´Tiranossauro´ vai produzir combustível para processos industriais a partir do lixo destinado na Estre Ambiental

 
 
 
Um equipamento avaliado em cerca de R$ 45 milhões, denominado por Tiranossauro, vai retirar 15% das 4 mil toneladas do lixo destinados diariamente no aterro sanitário da empresa Estre Ambiental S/A, do grupo Estre, no município paulista de Paulínia.
 
O CGR Paulínia recebe resíduos sólidos urbanos de 30 municípios e de 800 empresas do Estado de São Paulo. O material produzido pelo Tiranossauro será utilizado em caldeiras e fornos de empresas de diversos segmentos, como metalúrgicas, olarias, indústrias de cimento e usinas termoelétricas, como fonte de energia. O sistema é pioneiro na América Latina e foi inaugurado nessa quinta-feira (27/04), pela Estre Ambiental S/A, que apresentou a máquina que vai triturar os resíduos sólidos até que eles se transformem em pedaços de 60 milímetros, visando a sua utilização como combustível na produção de energia.

Com financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), a máquina denominada Tiranossauro tem capacidade para processar mensalmente 30 mil toneladas de lixo, sendo que 60% da produção serão transformados em combustível derivado de resíduos (CDR).

O diretor comercial da Estre Ambiental S/A, Dirceu Pierro Júnior, que conquistou no ano passado a medalha “Chico Mendes” (por prestar relevantes serviços na defesa do meio ambiente e da sustentabilidade), apontou que cinco multinacionais que temas sedes nas cidades de Paulínia e Americana, já deram indicativos da utilização da nova fonte de energia nas caldeiras de seus empreendimentos. As atuais caldeiras são atualmente alimentadas por combustíveis fósseis, como carvão e petróleo.

Segundo o diretor comercial da Estre, a ideia é substituir integralmente os combustíveis fósseis pelo CDR.

O principal mercado do combustível derivado de resíduos serão as usinas de processamento de cana-de-açúcar, que operam próximo à região do empreendimento de Paulínia onde está instalado o Tiranossauro.

O coprocessamento em fornos de cimento é um mercado em potevcial para o CDR, que é produzido durante todo o ano, podendo, inclusive, ser estocado, o que permitirá um ganho de eficiência permanente dos fornos.

O diretor de tecnologia ambiental da Estre, Pedro Steck, diz que o CDR tem 4,5 mil quilocalorias (kcal) por quilo, enquanto a madeira tem 3,2 mil kcal e o carvão 6 mil kcal, ou seja, o CDR “prova seu alto teor calorífico, não reduzindo a potência das caldeiras”.

Nos Estados Unidos e na Europa essa fonte de energia já se tornou muito comum. Em Roma, funciona quatro Tiranossauros iguais ao que está operando em Paulínia.

O maquinário que foi importado da Finlândia passou por adaptações em Paulínia. A unidade brasileira começou a funcionar em caráter experimental e os técnicos finlandeses estão treinando os funcionários da Estre Ambiental S/A.

No portfólio do Grupo Estre aparecem:

- Estre Ambiental (empresa que atua na gestão de resíduos possui seis centros de gerenciamento de resíduos no Brasil, sendo eles, CGR Paulínia, CDR Pedreira, CGR Terrestre – Piaçaguera, CGR Guatapará, CGR Itapevi e CGR Fazenda Rio Grande);

- Resicontrol (empresa – Estre e AG Angra – que atua na gestão de resíduos industriais e urbanos, possuindo cinco unidades, sendo elas localizadas em Tremembé-SP, Sorocaba-SP, Paulínia-SP, Balsa Nova-PR, Americana-SP);

- Água & Solo (empresa que atua com consultoria e auditoria ambiental e no diagnóstico e remediação de solos e águas);

- Oxil (empresa que atua na manufatura reversa);

- Estação Ecologia (empresa que atua na reciclagem de resíduos da construção civil);

- Estrans (empresa que atua na gestão de resíduos na Argentina);

- Pollydutos (empresa que faz a instalação e manutenção de dutos para o transporte de gás, petróleo, gasolina e outros produtos destinados a geração de energia);

- Estre Petróleo e Gás (empresa constituída para atuar em serviços de perfuração e recuperação de poços de petróleo e/ou gás com fornecimento de sondas terrestres com atuação no Rio Grande do Norte, Bahia e Sergipe);

- Cavo Serviços e Saneamento S/A (que possui o percentual de 38% na concessionária Logística Ambiental de São Paulo – LOGA, 54% de participação na UTR – Unidade de Tratamento de Resíduos S/A que realiza o tratamento de resíduos de saúde em São Paulo, 49,99% de participação na Essencis Soluções Ambientais, a qual possui as unidades de Essencis SP-CTR Caieiras e CTR Itaberaba, a Essencis PR- CTR Curitiba, a Essencis MG-CTR Betim, a Essencis RJ- CTR Magé, a Essencis SC-CTR Joinville, e a Essencis Manufatura Reversa, e detentora do recente contrato da limpeza urbana do município de Curitiba.

- Consórcio formado pela Estre, Genivar Limited Partnership, Grupo Roca e Global Market (que no ano passado, ganhou a licitação pública para cuidar do aterro sanitário Doña Juana, um dos maiores da Colômbia, na periferia de Bogotá).

O Grupo Estre tem uma receita anual de mais de um bilhão e cem milhões de reais, possuindo uma capacidade de atuação, nas áreas de energia, petróleo, gás e meio ambiente, e na gestão de resíduos e na execução dos serviços de limpeza urbana de cidades brasileiras, atuando ainda na Argentina e na Colômbia na América do Sul.

Braskem consegue R$ 555,6 milhões do BNDES para projeto com álcool

A Braskem teve financiamento de R$ 555,6 milhões aprovado pelo BNDES para a instalação de uma fábrica de eteno e polietilenos que serão feitos a partir do álcool combustível. O projeto, que terá capacidade para processar 204 mil toneladas anuais, terá investimento total de R$ 800,4 milhões. Será o primeiro projeto de alcoolquímica que terá recursos do banco de fomento. A previsão é que a unidade entre em operação no segundo semestre de 2010. A fábrica do polietileno verde será construída na unidade de insumos básicos da Braskem, situada no Pólo Petroquímico de Triunfo (RS). Testes feitos pela Braskem apontam que o polietileno obtido da cana-de-açúcar mantém as mesmas características, o que significa a utilização na indústria de transformação ocorrerá sem a necessidade de mudanças no maquinário ou nas suas aplicações.

BNDES apóia com R$ 7,4 milhões 11 cooperativas de catadores de materiais recicláveis em 2009

O Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), intensificou o seu apoio a cooperativas de catadores de material reciclável e já aprovou neste ano R$ 7,4 milhões para 11 instituições. Os recursos não reembolsáveis são provenientes do Fundo Social e serão destinados a possibilitar a inclusão social dos trabalhadores da cadeia produtiva da reciclagem no Brasil e aumentar a capacidade produtiva do setor. O programa de Apoio a Catadores de Materiais Recicláveis foi lançado em outubro de 2007 e implementado em dois ciclos. No primeiro ciclo, iniciado em 2007 e concluído em 2008, foram aprovados projetos de apoio a 32 cooperativas, num total de R$ 21,6 milhões. Ao longo de 2008, foram enquadrados 23 novos projetos, do segundo ciclo de apoio aos catadores, totalizando R$ 16,9 milhões. Desses, 11 já estão aprovados. Os projetos dos dois ciclos estão distribuídos em 47 municípios e oito estados da Federação. Com a iniciativa, o BNDES espera estimular o desenvolvimento, a difusão e a multiplicação de tecnologias sociais, colaborando para o aprimoramento das políticas públicas. Do ponto de vista ambiental, as cooperativas contribuirão para a conscientização da população e a melhoria dos serviços de coleta seletiva de lixo. As cooperativas contempladas com o apoio do Banco se enquadram nesses princípios. Leia quais são as cooperativas apoiadas. (mais…)

Lula libera recursos para catadores de lixo reciclável

Numa reunião com oito ministros, ontem, terça-feira, no Palácio do Planalto, o governo decidiu liberar R$ 42 milhões para moradores de rua e catadores de lixo reciclável. O dinheiro será liberado a fundo perdido para compra de equipamentos e construção de galpões para o desenvolvimento do trabalho da categoria. O dinheiro será liberado pelo BNDES (R$ 10 milhões), Ministério do Trabalho (R$ 16 milhões) e pela Funasa (R$ 16 milhões). Na reunião, foi discutida a situação dos catadores de lixo, incluindo uma desvalorização de 60% no material reciclável entre novembro e janeiro. Outro ponto discutido foi a questão da moradia. O Ministério da Previdência apresentou uma lista de 12 imóveis que serão colocados à disposição da categoria. Participaram da reunião os ministros Carlos Minc (Meio Ambiente), Patrus Ananias (Desenvolvimento Social), Marcio Fortes (Cidades), José Pimentel (Previdência), Carlos Lupi (Trabalho), Paulo Bernardo (Planejamento), José Antônio Toffoli (Advocacia Geral da União) e Paulo Vanucchi (Direitos Humanos), além de representante da Caixa Econômica Federal.

BNDES vai investir R$ 4 bilhões nas Usinas do Madeira

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aplicará, este ano, pelo menos R$ 10 bilhões no setor elétrico, podendo os desembolsos da instituição de fomento chegarem a R$ 12 bilhões. Só para o complexo hidrelétrico do Rio Madeira, em Rondônia, que contempla as usinas de Santo Antonio e do Girau, o banco destinará em 2009 um total de R$ 4 bilhões. (mais…)

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