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	<title>Máfia do Lixo &#187; Copelmi</title>
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	<description>Editor: Adm. Enio Noronha Raffin</description>
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		<title>SIL tem contrato rescindido pelo Município de Bento Gonçalves e diretor da empresa acusa Prefeitura de &#8216;falta de transparência&#8217; no preço do lixo</title>
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		<pubDate>Tue, 03 Feb 2009 02:16:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Enio Raffin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[No Rio Grande do Sul, a Prefeitura de Bento Gonçalves rescindiu o contrato com a empresa SIL Soluções Ambientais Ltda, em 23 de janeiro de 2009, instrumento esse que tinha por objeto o transporte de 80 toneladas diárias de resíduos sólidos urbanos para Minas do Leão (RS) e o destino final em aterro sanitário. Bento [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_1164" class="wp-caption alignleft" style="width: 160px"><a href="http://www.mafiadolixo.com/wp-content/uploads/2009/02/antonio_saldanha_nunes1.jpg" rel="shadowbox[sbpost-1163];player=img;" title="Antonio Saldanha Nunes"><img class="size-thumbnail wp-image-1164" title="Antonio Saldanha Nunes" src="http://www.mafiadolixo.com/wp-content/uploads/2009/02/antonio_saldanha_nunes1-150x150.jpg" alt="Representante da empresa SIL Soluções Ambientais Ltda " width="150" height="150" /></a><p class="wp-caption-text">Representante da empresa SIL Soluções Ambientais Ltda </p></div>
<p style="text-align: justify;">No Rio Grande do Sul, a Prefeitura de Bento Gonçalves rescindiu o contrato com a empresa SIL Soluções Ambientais Ltda, em 23 de janeiro de 2009, instrumento esse que tinha por objeto o transporte de 80 toneladas diárias de resíduos sólidos urbanos para Minas do Leão (RS) e o destino final em aterro sanitário. Bento Gonçalves está localizada na região da Serra, distante 110 km de Porto Alegre. O município de Minas do Leão fica 100 km da capital gaúcha. Ou seja, o lixo produzido em Bento Gonçalves percorre perto de 210 km para ser “enterrado” no aterro sanitário da SIL Soluções Ambientais Ltda, em Minas do Leão. O empreendimento da SIL está localizado na BR-290, km 181, Bairro Coréia, dentro da área da COPELMI (que explora carvão). Na última quinta-feira (29/01), o diretor da SIL Soluções Ambientais Ltda, Antônio Saldanha Nunes, reclamou que a Prefeitura de Bento Gonçalves não consultou a direção da empresa para uma possível renovação do contrato, como prevê a legislação. Segundo Nunes, seria viável reduzir o preço, caso houvesse interesse da Prefeitura de Bento Gonçalves. O contrato entre a Prefeitura de Bento Gonçalves e a SIL, rescindido no final de janeiro desse ano, previa o valor de R$ 78,00 a tonelada de resíduos sólidos urbanos transportados para Minas do Leão e destinados no aterro sanitário.</p>
<div id="attachment_1165" class="wp-caption alignright" style="width: 310px"><a href="http://www.mafiadolixo.com/wp-content/uploads/2009/02/aterro_sil_31.jpg" rel="shadowbox[sbpost-1163];player=img;" title="SIL"><img class="size-medium wp-image-1165" title="SIL" src="http://www.mafiadolixo.com/wp-content/uploads/2009/02/aterro_sil_31-300x216.jpg" alt="Aterro sanitário da SIL fica 210 km de distância de Bento Gonçalves" width="300" height="216" /></a><p class="wp-caption-text">Aterro sanitário da SIL fica 210 km de distância de Bento Gonçalves</p></div>
<p style="text-align: justify;">Vinte e quatro horas após a rescisão do contrato em questão, o Município de Bento Gonçalves assinou um contrato emergencial, sem licitação pública, com a empresa Nova Era, do município de Marau, ao preço de aproximadamente R$ 71,00 a tonelada do lixo transportada e destinada em aterro sanitário. O procurador do Município de Bento Gonçalves, Carlos Lunelli, diz que a economia ficará em torno de R$ 14.560,00 mensais, considerando ainda a redução de aproximadamente 70 quilômetros no transporte do lixo. Pelo contrato anterior, o preço do transporte e destino final custava R$ 6.240,00 por dia, cerca de R$ 162.240,00 mensais. Com o transporte sendo realizado para Marau, a despesa chega a aproximadamente R$ 147.680,00 mensais. Uma economia no ano para a Prefeitura de Bento Gonçalves que chega a R$ 174.720,00. Para o procurador do Município de Bento Gonçalves, a proposta da empresa SIL de reduzir o valor do serviço de transporte e destino final do lixo para manter o contrato gera especulações.  Lunelli não descarta a possibilidade de ingressar na Justiça do RS contra a SIL. “Se ficar comprovado que a empresa usou de má fé para cobrar um valor exorbitante, vou entrar com processo por enriquecimento ilícito”, garante o procurador. De acordo com O representante da SIL, o valor do contrato emergencial é contestado.</p>
<div id="attachment_1166" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://www.mafiadolixo.com/wp-content/uploads/2009/02/aterro_sil1.jpg" rel="shadowbox[sbpost-1163];player=img;" title="SIL"><img class="size-medium wp-image-1166" title="SIL" src="http://www.mafiadolixo.com/wp-content/uploads/2009/02/aterro_sil1-300x216.jpg" alt="Aterro sanitário da SIL em Minas do Leão no RS" width="300" height="216" /></a><p class="wp-caption-text">Aterro sanitário da SIL em Minas do Leão no RS</p></div>
<p style="text-align: justify;">“Se há redução no trajeto, há aumento no número de viagens, a Marau, local do aterro sanitário”, pondera. Segundo ele, os caminhões da SIL comportam 27 toneladas por viajem e a empresa Nova Era suporta nove toneladas, o que aumentaria em 100% o número de viagens. Porém, o procurador contesta veemente a afirmação do representante da SIL. Para Lunelli, o contrato é por peso, o número de viagens que empresa Nova Era irá realizar não é considerado pela administração. “É irrelevante essa informação, pois pagamos por peso”, contesta Lunelli. O representante da SIL denuncia a Prefeitura de Bento Gonçalves sobre a falta de fiscalização. Conforme ele, o lixo transportado não está sendo pesado, o que indicaria fraude. “A empresa de Marau não possui balança. O controle de entrada e saída dos resíduos não está sendo realizada”, afirma o diretor Nunes. Para o procurador Lunelli, as afirmações do representante da SIL são infundadas. E acrescenta. “O serviço da Nova Era é satisfatório, não temos nenhuma reclamação. Surpreende-me muito essa atitude do representante da SIL. Ele assinou a rescisão de comum acordo”, diz o procurador. O secretário municipal do Meio Ambiente de Bento Gonçalves, Enio Cecagno, confirma que contrato assinado de forma emergencial com a Nova Era é por tonelada e não por quilômetro rodado. Antes, o lixo era levado para Minas do Leão, a 210 km do município e, agora, vai para Marau que fica distante a 140 km. Cabe à Prefeitura de Bento Gonçalves fazer uma concorrência pública para regularizar a questão. De acordo com o diretor financeiro e operacional da empresa Nova Era, Fabiulo Vedana de Souza o preço ofertado é bem menor que o praticado anteriormente. “O fator distância influência para diminuição do valor. Além disso, prestamos serviço exclusivamente na área de ambiental e atende aproximadamente 80 municípios do estado, facilitando a logística adotada pela empresa e com menores custos”, avalia Souza. Segundo ele, todos os veículos da empresa Nova Era atendem às normas legais e têm capacidade para 27 toneladas para caminhões toco e 30 toneladas no truck. “A quantidade de viagens não importa, pois o valor pago é por tonelada produzida pelo município. As viagens ou quaisquer outros gastos imprevistos são por conta da empresa Nova Era, não afetando o preço pago pela administração Municipal”, garante o diretor. Quanto a balança, Souza afirma que a Nova Era disponibiliza balança para verificação de pesos do lixo transportado.</p>
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		<title>Porto Alegre não participa do mercado de ‘crédito de carbono’</title>
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		<pubDate>Mon, 19 Jan 2009 11:37:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Enio Raffin</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.mafiadolixo.com/wp-content/uploads/2009/01/aterro_sil_2.jpg" rel="shadowbox[sbpost-1012];player=img;"><img class="size-medium wp-image-1018 alignleft" src="http://www.mafiadolixo.com/wp-content/uploads/2009/01/aterro_sil_2-300x250.jpg" alt="aterro_sil_2" width="300" height="250" /></a> Dados apresentados pela Associação Internacional de Comércio de Emissões (IETA), durante a conferência das Nações Unidas para a Mudança Climática, realizada em dezembro de 2008 na cidade polonesa de Poznan, mostram que o mercado mundial de compra e venda de créditos de carbono cresceu 41% na primeira metade do ano passado, totalizando cerca de 1,8 bilhão de toneladas. As transações de cotas de CO2 totalizaram 38 bilhões de euros, o equivalente a R$ 114 bilhões. O Brasil tem fundamental importância para o mercado de crédito de carbono. O País é estratégico em termos de recursos naturais, com capacidade de gerar muitos negócios nesta área. As perspectivas de entrada de recursos no País são em torno de US$ 330 milhões, somente com a venda de créditos de carbono. Em créditos de carbono, no mercado dos Mecanismos de Desenvolvimento Limpo (MDL), chamado mercado de Kyoto, somos o terceiro maior país ofertador de projetos. Hoje, são mais de 350 projetos em andamento no Brasil. Já o Município de Porto Alegre está distante do mercado de ‘créditos de carbono’. Em um lixão, por exemplo, os resíduos são dispostos de forma inadequada, se decompõe e liberam metano na atmosfera. A partir de um aterro controlado, queimar o gás metano, transformando-o em carbono ou capturar o gás e utilizá-lo como energia, deixa-se de emitir. Se for um empreendimento planejado, não há como ficar de fora do mercado de ‘créditos de carbono’. O lixo urbano destinado em aterro particular é de propriedade do Município, logo a Prefeitura deve receber uma participação pelos créditos de carbono e biogás gerados no empreendimento. No Brasil as licitações públicas para o destino final do lixo devem prever a participação do Município nas receitas dos créditos de carbono e biogás dos empreendimentos privados que recebem esses resíduos sólidos urbanos. Não dá para o Executivo Municipal “abrir mão de 50% da receita” gerada com créditos de carbono e biogás. Se deixar de exigir a participação do Município nas receitas dos créditos de carbono e biogás, quem ganha com o lixo urbano é o empreendedor privado. <a href="http://www.mafiadolixo.com/wp-content/uploads/2009/01/aterro_sil_3.jpg" rel="shadowbox[sbpost-1012];player=img;"><img class="alignleft size-medium wp-image-1015" src="http://www.mafiadolixo.com/wp-content/uploads/2009/01/aterro_sil_3-300x216.jpg" alt="" width="300" height="216" /></a>Em setembro do ano passado, foram vendidos créditos de carbono a € 19 por tonelada, dentro no Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL), e hoje, o preço varia entre €12 e € 13. Já o EUA, em setembro, custava cerca de € 22 e hoje, € 14. Apesar de tanto dinheiro envolvido em negociações de créditos de carbono, muitas cidades brasileiras ainda não estão participando do processo. O município de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, destina o seu lixo em um aterro sanitário no município de Minas do Leão, de propriedade do grupo Copelmi, que por meio da empresa SIL Soluções Ambientais Ltda recebe diariamente algo em torno de 1.400 toneladas de resíduos sólidos urbanos gerados na capital gaúcha. A massa de resíduos sólidos urbanos de Porto Alegre, que ultrapassa 30.000 toneladas/mês, devidamente “enterrada” no empreendimento privado de Minas do Leão irá produzir gás, o qual queimado ou capturado e utilizado como energia irá render receita (créditos de carbono e energia). E essa receita oriunda do lixo de Porto Alegre o contribuinte não vê. O Departamento Municipal de Limpeza Urbana (DMLU), da Prefeitura de Porto Alegre, firmou contrato com a empresa SIL Solução Ambiental Ltda sem que tenha definido os termos de participação da receita oriunda do seu lixo, com créditos de carbono e biogás. <a href="http://www.mafiadolixo.com/wp-content/uploads/2009/01/aterro_sil.jpg" rel="shadowbox[sbpost-1012];player=img;"><img class="alignright size-medium wp-image-1016" src="http://www.mafiadolixo.com/wp-content/uploads/2009/01/aterro_sil-300x216.jpg" alt="" width="300" height="216" /></a>O aterro sanitário está localizado a 80 quilômetros de Porto Alegre, em uma área total de 500 hectares dos quais cerca de 40 estão sendo utilizados na operação. Com uma capacidade total para receber 13 milhões de m3 de resíduos, o aterro tem uma vida útil estimada em 17 anos. Já está na hora de rever esse instrumento público [contrato] e negociar os 50% na participação dessa receita.  Porto Alegre não pode ficar de fora do mercado de “créditos de carbono” e biogás.</p>
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