Com doze anos no mercado, o grupo Estre hoje se faz presente em diversos estados brasileiros e ainda na Argentina e Colômbia.
Desde a sua fundação, em 1999, a Estre vem se destacando no mercado de gerenciamento de resíduos pelo constante desenvolvimento e aplicação de tecnologias para tratamento e disposição final de resíduos, maximizando os benefícios e reduzindo os impactos ambientais.
Em sua trajetória, o grupo Estre conquistou o reconhecimento do mercado no tratamento e na disposição final de resíduos, na recuperação de áreas contaminadas, na reciclagem de resíduos da construção civil, na valorização de resíduos para a geração de energia, na manufatura reversa, na perfuração e recuperação de poços de petróleo, na construção de dutos para o transporte de hidrocarbonetos e na prestação de serviços de limpeza urbana, entre outros segmentos.
Em fevereiro desse ano, o grupo Estre, capitaneado pelo empresário Wilson Quintella Filho, e presidido pelo engenheiro Élio Cherubini Bergman, fechou a compra da Cavo Serviços e Saneamento S/A, empresa de saneamento ambiental pertencente até então ao grupo Camargo Corrêa. A operação, estimada em R$ 640 milhões foi estruturada e financiada pelo BTG Pactual.
Com a aquisição da Cavo Serviços e Saneamento S/A, o grupo Estre passou a ter uma receita anual de pelo menos um bilhão e cem milhões de reais, e uma capacidade de atuação, além das áreas de energia, petróleo, gás e meio ambiente, na gestão de resíduos, a forte participação no mercado de execução de serviços de limpeza urbana de cidades brasileiras.
Entre os segmentos que atua a Cavo Serviços e Saneamento S/A, um deles é o de resíduos industriais, por meio da empresa Essencis, onde tem 49,99% de participação.
Agora o grupo Estre finca a sua bandeira no Rio Grande do Sul.
Em 07 de Julho de 2011, a empresa gaúcha ECOTOTTAL SISTEMAS DE GESTAO LTDA (CNPJ – 08.147.193/0001-10), que tem entre os seus sócios a empresa Essencis com 65% de participação (a Cavo do grupo Estre tem 49,99%) e mais dois empresários, cada um com 17,5% por sua vez, conquistou a “Licença Ambiental de Operação” de sua central de resíduos industriais localizada no município de Capela de Santana (RS).
A Licença de Operação – LO-3755 / 2011-DL, concedida pela Fundação Estadual de Proteção Ambiental Henrique Luiz Roessler (FEPAM) a empresa ECOTOTTAL Sistemas de Gestão Ltda, permite a operação relativa a atividade de central de resíduos industriais, classes I e II, com um volume de 15.000 m³/mês, funcionando 12 meses no ano. A área do terreno da empresa em Capela de Santana possui 644.000 m².
A empresa ECOTOTTAL está licenciada para receber resíduos industriais diversos (exceto da produção e uso de agrotóxicos), resíduos do comércio, resíduos do setor serviços (exceto de saúde), resíduos da construção civil, sendo estes gerados de forma rotineira nos respectivos processos, decorrentes de acidentes ou oriundos de passivos ambientais, bem como resíduos eletroeletrônicos.
Desde o início das operações de recebimento de resíduos industriais a empresa ECOTOTTAL conquistou diversas empresas gaúchas em seu portfólio de clientes.
Tudo indica que o Rio Grande do Sul passou a ser alvo do grupo Estre, o qual poderá vir a atuar nos segmentos de resíduos de serviços de saúde (RSS) e nos serviços de limpeza urbana e destino final de resíduos sólidos domiciliares.
Certamente com a bandeira do grupo Estre presente em solo do Rio Grande do Sul, as tradicionais empresas gaúchas que atuam com resíduos e serviços de limpeza urbana, vão entrar em ebulição. O tempo dirá se estou errado ou não. Vamos acompanhar.
As construtoras Odebrecht e Camargo Corrêa firmaram acordo para, juntas, compor um consórcio para disputar o leilão da usina de Belo Monte, no rio Xingu (PA). O governo já decidiu que serão dois consórcios a disputar o leilão, cuja data ainda não está marcada, pois há ainda a pendência do licenciamento prévio ambiental para a realização do certame. Especula-se que a construtora Andrade Gutierrez encabeçará o consórcio concorrente. No leilão de Belo Monte, que será a segunda maior usina hidrelétrica do País, atrás apenas de Itaipu, haverá também a presença do governo. Ainda não está definida a participação da Eletrobrás, mas é certo que suas subsidiárias farão parte dos consórcios. No leilão da usina de Santo Antônio, no rio Madeira, por exemplo, Furnas e Odebrecht saíram vitoriosas. A usina de Belo Monte é o empreendimento mais estratégico do setor energético do atual governo. Está prevista para entregar energia a partir de 2015. Serão 11,2 mil MW de potência.
O Ministério Público Federal em São Paulo ofereceu uma nova denúncia (acusação formal) contra três executivos da construtora Camargo Corrêa, que foi investigada durante a Operação Castelo de Areia, da Polícia Federal. O grupo Camargo Correa tem entre as suas empresas, a Construtora Camargo Correa S/A, a Cavo Serviços e Meio Ambiente S/A empresa que atua na limpeza urbana, e uma fatia do aterro sanitário de Caieiras (CTR Caieiras), onde são destinadas 6.000 toneladas diárias de lixo da cidade de São Paulo (na capital falam em 12.000 toneladas de lixo por dia). Desta vez, os diretores da Camargo Correa foram acusados pelos crimes de lavagem de dinheiro e corrupção em obras públicas. A denúncia foi protocolada na Justiça Federal de São Paulo, na última sexta-feira, pela procuradora da República Karen Louise Jeanette Kahn, do MPF. No documento, a Procuradoria apontou fraude e sobrepreço em duas licitações públicas, uma iniciada pela Transpetro, empresa estatal subsidiária da Petrobras, para a construção de 23 navios, e outra, do governo do Pará, para a construção de cinco hospitais. A procuradora da República Karen Kahn apontou irregularidades também no processo de “aprovação da lei de mudança de zoneamento do município de Caieiras”, que supostamente teve o objetivo de beneficiar o lançamento de um grande empreendimento da Camargo Corrêa. Foram denunciados os diretores da construtora Pietro Francesco Giavina Bianchi, Dárcio Brunato e Fernando Dias Gomes, e o consultor financeiro suíço Kurt Paul Pickel, apontado pela PF como o doleiro “operador” do esquema de lavagem de dinheiro.
A empreiteira Camargo Corrêa teria pagado propina para mais de 200 políticos, segundo o relatório da Polícia Federal sobre as investigações da Operação Castelo de Areia. As informações são do jornal Folha de S.Paulo, desta quarta-feira. No documento, constam os nomes de deputados federais, secretários municipais, conselheiros e até de ministros do Tribunal de Contas. Seus nomes serão desvinculados do processo em virtude do foro privilegiado, ao qual têm direito. A lista deve ser encaminhada ao Ministério Público Federal e Procuradoria Geral da União, que devem repassar o levantamento para o Supremo Tribunal Federal, Superior Tribunal de Justiça e tribunais regionais federais, aptos a realizar o julgamento dos supostos envolvidos.
A Polícia Federal acredita ter colocado a mão em papéis que podem dar novo rumo ao pedaço do inquérito da Operação Castelo de Areia que tem conexão com a política. A revista Época, pelo repórter Wálter Nunes, disse que o dossiê consiste em um calhamaço de 54 páginas. São folhas de papel A4, recolhidas em uma batida policial (conhecida por “barca”) realizada há dois meses no escritório da residências de um dos executivos da Camargo Corrêa. Chama-se Pietro Francesco Giavina Bianchi o executivo que guardava em casa essas folhas, contendo tabelas e planilhas, com nomes de instituições, obras, partidos, políticos e membros do Tribunal de Contas da União. Muitos nomes estão associados a valores, em dólares e em reais. Referem-se a transações realizadas entre 1998 e 2000. Uma das colunas expostas nas tabelas faz menção às obras públicas conduzidas pela empreiteira Camargo Corrêa. Em outra coluna constam os valores recebidos dos governos contratantes. Em uma terceira coluna aparecem novos valores, em um aparente rateio promovido entre políticos, partidos e pessoal do Tribunal de Contas da União. Para variar, as denúncias encontram-se sobre a mesa do juiz Fausto Martin De Sanctis, da 6ª Vara Criminal de São Paulo, o mesmo da Operação Satiagraha conduzida pelo delegado federal Protógenes Queiroz.