso de uma “ESTAÇÃO DE TRANSBORDO” para a redução de custos com os serviços de limpeza urbana da capital paranaense, a prefeitura de Curitiba não fez constar a sua instalação e operação no Edital da Concorrência Pública Nacional no. 001/2011.</p>
<p>Isso significa que a prefeitura de Curitiba vai continuar transportando o lixo da capital até o aterro sanitário em Fazenda Rio Grande, por meio de caminhões coletores, quando a economicidade recomenda o uso de uma “ESTAÇÃO DE TRANSBORDO” e a utilização de caminhões carretas.</p>
<p>A pergunta que se pode fazer é quem redigiu o Edital da Concorrência Pública Nacional no. 001/2011 e porque não fez licitar a instalação e operação de uma “ESTAÇÃO DE TRANSBORDO”?</p>
<p>Tal decisão da prefeitura de Curitiba contraria o interesse público em reduzir os custos com os serviços de limpeza urbana da capital e fere o “Princípio da Economicidade”.</p>
<p>A prefeitura de Curitiba afirmou no COMUNICADO Nº 001 (Concorrência Pública Nacional/Edital n° 001/2011-SMMA) que “execução dos serviços deve obedecer a uma logística previamente estabelecida que contempla a forma mais adequada, sob a ótica técnica e econômica, para a satisfação do interesse público (da coletividade) envolvido”.</p>
<p>Ora, não se pode falar que a “execução dos serviços deve obedecer a uma logística previamente estabelecida que contempla a forma mais adequada, sob a ótica técnica e econômica, para a satisfação do interesse público (da coletividade) envolvido” sem que se licite também os serviços de “Instalação e Operação de Estação de Transbordo” de resíduos sólidos urbanos, até porque essa última é parte integrante da logística para a destinação final do lixo.</p>
<p>Isso por si só já contamina o Edital da Concorrência Pública Nacional no. 001/2011.</p>
<p>O Ministério Público de Contas e o Ministério Público do Estado do Paraná devem questionar a “conveniência oculta” da prefeitura de Curitiba em não licitar a “Instalação e Operação de Estação de Transbordo” de resíduos sólidos urbanos da capital.</p>
<p>Mas tem mais ainda.</p>
<p>Caso venha a ser adjudicada a vencedora da Concorrência Pública Nacional no. 001/2011, a empresa contratada terá que transportar o lixo entre Curitiba e Fazenda Rio Grande, onde está localizado o aterro sanitário privado.</p>
<p>E isso está “convenientemente oculto” na Concorrência Pública Nacional no. 001/2011.</p>
<p>A prefeitura de Curitiba apenas diz em seu edital que “posteriormente serão encaminhados ao local indicado pelo CONTRATANTE”.</p>
<p>Porque será que a prefeitura de Curitiba oculta no Edital da Concorrência Pública Nacional no. 001/2011 que a empresa vencedora terá que levar o lixo até o aterro sanitário de Fazenda Rio Grande?</p>
<p>Hoje não há qualquer possibilidade de que a empresa vencedora apenas colete o lixo domiciliar e de varrição de Curitiba e não o transporte até o aterro sanitário de Fazenda Rio Grande.</p>
<p>Para que ocorra esse transporte de lixo entre Curitiba e Fazenda Rio Grande, por meio dos caminhões coletores de lixo da empresa vencedora da Concorrência Pública Nacional no. 001/201,1 se faz necessário que a promotora do certame em questão  tivesse incluído no edital a “Planilha de Custos” com os valores de “CONSUMO DE COMBUSTÍVEL” entre essas cidades e os valores a serem pagos no “PEDÁGIO”, entre outros itens.</p>
<p>As planilhas de custos com o transporte de lixo entre as duas cidades não existem no Edital da Concorrência Pública Nacional no. 001/2011.</p>
<p>Cabe lembrar que hoje esse serviço de transporte de lixo entre Curitiba e Fazenda Rio Grande é realizado por meio dos caminhões coletores da empresa CAVO.</p>
<p>Em outras palavras, a empresa que é a contratada pela prefeitura de Curitiba para coleta o lixo da cidade é a mesma que transporta os resíduos até a cidade de Fazenda Rio Grande, onde se encontra o aterro sanitário.</p>
<p>Enquanto a prefeitura de Curitiba não instalar e operar uma “ESTAÇÃO DE TRANSBORDO” do lixo, a empresa vencedora da Concorrência Pública Nacional no. 001/2011 terá que realizar o transporte entre a capital paranaense e o aterro sanitário localizado em Fazenda Rio Grande.</p>
<p>E os custos com o TRANSPORTE DO LIXO por meio de caminhões coletores no trecho entre Curitiba e Fazenda Rio Grande simplesmente não existem no Edital da Concorrência Pública Nacional no. 001/2011, e não há qualquer informação ou dado técnico nesse instrumento editalício que possa de forma clara esclarecer a contratação desse serviço.</p>
<p>Essa “conveniência oculta” passou por despercebida até pelos vereadores da Câmara Municipal de Curitiba.</p>
<p>Pelo menos uma empresa sabe muito sobre o transporte do lixo entre Curitiba e Fazenda Rio Grande: a CAVO SERVIÇOS E SANEMANTO S/A, que hoje opera o contrato do lixo da capital e que tudo indica será a vencedora da Concorrência Pública Nacional no. 001/2011.</p>
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		<title>OSCIP denuncia desmatamento de árvore símbolo do Paraná em área de empresa que está instalando um aterro sanitário em Mandirituba</title>
		<link>http://www.mafiadolixo.com/2011/01/oscip-denuncia-desmatamento-de-arvore-simbolo-do-parana-em-area-de-empresa-que-esta-instalando-um-aterro-sanitario-em-mandirituba/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=oscip-denuncia-desmatamento-de-arvore-simbolo-do-parana-em-area-de-empresa-que-esta-instalando-um-aterro-sanitario-em-mandirituba</link>
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		<pubDate>Sun, 30 Jan 2011 13:34:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Enio Raffin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Ação Ambiental]]></category>
		<category><![CDATA[Aterro sanitário]]></category>
		<category><![CDATA[Cavo Serviços e Saneamento S/A]]></category>
		<category><![CDATA[Curitiba]]></category>
		<category><![CDATA[Delegacia de Proteção do Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Ionara Marcondes]]></category>
		<category><![CDATA[Mandirituba]]></category>
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		<category><![CDATA[Paraná]]></category>

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		<description><![CDATA[Uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público ou OSCIP é criada por iniciativa privada, que obtêm um certificado emitido pelo poder público federal, por meio do Ministério da Justiça do Brasil. A OSCIP é regulada pela Lei Federal nº 9.790, de 23 de março de 1999. Em Mandirituba, município brasileiro do estado do Paraná [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público ou OSCIP é criada por iniciativa privada, que obtêm um certificado emitido pelo poder público federal, por meio do Ministério da Justiça do Brasil. A OSCIP é regulada pela Lei Federal nº 9.790, de 23 de março de 1999.</p>
<p><a href="http://www.mafiadolixo.com/wp-content/uploads/2011/01/FOTO-1.jpg" rel="shadowbox[sbpost-3503];player=img;" title="CIDADE DE MANDIRITUBA - PARANÁ"><img class="size-full wp-image-3504 alignnone" title="CIDADE DE MANDIRITUBA - PARANÁ" src="http://www.mafiadolixo.com/wp-content/uploads/2011/01/FOTO-1.jpg" alt="" width="538" height="357" /></a></p>
<p>Em Mandirituba, município brasileiro do estado do Paraná com uma população de 22.123 habitantes, a engenheira florestal Ionara Marcondes, conjuntamente com diversos membros da sociedade mandiritubense, criaram uma OSCIP e a denominaram de “Ação Ambiental”.</p>
<p>Hoje essa entidade, a OSCIP Ação Ambiental, tem por presidente a engenheira florestal Ionara Marcondes.</p>
<p>A OSCIP Ação Ambiental vem desde 2002 lutando contra a instalação de um aterro sanitário privado em uma área do município de Mandirituba, cidade essa que na década de 1970 era conhecida como Capital da Ameixa.</p>
<p>Mandirituba fica na região metropolitana de Curitiba.</p>
<p><a href="http://www.mafiadolixo.com/wp-content/uploads/2011/01/FOTO-2.jpg" rel="shadowbox[sbpost-3503];player=img;" title="AREA DA CAVO EM MANDIRITUBA"><img class="size-full wp-image-3505 alignnone" title="AREA DA CAVO EM MANDIRITUBA" src="http://www.mafiadolixo.com/wp-content/uploads/2011/01/FOTO-2.jpg" alt="" width="538" height="357" /></a></p>
<p>Na última quarta-feira (26/01), a engenheira florestal Ionara Marcondes fez um sobrevôo de helicóptero na área privada da Cavo Serviços e Saneamento S/A (empresa essa que vem a ser a última sucessora da Companhia Auxiliar de Viação e Obras – CAVO) que está implantando um aterro sanitário na cidade de Mandirituba.</p>
<p>A Cavo Serviços e Saneamento S/A é a proprietária de uma área de terra na cidade de Mandirituba e recentemente essa empresa obteve duas licenças ambientais (a LP e LI) para a instalação de seu aterro sanitário privado.</p>
<p><a href="http://www.mafiadolixo.com/wp-content/uploads/2011/01/FOTO-3.jpg" rel="shadowbox[sbpost-3503];player=img;" title="AREA LOCALIZADA NO GOOGLE"><img class="size-large wp-image-3506 alignnone" title="AREA LOCALIZADA NO GOOGLE" src="http://www.mafiadolixo.com/wp-content/uploads/2011/01/FOTO-3-1024x562.jpg" alt="" width="491" height="270" /></a></p>
<p>Os licenciamentos ambientais, prévio (LP) e de instalação (LI), para a área de Mandirituba, foram obtidos pela Cavo Serviços e Saneamento S/A fundamentado numa decisão judicial em caráter liminar, concedida pela Juíza de Direito Patrícia Bergonse da Comarca de Fazenda Rio Grande no Paraná.</p>
<p>Ou seja, os licenciamentos ambientais (LP e LI) fornecidos pelo Instituto Ambiental do Paraná (IAP) a empresa Cavo Serviços e Saneamento S/A para a área do aterro sanitário na cidade de Mandirituba estão “sub judice”.<span id="more-3503"></span></p>
<p>Em Mandirituba há lei que proíbe a instalação de aterro sanitário.</p>
<p>E mais, o processo judicial ingressado em 2002 (número 239) pela OSCIP Ação Ambiental contra a Cavo, na Comarca de Fazenda Rio Grande, onde a entidade questiona o processo administrativo dessa empresa que tramita no Instituto Ambiental do Paraná (IAP), está em grau de recurso no Tribunal de Justiça do Paraná (TJ) para ser encaminhado ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) em Brasília.</p>
<p>Nesse ação judicial (239/02) há uma denuncia dessa entidade que diz que o processo de licenciamento do aterro sanitário da empresa Cavo em Mandirituba foi conduzido pelo então diretor e funcionário do quadro do próprio instituto licenciador, o IAP.</p>
<p>Esse ex-diretor e funcionário do “quadro” do Instituto Ambiental do Paraná (IAP) teria sido cedido por seu órgão público de origem, ainda em 2002, a um município paranaense.</p>
<p>Em 2002, o então diretor e funcionário do IAP era inacreditavelmente também sócio da empresa limitada, a qual mantinha um contrato privado com a Cavo, que vem a ser a titular empreendedora e interessada na obtenção das licenças ambientais, prévia (LP) e de instalação (LI) e de operação (LO) de seu aterro sanitário junto ao Instituto Ambiental do Paraná (IAP).</p>
<p>Na verdade, a empresa do ex-diretor e funcionário do IAP mantinha uma relação profissional com a Cavo, cuja cópia do contrato particular está nos autos do processo de número 239/2002 da Comarca de Fazenda Rio Grande, e tudo aponta para improbidade administrativa.</p>
<p>É escandaloso esse contrato privado em questão, onde um funcionário público é sócio de empresa prestadora de serviço para terceiros interessados em obter licenciamentos ambientais no IAP local onde era diretor. Dá para acreditar que isso tenha acontecido? Mas caros leitores, acreditem, aconteceu!!!</p>
<p>Desconhece-se publicamente que o IAP tenha aberto qualquer sindicância interna para apurar a improbidade administrativa de seu funcionário.</p>
<p>O contrato particular entre esse ex-diretor e funcionário do IAP e a empresa Cavo é um escândalo.</p>
<p>Essa irregularidade administrativa passou por longe dos olhos da presidência do IAP. Ou estou enganado?</p>
<p>Esse tema será tratado aqui no site Máfia do Lixo na sua íntegra, cujo processo vai ser comentado e transcrito, folha por folha, para que o leitor possa acompanhar detalhadamente o andamento processual 239/2002 da Comarca de Fazenda Rio Grande e que envolve o licenciamento ambiental de aterro sanitário em Mandirituba.</p>
<p>Durante anos a engenheira florestal Ionara Marcondes manteve silenciosamente a fiscalização, como cidadã brasileira, na reserva ambiental de Mandirituba, em especial na área privada da Cavo, onde hoje se instala um aterro sanitário.</p>
<p><a href="http://www.mafiadolixo.com/wp-content/uploads/2011/01/FOTO-4.jpg" rel="shadowbox[sbpost-3503];player=img;" title="BOLETIM DE OCORRENCIA NA DELEGACIA DO MEIO AMBIENTE"><img class="alignleft size-full wp-image-3507" title="BOLETIM DE OCORRENCIA NA DELEGACIA DO MEIO AMBIENTE" src="http://www.mafiadolixo.com/wp-content/uploads/2011/01/FOTO-4.jpg" alt="" width="357" height="491" /></a>Em sua ultima fiscalização na reserva de Mandirituba e na área da Cavo, a engenheira florestal Ionara Marcondes relata as irregularidades que apontou em sua denúncia registrada na Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente do Estado do Paraná, conforme B.O. no. 2011/83002, de 28 de janeiro de 2001.</p>
<p>Lá na Delegacia de Proteção do Meio Ambiente do Estado do Paraná está transitando um processo de investigação civil, aberto por iniciativa do Ministério Público Estadual, cujo conteúdo trata da área da Cavo em Mandirituba.</p>
<p>Diz a engenheira florestal Ionara Marcondes que “em sobrevoo a área da Cavo em Mandirituba, no Paraná, no dia 26/01/2011, foram observados alguns crimes ambientais:</p>
<p>1. Derrubada de árvores de grande porte: Foi possível observar que a empresa Cavo, embora tendo somente a licença de instalação (LI), derruba árvores no terreno. O tronco da espécie que aparece na foto coletada pela própria engenheira florestal, na data acima, é uma Araucária/Pinheiro-do-paraná, e que se pode ver que esse “Símbolo do Paraná” está derrubado na área que já foi desmatada pela empresa.<br />
2. Em novembro de 2010 toda essa área privada estava coberta por capoeirinha, onde existiam presentes muitas espécies ameaçadas de extinção entre elas a “Cedrella fissilis” com 15cm de diâmetro, o que garantiria futuramente uma floresta como a de entorno dessa área, hoje o que se vê é solo exposto. A foto mostra a área privada antes do desmatamento – capoeirinha em regeneração natural com espécies da flora ameaçadas de extinção. P. ex.: Cedrella fissilis – cedro-rosa e Araucaria angustifolia – pinheiro-do-paraná.</p>
<p><a href="http://www.mafiadolixo.com/wp-content/uploads/2011/01/FOTO-5.jpg" rel="shadowbox[sbpost-3503];player=img;" title="ARAUCARIA DERRUBADA"><img class="size-full wp-image-3508 alignnone" title="ARAUCARIA DERRUBADA" src="http://www.mafiadolixo.com/wp-content/uploads/2011/01/FOTO-5.jpg" alt="" width="553" height="293" /></a></p>
<p><a href="http://www.mafiadolixo.com/wp-content/uploads/2011/01/FOTO-5.jpg" rel="shadowbox[sbpost-3503];player=img;"></a><a href="http://www.mafiadolixo.com/wp-content/uploads/2011/01/FOTO-6.jpg" rel="shadowbox[sbpost-3503];player=img;"><img class="size-full wp-image-3509 alignnone" src="http://www.mafiadolixo.com/wp-content/uploads/2011/01/FOTO-6.jpg" alt="" width="531" height="398" /></a></p>
<p>3. Derrubada de vegetação em torno de várzeas/banhados: Segundo o Código Florestal (Lei 4771/1965) as áreas de banhados são consideradas Áreas de Preservação Permanente (APP) e a vegetação ao seu redor deve ser mantida intacta por um raio mínimo de 100m. O que se vê na imagem é que além de abrir uma estrada sobre o banhado foram derrubadas árvores e canalizado o curso da nascente. Em todas as áreas onde haviam nascentes o que se observa hoje é que o único grande objetivo é fazer as nascentes desaparecerem cobrindo-as com o solo e o resto da vegetação; expondo as nascentes à maior luminosidade e insolação, propiciando o assoreamento; canalizando as nascentes e cortando a vegetação de suas margens.</p>
<p><a href="http://www.mafiadolixo.com/wp-content/uploads/2011/01/FOTO-7.jpg" rel="shadowbox[sbpost-3503];player=img;" title="NASCENTES SENDO COBERTAS POR SOLO"><img class="size-full wp-image-3510 alignnone" title="NASCENTES SENDO COBERTAS POR SOLO" src="http://www.mafiadolixo.com/wp-content/uploads/2011/01/FOTO-7.jpg" alt="" width="614" height="271" /></a></p>
<p><a href="http://www.mafiadolixo.com/wp-content/uploads/2011/01/FOTO-8.jpg" rel="shadowbox[sbpost-3503];player=img;"><img class="size-full wp-image-3511 alignnone" src="http://www.mafiadolixo.com/wp-content/uploads/2011/01/FOTO-8.jpg" alt="" width="614" height="372" /></a></p>
<p><a href="http://www.mafiadolixo.com/wp-content/uploads/2011/01/FOTO-8.jpg" rel="shadowbox[sbpost-3503];player=img;"></a><a href="http://www.mafiadolixo.com/wp-content/uploads/2011/01/FOTO-9.jpg" rel="shadowbox[sbpost-3503];player=img;"><img class="size-full wp-image-3512 alignnone" src="http://www.mafiadolixo.com/wp-content/uploads/2011/01/FOTO-9.jpg" alt="" width="560" height="382" /></a></p>
<p>4. O solo outrora coberto por capoeirinha agora esta exposto dando espaço para erosão e arraste da camada superficial para as áreas mais baixas do relevo, causando também o assoreamento das nascentes. As nascentes que apresentavam águas límpidas e cristalinas hoje são vermelhas devido à terra que é levada pelas chuvas para dentro delas.<a href="http://www.mafiadolixo.com/wp-content/uploads/2011/01/FOTO-10.jpg" rel="shadowbox[sbpost-3503];player=img;"><img class="size-full wp-image-3513 alignnone" src="http://www.mafiadolixo.com/wp-content/uploads/2011/01/FOTO-10.jpg" alt="" width="560" height="394" /></a></p>
<p><a href="http://www.mafiadolixo.com/wp-content/uploads/2011/01/FOTO-11.jpg" rel="shadowbox[sbpost-3503];player=img;" title="COMO ERA ANTES NA AREA DA CAVO"><img class="size-full wp-image-3514 alignnone" title="COMO ERA ANTES NA AREA DA CAVO" src="http://www.mafiadolixo.com/wp-content/uploads/2011/01/FOTO-11.jpg" alt="" width="548" height="480" /></a></p>
<p><a href="http://www.mafiadolixo.com/wp-content/uploads/2011/01/FOTO-12.jpg" rel="shadowbox[sbpost-3503];player=img;"><img class="size-full wp-image-3515 alignnone" src="http://www.mafiadolixo.com/wp-content/uploads/2011/01/FOTO-12.jpg" alt="" width="520" height="420" /></a></p>
<p>5. Nascentes com Águas cristalinas antes da destruição das florestas.</p>
<p>6. As exuberantes Florestas com Araucária, protegidas pela Lei da Mata Atlântica darão lugar ao Aterro Sanitário privado, que visa lucros, que receberá lixo de pelo menos vinte municípios paranaenses. O projeto da Cavo prevê a derrubada de vinte e nove hectares de Florestas com Araucária em Estágio Médio e Avançado de Sucessão Florestal.</p>
<p>7. Ao fundo da área da Cavo é possível observar um grande pesque e pague onde se localizam também as várzeas dos rios Maurício e dos Patos, dois importantes rios da Região, cuja qualidade das águas é Classe II.<a href="http://www.mafiadolixo.com/wp-content/uploads/2011/01/FOTO-13.jpg" rel="shadowbox[sbpost-3503];player=img;" title="PESQUE E PAGUE LINDEIRO A AREA DA CAVO"><img class="size-full wp-image-3516 alignnone" title="PESQUE E PAGUE LINDEIRO A AREA DA CAVO" src="http://www.mafiadolixo.com/wp-content/uploads/2011/01/FOTO-13.jpg" alt="" width="538" height="357" /></a></p>
<p>Dois dias após ter fiscalizado a área da Cavo em Mandirituba, a presidente da OSCIP Ação Ambiental fez uma profunda análise nas fotos coletadas e comparou com fotografias que tem em sua posse e mostram o terreoo da empresa há dois e três anos passados.</p>
<p>Com as informações obtidas, a engenheira florestal Ionara Marcondes compareceu na data de 28 de janeiro desse ano na Delegacia de Proteção do Meio Ambiente do Paraná onde registrou o Boletim de Ocorrência no. 2011/83002.</p>
<p>Nessa segunda-feira (31/01) a OSCIP Ação Ambiental protocola representações em órgãos públicos federais, estaduais e municipais, requerendo providências das autoridades quanto ao denunciado na Delegacia de Proteção do Meio Ambiente do Paraná.</p>
<p>Na primeira semana de fevereiro desse ano termina o prazo para que o prefeito de Mandirituba sancione a “Lei do Plebiscito”, aprovada na Câmara Municipal, e que vai permitir que os moradores dessa cidade digam se são A FAVOR (SIM) ou CONTRA (NÃO) a instalação do aterro sanitário privado da Cavo.</p>
<p>Caso o prefeito de Mandirituba não se manifeste certamente a Câmara Municipal vai decidir.</p>
<p>Os moradores de Mandirituba estão atentos as decisões que envolvem a instalação do aterro sanitário da Cavo.</p>
<p>A “Capital da Ameixa” pode ficar conhecida como a “Capital do Lixo”.</p>
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		<title>Prefeitura de Curitiba negligencia no aterro sanitário da Caximba e mantém o lixo a céu aberto mesmo após a Justiça determinar o seu fechamento</title>
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		<pubDate>Thu, 27 Jan 2011 10:15:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Enio Raffin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Adm. Enio Noronha Raffin]]></category>
		<category><![CDATA[Aterro sanitário]]></category>
		<category><![CDATA[Cavo Serviços e Saneamento S/A]]></category>
		<category><![CDATA[Caximba]]></category>
		<category><![CDATA[Curitiba]]></category>
		<category><![CDATA[Jadir Lima]]></category>
		<category><![CDATA[Padre José Antonio]]></category>
		<category><![CDATA[Prefeitura de Curitiba]]></category>

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		<description><![CDATA[Nessa quarta-feira (26/01/2011), quase três meses após a data do fechamento do Aterro Sanitário da Caximba, o administrador Enio Noronha Raffin acompanhado do presidente da Aliança Para o Desenvolvimento Comunitário da Caximba (ADECOM) Jadir Lima e do padre José Antonio, líder da Igreja Católica, fizeram uma fiscalização no lixão de titularidade da Prefeitura de Curitiba. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nessa quarta-feira (26/01/2011), quase três meses após a data do fechamento do Aterro Sanitário da Caximba, o administrador Enio Noronha Raffin acompanhado do presidente da Aliança Para o Desenvolvimento Comunitário da Caximba (ADECOM) Jadir Lima e do padre José Antonio, líder da Igreja Católica, fizeram uma fiscalização no lixão de titularidade da Prefeitura de Curitiba.</p>
<p>O Aterro Sanitário da Caximba teve fechado os seus portões para as operações de recebimento de resíduos sólidos urbanos, na data de 1º. de novembro de 2010, por determinação da Justiça do Paraná.</p>
<p>A Prefeitura de Curitiba cumpriu a determinação judicial e passou a enviar os resíduos sólidos urbanos para um empreendimento privado localizado no município de Fazenda Rio Grande (PR).</p>
<p><a href="http://www.mafiadolixo.com/wp-content/uploads/2011/01/LIXO-NO-ATERRO-CAXIMBA-26-01-2011.jpg" rel="shadowbox[sbpost-3487];player=img;" title="LIXO NO ATERRO CAXIMBA-26-01-2011"><img class="alignleft size-full wp-image-3488" title="LIXO NO ATERRO CAXIMBA-26-01-2011" src="http://www.mafiadolixo.com/wp-content/uploads/2011/01/LIXO-NO-ATERRO-CAXIMBA-26-01-2011.jpg" alt="" width="472" height="309" /></a>A manutenção do Aterro Sanitário da Caximba é de responsabilidade da empresa Cavo Serviços e Saneamento S/A (anteriormente a razão social era Cavo Serviços e Meio Ambiente S/A), pertencente ao grupo Camargo Correa, que há muito tempo presta serviços de limpeza urbana e meio ambiente na capital paranaense.</p>
<p>A fiscalização no Aterro Sanitário da Caximba ocorreu no turno da tarde de ontem por meio de um sobrevôo de helicóptero. Centenas de fotos foram coletadas no local.</p>
<p>Conforme relatou o líder comunitário Jadir Lima, os moradores da Caximba sentem, desde o encerramento do aterro sanitário municipal, um cheiro insuportável de lixo que se identifica a origem como sendo o empreendimento da Prefeitura de Curitiba. A casa do líder Jadir Lima fica a menos de 300 metros do lixão da Prefeitura de Curitiba.</p>
<p>O que se viu ontem no Aterro Sanitário da Caximba é o total descaso das autoridades públicas da capital paranaense com o tratamento do lixo.</p>
<p>A Prefeitura de Curitiba simplesmente esqueceu de realizar a manutenção no Aterro Sanitário da Caximba.</p>
<p><a href="http://www.mafiadolixo.com/wp-content/uploads/2011/01/LIXO-NO-ATERRO-CAXIMBA-26-01-2011_FOTO-2.jpg" rel="shadowbox[sbpost-3487];player=img;" title="LIXO NO ATERRO CAXIMBA-26-01-2011"><img class="alignright size-full wp-image-3489" title="LIXO NO ATERRO CAXIMBA-26-01-2011" src="http://www.mafiadolixo.com/wp-content/uploads/2011/01/LIXO-NO-ATERRO-CAXIMBA-26-01-2011_FOTO-2.jpg" alt="" width="582" height="329" /></a>Ontem tinha lixo a céu aberto no platô desse empreendimento. E não é pouco lixo que está lá coberto por uma lona plástica rasgada. Com o calor que tem feito em Curitiba, em pleno verão, é no mínimo uma irresponsabilidade o que lá acontece no aterro.</p>
<p>Nessa quinta-feira (27/01) o presidente da ADECOM, Jadir Lima, o padre José Antonio e demais diretores da entidade da Caximba, vão protocolar uma representação no Ministério Público do Estado do Paraná requerendo providências da Promotoria de Meio Ambiente e Patrimônio.</p>
<p>A entidade ADECOM quer saber o quanto a Prefeitura paga a empresa Cavo Serviços e Saneamento S/A para fazer a manutenção do Aterro Sanitário da Caximba, e porque não está fazendo, e se a Secretaria Municipal do Meio Ambiente de Curitiba notificou a operadora do empreendimento municipal por deixar lixo a céu aberto.</p>
<p>O Instituto Ambiental do Paraná (IAP) também vai ser notificado pela ADECOM.</p>
<p>Tudo indica que deixaram o lixo lá no platô do Aterro Sanitário da Caximba para que os urubus possam fazer os seus “banquetes” e se reproduzirem no local.</p>
<p>Os urubus se alimentam com o lixo a céu aberto e se reproduzem no início da primavera.</p>
<p>Diferentemente da maioria das aves, os urubus não constroem ninhos em plantas. As fêmeas colocam dois ou três ovos, sendo que o período de incubação varia de 49 a 56 dias conforme a espécie.</p>
<p>Os urubus têm um andar engraçado e desengonçado por causa de seus pés chatos. Eles não possuem habilidade para caminhar, como fazem outras aves, e dão pequenos pulinhos para se deslocar. Ao contrário de aves de rapina como as águias, os urubus não têm uma garra funcional, por isso não conseguem capturar presas.</p>
<p>Como é um animal necrófago o urubu sempre está presente em lixões e aterros sanitários onde o lixo está descoberto, como é o caso da Caximba em Curitiba.</p>
<p>Para encontrar a refeição, o urubu conta com olfato e visão apurados. São capazes de ver um bicho pequeno a 3 mil metros de altura.</p>
<p>Manter um aterro sanitário com lixo a céu aberto é estimular a criação de urubus e colocar em risco a saúde pública.</p>
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		<title>Prefeitura de Curitiba publica o edital da megalicitação do lixo</title>
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		<pubDate>Fri, 14 Jan 2011 11:00:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Enio Raffin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Curitiba]]></category>
		<category><![CDATA[Megalicitação do lixo]]></category>

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		<description><![CDATA[A Prefeitura de Curitiba deu o “ponta pé” inicial para que empresas privadas que atuem na área de limpeza urbana possam disputar uma receita de R$ 645.515.589,32. O edital da megalicitação que tem por objeto a contratação de empresa privada para a prestação de serviços públicos de coleta de lixo, manutenção e monitoramento do aterro [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.mafiadolixo.com/wp-content/uploads/2011/01/CIDADE-DE-CURITIBA.jpg" rel="shadowbox[sbpost-3430];player=img;" title="CIDADE-DE-CURITIBA"><img class="size-full wp-image-3436 alignnone" title="CIDADE-DE-CURITIBA" src="http://www.mafiadolixo.com/wp-content/uploads/2011/01/CIDADE-DE-CURITIBA.jpg" alt="" width="474" height="189" /></a></p>
<p>A Prefeitura de Curitiba deu o “ponta pé” inicial para que empresas privadas que atuem na área de limpeza urbana possam disputar uma receita de R$ 645.515.589,32.</p>
<p>O edital da megalicitação que tem por objeto a contratação de empresa privada para a prestação de serviços públicos de coleta de lixo, manutenção e monitoramento do aterro sanitário da Caximba (em 1º. de novembro do ano passado foram encerradas as operações nesse empreendimento municipal por determinação da Justiça Paranaense), coleta seletiva de resíduos sólidos recicláveis, coleta indireta de resíduos domiciliares, varrição manual e mecanizada, varrição e lavagem de feiras-livres, raspagem de cartazes e lavagem de calçadões, limpeza especial, limpeza de rios, coleta, transporte e destinação para tratamento de resíduos tóxicos domiciliares. O prazo do contrato é de 60 meses (5 anos). A sessão de abertura da megaliciatação do lixo de Curitiba está prevista para acontecer na data de 11 de fevereiro de 2011, às 9h30, na sede da Secretaria Municipal do Meio Ambiente, órgão responsável pela limpeza urbana da capital paranaense.</p>
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		<title>Os últimos banquetes no `Lixão da Caximba`</title>
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		<pubDate>Sat, 30 Oct 2010 15:58:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Enio Raffin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Aterro sanitário]]></category>
		<category><![CDATA[Caximba]]></category>
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		<description><![CDATA[Nessa sexta-feira (29/10), o administrador Enio Noronha Raffin esteve em Curitiba para coletar duas centenas de fotos do Aterro Sanitário da Caximba, empreendimento esse de titularidade da prefeitura da capital paranaense, conhecido por grande parte da população curitibana como “Lixão da Caximba”. Na segunda-feira, dia 1º. de novembro, a prefeitura de Curitiba vai cumprir a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.mafiadolixo.com/wp-content/uploads/2010/10/FOTO-DO-MORTO-CAXIMBA-1.jpg" rel="shadowbox[sbpost-3365];player=img;" title="LIXAO DA CAXIMBA"><img class="alignleft size-medium wp-image-3366" title="LIXAO DA CAXIMBA" src="http://www.mafiadolixo.com/wp-content/uploads/2010/10/FOTO-DO-MORTO-CAXIMBA-1-300x199.jpg" alt="" width="300" height="199" /></a>Nessa sexta-feira (29/10), o administrador Enio Noronha Raffin esteve em Curitiba para coletar duas centenas de fotos do Aterro Sanitário da Caximba, empreendimento esse de titularidade da prefeitura da capital paranaense, conhecido por grande parte da população curitibana como “Lixão da Caximba”.</p>
<p>Na segunda-feira, dia 1º. de novembro, a prefeitura de Curitiba vai cumprir a determinação da Justiça do Paraná e fechará os portões desse empreendimento para o ingresso de lixo, conforme a sentença contida na Ação Ordinária com Pedido de Antecipação de Tutela – 2801/2009 – Município de Curitiba X Instituto Ambiental do Parana – IAP.</p>
<p>As fotos aéreas, de autoria do administrador Enio Noronha Raffim, mostram o aterro sanitário municipal curitibano na antevéspera de seu fechamento. São as últimas fotos do moribundo “Lixão da Caximba”.</p>
<p><a href="http://www.mafiadolixo.com/wp-content/uploads/2010/10/FOTO-DO-MORTO-CAXIMBA-2.jpg" rel="shadowbox[sbpost-3365];player=img;" title="LIXAO DA CAXIMBA"><img class="alignright size-medium wp-image-3367" title="LIXAO DA CAXIMBA" src="http://www.mafiadolixo.com/wp-content/uploads/2010/10/FOTO-DO-MORTO-CAXIMBA-2-300x199.jpg" alt="" width="300" height="199" /></a>Durante 21 anos a prefeitura de Curitiba permitiu que o seu empreendimento servisse de destino final dos resíduos sólidos urbanos de mais 18 cidades paranaenses. O passivo ambiental lá existente no bairro Caximba é de responsabilidade de todos os municípios da região metropolitana que enterraram durante mais de duas décadas os seus resíduos no aterro sanitário de Curitiba.</p>
<p>O Lixão da Caximba será oficialmente encerrado às 8 horas do dia 1º. de novembro de 2010.</p>
<p>Ainda nessa segunda-feira do encerramento da Caximba, o lixo de Curitiba e dos demais municípios da região metropolitana da capital serão destinados no Centro de Gerenciamento de Resíduos (CGR) da empresa Estre Ambiental S/A, do grupo Estre, que foi construído no município paranaense de Fazenda Rio Grande.</p>
<p>Autoridades municipais dizem que hoje são 2.400 toneladas diárias de lixo enterradas na Caximba. Desse volume de lixo, o total de 2.300 toneladas diárias de resíduos serão enviados a Fazenda Rio Grande. A diferença, ou seja, 100 toneladas diárias de lixo vão para o empreendimento da Essencis (da Cavo e da Vega), que está instalado no Distrito Industrial de Curitiba.</p>
<p>Sem qualquer consulta aos moradores do entorno do “Lixão da Caximba”, o secretário municipal do Meio Ambiente de Curitiba, declarou que a prefeitura pretende transformar o local em um parque. A Aliança Para o Desenvolvimento Comunitário dos Moradores da Caximba (ADECOM) diz que é cedo para falar na instalação de um parque naquele local. Entendem os representantes dos moradores daquele bairro curitibano, que o aterro sanitário municipal tem o potencial de receitas, entre elas a do “Crédito de Carbono” e o da exploração da “Venda da Energia do Biogás”, as quais devem na sua totalidade serem investidas na recuperação do passivo ambiental e em projetos sociais que beneficiem os moradores do bairro Caximba.</p>
<p><a href="http://www.mafiadolixo.com/wp-content/uploads/2010/10/FOTO-DO-MORTO-CAXIMBA-3.jpg" rel="shadowbox[sbpost-3365];player=img;" title="URUBUS NO LIXAO DA CAXIMBA"><img class="alignleft size-medium wp-image-3368" title="URUBUS NO LIXAO DA CAXIMBA" src="http://www.mafiadolixo.com/wp-content/uploads/2010/10/FOTO-DO-MORTO-CAXIMBA-3-300x199.jpg" alt="" width="300" height="199" /></a>As fotos do Aterro Sanitário da Caximba mostram a existência de muito lixo a céu aberto. E com o lixo descoberto os urubus fazem os seus festins.</p>
<p>As escolas no Brasil ensinam durante as aulas de Biologia o que é um vetor (servem de veículo ou intermediário para os germes patogênicos ou parasitos; hospedeiro intermediário). Dizem nas escolas que o urubu tem por nome científico “Coragyps atratus”, pertencente a família Cathartidae.</p>
<p>No aterro sanitário da Caximba os urubus estão aos milhares aguardando pelo último banquete disponível a céu aberto. Está previsto para esse festim ocorrer no dia do fechamento do empreendimento, na segunda-feira (1º./11). Os urubus, com o “lixo a céu aberto”, acabam tendo farta comida na Caximba. Eles se alimentam com o lixo e se reproduzem no início da primavera. Diferentemente da maioria das aves, os urubus não constroem ninhos em plantas. As fêmeas colocam dois ou três ovos, sendo que o período de incubação varia de 49 a 56 dias conforme a espécie. Os urubus têm um andar engraçado e desengonçado por causa de seus pés chatos. Eles não possuem habilidade para caminhar, como fazem outras aves, e dão pequenos pulinhos para se deslocar. Ao contrário de aves de rapina como as águias, os urubus não têm uma garra funcional, por isso não conseguem capturar presas. Como é um animal necrófago o urubu sempre está presente em lixões e aterros sanitários onde o lixo está descoberto, como é o caso da Caximba em Curitiba. Para encontrar a refeição, o urubu conta com olfato e visão apurados. São capazes de ver um bicho pequeno a 3 mil metros de altura. Manter um aterro sanitário com lixo a céu aberto é estimular a criação de urubus e colocar em risco a saúde pública.</p>
<p><a href="http://www.mafiadolixo.com/wp-content/uploads/2010/10/FOTO-DO-MORTO-CAXIMBA-4.jpg" rel="shadowbox[sbpost-3365];player=img;" title="LIXAO DA CAXIMBA"><img class="alignright size-medium wp-image-3369" title="LIXAO DA CAXIMBA" src="http://www.mafiadolixo.com/wp-content/uploads/2010/10/FOTO-DO-MORTO-CAXIMBA-4-300x199.jpg" alt="" width="300" height="199" /></a>Lá na Caximba os urubus estão a espera do anoitecer para realizar o último banquete naquele empreendimento. Quem se anima a participar do último festim dos urubus da Caximba?</p>
<p>Para os moradores da Caximba só resta dizer a meia noite de domingo: “Adeus Caximba”!!!</p>
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		<title>Lixo de Curitiba e de mais 18 cidades da região metropolitana começa a ser enviado a partir de 1º. de novembro para Fazenda Rio Grande</title>
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		<pubDate>Wed, 27 Oct 2010 09:39:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Enio Raffin</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-3363" src="http://www.mafiadolixo.com/wp-content/uploads/2010/10/ampulheta-lixo.jpg" alt="" width="220" height="300" />A partir da próxima segunda-feira (1º./11), as 2.400 toneladas diárias de resíduos sólidos urbanos da cidade de Curitiba e de mais 18 municípios paranaenses da região metropolitana começam a serem enviadas para o aterro sanitário da empresa Estre Ambiental S/A, empreendimento esse que está localizado em Fazenda Rio Grande (PR). O centro de gerenciamento de resíduos da Estre Ambiental S/A já está pronto para receber o lixo dessas cidades paranaenses. Os dirigentes da Aliança Para o Desenvolvimento Comunitário da Caximba, Jadir Silva e o padre José Antonio Cunha, estão confiantes que a prefeitura de Curitiba vai cumprir a sentença da Justiça do Paraná e deverá fechar os portões do “Lixão da Caximba” para o ingresso do lixo a partir do dia 1º. de novembro. Certamente o lixo eleitoral de 31 de outubro de 2010 será o último a ser enterrado no aterro sanitário da prefeitura de Curitiba que causou o maior passivo ambiental no Paraná. Há 20 anos esse empreendimento recebe lixo.</p>
<p>A comunidade do bairro Caximba está envolvida em diversos eventos previstos para ocorrerem no dia 1º. de novembro. Missa, fogos de artifício, divulgação de faixas comemorativas, caminhada dos moradores até o aterro sanitário da Caximba estão previstos para acontecerem a partir das 6 horas dessa próxima segunda-feira. O fechamento do “Lixão da Caximba” será comemorado e registrado na memória de todos os moradores.</p>
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		<title>Empresa Estre salva 19 prefeituras paranaenses de um ‘vexame ambiental’ nacional</title>
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		<pubDate>Thu, 14 Oct 2010 12:46:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Enio Raffin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Inacreditável! Dá para o leitor imaginar uma prefeitura brasileira não tendo local onde destinar o seu lixo? Pode ainda, caro leitor, pensar que o seu lixo pode ficar em frente a sua casa por longos dias a espera que as autoridades públicas recolham os dejetos? Lembra de Nápoles (em italiano, Napoli, em napolitano, Napule) na [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Inacreditável! Dá para o leitor imaginar uma prefeitura brasileira não tendo local onde destinar o seu lixo? Pode ainda, caro leitor, pensar que o seu lixo pode ficar em frente a sua casa por longos dias a espera que as autoridades públicas recolham os dejetos? Lembra de Nápoles (em italiano, Napoli, em napolitano, Napule) na Itália? Calma leitor. Esse “terrorismo público”, muito comum descrito em folhas de processos que tramitaram na Justiça do Brasil, não faz mais parte dos anais da historia do lixo do Paraná. Ontem, a empresa brasileira Estre Ambiental S/A salvou 19 prefeituras paranaenses, que formam o Consórcio Intermunicipal para Gestão dos Resíduos Sólidos Urbanos (CONRESOL), capitaneado pelo município de Curitiba, de sofrerem no dia 1º. de novembro próximo, um monumental “vexame ambiental” nacional. Isso porque essas 19 cidades não possuem um aterro sanitário para enterrar o lixo. A Estre Ambiental S/A tem a disposição dessas municipalidades um Centro de Gerenciamento de Resíduos para diariamente receber algo em torno de 3.000 toneladas diárias de lixo.</p>
<p><img class="alignleft size-full wp-image-3347" title="estre" src="http://www.mafiadolixo.com/wp-content/uploads/2010/10/estre.jpg" alt="" width="117" height="120" />O Centro de Gerenciamento de Resíduos em Fazenda Rio Grande, de titularidade da Estre Ambiental S/A, recebeu nessa quarta-feira (13/10) do Instituto Ambiental do Paraná (IAP) a Licença Ambiental de Operação (L.O.). A Estre Ambiental S/A tem condições com a L.O. fornecida pelo IAP de receber os resíduos sólidos urbanos de Curitiba e de mais 18 municípios da região metropolitana da capital paranaense. Os maiores beneficiados com a concessão da L.O. para o empreendimento da Estre Ambiental S/A são os mais de 10 mil moradores do bairro Caximba, em Curitiba. É lá que está o moribundo “Lixão da Caximba” uma vergonha da cidade que se diz “ecológica”. Para a utilização do Centro de Gerenciamento de Resíduos em Fazenda Rio Grande, a empresa Estre Ambiental S/A terá de respeitar algumas condições impostas pelo IAP. A empresa Estre licenciada para operar o Centro de Gerenciamento de Resíduos em Fazenda Rio Grande deverá inspecionar e manter adequadamente todas as áreas que compõe o empreendimento. O isolamento e sinalização da área, o sistema de drenagem superficial e de gases, sistema de impermeabilização e tratamento de chorume e líquidos fazem parte do processo. O IAP proibiu na L.O. da Estre a recirculação e o tratamento do chorume no local, devendo ser coletado e encaminhado a estação de tratamento. Além disso, a empresa deverá implementar no prazo de 180 dias um acesso definitivo a área de Fazenda Rio Grande, através da Avenida Mato Grosso, evitando o trânsito de caminhões que transportam o lixo trafeguem pela Avenida Nossa Aparecida que corta uma área urbana. O IAP também exige o monitoramento periódico dos níveis de poluição sonora e qualidade do ar no entorno. Não será permitido o envio de resíduos sólidos industriais de qualquer classe ao local. A empresa Estre Ambiental S/A deverá dar continuidade à implantação de cortina vegetal e a recuperação de áreas de APP – conforme os projetos apresentados para emissão de licenças. Todas as nascentes e afluentes de rios localizados no entorno da área deverão ser mantidas preservadas com coordenadas geográficas para acompanhamento. Ontem mesmo a empresa Estre Ambiental S/A cumpriu o que determina o Edital do Credenciamento do “Consórcio do Lixo” e entregou a L.O. do empreendimento de Fazenda Rio Grande habilitando-se para ser a vencedora do certame. Agora resta ao consórcio capitaneado pela prefeitura de Curitiba concluir a parte burocrática do credenciamento e promover a assinatura de contrato com a empresa Estre Ambiental S/A. No dia 1º. de novembro desse ano as 2.400 toneladas diárias de lixo produzidas em Curitiba e mais 18 cidades paranaenses passam a ser destinadas no Centro de Gerenciamento de Resíduos em Fazenda Rio Grande.</p>
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		<title>Lixo eleitoral será o último a ingressar no Aterro Sanitário da Caximba em Curitiba</title>
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		<pubDate>Thu, 14 Oct 2010 10:59:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Enio Raffin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O Aterro Sanitário da Caximba, empreendimento de titularidade da Prefeitura de Curitiba, tem a sua vida útil prevista para encerrar na data de 1º de novembro de 2010, por ordem judicial (Ação Ordinária com Pedido de Antecipação de Tutela – 2801/2009 – Municipio de Curitiba X Instituto Ambiental do Parana – IAP). Faltam apenas 17 [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-3342" title="lixo eleitoral" src="http://www.mafiadolixo.com/wp-content/uploads/2010/10/lixo-eleitoral.jpg" alt="" width="568" height="353" />O Aterro Sanitário da Caximba, empreendimento de titularidade da Prefeitura de Curitiba, tem a sua vida útil prevista para encerrar na data de 1º de novembro de 2010, por ordem judicial (Ação Ordinária com Pedido de Antecipação de Tutela – 2801/2009 – Municipio de Curitiba X Instituto Ambiental do Parana – IAP). Faltam apenas 17 dias para o encerramento da operação de recebimento de lixo na Caximba. Lá na Caximba hoje são enterrados os lixos de 19 cidades paranaenses, incluindo a capital.</p>
<p>Com o sucesso da empresa Estre Ambiental S/A na obtenção da Licença Ambiental de Operação (L.O.) de seu Centro de Gerenciamento de Resíduos no município paranaense de Fazenda Rio Grande, concedida nessa quarta-feira (13/10) pelo Instituto Ambiental do Paraná (IAP), as 2.400 toneladas de resíduos sólidos urbanos de Curitiba e de mais 18 cidades da região metropolitana deixarão de ser enterradas na Caximba, a partir da data determinada pela Justiça do Paraná. Esses 19 municípios paranaenses deverão destinar seus resíduos sólidos urbanos no empreendimento da Estre Ambiental S/A em Fazenda Rio Grande a partir de 1º. de novembro desse ano.</p>
<p>Com a existência de um novo local para o destino final dos resíduos sólidos urbanos e de acordo com a determinação da Justiça paranaense (Ação Ordinária com Pedido de Antecipação de Tutela – 2801/2009 – Municipio de Curitiba X Instituto Ambiental do Parana – IAP), o lixo eleitoral do dia 31 de outubro tem prazo até às 24 horas de domingo para ser destinado no Aterro Sanitário da Caximba. A partir da zero hora do dia 1º. de novembro, a prefeitura de Curitiba e de mais 18 cidades da região metropolitana, que hoje levam os seus resíduos para a Caximba, deverão destinar o “lixo eleitoral” no Centro de Gerenciamento de Resíduos da Estre Ambiental S/A em Fazenda Rio Grande.</p>
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		<title>TJ do Paraná anula decisão de juíza de Fazenda Rio Grande e Curitiba e RM podem contratar o aterro sanitário da Estre Ambiental para o destino final do lixo</title>
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		<pubDate>Mon, 11 Oct 2010 13:46:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Enio Raffin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Aterro sanitário]]></category>
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		<category><![CDATA[Estre Ambiental S/A]]></category>

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		<description><![CDATA[Os moradores do bairro Caximba esperam que no final desse mês as prefeituras de Curitiba e de mais 18 municípios da Região Metropolitana cumpram determinação da Justiça do Paraná e não enviem mais os seus resíduos urbanos para o Lixão da Caximba. O Aterro Sanitário da Caximba, empreendimento esse de titularidade da Prefeitura de Curitiba, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-medium wp-image-3338" title="Vista do prédio do Tribunal de Justiça do Paraná" src="http://www.mafiadolixo.com/wp-content/uploads/2010/10/TJ-PARANA-300x199.jpg" alt="" width="300" height="199" />Os moradores do bairro Caximba esperam que no final desse mês as prefeituras de Curitiba e de mais 18 municípios da Região Metropolitana cumpram determinação da Justiça do Paraná e não enviem mais os seus resíduos urbanos para o Lixão da Caximba. O Aterro Sanitário da Caximba, empreendimento esse de titularidade da Prefeitura de Curitiba, tem a sua vida útil prevista para encerrar no próximo dia 1º de novembro de 2010, por ordem judicial (Ação Ordinária com Pedido de Antecipação de Tutela &#8211; 2801/2009 &#8211; Municipio de Curitiba X Instituto Ambiental do Parana &#8211; IAP). Faltam então apenas 22 dias para o encerramento da operação de recebimento de lixo na Caximba. Hoje já se tem conhecimento para onde vai o lixo de Curitiba e demais 18 municípios que enterram diariamente 2.400 toneladas de resíduos sólidos urbanos no Aterro Sanitário da Caximba. Pelo menos isso já é previsível.</p>
<p>Os 19 municípios que destinam os seus resíduos na Caximba criaram um consórcio para a gestão do lixo. O Consórcio Intermunicipal para Gestão dos Resíduos Sólidos Urbanos da Região Metropolitana de Curitiba, conhecido por “Consórcio do Lixo”, está promovendo um credenciamento ((Credenciamento nº 001/2010) para contratar uma empresa privada, que seja titular de um aterro sanitário e com o licenciamento ambiental concedido pelo Instituto Ambiental do Paraná (AP) em vigor, tendo por objeto a destinação final do lixo da capital e da região metropolitana. A data de 13 de outubro de 2010 está estabelecida no Edital do Credenciamento no. 001/2010, para que empresas licitantes se apresentem como aptas para receberem as 2.400 toneladas diárias de resíduos sólidos urbanos produzidos nos municípios que integram o Consórcio do Lixo.</p>
<p>Até a última sexta-feira (08/10), somente a empresa brasileira Estre Ambiental S/A atendia todos os requisitos do edital de Credenciamento no. 001/2010. O empreendimento da Estre Ambiental S/A fica localizado no município de Fazenda Rio Grande e está pronto para receber diariamente até 3.000 toneladas de lixo. Isso significa que na data de 13 de outubro próximo a Estre Ambiental S/A deverá ser contratada para que o seu Aterro Sanitário de Fazenda Rio Grande passe a ser o destino final do lixo de Curitiba e de mais 18 cidades paranaenses.</p>
<p>Tal afirmação se fundamenta na decisão do Tribunal de Justiça do Paraná (Processo:  717991-1 Agravo de Instrumento) que na última sexta-feira (08/10) cassou a liminar concedida pela juíza de direito de Fazenda Rio Grande que impedia o IAP de liberar licenças ambientais a Estre Ambiental S/A.</p>
<p>Interesses privados e econômicos se moviam no Paraná para impedir que a empresa Estre Ambiental S/A, a maior do setor de aterros sanitários no País, pudesse na próxima quarta-feira (13/10) apresentar seu empreendimento no Credenciamento no. 001/2010. O jornalista Vitor Vieira, em seu Blog VideVersus, disse que “para alcançar esse objetivo, um lindeiro do empreendimento da Estre teve ajuizado em nome uma ação popular, em Fazenda Rio Grande, para que fossem cassadas as licenças operacionais da Estre. A juiza Patricia Gomes de Almeida Bergonse, que já havia se declarado &#8220;supeita&#8221; para atuar em seis processos anteriores com os mesmos fatos e os mesmos autores, e que os havia considerado todos litispendentes, e portanto preventos ao seu colega substituto (o qual negou todas as pretensões dos autores), subitamente se declarou apta a julgar a ação popular do lindeiro Ilso Salesbram do aterro sanitário da Estre, e concedeu uma liminar determinando a cassação de suas licenças. Com isso, objetivamente, a Estre ficava impedida de, nesta quarta-feira, comparecer no ato concorrencial da prefeitura de Curitiba, que centraliza o consórcio de municípios que organização a contratação do serviço.”</p>
<p>O caminho que a Estre precisou adotar foi um agravo ao Tribunal de Justiça do Paraná. E este agravo foi recebido e depachado de maneira favoravel, na sexta-feira, pelo juiz Eduardo Sarrão, substituto de desembargador, na 4ª Camara Cível do Tribunal de Justiça do Paraná. Ele deu despacho favorável no Agravo de Instrumento nº 717991-1.</p>
<p>Disse o juiz Eduardo Sarrão: &#8220;1. ESTRE Ambiental S/A, inconformada com a decisão exarada nos autos da ação popular proposta em face dela e de outras pessoas, por meio da qual a Dra Juíza a quo deferiu o pedido liminar para suspender os efeitos do parecer do Secretário de Urbanismo do Município de Fazenda Rio Grande, que dispensou a realização do Estudo de Impacto de Vizinhança EIV para que ela, agravante, pudesse instalar o seu Centro de Gerenciamento de Resíduos no Município de Fazenda Rio Grande, interpôs o presente recurso de agravo de instrumento. Afirma, em suas razões recursais (fls. 05/38), que a ilustre magistrada de primeiro grau de jurisdição não poderia ter examinado o pedido liminar. Primeiro porque, em todas as demais ações conexas à ação em que foi exarada a decisão recorrida, já havia ela averbado a sua suspeição, o que também a torna suspeita para processar e julgar a demanda em que foi proferida a decisão atacada, que tem causa de pedir igual a uma das causas de pedir da ação cominatória na qual já se deu por suspeita. Segundo porque resta caracterizada a litispendência, já que a ação cominatória anteriormente proposta pelo Sr. Ilson Salesbran tem a mesma causa de pedir e o mesmo objeto da demanda em que foi exarada a decisão recorrida, circunstância que impede o próprio processamento da ação popular, cujo processo deve ser julgado extinto sem resolução de mérito. Terceiro porque, além da litispendência noticiada, há conexão entre a demanda em que foi exarada a decisão recorrida e outras, que também têm como causa de pedir a necessidade do Estudo de Impacto de Vizinhança EIV para que ela, agravante, instale no Município de Fazenda Rio Grande o seu Centro de Gerenciamento de Resíduos, fato que se fosse considerado pela Dra Juíza a quo faria com que ela, ao invés de examinar o pleito liminar, determinasse, reconhecendo a ocorrência da conexão, a reunião dos feitos, vale dizer, determinasse que o processo da ação popular que lhe foi distribuído fosse apensado aos autos das ações que, por força da conexão, já se encontram reunidos e estão sob a responsabilidade de outro magistrado. Na intenção de demonstrar a ocorrência da conexão, a agravante faz menção à ação cominatória nº 1426/2010, que também foi proposta pelo Sr. Ilso Salesbram, cuja uma das causas de pedir é a mesma da ação em que a decisão ora atacada foi proferida, qual seja, ser impossível, por força de lei, a instalação do Centro de Gerenciamento de Resíduos no Município de Fazenda Rio Grande sem a prévia realização de Estudo de Impacto de Vizinhança EIV, questão esta que, inclusive, já foi apreciada e afastada, em sede liminar, pelo próprio Poder Judiciário nos autos da ação cominatória. Aduz que o afastamento da tese da conexão permite sejam exaradas decisões conflitantes, as quais, inclusive, já o foram, pois, enquanto a magistrada que exarou a decisão recorrida adotou o entendimento, no seu entender equivocado, de que seria imprescindível a realização do Estudo de Impacto de Vizinhança EIV, o magistrado que examinou a ação cominatória afastou essa tese, tendo sua decisão sido confirmada, ainda que provisoriamente, pelo Tribunal de Justiça. Afirma que, justamente para evitar a ocorrência de situação como a que se apresenta existência de decisões conflitantes , a Dra Juíza a quo, mesmo sem reconhecer a sua suspeição para atuar no feito, conduta que deveria ter tomado, já que se deu por suspeita para atuar em todas as demais ações conexas, deveria ter determinado a remessa do feito ao magistrado que está processando as ações conexas, como determina a regra do art. 105 do Código de Processo Civil. Assevera, por outro lado, que, mesmo na hipótese de não se reconhecer a ocorrência da litispendência ou da conexão, ainda assim, a decisão agravada não pode prevalecer, pois, além de o impacto ambiental ser positivo, até porque &#8220;o empreendimento, ora em licenciamento, não tem o condão de causar impacto no uso do solo urbano do Município, considerando que foi projetado para promover recuperação da área degradada e proteção das reservas legais na região da bacia hidrográfica do Alto Iguaçu, onde se localiza&#8221; (f. 27/TJ), o que já torna prescindível o Estudo de Impacto de Vizinhança, &#8220;o empreendimento não se caracteriza seja como planta industrial, seja como empreendimento comercial (aqui, o sentido é de lojas, shoppings, grandes comércios), seja como parcelamento de solo urbanos&#8221; (f. 28), para os quais a lei municipal exige a realização do EIV. Aduz, ainda quanto a isso, que o seu empreendimento não só impede o adensamento populacional e restringe o uso sobre áreas como também &#8220;não impacta em nada a vida da população ao redor do empreendimento, como restou integralmente demonstrado pelo EIA-RIMA&#8221; (f. 28). Postula, por fim, a atribuição de efeito suspensivo ao presente recurso, sob o argumento de que, além de os fundamentos que apresentou serem relevantes, corre o risco de sofrer danos graves e de difícil reparação, pois, sem a suspensão dos efeitos da decisão, não terá como obter a licença de operação e, em conseqüência, ficará impossibilitada de iniciar as suas atividades, o que lhe causará sérios prejuízos, sobretudo se for levado em consideração os altos investimento na instalação do empreendimento, e impedida de credenciar-se no processo de Credenciamento nº 001/2010 instaurado pela SIPAR (Sistema Integrado de Processamento e Aproveitamento de Resíduos), pois, embora tenha sido habilitada ao lado de outras empresas, deve apresentar a sua licença de operação até o dia 13 de outubro de 2010, conforme demonstra o edital de f. 335/TJ. 2. Nesta fase deve ser examinado apenas e tão-somente o pleito para que seja atribuído efeito suspensivo ao presente recurso. Nos termos dos artigos 527, inc. III, e 558, ambos do Código de Processo Civil, a requerimento do recorrente, o relator poderá, para evitar lesão grave e de difícil reparação, sendo relevante a fundamentação apresentada, suspender os efeitos da decisão recorrida, bem como antecipar a pretensão recursal, até o pronunciamento definitivo da Câmara. 3 Da leitura dos autos, constata-se, num primeiro e sumário exame, próprio desta fase processual, que o pedido para que seja atribuído efeito suspensivo ao presente recurso deve ser deferido, pois, como será demonstrado, sérios são os indicativos de que a ação popular em que foi exarada a decisão recorrida é conexa à Ação Cominatória nº 1426/2010, também proposta pelo autor da ação popular, e à Ação Popular nº 4601/2010. E chega-se a essa conclusão porque tanto a ação popular em que foi proferida a decisão atacada como as duas outras possuem, dentre as suas causas de pedir, o fato de que seria imprescindível para a instalação e operação do Centro de Gerenciamento de Resíduos da ora agravante no Município de Fazenda Rio Grande a realização do Estudo de Impacto de Vizinhança EIV. É verdade que o pedido da ação popular em que foi exarada a decisão recorrida não é o mesmo formulado na ação cominatória e na outra ação popular. Enquanto naquela o autor busca anular o parecer exarado pelo Secretário do Município de Urbanismo do Município de Fazenda Rio Grande que dispensou a realização do Estudo de Impacto de Vizinhança, nas demais é pleiteada a proibição da instalação do empreendimento da ora agravante. Tal circunstância, entretanto, não afasta a conexão entre as demandas, já que, embora os pedidos sejam diversos, a causa de pedir da ação popular em que foi exarada a decisão recorrida impossibilidade de se dispensar o Estudo de Impacto de Vizinhança como condição para a instalação do empreendimento da agravante coincide com uma das causas de pedir da ação cominatória também proposta pelo Sr. Ilso Salesbram e da ação popular proposta pelo Sr. Jordão Gregório Barbosa. Para bem demonstrar essa circunstância fática, transcreve-se, a seguir, passagens das petições iniciais da ação popular em que foi exarada a decisão recorrida e da ação cominatória: &#8220;6. Conforme apontado, o legislador não outorgou ao administrador a discricionariedade para, a seu talente, dispensar o Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV). O Estatuto da Cidade (Lei nº 10.257/2001) atribuiu ao legislador municipal a competência para definir quais empreendimentos e atividades exigem a realização do EIV. 4 Uma vez definida a obrigatoriedade do EIV, como é o caso em exame, não há alternativa ao administrador senão exigi-lo. Não é isso, porém, o que se observa no ato impugnado. (&#8230;) Não fosse o bastante, a indispensabilidade do Estudo de Impacto de Vizinhança para o empreendimento da requerida ESTRE, decorre, também, dos seguintes fatores, todos minuciosamente descritos em Parecer Técnico anexo&#8230;&#8221; (&#8230;) 8. Suficientemente demonstrado que o agente público não possuíam discricionariedade para dispensar o EIV, se faz imperiosa a conclusão acerca da ilegalidade do referido ato. Houve, afinal, contrariedade a expresso texto de lei, cujo cumprimento estava adstrito o agente público.&#8221; (ação popular em que foi exarada a decisão recorrida  fls. 85/88). &#8220;III. Do Estudo de Impacto de Vizinhança. Instrumento Indispensável para Construção de Aterro Sanitário Privado. (&#8230;) Logo o direito de propriedade sé é protegido pelo sistema brasileiro se atender à sua função socioambiental, razão pela qual, surgiu a Lei Federal nº 10.257/2001, denominada ESTATUTO DA CIDADE, como intuito de completar os princípios contidos nos artigos 182 e183 da Constituição Federal. O Estatuto da Cidade, por sua vez, estabelece normas de ordem pública e interesse social que regulam o uso da propriedade urbana em prol do bem coletivo, da segurança e do bem-estar dos cidadãos, sem prejuízo do equilíbrio ambiental. Dentro dessa perspectiva, destaca-se a relevância do Estudo de Impacto de Vizinhança  EIV  como forma de execução de política urbana. (&#8230;) Em se tratando do Município de Fazenda Rio Grande, a Lei Municipal nº06/2006 (que trata do zoneamento de uso e ocupação do solo urbano do Município de Fazenda Rio Grande) ara que o Prefeito Municipal, Sr. Francisco Luís dos Santos (o mesmo que anteriormente como vereador, manejou ação popular para impedir o mesmo aterro sanitário e agora ­ estranhamente  mudo de opinião), possa expedir Declaração e Certidão de Uso e Ocupação do Solo, indispensável prévia manifestação e concordância dos órgãos setoriais do Município (cf. art. 17), bem como Estudo Prévio de Impacto de Vizinhança (EIA), cf. art. 85 da Lei Municipal n. 04/2006)&#8230; (&#8230;) Nenhum desses atos preparatórios se consumou. Ao contrário. A própria empresa ESTRE, por ocasião de sua resposta ao parecer do IAP quanto ao EIA/RIMA (item 2.7), confessa que não observou essas formalidade, aidna que tal confissão seja efetuado por intermédio de evasivas.&#8221; (fls. 249, 250 e 254  TJ). Não bastasse isso, as próprias decisões judiciais que analisaram as outras demandas ingressaram no exame da necessidade, ou não, do Estudo 5 de Impacto de Vizinhança, fato a demonstrar que naquelas ações como na em que foi exarada a decisão recorrida a ausência de EIV serviu como causa de pedir. Especificamente a respeito da desnecessidade do EIV o magistrado que examinou o pleito liminar na ação cominatória afirmou: &#8220;O Estudo de Impacto de Vizinhança, como instrumento preventivo a fim de evitar o desequilíbrio no crescimento urbano e garantir condições mínimas de ocupação dos espaços habitáveis, acabou por relativizar o direito de propriedade, porquanto não pode ser exercido de forma absoluta, mas, sobretudo, atender à sua função social, afastando o risco de a propriedade particular violar o direito indisponível de se viver num ambiente equilibrado e saudável. Todavia, cabe aos Municípios o exame da adequação aos aspectos do adensamento populacional, equipamentos urbanos e comunitários, uso e ocupação do solo, valorização imobiliária, geração de tráfego e demanda por transporte público, ventilação e iluminação e, enfim, paisagem urbana e patrimônio natural e cultural (art. 27, da Lei nº 10.257/01), São restrições exclusivamente de caráter ambiental urbanístico, mormente porque as restrições ambientais de atividade potencialmente poluidora cabem ao órgão ambiental estadual, mediante licenciamento (IAP). Logo, além de não restar esclarecida a classificação zona urbana onde será instalado o Centro de Gerenciamento de Resíduos, observa-se que a Lei Municipal nº 04/06 (art. 860 não define tal atividade como sujeita ao Estudo de Impacto de Vizinhança e, ademais, não existe outra lei municipal que defina como sujeita à elaboração do Estudo de Impacto de Vizinhança para obtenção de autorização de construção e funcionamento (art. 86, §1º). Sem provas irretorquíveis de que,efetivamente, o empreendimento estava sujeito ao prévio Estudo de Impacto de Vizinhança, porquanto somente áreas urbanas sujeitas ao eventual impacto urbanístico ou ambiental é que dependem de elaboração prévia do estudo (RT.26, da Lei nº 10.257/01), não se revela possível, neste juízo sumário, suspender as obras de instalação do aterro sanitário, cuja licença foi expedida pelo órgão estadual competente&#8221; (fls. 264 e 265/TJ). Por outro lado, não se pode olvidar que a decisão agravada retira os efeitos das decisões exaradas pelo magistrado que está conduzindo às demais ações e dos pronunciamentos deste Tribunal de Justiça, que, em juízo sumário, mantiveram a decisão anterior na qual restou decidido que a ausência de EIV não seria empecilho para a instalação do Centro de Gerenciamento de Resíduos da agravante. A 6 decisão recorrida conflita com as anteriormente exaradas pelo próprio Poder Judiciário, cujas cópias instruem o presente recurso. Não há dúvida, em vista dessas circunstâncias, que as ações são conexas e, assim, que deveriam ser reunidas, até para que se evitar decisões conflitantes, como no caso já ocorreu, ainda que em sede de liminar. Em razão da conexão, parece-me, insisto, neste primeiro e sumário exame, próprio desta fase processual, que a ilustre magistrada de primeiro grau de jurisdição, que já havia se declarado suspeita para atuar nos processos das outras ações em que também se discute a necessidade ou não do EIV para a instalação do empreendimento da ora agravante, não poderia sequer analisar o pleito liminar da ação popular, ainda mais que a sua decisão, como visto, reflete diretamente nas causas em que se afastou por averbar a sua suspeição tanto é assim que, em razão da decisão aqui atacada, as decisões exaradas nas outras ações e nas quais foi adotado o entendimento, ainda que num juízo provisório, de ser dispensável o EIV para a instalação do empreendimento da agravante perderam a eficácia, já que, independentemente delas, empreendimento não poderá ser instalado, vez que, de acordo com o que fora decidido na decisão aqui atacada, a decisão municipal que dispensou o EIV seria ilícita e, portanto, nula. Em outras palavras, que a instalação do empreendimento da agravante está condicionado ao EIV, cuja realização não poderia ter sido dispensado pelo Município de Fazenda Rio Grande. Sempre que houver a possibilidade de decisão conflitantes, impõe-se a reunião dos processos conexos, com fulcro no art. 105 do Código de Processo Civil, que assim dispõe: &#8220;Art. 105. Havendo conexão ou continência, o juiz, de ofício ou a requerimento de qualquer das partes, pode, ordenar a reunião de ações propostas em separado,a fim de que sejam decididas simultaneamente&#8221;. Não se nega que a norma antes transcrita vale-se do verbo &#8220;poder&#8221;, que transmite a idéia de faculdade. Tal faculdade, entretanto, converte-se em 7 dever sempre que numa das ações conexas o magistrado para o qual a nova ação tiver sido distribuída já houver se dado por suspeito, ainda mais quando a sua decisão, como se deu no caso, influencie diretamente as ações conexas e das quais se afastou por suspeição. Ao lado disso, importante também ser mencionado que a reunião das ações mostra-se conveniente para que decisões conflitantes não sejam exaradas  e isso já ocorreu, embora em sede de liminar. A respeito da conveniência da reunião de ações conexas para evitar-se decisões conflitantes, mostra-se oportuna a transcrição de lição de Luiz Guilherme Marinoni e Sérgio Cruz Arenhart: &#8220;Dentre as hipóteses de prorrogação legal de competência, destacam-se as figuras da conexão e da continência. A legislação brasileira reputa que determinadas causas, pela vinculação que apresentam uma com as outras, e pelo risco de decisões conflitantes que podem representar, devem ser julgadas por um único órgão jurisdicional. Concebe-se, portanto,os dois institutos como formas de reunir, perante um único juízo, o exame de várias causas relacionadas entre si. [...] Verificada a conexão ou a continência entre causas, cabível é a reunião dos processos; a propósito, estabelece o art. 105 do CPC que, &#8216;havendo conexão ou continência, o juiz, do ofício ou a requerimento de qualquer das partes, pode ordenar a reunião de ações propostas emseparado, a fim de que sejam decididas simultaneamente&#8217;. Portanto, é conseqüência da existência destas figuras a possibilidade de que os processos sejam reunidos, no especial objetivo de receberem julgamento uniforme. Diz-se que á possibilidade (e não obrigatoriedade) de reunião de processos, não porque seja esta providência arbitrária do magistrado; ao contrário, caberá ao magistrado (ou aos magistrados envolvidos) examinar a conveniência da reunião , tendo em conta os objetivos a que se destinam a conexão ou a continência (evitar decisões conflitantes e privilegiar a economia processual). Assim, não fica ao livre talante do juiz reunir ou não os processos; deve ele examinar se essa reunião levaria à satisfação de tais objetivos ou, antes, geraria efeito contrário .&#8221; (in, Manual do Processo de Conhecimento, 2006, 5.ª Ed., Editora Revista dos Tribunais, pp. 50/51; sem grifos no original.) Não bastasse o fato de a decisão agravada ter sido exarada por magistrada que não poderia, pelo que se evidencia neste primeiro e sumário exame, ter atuado no feito, já que a sua decisão acaba por atingir as decisões exaradas nas ações 8 conexas e nas quais já havia se afastado por motivo de suspeição, os elementos existentes nos autos não são suficientes para chegar-se a conclusão de que, como defende o autor da ação popular, a realização do Estudo de Impacto de Vizinhança  EIV, no caso, seria obrigatório. Ao lado da relevância da fundamentação, caso não seja atribuído efeito suspensivo ao presente recurso, a agravante corre risco de sofrer sérios prejuízos, já que, em razão da decisão agravada, ficará, tudo indica, impossibilitada de obter a licença de operação e, em conseqüência, de credenciar-se no SIPAR, vez que, embora tenha sido nela habilitada ao lado das empresas Cavo Serviços e Saneamento S/A e Essencis Soluções Ambientais S/A, somente será credenciada se apresentar a sua licença ambiental de operação, a qual já foi por ela solicitada (requerimento de fls.337/340-TJ), até o próximo dia 13 de outubro de 2010, conforme demonstra o edital de f. 335/TJ, que, na parte em que interessa, tem o seguinte teor: &#8220;A comissão esclarece que o credenciamento das empresas habilitadas nesta primeira fase está condicionado a apresentação de sua Licença Ambiental de Operação, até data de 13 de outubro de 2010, conforme itens 3.4.3, &#8220;a&#8221;, e 3.7.3 do Edital de Credenciamento&#8221; (f. 335/TJ). Em vista do exposto, outra não pode ser a solução senão a de deferir-se o pleito para que seja atribuído efeito suspensivo ao presente recurso. Isto posto I  Defiro o pedido para que seja atribuído efeito suspensivo ao presente recurso, suspendendo, em conseqüência, os efeitos da decisão agravada. II  Oficie-se à Dra juíza a quo para que, além de tomar conhecimento da presente demanda, informe, no prazo de dez (10) dias (art. 527, inc. IV, do Código de Processo Civil), se os agravantes cumpriram a norma do artigo 526 do Código de Processo Civil e, ainda, para que preste qualquer outro esclarecimento que entender necessário. III  Fica a Chefe da Divisão Cível autorizada a assinar o ofício que será expedido por força do item anterior. 9 IV  Intimem-se o agravado para os fins do art. 527, inc. V, do Código de Processo Civil.  V Oportunamente, dê-se vista dos autos à douta Procuradoria Geral de Justiça. Intimem-se. Curitiba, 08 de outubro de 2010&#8243;.</p>
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		<title>Licitação para aterro sanitário do lixo de Curitiba volta para a guerra de liminares</title>
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		<pubDate>Fri, 08 Oct 2010 10:56:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Enio Raffin</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Aterro sanitário]]></category>
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		<description><![CDATA[O competente jornalista Vitor Vieira, que já passou por veículos de comunicação do Brasil, entre eles a revista Veja, e os jornais Folha de S. Paulo e O Estado de S. Paulo, publicou em seu Blog VideVersus uma matéria de extraordinária relevância e interesse público. Diz o jornalista que no bairro de Curitiba está localizado [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignright size-medium wp-image-3330" title="Lixão da Caximba em Curitiba" src="http://www.mafiadolixo.com/wp-content/uploads/2010/10/caximba-300x178.jpg" alt="" width="300" height="178" />O competente jornalista Vitor Vieira, que já passou por veículos de comunicação do Brasil, entre eles a revista Veja, e os jornais Folha de S. Paulo e O Estado de S. Paulo, publicou em seu <a href="http://poncheverde.blogspot.com/">Blog VideVersus</a> uma matéria de extraordinária relevância e interesse público. Diz o jornalista que no bairro de Curitiba está localizado um dos maiores passivos ambientais do planeta. É lá onde fica o Aterro Sanitário da Caximba. Enquanto o Brasil está voltado para a eleição de seu Presidente, Vitor procura relatar algo de interesse dos moradores da Caximba e principalmente dos contribuintes da taxa do lixo da capital paranaense. Diz o jornalista Vitor em sua matéria dessa 6ª.feira (08/10), publicada no Blog VideVersus com o título &#8211; Licitação para aterro sanitário do lixo de Curitiba continua envolta em ações muito suspeitas -, que “o destino do lixo produzido por Curitiba (capital do Paraná) e de mais 18 cidades da região metropolitana, continua incerto, e agora com um novo desdobramento fantástico. O atual local que recebe o lixo dessas cidades, o Aterro Sanitário da Caximba, conhecido popularmente por “Lixão da Caximba”, tem a sua vida útil para até o próximo dia 1º de novembro de 2010, por ordem judicial (Ação Ordinária com Pedido de Antecipação de Tutela -2801/2009-MUNICIPIO DE CURITIBA X INSTITUTO AMBIENTAL DO PARANA- IAP).</p>
<p>Depois do encerramento das atividades da Cachimba, o lixo de Curitiba, pelo que se vê até agora, deverá ser depositado no céu, por alguma providência divina. Isso acontecerá porque as autoridades político-administrativas da cidade de Curitiba se mostraram incapazes para resolver o problema até o momento.</p>
<p>A tentativa para achar um destino final para as cerca de 2.400 toneladas diárias de lixo produzidas por Curitiba e mais 18 cidades, foi a realização de uma espécie de “licitação” promovida pelo Consórcio Intermunicipal de Resíduos Sólidos Urbanos formado por essas municipalidades. Esse arremedo de licitação, um “credenciamento” (Credenciamento nº 001/2010, conduzido pela Comissão Especial de Credenciamento do Consórcio Intermunicipal para Gestão dos Resíduos Sólidos Urbanos da Região Metropolitana de Curitiba), busca encontrar empreendimentos detentores de aterros sanitários no território do Paraná para o recebimento dessa carga diária de lixo.</p>
<p>Ocorre que não há nenhum aterro sanitário disponível, com as devidas licenças ambientais, a Prévia, a de Instalação, e a de Operação. Isto não é segredo para ninguém. Todas as torcidas, atleticana e coritibana, sabem disso, e mais as do Maracanã e do Morumbi. Portanto, a prefeitura da capital paranaense montou um simulacro de “licitação”.</p>
<p>Mas&#8230;.. e tudo tem um “mas”, havia uma pedra no caminho dos políticos e empresas que comandam a prefeitura de Curitiba. Essa pedra se chama “Estre”. Esta empresa construiu, no município metropolitano de Fazenda Rio Grande (a 23 quilômetros de Curitiba), um aterro sanitário o qual tem capacidade de receber todo o lixo da capital ”ecológica” e região metropolitana. Este empreendimento, que não estava nos planos da equipe da prefeitura de Curitiba e de sua prestadora de serviço (Cavo), já detém a Licença Prévia n. 22.168 e a Licença de Instalação n. 9.696 do mesmo órgão, o IAP.</p>
<p>Tudo está pronto pela empresa Estre Ambiental S/A, para que ela obtenha a Licença de Operação (Solicitação de Licença de Operação &#8211; protocolo SID. nº 07.827.588-0, de 03.10.2010/IAP), que lhe permitiria assumir o contrato desse arremedo de licitação feito pelo “Consórcio do Lixo”, que marcou a data do próximo dia 13 de outubro para a apresentação dos documentos pelos “licitantes”.</p>
<p>Então aí começa uma operação jurídica digna de um Franz Kafka (“O Processo”), se não fosse uma opereta brasileira, portanto mais afeita a um Oswald de Andrade (“Macunaíma”, aquele que é denominado o “herói sem nenhum caráter”).   </p>
<p>Um dia apos a Estre dar entrada no pedido de licença de operação, dia 4 de outubro de 2010, a juíza de direito Patricia de Almeida Gomes Bergonse, da Comarca de Fazenda Rio Grande, recebeu a ação popular nº 4601/2010 (processo nº 4601-65.2010.8.16.0038), na Vara Cível e Anexos da Comarca de Fazenda Rio Grande, e despachou uma liminar favorável ao impetrante, Ilso Salesbram, residente e domiciliado na Estrada Campo Rio, nº 230. Ele é um pequeno proprietário rural, lindeiro do empreendimento da Estre. Apesar de pequeno proprietário, é representado pelo poderoso escritório de advocacia de Luis Carlos Soares da Silva Junior (OAB/PR nº 41.317).</p>
<p>Nesse processo, uma ação popular, Ilso Salesbram pediu a cassação das licenças emitidas para a Estre, bem como a autorização concedida pelo município de Fazenda Rio Grande ao empreendimento, sob a alegação de que a empresa não havia cumprido o requisito da elaboração e apresentação do Estudo de Impacto de Vizinhança, dispensada “ilegalmente” pela Secretaria de Urbanismo do município desta obrigação.  O engraçado é que este mesmo assunto já tinha sido alvo de outra ação impetrada pelo mesmo autor, porém com decisão favorável para a empresa.</p>
<p>Aí a juíza Patricia de Almeida Gomes Bergonse decidiu &#8220;suspender os efeitos do parecer do Sr. Secretário de Urbanismo do Município de Fazenda Rio Grande, datado de 07/12/2009, que dispensou o Estudo de Impacto de Vizinhança, devendo em conseqüência ser oficiado o Instituto Ambiental do Paraná, na pessoa de seu Diretor, cientificando-o desta decisão a fim de que sejam suspensas as Licenças Prévias sob n. 22.168 e de Instalação n. 9.696 em favor da empresa Estre Ambiental S.A., até julgamento final do processo”.</p>
<p>Não é mesmo uma maravilha?!!!</p>
<p>Interpretação: com esse resultado liminar, a Estre está fora do arremedo de “concorrência” do consórcio metropolitano capitaneado pela prefeitura de Curitiba. Então, no dia 1º de novembro, quando for fechado o aterro da Caximba, o lixo das 19 cidades deveria ser conduzido para onde? Ora, a conclusão seria: para o céu. Mas, não é isso que as autoridades curitibanas desejam. Elas desejam mesmo é continuar enviando o lixo para a Caximba. Se não houver outro local em 1º de novembro, e não haveria, então a prefeitura de Curitiba, poderia entrar com uma petição na Justiça pedindo mais uma prorrogação no prazo para o fechamento do aterro da Caximba. Tudo muito conveniente, dando prazo e mais prazo para que a atual operadora do aterro da Caximba, a empresa CAVO Gestão Ambiental S.A, do grupo Camargo Correa, continue a receber milionários valores em contratos “aditados” (emergenciais, sem licitação), possa tocar a construção de seu próprio aterro, o que dá impressão de pretender fazer, em um terreno no município de Mandirituba.</p>
<p>Tem mais: quem deu autorização em processo judicial para que a Cavo pudesse obter Licença de Instalação para seu empreendimento (aterro sanitário) no município de Mandirituba? Ora, a mesma juíza, Patricia de Almeida Gomes Bergonse.</p>
<p>No processo nº 2806-24.2010.8.16.0038, impetrado pela Cavo Serviços e Saneamento S.A., sentenciou a juíza Patricia de Almeida Gomes Bergonse: “A vista do exposto, concedo medida liminar para autorizar a obtenção de licença de instalação ao requerente independente da apresentação da declaração atualizada do município de Mandirituba quando ao uso e ocupação do solo e sua adequação para a atividade pretendida exigido pelo Instituto Ambiental do Paraná, até julgamento final da demanda”. Vale lembrar que a Lei nº 483, de 8 de dezembro de 2008, do município de Mandirituba, proíbe terminantemente a instalação de aterros sanitários no seu território. A decisão da juíza parece ser um desses casos em que se aplica dois pesos e duas medidas.  Imediatamente a empresa Cavo ingressou no Instituto Ambiental do Paraná e requereu o licenciamento ambiental prévio para o seu empreendimento em Mandirituba.</p>
<p>Mas, havia problema no Poder Judiciário em Fazenda Rio Grande que precisava ser ultrapassado, para que tudo pudesse ser alcançado.</p>
<p>A juíza Patricia de Almeida Gomes Bergonse, em vários processos anteriores impetrados pelo pequeno produtor rural Ilso Salesbram e outros autores, havia se declarado “suspeita” para atuar nos mesmos, por “motivo de foro íntimo“. Diz esse artigo 135: “Reputa-se fundada a suspeição de parcialidade do juiz, quando: Parágrafo único. Poderá ainda o juiz declarar-se suspeito por motivo íntimo&#8221;. Daí a juíza ter repassado tais processos para seu colega juiz Marcos Vinicius Christo? E não foram poucos processos, foram seis. Em todos ela se declarou “suspeita”, e a todos ela atribuiu a conexão: quando duas ou mais ações têm em comum o objeto ou a causa de pedir.</p>
<p>Veja o que disse a juíza Patricia de Almeida Gomes Bergonse no processo nº 826/2009 [tendo por autor JORDAO GREGORIO BARBOSA e réus MUNICIPIO DE FAZENDA RIO GRANDE, FRANCISCO LUIS DOS SANTOS, INSTITUTO AMBIENTAL DO PARANA – IAP, VITOR HUGO RIBEIRO BURKO e ESTRE AMBIENTAL S/A]: “Por motivo de foro íntimo, me declaro impedida para atuar no presente feito, devendo os autos serem enviados ao meu substituto legal. Intime-se. Fazenda Rio Grande, 29 de julho de 2009”.</p>
<p>No dia 25 de fevereiro de 2010, na folha 1315 do processo nº 1254/2009, ela dá o seguinte despacho: “1) Ciente da decisão proferida em Superior Instância. 2) Preliminarmente e nos termos da fundamentação já apresentada pelo Desembargador Marcos Moura (fls. 1301/1303), reconheço a conexão dos presentes autos como os de Ação Popular sob nº 826/2009, determinando desta forma o apensamento dos feitos. Dessa forma, como no referido processo declarei minha suspeição, e diante da existência de conexão ora reconhecida, declaro igualmente minha suspeição neste feito. 3) Expeça-se ofício ao e. Tribunal de Justiça, para respectiva designação de substituto legal. 4) com a resposta do item 3, encaminhem-se com as cautelas de estilo os autos ao juiz designado para atuar no feito. Intimem-se. Fazenda Rio Grande, 25 de fevereiro de 2010”.</p>
<p>Nos autos do processo nº 1170/2010 (1170-23.2010.8.16.0038) [tendo por autor AÇÃO AMBIENTAL E OUTROS e réus INSTITUTO AMBIENTAL DO PARANA – IAP, VITOR HUGO RIBEIRO BURKO e ESTRE AMBIENTAL S/A], ela lavrou: “Compulsando-se a petição inicial, depreende-se que a presente ação é conexa com os feitos sob n. 826/2009 e 1252/2009, razão pela qual determino sejam apensados os processos. Outrossim, considerando-se a suspeição por mim declarada nos autos nº 826/2009, solicite-se com urgência a designação de outro magistrado para atuar no feito. Diligências necessárias. Fazenda Rio Grande, 12 de março de 2010”. </p>
<p>Na folha 345 dos autos nº 1426/2010 (ação cominatória impetrada pelo mesmo Ilso Salesbram [contra MUNICIPIO DE FAZENDA RIO GRANDE, FRANCISCO LUIS DOS SANTOS, INSTITUTO AMBIENTAL DO PARANA – IAP, VITOR HUGO RIBEIRO BURKO e ESTRE AMBIENTAL S/A], no processo nº 1426-63-2010.8.16.0033), a juíza Patrícia de Almeida Gomes Bergonse despacha: “Da análise dos autos, verifica-se que a matéria suscitada é conexa com os demais processos envolvendo a questão da licença concedida à Empresa Estre (entre eles Autos nº 826/2009), razão pela qual, determino o apensamento deste. Outrossim e considerando-se a suspeição declarada por esta Magistrada nos Autos nº 826/2009, conexo ao presente deverá ser solicitada a designação de Juiz para apreciação do feito. Intime-se. Diligências necessárias. Fazenda Rio Grande, 15 de abril de 2010”.</p>
<p>Ora, se a juíza Patricia Gomes de Almeida Bergonse se deu por suspeita para atuar em todos os processos que tratassem das licenças da empresa Estre, como declarado por ela acima, como foi possível que, de repente, ela deixasse de se considerar “suspeita” e se declarasse apta a julgar a ação popular do impetrante Ilso Salesbram, tratando de licenças ambientais da Estre, e lhe concedesse a liminar solicitada?</p>
<p>Diante da suspeição dela, passou a atuar nos processos o juiz Marcos Vinicius Christo, o qual negou em todas as ações as liminares pedidas pelos seus autores, inclusive na tal ação cominatória na qual Ilso pretendia cassar as licenças ambientais da Estre. Então, como seria possível, depois, em um processo com o mesmo objetivo, que a juíza a) deixasse de se considerar suspeita e b) concedesse a liminar para o impetrante, declarando a Estre impedida de atuar?</p>
<p>Parece haver uma clara conexão entre as decisões adotadas pelo juiz Marcos Vinicius Christo, negando as liminares, e a súbita volta à lide no caso da Estre da juíza Patrícia de Almeida Gomes Bergone. É que, com o juiz Marcos Vinicius Christo, não havia como conseguir as medidas pretendidas pelos autores. Ou seja, enquanto este juiz atuasse nos processos, não haveria impedimento para a Estre chegar até o dia 13 e apresentar sua documentação para passar a receber o lixo de Curitiba e região metropolitana. Diante de tal fato, restou à Estre entrar no Tribunal de Justiça do Paraná com um agravo de instrumento, pedindo efeito suspensivo urgente para a liminar concedida pela juíza Patrícia de Almeida Gomes Bergonse. A Estre argumenta que terá prejuízos irreparáveis se for mantida esta decisão, e que estará impedida de exercer a sua atividade econômica, e ainda pedindo o afastamento da juíza do processo por suspeição da mesma.</p>
<p>Enquanto isso, a CAVO, que pode ser a grande beneficiária deste imbróglio judicial, segue com seus contratos “emergenciais”, sem licitação, e procura estender essa situação até 2011, quando imagina que terá pronto o seu aterro sanitário em Mandirituba. Com a eleição ao governo do Estado de Beto Richa, a CAVO está muito confiante. Afinal de contas, a empresa e o governador eleito têm muitas afinidades. A CAVO (grupo Camargo Correa) ajudou em campanhas eleitorais de Beto Richa.</p>
<p>Coitados dos moradores do entorno do “Lixão da Caximba”. Eles não agüentam mais o fedor do lixo que está a céu aberto e repleto de urubus, que colocam em risco a saúde daqueles que convivem com o moribundo empreendimento da prefeitura de Curitiba.”</p>
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		<title>Beto Richa em entrevista a jornal diz que ‘continuamos na Caximba, as obras de ampliação, a ampliação, a ampliar a vida útil da Caximba, sem problemas’</title>
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		<pubDate>Wed, 22 Sep 2010 01:49:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Enio Raffin</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Aterro sanitário]]></category>
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		<description><![CDATA[Em Curitiba, o candidato ao governo do Paraná Beto Richa, do PSDB, foi sabatinado na última segunda-feira (20/09) pelos jornalistas da Gazeta do Povo. Beto Richa durante a sabatina falou sobre o Aterro Sanitário da Caximba, conhecido popularmente por “Lixão da Caximba”. O candidato Beto Richa afirmou quando questionado sobre o aterro da Caximba (no [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignright size-full wp-image-3319" src="http://www.mafiadolixo.com/wp-content/uploads/2010/09/beto-richa.jpg" alt="" width="235" height="273" />Em Curitiba, o candidato ao governo do Paraná Beto Richa, do PSDB, foi sabatinado na última segunda-feira (20/09) pelos jornalistas da Gazeta do Povo. Beto Richa durante a sabatina falou sobre o Aterro Sanitário da Caximba, conhecido popularmente por “Lixão da Caximba”. O candidato Beto Richa afirmou quando questionado sobre o aterro da Caximba (no áudio da sabatina se ouve bem claro as palavras do candidato, entre 51min15seg e 51min24seg) [audio:sabatina_beto_richa-51.15ate51.24.mp3] , que “enquanto isso continuamos na Caximba, as obras de ampliação, a ampliação, a ampliar a vida útil da Caximba, sem problemas.” Ora isso é um monumental escândalo! No áudio da sabatina se pode ouvir Beto Richa declarando que estão ampliando a vida útil da Caximba. Será que o candidato Beto Richa não sabe que o Juiz de Direito Marcel Guimarães Rotoli de Macedo determinou que o Aterro Sanitário da Caximba, conhecido popularmente por “Lixão da Caximba”, seja encerrado “final e definitivamente” no dia 1.º de novembro de 2010? Essa sentença da Justiça do Paraná ocorreu em dezembro de 2009, quando Beto Richa ainda era prefeito de Curitiba. Então não é possível que Beto Richa não tenha tomado conhecimento da determinação da Justiça do Paraná. Aumentar a vida útil do Aterro Sanitário da Caximba contraria a decisão da Justiça paranaense. A entidade Aliança Para o Desenvolvimento Comunitário da Caximba entende que as declarações do ex-prefeito Beto Richa comprovam que a Prefeitura de Curitiba está ampliando o “Lixão da Caximba”, ao arrepio do que determinou a Justiça do Paraná. O empreendimento tem por titular o Município de Curitiba e hoje recebe 2.400 toneladas diárias de lixo de 19 cidades paranaense, incluindo a capital. É o momento certo de requerer na Justiça do Paraná a interdição do “Lixão da Caximba”. O leitor pode ouvir a sabatina na sua íntegra  [audio:sabatina_beto_richa.mp3].</p>
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		<title>Sapatada no ‘Lixão da Caximba’ em Curitiba</title>
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		<pubDate>Mon, 20 Sep 2010 06:01:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Enio Raffin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Todos reconhecem que o Aterro Sanitário da Caximba está com a sua vida útil esgotada. Autoridades ambientais e a Justiça do Paraná entendem que a operação de recebimento de resíduos sólidos urbanos no empreendimento de titularidade da Prefeitura de Curitiba chegou ao seu final. No ano passado a Justiça do Paraná determinou que o “Lixão [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignright size-full wp-image-3310" src="http://www.mafiadolixo.com/wp-content/uploads/2010/09/SAPATADA-LULA.jpg" alt="" width="400" height="582" />Todos reconhecem que o Aterro Sanitário da Caximba está com a sua vida útil esgotada. Autoridades ambientais e a Justiça do Paraná entendem que a operação de recebimento de resíduos sólidos urbanos no empreendimento de titularidade da Prefeitura de Curitiba chegou ao seu final. No ano passado a Justiça do Paraná determinou que o “Lixão da Caximba” encerre “final e definitivamente” em 1º. de novembro de 2010. Estamos distante apenas 41 dias de seu fechamento. Os moradores do bairro Caximba estão preparando mais um evento para lembrar a determinação da Justiça. A “Sapatada no Lixão da Caximba” pode contar com a presença do presidente Lula. Convite nesse sentido será formalizado pela Aliança Para o Desenvolvimento Comunitário da Caximba (ADECOM). Se a totalidade de moradores do bairro da Caximba e o presidente Lula estiverem presentes a frente empreendimento no dia da “Sapatada no Lixão da Caximba”, serão 10 mil e um pares de sapatos ou algo perto de 20 mil e dois sapatos atirados contra o aterro sanitário. O evento pode acontecer em Curitiba ainda antes do final desse mês de setembro. Depende de confirmação da presença do presidente Lula. A Adecom estuda a possibilidade de transmitir ao vivo a “Sapatada no Lixão da Caximba” via internet. Certamente o evento vai superar o recorde de visitas no You Tube. Após o evento os sapatos serão coletados e destinados a instituição social.</p>
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		<title>Uso do Aterro da Caximba gera revolta</title>
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		<pubDate>Fri, 10 Sep 2010 05:22:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Enio Raffin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A possibilidade de prolongar por mais um ano a utilização do Aterro da Caximba, em Curitiba, está deixando a população do bairro revoltada. Tudo isso porque uma portaria publicada na semana passada pelo Instituto Ambiental do Paraná (IAP) suspendeu a licença ambiental para uma área que poderia receber o aterro no município de Fazenda Rio [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignright size-full wp-image-3300" title="Jadir Lima - Presidente da Adecom Caximba" src="http://www.mafiadolixo.com/wp-content/uploads/2010/09/jadir_lima.jpg" alt="" width="407" height="335" />A possibilidade de prolongar por mais um ano a utilização do Aterro da Caximba, em Curitiba, está deixando a população do bairro revoltada. Tudo isso porque uma portaria publicada na semana passada pelo Instituto Ambiental do Paraná (IAP) suspendeu a licença ambiental para uma área que poderia receber o aterro no município de Fazenda Rio Grande, Região Metropolitana de Curitiba (RMC). Como ainda não há uma área alternativa para o despejo do lixo, as chances de prorrogar o prazo para o fechamento da Caximba crescem, afetando a vida dos aproximadamente 10 mil moradores do bairro.</p>
<p>De acordo com o presidente da Aliança para o Desenvolvimento Comunitário da Caximba (Adecom), Jadir Silva de Lima, a população local não vai mais aceitar a ampliação do tempo de uso do aterro. “Eu tenho a mesma sensação de uma pessoa que é assaltada, agredida, uma vez que a lei não está sendo cumprida. Não vamos permitir que o uso do aterro ultrapasse a data-limite prometida, que será no dia 1.º de novembro. Se insistirem, iremos chamar as autoridades para que isso não aconteça”, afirma.</p>
<p>Silva de Lima diz também que os moradores vão entrar na Justiça para impedir que este pesadelo para os moradores do bairro continue. “Em breve iremos entrar na Justiça para impedir mais esse absurdo com a gente. O que não entendo é por que o aterro da Fazenda Rio Grande, que quando foi feita a licitação estava tudo certo, agora não está mais apto? Essa nova resolução do IAP diz que o aterro não pode operar próximo a locais onde há pessoas circulando em um raio de 1,5 quilômetro. Contudo, aqui na Caximba uma creche funciona a 100 metros do aterro. Por que lá tem que se respeitar a distância e aqui não?”, questiona.</p>
<p>Além da questão da vida útil do aterro, o presidente da Adecom denuncia que o local não está servindo apenas para depósito de lixo domiciliar. “Nós temos vídeos e fotos que comprovam nossas acusações. Estão jogando galhadas, restos de materiais de construção civil, móveis velhos, como sofá, eletrodomésticos, como geladeiras, animais mortos e até mesmo lixo hospitalar”, garante.</p>
<p>Ele diz ainda que tais lixos são perigosos por causar danos à saúde dos moradores. “Principalmente lixos hospitalares causam risco à saúde pública e devem ser destinados para um lugar correto. Não vamos aceitar que este atentado contra nossa vida continue. O aterro está mais do que saturado. Acreditamos que deve ter ali pelo menos 20 milhões de toneladas de lixo”, avalia. (Paraná On Line – Texto do jorn. Flávio Laginski e foto de Anderson Tozato) A íntegra da matéria você pode ler na internet no endereço do <a href="http://www.parana-online.com.br/editoria/cidades/news/474987/?noticia=USO+DO+ATERRO+DA+CAXIMBA+GERA+REVOLTA" target="_blank">Paraná On Line</a>.</p>
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		<title>Instituto Ambiental do Paraná publica portaria que afeta a vida dos moradores da Caximba</title>
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		<pubDate>Wed, 08 Sep 2010 03:50:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Enio Raffin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A Secretaria Estadual do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (SEMA), órgão público vinculado ao governo do Paraná, teve na semana passada destacada manifestação de seu titular publicada nos meios de comunicação paranaense. Na última sexta-feira (03/09), o secretário estadual titular da pasta de Meio Ambiente veio a público para dizer que determinou ao Instituto Ambiental [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A Secretaria Estadual do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (SEMA), órgão público vinculado ao governo do Paraná, teve na semana passada destacada manifestação de seu titular publicada nos meios de comunicação paranaense. Na última sexta-feira (03/09), o secretário estadual titular da pasta de Meio Ambiente veio a público para dizer que determinou ao Instituto Ambiental do Paraná (IAP) a publicação da Portaria n° 123/2010, a qual prevê a obrigatoriedade de Licença Ambiental de Operação (L.O.) em vigor para os aterros sanitários iniciarem as suas operações e que somente com ela poderão receber lixo. O Diretor Presidente do Instituto Ambiental do Paraná (IAP) cumprindo a determinação da SEMA assinou a referida portaria. No momento em questão, o secretário estadual de Meio Ambiente se referiu apenas a empresa Estre Ambiental S/A, que está instalando um aterro sanitário no município de Fazenda Rio Grande (PR). Esqueceu o secretário estadual de falar das demais empresas privadas que possuem processos de licenciamento tramitando no instituto ambiental subordinado a sua pasta, assim como fez com a Estre Ambiental S/A. Segundo o secretário de Meio Ambiente, a área do aterro sanitário da Estre Ambiental S/A no município de Fazenda Rio está “muito próxima a residências” (cerca de 500 metros) e a “distância mínima exigida é de 1.500 metros”. Para o secretário da SEMA, a nova área deverá atender todas as exigências previstas na legislação ambiental do Paraná de modo que não haja nenhum dano ao meio ambiente.</p>
<p>Já o Aterro Sanitário da Caximba que tem vetores e muito lixo hospitalar enterrado, o secretário estadual sequer mencionou que esse empreendimento não possui licença de operação e de que lá existe um monumental passivo ambiental. “Estamos avaliando todas as áreas e havendo falhas, como esta detectada, iremos suspender as licenças ambientais”, disse na oportunidade o secretário. Como é que o secretário de Meio Ambiente pode suspender a licença ambiental do Aterro Sanitário da Caximba se ela simplesmente não existe há muito tempo?</p>
<p>Consultando o site do IAP pode-se ler a íntegra da <a href="http://www.iap.pr.gov.br/arquivos/File/Legislacao_ambiental/Legislacao_estadual/RESOLUCOES/Resolucao_SEMA_31_1998.pdf " target="_blank">Resolução 31 </a>da própria Secretaria Estadual do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (SEMA).</p>
<p>A Resolução 31 da SEMA, diz em seu Artigo 138 que “a área a ser utilizada para disposição final de resíduos sólidos, deve seguir os seguintes critérios: &#8230; b. localizar-se no mínimo a 500 (quinhentos) metros de residências e estabelecimentos públicos como hospitais, escolas, clubes e similares”.<img class="alignright size-full wp-image-3296" title="RESOLUÇÃO 31 DA SEMA DO PARANÁ" src="http://www.mafiadolixo.com/wp-content/uploads/2010/09/SEMA-31-ART.138.jpg" alt="" width="603" height="212" /></p>
<p>Consta lá: 500 metros. Ora, de onde saiu os 1.500 metros considerados como distância mínima de residências? Alguém pode me explicar?</p>
<p>Se o leitor visitar o site do IAP vai se surpreender que o próprio instituto ambiental IAP, vinculado a Secretaria Estadual do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (SEMA), faz publicar em seu site os seus “<a href="http://www.iap.pr.gov.br/modules/conteudo/conteudo.php?conteudo=508" target="_blank">CRITÉRIOS AMBIENTAIS PARA A ESCOLHA DA ÁREA PARA ATERRO</a>” onde se pode ler lá a informação dos “1.500 m de distância de núcleos populacionais, a partir do perímetro da área”.<img class="alignright size-full wp-image-3297" title="INSTITUTO AMBIENTAL DO PARANÁ" src="http://www.mafiadolixo.com/wp-content/uploads/2010/09/TELA-IAP-1500-METROS_2.jpg" alt="" width="589" height="399" /></p>
<p>Essa informação oficial do IAP na internet, em seu site, contraria o que determina a RESOLUÇÃO 31 da SEMA. É ainda estranha a informação publicada no site do IAP, que não comenta e não faz referência de onde tirou os 1.500 metros ou se houve qualquer modificação de legislação ambiental estadual.</p>
<p>A Resolução 31 da SEMA não fala em &#8220;perímetro da área&#8221;, como o publicado no site do IAP (1.500 m de distância de núcleos populacionais, a partir do perímetro da área) , mas sim da &#8220;área a ser utilizada para disposição final de resíduos sólidos&#8221;.</p>
<p>É inacreditável que isso ocorra quando estão para serem encerradas as operações do Aterro Sanitário da Caximba, faltando exatamente 53 dias para o fechamento dos portões desse empreendimento da Prefeitura de Curitiba, local onde é enterrado diariamente algo em torno de 2.400 toneladas de lixo.</p>
<p>O encerramento das operações de ingresso de lixo no empreendimento da Prefeitura de Curitiba está previsto em sentença judicial, por meio da decisão do Juiz de Direito Marcel Guimarães Rotoli de Macedo, que determinou que o Aterro Sanitário da Caximba, seja encerrado “final e definitivamente” no dia 1.º de novembro de 2010.</p>
<p>O nebuloso momento em que se deu a alteração das regras ambientais no Paraná, coincide com o registro de protocolo no Instituto Ambiental do Paraná (IAP) do pedido de Licenciamento Ambiental de Operação (L.O.) para o aterro sanitário de Fazenda Rio Grande.</p>
<p>Na semana passada antes mesmo das declarações do titular da pasta de Meio Ambiente, a empresa Estre Ambiental S/A já tinha protocolado no IAP o seu pedido de Licença Ambiental de Operação (L.O.), por entender que o empreendimento em Fazenda Rio Grande está em condições de receber diariamente as 2.400 toneladas de lixo produzidas por Curitiba e mais 18 cidades da região metropolitana.</p>
<p>Por outro ângulo, a publicação da Portaria 123/2010 prejudica os moradores da Caximba (bairro onde está instalado o aterro sanitário da Prefeitura de Curitiba). Isso porque com as mudanças estratégicas da SEMA, via Portaria 123, podem inviabilizar a transferência das 2.400 toneladas diárias de lixo  para outro local. E o lixo poderá continuar sendo enterrado no “Lixão da Caximba”, o que agrada a Prefeitura de Curitiba e a empresa Cavo (que opera o empreendimento municipal da capital paranaense). E a responsabilidade será creditada na SEMA e no IAP.</p>
<p>Há mais de 20 anos o “Lixão da Caximba” é fator de prejuízo na saúde de moradores do entorno do empreendimento municipal da capital paranaense. Não dá para agüentar mais o intenso cheiro do lixo e da convivência de vetores que lá fazem os seus ninhos e se alimentam de resíduos que encontram a céu aberto.</p>
<p>Ainda poderíamos comentar a desvalorização dos imóveis no bairro da Caximba, cujo processo que tramita na Justiça do Paraná será aqui em breve comentado pelo editor do site Máfia do Lixo.</p>
<p>Ninguém quer mais lixo na Caximba, nem a Justiça do Paraná!!! Querer manter a rotina de enterrar 2.400 toneladas diárias de resíduos sólidos urbanos naquele local é um duro golpe que nenhum morador deseja. A entidade dos moradores do bairro da Caximba, a ADECOM (Aliança Para o Desenvolvimento Comunitário da Caximba), por meio de seu presidente Jadir Lima, vai promover uma coletiva de imprensa nessa quinta-feira (09/09/2010), em sua sede própria, às 18 horas, quando deverá se pronunciar sobre o fechamento do aterro sanitário da capital paranaense e outros assuntos de interesse público.</p>
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		<title>Um ‘golpe’ se delineia no lixo da Caximba</title>
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		<pubDate>Mon, 06 Sep 2010 02:23:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Enio Raffin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Inacreditável o que está acontecendo na área do lixo no município de Curitiba. Tudo aponta para o descumprimento de sentença da Justiça do Paraná, que por meio do Juiz de Direito Marcel Guimarães Rotoli de Macedo, determinou que o Aterro Sanitário da Caximba, seja encerrado “final e definitivamente” no dia 1.º de novembro de 2010. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-3293" title="Aterro sanitário da Caximba em Curitiba" src="http://www.mafiadolixo.com/wp-content/uploads/2010/09/CAXIMBA.jpg" alt="" width="448" height="298" />Inacreditável o que está acontecendo na área do lixo no município de Curitiba. Tudo aponta para o descumprimento de sentença da Justiça do Paraná, que por meio do Juiz de Direito Marcel Guimarães Rotoli de Macedo, determinou que o Aterro Sanitário da Caximba, seja encerrado “final e definitivamente” no dia 1.º de novembro de 2010. Nessa segunda-feira (06/09) faltam exatamente 56 dias para o fechamento do popular “Lixão da Caximba”. Ou seja, o Aterro Sanitário da Caximba deve encerrar as suas operações de ingresso de resíduos em 56 dias. Mas os indícios de que o encerramento desse aterro sanitário possa não ocorrer na data prevista acontecem na velocidade da luz. Quanto mais próximo da data de fechamento dos portões desse empreendimento, de responsabilidade da Prefeitura de Curitiba, novos fatos apontam para o “interesse público” de se manter o “Lixão da Caximba” ativo até meados de junho de 2011. Basta ler o que está escrito no Plano de Encerramento da Caximba para se identificar que a Prefeitura de Curitiba tem o “interesse público” de manter o aterro sanitário vivo até o meio do ano que vem.</p>
<p>Coitados dos moradores da Caximba, esses são os que convivem há mais de 20 anos com o fedor do lixão e com os urubus (são vetores que fazem os seus ninhos nas imediações e se alimentam do lixo que encontram a “céu aberto” no aterro sanitário da Prefeitura de Curitiba).</p>
<p>O Instituto Ambiental do Paraná (IAP), por determinação da Secretaria Estadual do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Sema), cancelou a Portaria de n° 187/2009 emitida na gestão do ex-presidente Vitor Hugo Burko. Entendendo de que havia o caráter emergencial no destino final do lixo de Curitiba e Região Metropolitana, na oportunidade o IAP, por meio de seu presidente Burko, emitiu a portaria 187/2009, a qual previa que as empresas privadas que estavam instalando um aterro sanitário e que tivessem conquistado a Licença Ambiental Prévia (L.P.) e a Licença Ambiental de Instalação (L.I.), ambas fornecidas pelo próprio instituto estadual, poderiam operar os seus empreendimentos.</p>
<p>O IAP dispensava, via a portaria 187/2009, de que as empresas privadas conquistassem a Licença Ambiental de Operação (L.O.). Isso ocorreu em face do Paraná não possuir um único aterro sanitário que pudesse receber diariamente as 2.400 toneladas de lixo originadas na cidade de Curitiba e mais outros 18 municípios da região metropolitana. Ao cancelar a portaria 187/2009 o IAP publicou uma nova.</p>
<p>A nova Portaria do IAP de nº 123, de 02 de julho de 2010, em seu Item 1 reconhece “a impossibilidade de ampliação de utilização do Aterro Sanitário da Caximba em Curitiba”. Reconhece ainda o IAP, nessa nova portaria, “a necessidade de se dar a destinação final adequada aos resíduos sólidos urbanos gerados pela população da região metropolitana de Curitiba” (Item 2). E mais, o IAP declara na referida portaria de que “inexiste sistema de tratamento e destinação final devidamente licenciado e com capacidade de receber as 2.400 toneladas/dia de resíduos sólidos urbanos gerados na Região Metropolitana de Curitiba” (Item 3). Afirma o IAP finalmente que “a situação de emergência sanitária e ambiental é eminente, em função da impossibilidade de se realizar a coleta dos resíduos sólidos urbanos gerados na Região Metropolitana de Curitiba tendo em vista a inexistência desse sistema” (Item 4/Portaria 123/2010).</p>
<p>Com tantas considerações do IAP, que reconhece essencialmente a emergência no lixo, já declarado na gestão do ex-presidente Vitor Hugo Burko, é inconcebível de que esse instituto estadual coloque, a 56 dias do fechamento do “Lixão da Caximba”, inúmeros obstáculos para que as empresas privadas iniciem as operações de seus empreendimentos. Mesmo com a emergência caracterizada, agora somente pode-se operar um aterro sanitário portando o empreendimento uma Licença Ambiental de Operação (L.O.). Isso ocorre a 56 dias do encerramento do Aterro Sanitário da Caximba, e pode se chegar em 1º. de novembro sem um local para enterrar as 2.400 toneladas diárias de lixo urbano. E se isso acontecer será creditada a responsabilidade ao Instituto Ambiental do Paraná (IAP).</p>
<p>Porque o IAP conhece profundamente os processos de licenciamentos ambientais que tramitam nesse instituto estadual e sabe que com as suas novas exigências contidas na Portaria 123/2010, pode na data de 1º. de novembro não ter um novo aterro sanitário, um empreendimento que resolva o destino final dos resíduos sólidos urbanos de Curitiba e Região Metropolitana, mesmo estando ciente o instituto de que “a situação de emergência sanitária e ambiental é eminente”.</p>
<p>Já a Prefeitura de Curitiba está certamente contente com a decisão do IAP contida na Portaria 123/2010. Logo ali adiante, no final do mês de outubro, a menos de três dias do encerramento da Caximba, e com a inexistência de um aterro sanitário com a Licença Ambiental de Operação (L.O.) em vigor, dias antes da data prevista para o encerramento do lixão, a Prefeitura de Curitiba recorre a Justiça do Paraná para ver o seu empreendimento operando até junho de 2011.</p>
<p>A tal “reconformação geométrica” que está sendo executada no Aterro Sanitário da Caximba teve declaração do Ministério Público do Estado do Paraná de que é na verdade uma ampliação da sua capacidade de recebimento de lixo. A Prefeitura pode proporcionar na emergência que a empresa operadora do empreendimento municipal continue a enterrar lixo na Caximba. Ou estou errado? Tudo isso favorece a empresa privada que opera o aterro sanitário da capital paranaense.</p>
<p>Basta lembrar também que recentemente a CAVO Serviços e Saneamento S/A obteve na Justiça do Paraná, junto ao 1o. Ofício Cível de Fazenda Rio Grande (PR), uma liminar que autoriza a obtenção de licença de instalação a empresa, independentemente da apresentação da declaração atualizada do Município paranaense de Mandirituba quanto ao uso e ocupação do solo e sua adequação para atividade pretendida, exigido pelo Instituto Ambiental do Paraná (IAP), até julgamento final da demanda (Processo No.: 2806/2010).</p>
<p>A empresa CAVO já protocolou no IAP na semana passada, um pedido de Licença Ambiental de Instalação (L.I.) para iniciar a construir o seu aterro sanitário na cidade paranaense de Mandirituba. Ou seja, continuar enterrando lixo na Caximba interessa a CAVO, em face dos inúmeros contratos milionários que mantém com o Município de Curitiba, e porque ganha tempo para concluir o seu empreendimento em Mandirituba, podendo passar a ser em junho de 2011 a recebedora das 2.400 toneladas diárias de lixo.</p>
<p>O que ainda não consegui entender é a preocupação do IAP com relação ao meio ambiente. Isso porque nas barbas do IAP a Caximba recebe lixo hospitalar e resíduos arbóreos e vegetais e nada vê de irregular no aterro sanitário. Foi preciso que as lideranças comunitárias da Caximba denunciassem no Ministério Público Estadual de que isso lá estava ocorrendo. Recentemente uma fiscalização do IBAMA no “Lixão da Caximba” encontrou lixo hospitalar e acabou autuando a Prefeitura de Curitiba em R$ 100 mil pela irregularidade. E mais, o “Lixão da Caximba” não possui uma Licença Ambiental de Operação (L.O.), a mesma que agora o IAP está exigindo de novos aterros sanitários, mesmo estando crítica a situação em Curitiba e a beira de um “caos no lixo” na capital e na região metropolitana. Mudaram as regras do jogo para enterrar lixo no Paraná, isso a 56 dias da data de fechamento do aterro sanitário da Caximba.</p>
<p style="text-align: left;">A entidade dos moradores do bairro onde está localizado o aterro sanitário, a Aliança Para o Desenvolvimento Comunitário da Caximba vai promover uma coletiva de imprensa na próxima quinta-feira (09/09/2010), em sua sede própria, quando deverá se pronunciar sobre o fechamento do aterro sanitário da capital paranaense.</p>
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