Líder comunitário de Curitiba filiado ao PDT publica livro sobre o malfadado Aterro Sanitário da Caximba

O Lixão da Caximba, ou como as autoridades municipais de Curitiba, no Paraná, preferem chamar, de Aterro Sanitário da Caximba, está com seus portões lacrados para o ingresso de milhares de toneladas de resíduos sólidos domiciliares e urbanos, algo perto de 2.400 toneladas/dia, oriundas de 20 municípios da Região Metropolitana da capital paranaense, desde o dia 1º. de novembro de 2010.

Completam hoje 887 dias que esse malsinado Aterro Sanitário da Caximba foi fechado por ordem da Justiça do Estado do Paraná.

Esse empreendimento de titularidade da Prefeitura de Curitiba, de responsabilidade da Secretaria Municipal do Meio Ambiente, causou um monumental impacto ambiental na CAXIMBA, bairro que está localizado a 26 km do centro da cidade.

Lixão da Caximba em 13-10-2009 - Curitiba- Foto do autor Enio Noronha RaffinA história do LIXÃO DA CAXIMBA, como é popularmente conhecido em Curitiba e região metropolitana, e porque não ainda dizer no Brasil e no Exterior, é agora contada, sem prosas e versos, no livro escrito pelo líder comunitário Jadir Silva de Lima e pelo padre franciscano José Antônio da Cunha.

Ainda esse ano, o líder Jadir Silva de Lima (ex-presidente da ADECOM – Aliança Para o Desenvolvimento Comunitário da Caximba) e o padre franciscano José Antônio da Cunha terão audiência com o PAPA FRANCISCO, no VATICANO, que deverá receber uma unidade do livro que conta a história da vida do LIXÃO DA CAXIMBA.

A obra que tem por título “CAXIMBA EM 7 MINUTOS”, traz revelações dos fatos que mostram a realidade do que aconteceu no bairro curitibano, desde a instalação desse malfadado LIXÃO DA CAXIMBA.

SAMSUNG DIGITAL CAMERAO padre José Antônio da Cunha e o líder comunitário Jadir Silva de Lima entregaram uma cópia do livro para o editor do Blog Máfia do Lixo, que leu cada um dos fatos lá narrados e relatados.

Fatos interessantes, inéditos e explosivos, como os bastidores políticos de Curitiba, e as agressões ao meio ambiente local, que se agregam a muitas outras informações e relatos dos autores, os quais mostram também as realidades de moradores do bairro da Caximba, e a participação popular no combate a um dos maiores passivos ambientais do Brasil.

Políticos paranaenses que nunca colocaram os pés sobre o LIXÃO DA CAXIMBA, e que se manifestaram a favor da manutenção da operação desse empreendimento, o qual desde 2004 funcionava sem o devido licenciamento ambiental obrigatório, são também destacados no livro “CAXIMBA EM 7 MINUTOS”.

Certamente os leitores que tiverem a oportunidade de ler a obra, vão levar mais do que 7 minutos para saber tudo o que o líder comunitário e o padre franciscano lá fizeram inserir.

O título é também uma homenagem ao Blog Máfia do Lixo, que contribuiu para divulgar os fatos que envolveram o combate para o fechamento definitivo do empreendimento da Prefeitura de Curitiba.

“CAXIMBA EM 7 MINUTOS”, recorda também a publicação no Blog Máfia do Lixo, em 18/11/2009, que mostrou que o líder comunitário Jadir Silva de Lima, teve apenas 7 minutos na Câmara Municipal de Curitiba para expor os mais de 20 anos do LIXÃO DA CAXIMBA.

Naquela oportunidade, o inédito protesto do presidente da ADECOM na Câmara de Vereadores de Curitiba acabou indo parar em inúmeros jornais do Paraná e veículos com circulação nacional e internacional.

Líder comunitário Jadir Silva de Lima mostra a água do poço do bairro da Caximba durante a audiência na Câmara de Vereadores de CuritibaJadir Silva de Lima, filiado ao Partido Democrático Trabalhista (PDT), legenda do falecido político Leonel de Moura Brizola, possibilitou ao atual prefeito de Curitiba, Gustavo Fruet (PDT), quando esse era candidato ao cargo eletivo na capital paranaense, conhecer o LIXÃO DA CAXIMBA, bem como a ele entregou, via assessores da campanha eleitoral em 2012, importantes documentos que tratam desse empreendimento. Naquela época, Fruet sequer esteve no local, no empreendimento municipal lacrado pela Justiça.

Até hoje, se desconhece o rumo que tomou tal documentação entregue pelo líder da CAXIMBA. Documentos esses de vital importância para o meio ambiente de Curitiba, que serviram ao candidato Gustavo Fruet (PDT) para desconstituir as declarações do então candidato da situação derrotado, ex-prefeito Luciano Ducci (PSB), que entre outras afirmações sobre “lixo”, dizia aos ventos ser o autor do fechamento do LIXÃO DA CAXIMBA.

Os dados técnicos contidos na farta documentação entregue aos assessores do prefeito Gustavo Fruet (PDT), servem para melhorar o bairro da CAXIMBA em relação ao meio ambiente e a saúde pública.

Prefeito Gustavo Fruet e sua vice Miriam Gonçalves na campanha eleitoral de 2012O prefeito Fruet vai completar 100 dias a frente da Prefeitura de Curitiba na próxima quarta-feira (na foto com a vice Miriam Gonçalves-PT). Os moradores do bairro da CAXIMBA, junto com o seu líder comunitário Jadir Silva de Lima e o padre franciscano José Antônio da Cunha, esperam que o Chefe do Executivo Municipal divulgue as suas metas para solução do impacto ambiental provocado pelo empreendimento que ainda hoje causa inúmeros transtornos na comunidade.

Será que esses 100 dias de gestão do PDT a frente da Prefeitura de Curitiba oportunizaram ao prefeito Gustavo Fruet visitar o LIXÃO DA CAXIMBA?

Caminhar sobre o lixo faz bem a saúde!!!

Acontece hoje em Curitiba a ‘Audiência pública’ que tem por tema o passivo ambiental deixado pelo Aterro Sanitário da Caximba

A Aliança Para o Desenvolvimento Comunitário dos Moradores da Caximba (ADECOM) oficiou, meses atrás, o Ministério Público do Estado do Paraná, requerendo a instalação de uma “Audiência Pública” para tratar do passivo ambiental deixado pelo Aterro Sanitário da Caximba, empreendimento esse de titularidade da prefeitura de Curitiba.

Tal pedido da ADECOM junto a promotoria do Ministério Público Estadual do Paraná se deu em decorrência da falta de interesse político da secretaria municipal do Meio Ambiente da prefeitura de Curitiba em realizar esse evento.

A pasta de Meio Ambiente de Curitiba recebeu ofício da presidência da entidade de moradores e deixou de promover uma “audiência pública” em que poderia apresentar a solução para erradicar o passivo ambiental deixado pelo lixão.

Com a falta de interesse da secretaria da prefeitura de Curitiba não restou outra alternativa a ADECOM a não ser recorrer ao MPE-PR que acatou o pedido de realização da “Audiência Pública” na Caximba e cumprindo a legislação enviou as notificações as autoridades municipais e representantes de entidades.

Essa “Audiência Pública” determinada pelo Ministério Público do Estado do Paraná está marcada para ocorrer hoje, segunda-feira (21/02) às 19h na Capela São João Batista, que fica na estrada Delegado Bruno de Almeida, s/n, no bairro Caximba, em Curitiba.

O presidente da ADECOM Jadir Lima e o padre José Antonio, líder da Igreja Católica local, convidam a todos os moradores da Caximba e interessados para participarem da “Audiência Pública”.

O documento publicado ao lado mostra uma das “notificações” enviadas pela promotoria do Meio Ambiente do Ministério Público do Estado do Paraná, a qual convoca autoridades e representantes de entidades para comparecerem na “Audiência Pública” na Caximba.

Prefeitura de Curitiba negligencia no aterro sanitário da Caximba e mantém o lixo a céu aberto mesmo após a Justiça determinar o seu fechamento

Nessa quarta-feira (26/01/2011), quase três meses após a data do fechamento do Aterro Sanitário da Caximba, o administrador Enio Noronha Raffin acompanhado do presidente da Aliança Para o Desenvolvimento Comunitário da Caximba (ADECOM) Jadir Lima e do padre José Antonio, líder da Igreja Católica, fizeram uma fiscalização no lixão de titularidade da Prefeitura de Curitiba.

O Aterro Sanitário da Caximba teve fechado os seus portões para as operações de recebimento de resíduos sólidos urbanos, na data de 1º. de novembro de 2010, por determinação da Justiça do Paraná.

A Prefeitura de Curitiba cumpriu a determinação judicial e passou a enviar os resíduos sólidos urbanos para um empreendimento privado localizado no município de Fazenda Rio Grande (PR).

A manutenção do Aterro Sanitário da Caximba é de responsabilidade da empresa Cavo Serviços e Saneamento S/A (anteriormente a razão social era Cavo Serviços e Meio Ambiente S/A), pertencente ao grupo Camargo Correa, que há muito tempo presta serviços de limpeza urbana e meio ambiente na capital paranaense.

A fiscalização no Aterro Sanitário da Caximba ocorreu no turno da tarde de ontem por meio de um sobrevôo de helicóptero. Centenas de fotos foram coletadas no local.

Conforme relatou o líder comunitário Jadir Lima, os moradores da Caximba sentem, desde o encerramento do aterro sanitário municipal, um cheiro insuportável de lixo que se identifica a origem como sendo o empreendimento da Prefeitura de Curitiba. A casa do líder Jadir Lima fica a menos de 300 metros do lixão da Prefeitura de Curitiba.

O que se viu ontem no Aterro Sanitário da Caximba é o total descaso das autoridades públicas da capital paranaense com o tratamento do lixo.

A Prefeitura de Curitiba simplesmente esqueceu de realizar a manutenção no Aterro Sanitário da Caximba.

Ontem tinha lixo a céu aberto no platô desse empreendimento. E não é pouco lixo que está lá coberto por uma lona plástica rasgada. Com o calor que tem feito em Curitiba, em pleno verão, é no mínimo uma irresponsabilidade o que lá acontece no aterro.

Nessa quinta-feira (27/01) o presidente da ADECOM, Jadir Lima, o padre José Antonio e demais diretores da entidade da Caximba, vão protocolar uma representação no Ministério Público do Estado do Paraná requerendo providências da Promotoria de Meio Ambiente e Patrimônio.

A entidade ADECOM quer saber o quanto a Prefeitura paga a empresa Cavo Serviços e Saneamento S/A para fazer a manutenção do Aterro Sanitário da Caximba, e porque não está fazendo, e se a Secretaria Municipal do Meio Ambiente de Curitiba notificou a operadora do empreendimento municipal por deixar lixo a céu aberto.

O Instituto Ambiental do Paraná (IAP) também vai ser notificado pela ADECOM.

Tudo indica que deixaram o lixo lá no platô do Aterro Sanitário da Caximba para que os urubus possam fazer os seus “banquetes” e se reproduzirem no local.

Os urubus se alimentam com o lixo a céu aberto e se reproduzem no início da primavera.

Diferentemente da maioria das aves, os urubus não constroem ninhos em plantas. As fêmeas colocam dois ou três ovos, sendo que o período de incubação varia de 49 a 56 dias conforme a espécie.

Os urubus têm um andar engraçado e desengonçado por causa de seus pés chatos. Eles não possuem habilidade para caminhar, como fazem outras aves, e dão pequenos pulinhos para se deslocar. Ao contrário de aves de rapina como as águias, os urubus não têm uma garra funcional, por isso não conseguem capturar presas.

Como é um animal necrófago o urubu sempre está presente em lixões e aterros sanitários onde o lixo está descoberto, como é o caso da Caximba em Curitiba.

Para encontrar a refeição, o urubu conta com olfato e visão apurados. São capazes de ver um bicho pequeno a 3 mil metros de altura.

Manter um aterro sanitário com lixo a céu aberto é estimular a criação de urubus e colocar em risco a saúde pública.

Os últimos banquetes no `Lixão da Caximba`

Nessa sexta-feira (29/10), o administrador Enio Noronha Raffin esteve em Curitiba para coletar duas centenas de fotos do Aterro Sanitário da Caximba, empreendimento esse de titularidade da prefeitura da capital paranaense, conhecido por grande parte da população curitibana como “Lixão da Caximba”.

Na segunda-feira, dia 1º. de novembro, a prefeitura de Curitiba vai cumprir a determinação da Justiça do Paraná e fechará os portões desse empreendimento para o ingresso de lixo, conforme a sentença contida na Ação Ordinária com Pedido de Antecipação de Tutela – 2801/2009 – Município de Curitiba X Instituto Ambiental do Parana – IAP.

As fotos aéreas, de autoria do administrador Enio Noronha Raffim, mostram o aterro sanitário municipal curitibano na antevéspera de seu fechamento. São as últimas fotos do moribundo “Lixão da Caximba”.

Durante 21 anos a prefeitura de Curitiba permitiu que o seu empreendimento servisse de destino final dos resíduos sólidos urbanos de mais 18 cidades paranaenses. O passivo ambiental lá existente no bairro Caximba é de responsabilidade de todos os municípios da região metropolitana que enterraram durante mais de duas décadas os seus resíduos no aterro sanitário de Curitiba.

O Lixão da Caximba será oficialmente encerrado às 8 horas do dia 1º. de novembro de 2010.

Ainda nessa segunda-feira do encerramento da Caximba, o lixo de Curitiba e dos demais municípios da região metropolitana da capital serão destinados no Centro de Gerenciamento de Resíduos (CGR) da empresa Estre Ambiental S/A, do grupo Estre, que foi construído no município paranaense de Fazenda Rio Grande.

Autoridades municipais dizem que hoje são 2.400 toneladas diárias de lixo enterradas na Caximba. Desse volume de lixo, o total de 2.300 toneladas diárias de resíduos serão enviados a Fazenda Rio Grande. A diferença, ou seja, 100 toneladas diárias de lixo vão para o empreendimento da Essencis (da Cavo e da Vega), que está instalado no Distrito Industrial de Curitiba.

Sem qualquer consulta aos moradores do entorno do “Lixão da Caximba”, o secretário municipal do Meio Ambiente de Curitiba, declarou que a prefeitura pretende transformar o local em um parque. A Aliança Para o Desenvolvimento Comunitário dos Moradores da Caximba (ADECOM) diz que é cedo para falar na instalação de um parque naquele local. Entendem os representantes dos moradores daquele bairro curitibano, que o aterro sanitário municipal tem o potencial de receitas, entre elas a do “Crédito de Carbono” e o da exploração da “Venda da Energia do Biogás”, as quais devem na sua totalidade serem investidas na recuperação do passivo ambiental e em projetos sociais que beneficiem os moradores do bairro Caximba.

As fotos do Aterro Sanitário da Caximba mostram a existência de muito lixo a céu aberto. E com o lixo descoberto os urubus fazem os seus festins.

As escolas no Brasil ensinam durante as aulas de Biologia o que é um vetor (servem de veículo ou intermediário para os germes patogênicos ou parasitos; hospedeiro intermediário). Dizem nas escolas que o urubu tem por nome científico “Coragyps atratus”, pertencente a família Cathartidae.

No aterro sanitário da Caximba os urubus estão aos milhares aguardando pelo último banquete disponível a céu aberto. Está previsto para esse festim ocorrer no dia do fechamento do empreendimento, na segunda-feira (1º./11). Os urubus, com o “lixo a céu aberto”, acabam tendo farta comida na Caximba. Eles se alimentam com o lixo e se reproduzem no início da primavera. Diferentemente da maioria das aves, os urubus não constroem ninhos em plantas. As fêmeas colocam dois ou três ovos, sendo que o período de incubação varia de 49 a 56 dias conforme a espécie. Os urubus têm um andar engraçado e desengonçado por causa de seus pés chatos. Eles não possuem habilidade para caminhar, como fazem outras aves, e dão pequenos pulinhos para se deslocar. Ao contrário de aves de rapina como as águias, os urubus não têm uma garra funcional, por isso não conseguem capturar presas. Como é um animal necrófago o urubu sempre está presente em lixões e aterros sanitários onde o lixo está descoberto, como é o caso da Caximba em Curitiba. Para encontrar a refeição, o urubu conta com olfato e visão apurados. São capazes de ver um bicho pequeno a 3 mil metros de altura. Manter um aterro sanitário com lixo a céu aberto é estimular a criação de urubus e colocar em risco a saúde pública.

Lá na Caximba os urubus estão a espera do anoitecer para realizar o último banquete naquele empreendimento. Quem se anima a participar do último festim dos urubus da Caximba?

Para os moradores da Caximba só resta dizer a meia noite de domingo: “Adeus Caximba”!!!

Lixo de Curitiba e de mais 18 cidades da região metropolitana começa a ser enviado a partir de 1º. de novembro para Fazenda Rio Grande

A partir da próxima segunda-feira (1º./11), as 2.400 toneladas diárias de resíduos sólidos urbanos da cidade de Curitiba e de mais 18 municípios paranaenses da região metropolitana começam a serem enviadas para o aterro sanitário da empresa Estre Ambiental S/A, empreendimento esse que está localizado em Fazenda Rio Grande (PR). O centro de gerenciamento de resíduos da Estre Ambiental S/A já está pronto para receber o lixo dessas cidades paranaenses. Os dirigentes da Aliança Para o Desenvolvimento Comunitário da Caximba, Jadir Silva e o padre José Antonio Cunha, estão confiantes que a prefeitura de Curitiba vai cumprir a sentença da Justiça do Paraná e deverá fechar os portões do “Lixão da Caximba” para o ingresso do lixo a partir do dia 1º. de novembro. Certamente o lixo eleitoral de 31 de outubro de 2010 será o último a ser enterrado no aterro sanitário da prefeitura de Curitiba que causou o maior passivo ambiental no Paraná. Há 20 anos esse empreendimento recebe lixo.

A comunidade do bairro Caximba está envolvida em diversos eventos previstos para ocorrerem no dia 1º. de novembro. Missa, fogos de artifício, divulgação de faixas comemorativas, caminhada dos moradores até o aterro sanitário da Caximba estão previstos para acontecerem a partir das 6 horas dessa próxima segunda-feira. O fechamento do “Lixão da Caximba” será comemorado e registrado na memória de todos os moradores.

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