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	<title>Máfia do Lixo &#187; Biguaçu</title>
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	<description>Editor: Adm. Enio Noronha Raffin</description>
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		<title>Caos na Central de Transferência de Resíduos Sólidos da COMCAP na Ilha de Florianópolis</title>
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		<pubDate>Wed, 08 Feb 2012 17:29:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Enio Raffin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A cidade de Florianópolis é a capital do estado de Santa Catarina e uma das três ilhas-capitais do Brasil. A maior faixa de terra de Florianópolis (97,23%) está situada na ilha, que é banhada pelo Oceano Atlântico. Segundo o Censo IBGE de 2010, a cidade de Florianópolis tem uma população de 421.203 habitantes. Florianópolis é conhecida [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A cidade de Florianópolis é a capital do estado de Santa Catarina e uma das três ilhas-capitais do Brasil. A maior faixa de terra de Florianópolis (97,23%) está situada na ilha, que é banhada pelo Oceano Atlântico.</p>
<p><a href="http://www.mafiadolixo.com/wp-content/uploads/2012/02/Ilhas-capitais-no-Brasil-Florianópolis-Vitória-São-Luís.jpg" rel="shadowbox[sbpost-4284];player=img;" title="Ilhas capitais no Brasil - Florianópolis - Vitória - São Luís"><img class="aligncenter  wp-image-4285" title="Ilhas capitais no Brasil - Florianópolis - Vitória - São Luís" src="http://www.mafiadolixo.com/wp-content/uploads/2012/02/Ilhas-capitais-no-Brasil-Florianópolis-Vitória-São-Luís-1024x228.jpg" alt="" width="809" height="171" /></a></p>
<p>Segundo o Censo IBGE de 2010, a cidade de Florianópolis tem uma população de 421.203 habitantes.</p>
<p>Florianópolis é conhecida pelos nomes de Ilha de Santa Catarina, Ilha da Magia, Ilha de Florianópolis e Floripa. Como toda a cidade do Planeta Terra, Florianópolis também produz lixo.</p>
<p>É uma cidade turística. Na alta temporada, Florianópolis produz perto de 14.500 toneladas de lixo por mês, metade do que produz de resíduos a cidade gaúcha de Porto Alegre (algo perto de 28.000 toneladas/mês com cerca de uma população próxima a 1.500.000 habitantes).</p>
<p>Já na baixa temporada, Florianópolis chega a gerar 11.500 toneladas de resíduos sólidos urbanos a cada 30 dias.</p>
<p>Certamente as três capitais brasileiras, Florianópolis, Vitória e São Luís, possuem o compromisso em suas gestões de resíduos, de planejar a transferência do lixo da ilha ao continente.</p>
<p>Em Florianópolis, o órgão municipal responsável pela gestão de resíduos e limpeza urbana é a Companhia Melhoramentos da Capital, conhecida pela sigla COMCAP.</p>
<p>A COMCAP opera a maioria dos serviços de limpeza urbana. Entre esses serviços públicos estão a coleta de lixo, a varrição, a capina, a limpeza das praias, entre outros.</p>
<p>Apenas dois serviços que envolvem o lixo não são realizados pela COMCAP: o transporte dos resíduos sólidos urbanos da ilha ao aterro sanitário e a destinação final.</p>
<p>Esses serviços públicos (transporte e destinação final do lixo) são hoje de responsabilidade da empresa PROACTIVA, que diariamente transporta os resíduos sólidos urbanos de Florianópolis, por 40 km, até chegar ao seu aterro sanitário, localizado no município catarinense de Biguaçu.</p>
<p>O empreendimento da PROACTIVA está a 285 metros da BR 101 – sentido Capital-Curitiba, a sua margem esquerda, e a 485 metros do rio Inferninho, caudal de água que percorre 6.409 metros, desaguando no Oceano Atlântico, no mar da Enseada dos Ganchos, no município de Governador Celso Ramos (SC).</p>
<p>No último dia 3 de fevereiro desse ano, o administrador Enio Noronha Raffin, editor do site Máfia do Lixo (<a href="http://www.mafiadolixo.com/">www.mafiadolixo.com</a>), fez um sobrevoo de helicóptero, a partir do Balneário de Camboriú (distante 78 km da capital) até Florianópolis, passado por Governador Celso Ramos (43 km) e Biguaçu (18 km), onde coletou nesse trajeto mais de 600 fotos (digitais de alta resolução) de empreendimentos públicos e privados, os quais envolvem o meio ambiente e a limpeza urbana catarinense.</p>
<p>Quem sobrevoa a Ilha de Florianópolis fica encantando com o paraíso. Lá de cima se vê o mar azul e a beleza da natureza. </p>
<p><a href="http://www.mafiadolixo.com/wp-content/uploads/2012/02/VISTA-DA-CIDADE-DE-FLORIPA.jpg" rel="shadowbox[sbpost-4284];player=img;" title="VISTA DA CIDADE DE FLORIPA"><img class="aligncenter  wp-image-4286" title="VISTA DA CIDADE DE FLORIPA" src="http://www.mafiadolixo.com/wp-content/uploads/2012/02/VISTA-DA-CIDADE-DE-FLORIPA.jpg" alt="" width="800" height="548" /></a></p>
<p>Mas quem conhece um pouco sobre resíduos urbanos, também vê lá de cima o caos no lixo na Central de Transferência de Resíduos Sólidos (CTRS) da COMCAP, da Prefeitura de Florianópolis.</p>
<p><a href="http://www.mafiadolixo.com/wp-content/uploads/2012/02/CAOS-NO-LIXO-VISTO-DE-CIMA.jpg" rel="shadowbox[sbpost-4284];player=img;" title="CAOS NO LIXO VISTO DE CIMA DA CTRS DE FLORIPA"><img class="aligncenter  wp-image-4287" title="CAOS NO LIXO VISTO DE CIMA DA CTRS DE FLORIPA" src="http://www.mafiadolixo.com/wp-content/uploads/2012/02/CAOS-NO-LIXO-VISTO-DE-CIMA.jpg" alt="" width="805" height="452" /></a></p>
<p>Pasmem leitores, a CTRS da COMCAP, instalada na Rodovia Admar Gonzaga número 404, no bairro Itacorubi, em Florianópolis, recebe diariamente todo o lixo produzido na ilha e no continente da Capital catarinense, e também a totalidade dos resíduos sólidos urbanos da cidade contígua de São José, município esse que fica na região continental metropolitana.</p>
<p>Então pode o leitor concluir que a cidade de São José está bem próxima do município de Florianópolis. O atual prefeito de São José, Djalma Vando Berger (PSB), vem a ser irmão do prefeito de Florianópolis, Dario Elias Berger (PMDB).</p>
<p>O leitor pode ingressar no Google Earth nas coordenadas 27º34´43.26”S e 48º30´46.35”O e ver a foto do satélite que foi coletada no início do mês de agosto de 2009. A imagem mostra naquela data a Central de Transferência de Resíduos Sólidos da Prefeitura de Florianópolis.</p>
<p>O empreendimento municipal de responsabilidade da COMCAP possui de frente 189,51m e, de frente ao fundo 281,63m, totalizando 53.371 m² aproximadamente.</p>
<p>Uma das mais impressionantes fotos digitais coletadas, em 03 de fevereiro de 2012, mostra a Central de Transferência de Resíduos Sólidos da COMCAP, instalada em área lindeira ao mangue da ilha, certamente em local de preservação ambiental. </p>
<p>Naquela sexta-feira, dia 3 de fevereiro, lá do alto, se viu toneladas de lixo solto (a céu aberto) espalhadas na Central de Transferência de Resíduos Sólidos da COMCAP.</p>
<p><a href="http://www.mafiadolixo.com/wp-content/uploads/2012/02/CTRS-COMCAP-AO-LADO-OS-QUATRO-PRÉDIOS.jpg" rel="shadowbox[sbpost-4284];player=img;" title="CTRS COMCAP- AO LADO OS QUATRO PRÉDIOS"><img class="aligncenter  wp-image-4288" title="CTRS COMCAP- AO LADO OS QUATRO PRÉDIOS" src="http://www.mafiadolixo.com/wp-content/uploads/2012/02/CTRS-COMCAP-AO-LADO-OS-QUATRO-PRÉDIOS.jpg" alt="" width="808" height="577" /></a></p>
<p>Esse empreendimento municipal não possui qualquer possibilidade de que veículos que lá ingressem sofram, na sua saída, a desinfecção nos rodados.</p>
<p>Pneus de caminhões coletores e carretas que circulam em cima do lixo e do chorume que escorre na área, os quais acabam trafegando pela Beira-Mar de Florianópolis.</p>
<p>É preciso se ter conhecimento, como a COMCAP armazena o chorume produzido na Central de Transferência de Resíduos Sólidos, no bairro Itacorubi, e qual o destino dado a esse liquido poluente que é depositado naquele local.</p>
<p>De uma área vizinha, no bairro Itacorubi, pode-se concluir, que a partir do 6º. andar dos quatro prédios do SUN VILLAGE, construídos pela empresa COTA Empreendimentos, se visualiza a montanha de lixo solto que se espalha pela Central de Transferência de Resíduos Sólidos. Inacreditável.</p>
<p>Basta os turistas caminharem pelas imediações, nas proximidades do empreendimento da COMCAP, e vão sentir o cheiro nauseabundo que exala da área.</p>
<p>É de se perguntar, se ninguém viu o lixo solto que está espalhado pelos 53 mil metros quadrados do empreendimento da Prefeitura de Florianópolis?</p>
<p>E considerar ainda que é “lixo seletivo” que está solto na área da CTRS, se tem a conclusão que a triagem não está atendendo os objetivos propostos para a Coleta Seletiva de Florianópolis.</p>
<p>Tem muito lixo seletivo misturado ao resíduo domiciliar.</p>
<p>Nessa área do Centro de Transferência de Resíduos Sólidos, funciona uma Estação de Transbordo, um Centro de Triagem, e o Museu do Lixo da Prefeitura de Floranópolis.</p>
<p>A população da capital catarinense deve se interrogar sobre a operação de ingresso de lixo na ilha, diariamente, a partir das trafegabilidades de dezenas de caminhões coletores de lixo, vindos da cidade de São José.</p>
<p>Pergunta para o leitor: essa permissão de ingresso do lixo de São José na ilha de Florianópolis, com o seu posterior descarregamento na Estação de Transbordo dentro da Central de Transferência de Resíduos Sólidos, foi discutida com a Câmara Municipal da capital catarinense, e votada legalmente para que isso acontecesse?</p>
<p>Cabe ainda considerar, que a gestão de resíduos tem de conhecer a influência na trafegabilidade diária de dezenas de caminhões de lixo de São José, que estão presentes no trânsito de Florianópolis, o qual hoje se encontra em determinados horários, e principalmente os de pico, congestionados.</p>
<p>Some a isso tudo, as dezenas de caminhões coletores de lixo da COMCAP, os quais também estão trafegando diariamente no trânsito de Florianópolis. Um “vai e vém” de caminhões coletores carregados com até 7 toneladas de lixo. Perigo para qualquer um transeunte nas artérias da capital.</p>
<p>O leitor vai ficar ainda surpreso, não só com a intensa trafegabilidade desses caminhões coletores de lixo de Florianópolis e de São José dentro da ilha, mas com os deslocamentos dos caminhões carretas (capacidade de 50m³) da empresa PROACTIVA, que circulam “noite e dia” pelo trânsito da capital, num também “vai e vém” contínuo, para levar o lixo até o aterro sanitário (destino final) em Biguaçu.</p>
<p>É inconcebível que tenhamos que conviver com monumental agressão ao meio ambiente de Florianópolis. Uma cidade exuberante e ao mesmo tempo frágil.</p>
<p>O assunto acima é gravíssimo. O mesmo merece a formação de uma “Força Tarefa”, integrada por promotores do Ministério Público do Estado de Santa Catarina (MPE) e do Ministério Público Federal (MPF), com o objetivo de avaliar a gestão do lixo de Florianópolis e São José, a partir das agressões ao meio ambiente na central de transferência de resíduos no bairro de Itacorubi, passando pelos custos envolvidos na operação de transporte de milhares de toneladas de resíduos sólidos da CTRS até Biguaçu, entre outros itens a considerar, como o Trânsito da Ilha da Magia e a Saúde do Manezinho e moradores do continente.</p>
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		<title>Estrada BR-101 separa o lixo do luxo em Santa Catarina</title>
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		<pubDate>Thu, 29 Sep 2011 21:27:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Enio Raffin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O turista que trafegar com seu veículo pela estrada BR-101, no sentido Florianópolis-Curitiba, poderá conhecer o lixo e o luxo, separados apenas por essa rodovia que liga o sul ao norte do Brasil.  Nas coordenadas 27°21&#8217;38.07&#8243;S e 48°37&#8217;59.65&#8243;O está o ponto de referência, um trevo, que separa o lixo do luxo em Santa Catarina.  Do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.mafiadolixo.com/wp-content/uploads/2011/09/FOTO-01-Area-Quinta-dos-Ganchos-e-Aterro-Sanitário.jpg" rel="shadowbox[sbpost-4000];player=img;" title="Area do empreendimento Quinta dos Ganchos a frente do Aterro Sanitário"><img class="aligncenter size-large wp-image-4001" title="Area do empreendimento Quinta dos Ganchos a frente do Aterro Sanitário" src="http://www.mafiadolixo.com/wp-content/uploads/2011/09/FOTO-01-Area-Quinta-dos-Ganchos-e-Aterro-Sanitário-1024x493.jpg" alt="" width="740" height="316" /></a>O turista que trafegar com seu veículo pela estrada BR-101, no sentido Florianópolis-Curitiba, poderá conhecer o lixo e o luxo, separados apenas por essa rodovia que liga o sul ao norte do Brasil.</p>
<p> <a href="http://www.mafiadolixo.com/wp-content/uploads/2011/09/FOTO-02-TREVO-PONTO-DE-REFERÊNCIA.jpg" rel="shadowbox[sbpost-4000];player=img;" title="TREVO-PONTO DE REFERÊNCIA NA BR-101 EM SANTA CATARINA"><img class="alignleft size-full wp-image-4002" title="TREVO-PONTO DE REFERÊNCIA NA BR-101 EM SANTA CATARINA" src="http://www.mafiadolixo.com/wp-content/uploads/2011/09/FOTO-02-TREVO-PONTO-DE-REFERÊNCIA.jpg" alt="" width="152" height="310" /></a>Nas coordenadas 27°21&#8217;38.07&#8243;S e 48°37&#8217;59.65&#8243;O está o ponto de referência, um trevo, que separa o lixo do luxo em Santa Catarina.</p>
<p> Do lado direito da BR-101 (sentido sul-norte), o turista pode avistar o mar e a área de 12.299.261,71 m² do megaempreendimento bilionário denominado Complexo Turístico Residencial “Quinta dos Ganchos”.<a href="http://www.mafiadolixo.com/wp-content/uploads/2011/09/FOTO-03-QUINTA-DOS-GANCHOS.jpg" rel="shadowbox[sbpost-4000];player=img;" title="QUINTA DOS GANCHOS-ILUSTRAÇÃO"><img class="alignright size-full wp-image-4003" title="QUINTA DOS GANCHOS-ILUSTRAÇÃO" src="http://www.mafiadolixo.com/wp-content/uploads/2011/09/FOTO-03-QUINTA-DOS-GANCHOS.jpg" alt="" width="323" height="259" /></a></p>
<p> Do lado esquerdo da mesma estrada, ainda no sentido sul-norte, o turista pode ver a via de acesso que conduz a Central de Gerenciamento de Resíduos de Tijuquinhas (aterro sanitário), instalada em área no município catarinense de Biguaçu, distante esse empreendimento privado apenas 160 metros da rodovia BR-101.<a href="http://www.mafiadolixo.com/wp-content/uploads/2011/09/FOTO-04-Aterro-Sanitário-Biguaçu-25-09-2009.jpg" rel="shadowbox[sbpost-4000];player=img;" title="Aterro Sanitário Tijuquinhas- Biguaçu-25-09-2009"><img class="aligncenter size-full wp-image-4004" title="Aterro Sanitário Tijuquinhas- Biguaçu-25-09-2009" src="http://www.mafiadolixo.com/wp-content/uploads/2011/09/FOTO-04-Aterro-Sanitário-Biguaçu-25-09-2009.jpg" alt="" width="435" height="280" /></a></p>
<p>O “Quinta dos Ganchos”, de titularidade da Atlântica Brasil Golf &amp; Resort Investimentos Ltda é um produto imobiliário voltado ao turismo, ao lazer e à moradia de alto padrão.</p>
<p>A importância desse empreendimento consiste na união de dois grandes setores da economia: o mercado imobiliário e de construção civil e o mercado turístico.<a href="http://www.mafiadolixo.com/wp-content/uploads/2011/09/FOTO-05-QUINTA-DOS-GANCHOS.jpg" rel="shadowbox[sbpost-4000];player=img;" title="QUINTA DOS GANCHOS-ILUSTRAÇÃO"><img class="alignleft size-full wp-image-4005" title="QUINTA DOS GANCHOS-ILUSTRAÇÃO" src="http://www.mafiadolixo.com/wp-content/uploads/2011/09/FOTO-05-QUINTA-DOS-GANCHOS.jpg" alt="" width="338" height="351" /></a></p>
<p>O empreendimento “Quinta dos Ganchos” fica a beira do mar de Santa Catarina, na enseada de Tijucas, e vai contar, caso licenciado, com um porto desportivo e marina com canais navegáveis e atracadouros para embarcações de até 150 pés, quatro campos de golf de nível internacional, sendo um deles iluminado para jogos à noite, um centro hípico de nível internacional, quadras de tênis, squash, paddle, piscinas, salas de ginástica, centro de exposições e congressos, arena multiuso para até 5.000 pessoas, trilhas ecológicas e para passeio a cavalo, 20 condomínios com 3.044 casas e 4.898 apartamentos de alto padrão, áreas comerciais com mais de 72.000 metros quadrados, quatro hotéis de luxo, um hotel de congressos, um spa, um hospital e centro médico com clínicas especializadas, um  shopping center e boulevards de comércio e serviço na área do porto, oferecendo uma seleta opção de boutiques de luxo, renomados restaurantes, bares e discotecas.</p>
<p>Cinco empresas da Espanha são as titulares do empreendimento e seus idealizadores afirmam que vão investir R$ 2,5 bilhões.</p>
<p>A Fundação do Meio Ambiente (FATMA), órgão ambiental do Governo de Santa Catarina, que tem como missão maior garantir a preservação dos recursos naturais do estado, já concedeu a Licença Ambiental Prévia (LAP) ao empreendimento “Quinta dos Ganchos”. O próximo passo é conquistar a Licença Ambiental de Instalação (LAI) o que permitirá a Atlântica Brasil erguer o “Quinta dos Ganchos” em três anos.</p>
<p>Visando proporcionar aos moradores, total conforto, segurança e qualidade de vida, “Quinta dos Ganchos” foi planejado nos mínimos detalhes e será dotado de completa infraestrutura (via subsolo), como rede de água, energia elétrica, telefonia, dados, gás, esgoto e coleta seletiva de lixo.</p>
<p>Para o leitor ficar ainda mais impressionado com o bilionário empreendimento espanhol, a coleta de lixo do “Quinta dos Ganchos” será feita por um sistema denominado “Coleta Pneumática de Resíduos Sólidos”.</p>
<p>Lá os moradores vão se utilizar de lixeiras soterradas, as quais recebem os resíduos originados nas casas e apartamentos do condomínio de luxo. O lixo depositado nas lixeiras soterradas é transportado por uma rede também subterrânea, até a estação de transbordo. Dali o lixo segue para a central de tratamento de resíduos localizada em outro município catarinense.</p>
<p><a href="http://www.mafiadolixo.com/wp-content/uploads/2011/09/FOTO-07-Passivo-ambiental-Biguaçu.jpg" rel="shadowbox[sbpost-4000];player=img;" title="Aterro sanitário e ao fundo a área do Quinta dos Ganchos"><img class="alignright size-medium wp-image-4006" title="Aterro sanitário e ao fundo a área do Quinta dos Ganchos" src="http://www.mafiadolixo.com/wp-content/uploads/2011/09/FOTO-07-Passivo-ambiental-Biguaçu-300x199.jpg" alt="" width="300" height="199" /></a>Por sua vez, o empreendimento vizinho ao “Quinta dos Ganchos”, a Central de Gerenciamento de Resíduos de Tijuquinhas, de titularidade da empresa Proactiva Serviços Ambientais Brasil, está localizada na cidade de Biguaçu, a menos de 300 metros da área do bilionário megaempreendimento espanhol.</p>
<p>Esse aterro sanitário atende a 25 municípios de Santa Catarina e situa-se a 386 metros do Rio Inferninho, curso de águas que corre por 5 KM e 387 metros dentro da área do megaempreendimento “Quinta dos Ganchos”.</p>
<p>O aterro sanitário pode ser encontrado nas coordenadas correspondente a 27º 21’47 17”S e 48º 38’15 52”O do Google Earth.</p>
<p>Somente a cidade de Florianópolis produz diariamente algo em torno de 350 toneladas de lixo fora de alta temporada turística no litoral, sendo o mesmo transportado a Central de Gerenciamento de Resíduos de Tijuquinhas que serve de destino final dos resíduos.</p>
<p>No EIA-Rima do empreendimento bilionário entregue a FATMA consta o nome de Enrico Luiz Soffiatti como representante da Atlântica Brasil Golf &amp; Resort Investimentos Ltda. Desde o ano de 2010 o executivo Soffiatti não está mais ligado ao “Quinta dos Ganchos”.</p>
<p>O megaempreendimento é agora capitaneado pelo empresário espanhol José Maria Gonzales Preto.</p>
<p><a href="http://www.mafiadolixo.com/wp-content/uploads/2011/09/FOTO-08-Rio-Inferninho-Em-toda-a-extensão.jpg" rel="shadowbox[sbpost-4000];player=img;" title="Vista do aterro e da área do megaempreendimento"><img class="alignleft size-full wp-image-4007" title="Vista do aterro e da área do megaempreendimento" src="http://www.mafiadolixo.com/wp-content/uploads/2011/09/FOTO-08-Rio-Inferninho-Em-toda-a-extensão.jpg" alt="" width="824" height="540" /></a>O leitor pode estar se questionando, quem compraria uma das 3.044 casas ou um dos 4.898 apartamentos de alto padrão do megaempreendimento bilionário, a beira do mar de Santa Catarina, que tem por vizinho um aterro sanitário, o qual possui um monumental passivo ambiental?  Certamente todos nós desejamos morar longe de lixões, aterros sanitários, cemitérios, e presídios. Ou estou enganado?</p>
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		<title>OSX fará três audiências públicas para falar sobre projeto de estaleiro em Biguaçu</title>
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		<pubDate>Tue, 22 Jun 2010 11:36:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Enio Raffin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A chance de questionar e tirar dúvidas sobre a instalação de um estaleiro em Biguaçu, na Grande Florianópolis, acontecerá em três audiências públicas previstas para os dias 20, 21 e 22 julho. A OSX, empresa que pretende fazer o investimento, foi autorizada pela Fundação do Meio Ambiente de Santa Catarina (Fatma) a promover o encontro. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A chance de questionar e tirar dúvidas sobre a instalação de um estaleiro em Biguaçu, na Grande Florianópolis, acontecerá em três audiências públicas previstas para os dias 20, 21 e 22 julho. A OSX, empresa que pretende fazer o investimento, foi autorizada pela Fundação do Meio Ambiente de Santa Catarina (Fatma) a promover o encontro. Conforme um comunicado da OSX, divulgado nesta segunda-feira, as audiências devem acontecer em Biguaçu, Governador Celso Ramos e Florianópolis. Na última semana, depois de estudar o novo relatório encaminhado pela OSX, com informações complementares sobre o a instalação do estaleiro em Biguaçu, o Instituto Chico Mendes para Conservação da Biodiversidade (ICMBio) manteve seu parecer inicial, contrário ao empreendimento. Nesta segunda-feira, a OSX apresenta recurso à ICMBio, em Brasília. A empresa defende que a decisão regional não tem caráter definitivo e não responde tecnicamente aos estudos ambientais apresentados pela empresa. A regional Sul do ICMBio se manifesta contrária à escolha do local em função dos problemas que o empreendimento vai causar para as três unidades de conservação: a Área de Proteção Ambiental do Anhatomirim, Estação Ecológica de Carijós e Reserva Biológica Marinha do Arvoredo.</p>
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		<title>Edital para a nova concorrência do lixo da ‘Ilha da Magia’ deverá sair em até 90 dias</title>
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		<pubDate>Fri, 16 Apr 2010 12:53:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Enio Raffin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A Prefeitura de Florianópolis, em Santa Catarina, por meio da COMCAP (Companhia de Melhoramentos da Capital) coleta todo o lixo da cidade e o envia a uma “Estação de Transbordo de Resíduos”, localizada no bairro Itacorubi, na Ilha, de onde segue para o Aterro Sanitário de Biguaçu, distante 30 km do centro da capital. Hoje [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.mafiadolixo.com/wp-content/uploads/2010/04/City-Florianopolis-Brasil-03.jpg" rel="shadowbox[sbpost-2987];player=img;"><img class="alignleft size-medium wp-image-2988" src="http://www.mafiadolixo.com/wp-content/uploads/2010/04/City-Florianopolis-Brasil-03-300x199.jpg" alt="" width="300" height="199" /></a>A Prefeitura de Florianópolis, em Santa Catarina, por meio da COMCAP (Companhia de Melhoramentos da Capital) coleta todo o lixo da cidade e o envia a uma “Estação de Transbordo de Resíduos”, localizada no bairro Itacorubi, na Ilha, de onde segue para o Aterro Sanitário de Biguaçu, distante 30 km do centro da capital. Hoje a empresa que realiza essa transferência dos resíduos sólidos urbanos de Florianópolis é a Proactiva Ambiental, que também vem a ser a titular do empreendimento de Biguaçu. No verão, época de turismo na “Ilha da Magia” são produzidas em média 14 mil toneladas de lixo por mês, 40% a mais do que nos meses de baixa temporada em Florianópolis. Nos últimos 10 anos, a quantidade de resíduos encaminhados ao aterro sanitário de Biguaçu aumentou em 32%. Como a prefeitura de Florianópolis não tem caminhões carretas para a transferência do lixo da Ilha para o aterro sanitário em Biguaçu, ela acaba contratando uma empresa privada para fazer esse serviço público. <img class="alignleft size-medium wp-image-2989" src="http://www.mafiadolixo.com/wp-content/uploads/2010/04/caminhao_carreta_Proactiva_Floripa-300x153.jpg" alt="" width="300" height="153" />A Prefeitura de Florianópolis iniciou um processo de concorrência pública para contratar uma empresa privada, visando diversos serviços de limpeza urbana e meio ambiente, entre eles o transporte do lixo por carretas e o destino final do lixo. Esse edital atendia apenas aos interesses de uma única empresa que seria a vencedora. Entidade ingressou na Justiça de Santa Catarina e barrou a concorrência. A Justiça acabou recentemente anulando o edital dessa concorrência do transporte do lixo que envolvia algo próximo a R$ 74,1 milhões, com prazo de cinco anos. Uma concorrência do lixo leva um tempo longo para ser concluída. Como finda esse mês o contrato da Proactiva Ambiental com o Município de Florianópolis, o governo do prefeito Dario Berger (PSDB) terá que fazer um contrato emergencial para o transporte do lixo e o destino final em aterro sanitário. O titular da pasta de Habitação e Saneamento Ambiental, da Prefeitura de Florianópolis, afirmou que o novo edital irá prever a contratação de três empresas e não uma só como previa o instrumento anterior anulado pela Justiça.<a href="http://www.mafiadolixo.com/wp-content/uploads/2010/04/aterro-proactiva-em-Biguaçu.jpg" rel="shadowbox[sbpost-2987];player=img;"><img class="alignright size-medium wp-image-2990" src="http://www.mafiadolixo.com/wp-content/uploads/2010/04/aterro-proactiva-em-Biguaçu-300x199.jpg" alt="" width="300" height="199" /></a> O Ministério Público do Estado de Santa Catarina deveria investigar a confecção do edital anulado e analisar o processo administrativo que originou esse instrumento público. Por exemplo, quando foi aberto o processo? Poque demorou tanto tempo para a publicação do edital do transporte do lixo de Florianópolis, tendo ocorrido às vésperas do encerramento do atual contrato?  E mais, como se sabe que é preciso um longo tempo para fazer uma concorrência do lixo em qualquer cidade do Brasil, deve o Executivo Municipal iniciar com a devida antecedência uma licitação pública, evitando que se faça o contrato de emergência. As autoridades municipais de Florianópolis sabiam que o contrato do transporte do lixo e destino final em aterro sanitário venceria em abril desse ano. Por que não iniciaram a licitação pública com tempo suficiente a evitar o contrato de emergência? Se publicassem o edital do transporte do lixo, por exemplo, em janeiro do ano de 2009, mesmo com uma eventual anulação dessa concorrência, por parte da Justiça ou de uma recomendação do Ministério Público Estadual ou de Contas, haveria tempo suficiente para concluir o certame no final de 2009 ou ainda no início de 2010, antes que viesse a acontecer o término do atual contrato, evitando assim a contratação da empresa Proactiva, em regime de emergência, sem licitação pública.</p>
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		<title>MPF em Santa Catarina pode embargar construção de estaleiro da OSX</title>
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		<pubDate>Mon, 12 Apr 2010 13:42:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Enio Raffin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O Ministério Público Federal de Santa Catarina aguarda para essa semana o pronunciamento da Fundação do Meio Ambiente (Fatma) no Estado sobre o relatório de impacto ambiental apresentado pela empresa OSX, do empresário Eike Batista, para a construção de um estaleiro no município de Biguaçu, na região de Florianópolis. O Ministério Público não descarta a possibilidade de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-medium wp-image-2939" src="http://www.mafiadolixo.com/wp-content/uploads/2010/04/eike_batista-246x300.jpg" alt="" width="180" height="222" />O Ministério Público Federal de Santa Catarina aguarda para essa semana o pronunciamento da Fundação do Meio Ambiente (Fatma) no Estado sobre o relatório de impacto ambiental apresentado pela empresa OSX, do empresário Eike Batista, para a construção de um estaleiro no município de Biguaçu, na região de Florianópolis. O Ministério Público não descarta a possibilidade de embargar o empreendimento. A OSX não comenta o assunto, porque seus executivos estão em período de silêncio, devido à sua oferta pública inicial de ações (IPO) realizada no último dia 22 de março. O Ministério Público solicitou a análise da fundação após receber parecer técnico do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), que aponta uma série de dúvidas sobre a viabilidade da instalação do estaleiro no Estado. Entre os pontos críticos apontados está o impacto sobre as áreas da Ilha do Arvoredo, Anhatomirim e a Estação de Carijós.</p>
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		<title>Lixo de Florianópolis é estratégico para o mercado da iniciativa privada</title>
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		<pubDate>Wed, 20 Jan 2010 17:08:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Enio Raffin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A cidade de Florianópolis é estratégica para o mercado de resíduos do estado de Santa Catarina. Florianópolis produz uma média diária de 466 toneladas de resíduos sólidos urbanos, algo em torno de 14.000 toneladas/mês durante a alta temporada (dezembro a março). Na baixa temporada (abril a novembro), a capital catarinense sofre uma redução de 2.500 [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">A cidade de Florianópolis é estratégica para o mercado de resíduos do estado de Santa Catarina. Florianópolis produz uma média diária de 466 toneladas de resíduos sólidos urbanos, algo em torno de 14.000 toneladas/mês durante a alta temporada (dezembro a março). Na baixa temporada (abril a novembro), a capital catarinense sofre uma redução de 2.500 toneladas de lixo mensalmente. Ou seja, produz uma média diária correspondente a 383 toneladas de resíduos sólidos urbanos, ou ainda 11.500 toneladas/mês aproximadamente. Os serviços de limpeza urbana de Florianópolis são realizados pela competente Companhia de Melhoramentos da Capital (COMCAP). Florianópolis não possui um aterro sanitário na Ilha e no Continente. Para cumprir a legislação ambiental, Florianópolis, via COMCAP, encaminha o lixo da cidade para o Centro de Transferência de Resíduos Sólidos, na Rodovia Admar Gonzaga, no Itacorubi. Desse empreendimento municipal em Itacorubi, os resíduos sólidos urbanos são adicionados em caminhões carretas da empresa Proactiva, que a seguir faz o transporte do lixo para o aterro sanitário (privado), denominado de Tijuquinhas, o qual está localizado no município de Biguaçu, distante aproximadamente 30 km de Florianópolis. O Aterro Sanitário de Tijuquinhas está instalado as margens da estrada BR-101, distante apenas 6,5 Km do mar que banha Florianópolis e a cidade de Governador Celso Ramos, entre outros municípios catarinenses, podendo o empreendimento ser encontrado no Google Earth nas coordenadas correspondentes a 27º 21’47 17”S e 48º 38’15 52”O. Tijuquinhas é de responsabilidade do grupo ProActiva Ambiental do Brasil, formado em 1997 com capital do grupo espanhol FCC (50%) e do grupo francês Veolia (50%). Atualmente 21 cidades catarinenses (Águas Mornas, Alfredo Wagner, Angelina, Anitápolis, Antônio Carlos, Biguaçu, Bombinhas, Campo Alegre, Florianópolis, Governador Celso Ramos, Leoberto Leal, Palhoça, Paulo Lopes, Porto Belo, Rancho Queimado, São Bonifácio, São José, São Pedro de Alcântara, Santo Amaro da Imperatriz e Tijucas) enviam diariamente os seus resíduos sólidos urbanos para o Aterro Sanitário de Tijuquinhas. A COMCAP coleta o lixo de Florianópolis, faz a pesagem do mesmo e o entrega no Centro de Transferência em Itacorubi para a Secretaria Municipal de Habitação e Saneamento Ambiental da Prefeitura de Florianópolis. Essa pasta é a responsável pelo transporte e destino final do lixo de Florianópolis. Em outras palavras, a Secretaria Municipal Habitação e Saneamento Ambiental é o órgão público responsável pela licitação que tem por objeto a contratação de empresa privada para o transporte e tratamento dos resíduos sólidos urbanos de Florianópolis. Os dados técnicos estratégicos para a confecção do instrumento público que visa a contratação dos serviços de transporte e tratamento do lixo são fornecidos pela pasta de Habitação e Saneamento Ambiental. No ano passado, em 11 de dezembro, o Município de Florianópolis, por intermédio da Diretoria de Licitações e Contrato, tornou público que fará realizar licitação na modalidade de concorrência (CONCORRÊNCIA N.º 589/SMAP/DLC/2009), do tipo Menor Preço Global, sob o regime de empreitada por Preço Unitário, tendo por objeto a “contratação de empresa especializada para a execução dos serviços continuados de engenharia sanitária para carga, transporte e destinação final tecnicamente adequada dos resíduos sólidos urbanos domiciliares, comerciais e de varrição, transporte tratamento e destinação final dos resíduos sólidos dos serviços de saúde, transporte e destinação final de produtos químicos, tóxicos e perigosos classe I, de responsabilidade da prefeitura”. A concorrência envolve o preço máximo admissível para essa contratação no valor de R$ 74.148.415,00 (setenta e quatro milhões e cento e quarenta e oito mil quatrocentos e quinze reais). O prazo para execução do transporte e tratamento dos resíduos sólidos urbanos de Florianópolis é 60 meses (5 anos), na forma da Lei Federal no.8.666/93 (Lei das Licitações), contados a partir da data de recebimento da ordem de início de serviços. Empreendimentos aterros sanitários privados em Santa Catarina são raros. Poderíamos citar além do aterro sanitário privado da Proactiva, em Biguaçu (SC), os empreendimentos da empresa Serrana, um deles localizado na cidade de Laguna (SC), e o de titularidade da empresa Santec, que fica no município de Içara (SC). Desses aterros sanitários acima citados, somente Biguaçu e Içara é que podem receber o lixo de Florianópolis, em face de seus licenciamentos ambientais. Cabe perguntar, “se dentro do valor máximo de 74 milhões de reais está previsto pela Prefeitura de Florianópolis o custo com o transporte do lixo entre a distância a partir do Centro de Transporte de Resíduos Sólidos da COMCAP, em Itacorubi, e o local do aterro sanitário que vai receber os resíduos da capital?” E mais, se nesse edital consta a informação sobre os aterros sanitários existentes em Santa Catarina? E ainda, se o edital de Florianópolis informa sobre a “Taxa de Compensação Ambiental” cobrada pelo Município de Biguaçu, em face da Lei Complementar nº 8, de 29 de janeiro de 2009, que começou a vigorar em 1º. de janeiro de 2010, e que exige o pagamento de R$ 20,00 por tonelada de lixo destinada no aterro sanitário da Proactiva. Muitos outros questionamentos sobre esse edital do lixo poderiam ser formulados a Prefeitura de Florianópolis. Alguns deles não foram respondidos pela Comissão de Licitação dessa concorrência milionária do lixo. Em face da falta de respostas por parte do Município de Florianópolis, a Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (ABRELPE) ingressou na Justiça de Santa Catarina, a véspera da abertura da concorrência N.º 589/SMAP/DLC/2009, com um Mandado de Segurança (Processo no. 023.10.001839-7).</p>
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		<title>Concorrência do transporte e destino final do lixo de Florianópolis é suspensa pela Justiça de Santa Catarina</title>
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		<pubDate>Wed, 20 Jan 2010 17:06:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Enio Raffin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A concorrência n.º 589/SMAP/DLC/2009, promovida pelo Município de Florianópolis, foi suspensa pela Justiça de Santa Catarina. O certame em questão, “que tem por objeto um contrato que envolve algumas dezenas de milhões de reais”, foi suspenso liminarmente, em 14 de janeiro de 2010, pelo Juiz de Direito Hélio do Valle Pereira. O Magistrado acatou a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">A concorrência n.º 589/SMAP/DLC/2009, promovida pelo Município de Florianópolis, foi suspensa pela Justiça de Santa Catarina. O certame em questão, “que tem por objeto um contrato que envolve algumas dezenas de milhões de reais”, foi suspenso liminarmente, em 14 de janeiro de 2010, pelo Juiz de Direito Hélio do Valle Pereira. O Magistrado acatou a tese de que “apenas uma empresa, aquela que hoje aqui já atua [leia-se Proactiva], deteria a possibilidade de atender a todos os pontos do objeto licitado”. A advogada Ana Echevengua disse que “há fortes indícios de que o edital foi encomendado”. Ou seja, “elaborado para beneficiar a atual empresa que trata os resíduos da Grande Florianópolis. Aquela que está sob investigação da Polícia Federal (PF) e pelo Ministério Público Federal e cujos diretores foram presos na estrondosa Operação Dríade, no final de 2008.” Isso já é assunto para o Ministério Público Estadual investigar. Diz ainda a advogada Ana Echevengua, “se isso realmente aconteceu, é ilegal. Gera dificuldades na concorrência. Ou seja, torna restrito o universo de empresas participantes do processo. Uma licitação assim, obviamente, é nula.” Embora a Prefeitura de Florianópolis tenha sido regularmente intimada do Mandado de Segurança (Processo no. 023.10.001839-7), não está nem aí para a ordem do Poder Judiciário. Hoje no seu website, há uma informação – às empresas interessadas &#8211; que a sessão de abertura da habilitação, prevista para o dia 15 de janeiro de 2010, foi prorrogada para o dia 25 de janeiro de 2010. O motivo alegado? Consta que a Diretora de Licitações e Contrato em exercício, no uso de suas atribuições legais, vem por intermédio deste, informar as empresas interessadas o que segue: “Em razão do grande número de questionamentos e das impugnações protocolizadas nesta Diretoria, e que até o presente momento não houve resposta do órgão requisitante, a sessão designada para dia 15 de janeiro de 2010 às 14:00 horas será prorrogada para dia 25 de janeiro de 2010 às 14:00 horas. Florianópolis, 12 de janeiro de 2010. Maria Ester Schorn Harb &#8211; Diretora de Licitações e Contrato.” Mas a Prefeitura de Florianópolis faz uma observação em seu website. Diz lá que “os editais disponíveis estão sujeitos as alterações, as quais serão informadas nesta página, sendo de inteira responsabilidade do consulente, o acompanhamento e o acesso as novas modificações. Essas publicações não possuem caráter legal.” No mínimo essa informação que está divulgada no website da Prefeitura de Florianópolis, ainda nessa quarta-feira (20/01), é desatualizada. Esqueceram de informar que o Juiz de Direito Hélio do Valle Pereira mandou suspender todo o processo licitatório; e não prorrogar, postergar a data de abertura de envelopes de preços. A decisão pode ser revogada futuramente no Tribunal de Justiça de Santa Catarina, mas, por enquanto, todo o processo da concorrência do transporte e destino final do lixo de Florianópolis está suspenso. Ponto final. O leitor pode conhecer a íntegra da decisão da Justiça de Santa Catarina, processo número 023.10.001839-7, um Mandado de Segurança ingressado em 13/01/2010 às 16h56min., tendo por impetrante a  Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (ABRELPE) e por impetrados o Secretário Municipal de Habitação e Saneamento Ambiental de Florianópolis, Átila Rocha dos Santos e o Presidente Comissão Permanente de Licitação da Secretaria Municipal Habitação e Saneamento Ambiental, da Prefeitura Municipal de Florianópolis.  Conforme informação do Tribunal de Justiça de Santa Catarina, em 14/01/2010, consta que “a medida liminar, neste mandado de segurança coletivo, visa sustar a marcha de licitação que tem por objeto contrato que envolve algumas dezenas de milhões de reais. É assunto que merece, não fossem por todas as razões inatas ao tema, especial zelo. Friso, de tal modo, que não me parece insuperável o óbice do art. 22, 2, da Lei 12.016/2009. Há casos em que a urgência é tamanha que não se pode aguardar mesmo o prazo exíguo lá estabelecido. Em tal situação, se realmente houver ameaça insuperável ao direito defendido, pode-se eclipsar aquela exigência. Apenas para firmar coerência, mesmo que sem valor técnico, assim já defendi em outro local (Manual da Fazenda Pública em Juízo. Rio de Janeiro: Renovar, 2008, 3 ed., n. 17.2.1) a propósito do idêntico art. 2 da Lei 8.437/92. Atente-se que a demora no ingresso da ação não parece que seja imputável a um comportamento relapso da impetrante. Tudo indica que ela esperou, como era realmente razoável, a resposta à impugnação de fls. 114. Verdade que não há prova de uma alegação, é dizer, que não houve ainda a manifestação oficial mas, sendo muito custosa a diabólica prova do fato negativo, aceitável dar confiança à asserção da autora. Só esse ponto me animaria, pela precaução que o caso requer, a deferir a liminar. Dá-se que ainda preocupa e por isso será necessário meditação mais firme adiante a arguição de que poderia ocorrer o fracionamento das prestações licitadas (o que parece se afeiçoar ao 1 do art. 23 da Lei 8.666/93). Aliás, a impetrante traz precedente do Tribunal de Contas que, em primeira análise, cuida de situação muito semelhante à presente. Daí adviria, inclusive, uma impossibilidade de competição, pois se diz que apenas uma empresa, aquela hoje aqui já atua, deteria a possibilidade de atender a todos os pontos do objeto licitado, ao menos nos termos como postos. Mais não digo, por ora, porque os aspectos destacados me soam bastantes e o tempo é muito pouco, ainda mais pela necessidade de análise de muitas outras causas. (Acumulo neste mês a responsabilidade pelas três Varas da Fazenda Pública.) Assim, defiro a liminar para sustar o procedimento licitatório. Notifiquem-se pelo regime de plantão e cumpra-se o art. 7, inc. II, da Lei 12.016/2009. fls. 132/133.” Um detalhe: “a entidade ABRELPE, com sede em São Paulo, não tem entre as suas associadas a Proactiva, empresa que hoje transporta o lixo de Florianópolis e que faz o tratamento dos resíduos sólidos em aterro sanitário, empreendimento esse localizado em Biguaçu a 30 km de Florianópolis”. No final do ano passado a empresa Cavo Serviços e Saneamento S/A (razão social que sucede a Cavo Serviços e Meio Ambiente S/A), associada a ABRELPE, ingressou na FATMA (Fundação de Meio Ambiente de Santa Catarina), órgão estadual responsável pelo Meio Ambiente catarinense, com um pedido de licenciamento ambiental para a instalação de uma “Central de Resíduos Sólidos Urbanos”, leia-se “aterro sanitário”, no município de Palhoça (SC) distante esse empreendimento apenas 14 km de Florianópolis e que teria condições de receber o lixo da capital catarinense, da cidade de Palhoça e de diversos municípios da Grande Florianópolis. Tudo indica uma “suposta guerra pelo mercado do lixo catarinense”. Vamos acompanhar.</p>
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		<title>Lei Municipal de Biguaçu mexe nos bolsos dos contribuintes de Florianópolis</title>
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		<pubDate>Sun, 01 Nov 2009 14:01:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Enio Raffin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Os contribuintes do município de Florianópolis já podem esperar pelo aumento nos custos de destino final do lixo da cidade no ano que vem. Por conseqüência esse aumento deverá ser repassado para o bolso do contribuinte. Dizem alguns que será por uma boa causa. Os contribuintes de Florianópolis vão ajudar a construir um hospital na [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_2447" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://www.mafiadolixo.com/wp-content/uploads/2009/11/florianopolis.jpg" rel="shadowbox[sbpost-2446];player=img;"><img class="size-medium wp-image-2447" src="http://www.mafiadolixo.com/wp-content/uploads/2009/11/florianopolis-300x199.jpg" alt="Florianópolis" width="300" height="199" /></a><p class="wp-caption-text">Florianópolis</p></div>
<p style="text-align: justify;">Os contribuintes do município de Florianópolis já podem esperar pelo aumento nos custos de destino final do lixo da cidade no ano que vem. Por conseqüência esse aumento deverá ser repassado para o bolso do contribuinte. Dizem alguns que será por uma boa causa. Os contribuintes de Florianópolis vão ajudar a construir um hospital na cidade de Biguaçu em Santa Catarina. Tudo isso porque o prefeito de Biguaçu, José Castelo Deschamps (PP) criou uma “taxa de compensação ambiental” a qual começa a vigorar em 1º. de janeiro de 2010 e o resultado da arrecadação será aplicado na construção de um hospital. A Lei Complementar nº 8, de 29 de janeiro de 2009, do município de Biguaçu, atinge todos os contribuintes de Florianópolis. A prefeitura de Florianópolis não possui um aterro sanitário na Ilha e no Continente, e precisa enterrar os seus resíduos sólidos urbanos em um aterro sanitário. A Companhia de Melhoramentos da Capital (COMCAP), órgão responsável pela limpeza urbana de Florianópolis, contratou o empreendimento da empresa Proactiva em Biguaçu, tendo por objeto a destinação diária do lixo da cidade. É para lá que a COMCAP envia todo dia o lixo da Ilha e do Continente de Florianópolis. Algo em torno de 350 toneladas diárias na baixa temporada turística. Biguaçu passa em janeiro do próximo ano a cobrar R$ 20,00 por tonelada de lixo que ingressa em aterro sanitário no município. Considerando a tonelada de lixo coletada no mês de baixa temporada turística em Florianópolis, além do preço já contratado pela COMCAP para enterrar as 350 toneladas diárias de resíduos sólidos urbanos no aterro sanitário da Proactiva, terá o Município de &#8220;Floripa&#8221; (como carinhosamente é conhecida) que recolher aos cofres de Biguaçu o montante mensal aproximado de R$ 182.000,00 (350 ton/dia X 26 dias x R$ 20,00). Ou seja, algo em torno de R$ 2.184.000,00 a cada ano, sem falar em correções e aumentos da taxa nos anos seguintes. E esse valor anual será repassado para os contribuintes de Florianópolis.</p>
<div id="attachment_2448" class="wp-caption alignright" style="width: 310px"><a href="http://www.mafiadolixo.com/wp-content/uploads/2009/11/aterro-proactiva.jpg" rel="shadowbox[sbpost-2446];player=img;"><img class="size-medium wp-image-2448" src="http://www.mafiadolixo.com/wp-content/uploads/2009/11/aterro-proactiva-300x199.jpg" alt="Aterro sanitário em Biguaçu onde é enterrado o lixo da Ilha e do Continente de Florianópolis " width="300" height="199" /></a><p class="wp-caption-text">Aterro sanitário em Biguaçu onde é enterrado o lixo da Ilha e do Continente de Florianópolis </p></div>
<p style="text-align: justify;">Só há uma maneira de evitar que isso aconteça. Aumentar a reciclagem dos resíduos sólidos urbanos da cidade de Florianópolis. Aumentando a quantidade de lixo reciclado, em contrapartida ocorre a redução de toneladas de lixo que ingressam no município de Biguaçu. E reduzindo a tonelada diária de lixo na cidade, os contribuintes de Florianópolis diminuem o valor total da “taxa de compensação ambiental” cobrada por Biguaçu. Incrementando a reciclagem, a COMCAP aumenta a quantidade de resíduos que são negociados com as indústrias que compram o lixo de Florianópolis. Isso aumenta a receita da COMCAP e contribui também para reduzir o valor total da “taxa de compensação ambiental’ cobrada pela cidade de Biguaçu. O prefeito Dario Berger (PSDB) já pode iniciar uma campanha para a reciclagem do lixo nesse verão em Florianópolis. Isso porque nessa estação do ano há um aumento significativo na tonelada diária de lixo produzida na Ilha e no Continente. Para finalizar, cabe lembrar que além de Florianópolis outras 29 cidades enterram o lixo no aterro sanitário da ProActiva em Biguaçu. O prefeito José Castelo Deschamps (PP) vai logo inaugurar o novo hospital na cidade de Biguaçu com o &#8220;apoio&#8221; dos contribuintes de Florianópolis.</p>
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		<title>MPF de Sorocaba busca documento em Florianópolis sobre o lixo na ‘Operação Dríade’ da Polícia Federal</title>
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		<pubDate>Thu, 29 Oct 2009 11:50:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Enio Raffin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Em setembro do ano passado, empresários e vários funcionários públicos foram presos durante a “Operação Dríade”, contra crimes ambientais, ação essa promovida pela Polícia Federal (PF). Segundo a PF, na oportunidade 12 prisões foram realizadas em Santa Catarina e duas em São Paulo. A Polícia Federal, conforme matérias amplamente divulgadas nos meios de comunicação do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Em setembro do ano passado, empresários e vários funcionários públicos foram presos durante a “Operação Dríade”, contra crimes ambientais, ação essa promovida pela Polícia Federal (PF). Segundo a PF, na oportunidade 12 prisões foram realizadas em Santa Catarina e duas em São Paulo. A Polícia Federal, conforme matérias amplamente divulgadas nos meios de comunicação do Brasil, afirmou à época que os detidos são suspeitos de fazer parte de um esquema de liberação de licenças ambientais irregulares em áreas de preservação ambiental e terras da Marinha.  Os crimes ambientais seriam praticados por empresários com o apoio de funcionários públicos. De acordo com a Polícia Federal (PF), os funcionários teriam envolvimento em um esquema que facilitou a obtenção de licenças e laudos irregulares a empresas que atuam no município catarinense de Biguaçu. As investigações que resultaram na Operação Dríade começaram em outubro de 2007. O processo de Inquérito Policial no. 2007.72.00.014411-4 (SC), que trata da Operação Dríade, tramita na Justiça Federal em Florianópolis e tem por Juíza Marjorie Cristina Freiberger R. da Silva. Hoje o processo está com o Delegado Muller da PF. Muller tem até o final de novembro desse ano para entregar o seu relatório final ao Ministério Público Federal (MPF) em Florianópolis, cujo Procurador da República Eduardo Barragan Seroa da Motta, decidirá se oferecerá denúncia ou não contra as pessoas que hoje são investigadas. Se houver denúncia por parte do MPF de Santa Catarina, caberá à Justiça Federal decidir ainda se a aceita ou não, para posterior abertura de ação penal. Nesse processo constam muitos documentos sobre as análises do rio Inferninho, cujas águas estão a 386 metros de distância do aterro sanitário Tijuqinhas, em Biguaçu. Esse empreendimento tem por titularidade a empresa ProActiva Ambiental, que teve dois diretores presos na “Operação Dríade” da Polícia Federal. Recentemente o Ministério Público Federal de Sorocaba (SP) requereu a Justiça Federal de Santa Catarina a cópia do processo de no. 2007.72.00.014411-4, tendo sido autorizada pela Juíza Marjorie Cristina Freiberger R. da Silva cópias de documentos sobre o lixo, em especial aqueles que tratam do aterro sanitário de Tijuquinhas, em Biguaçu. Tal interesse se motiva no empreendimento aterro sanitário que está se pretendendo instalar na cidade de Iperó, que fica lindeira com o município de Sorocaba. A empresa privada de Biguaçu é a mesma que está em Iperó.</p>
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		<title>Município de Biguaçu taxa o lixo que ingressa no aterro sanitário da empresa ProActiva</title>
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		<pubDate>Wed, 28 Oct 2009 12:53:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Enio Raffin</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Aterro sanitário]]></category>
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		<description><![CDATA[Tempos atrás o portal Máfia do Lixo noticiou com exclusividade, que o prefeito José Castelo Deschamps (PP) pretendia criar uma “taxa de compensação ambiental” pelo lixo gerado em outras cidades brasileiras e que tem por destino final o aterro sanitário de Tijuquinhas, empreendimento esse de titularidade da empresa Proactiva Ambiental, o qual está instalado em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_2432" class="wp-caption alignleft" style="width: 214px"><img class="size-full wp-image-2432" title="jose-carlos-deschamps1" src="http://www.mafiadolixo.com/wp-content/uploads/2009/10/jose-carlos-deschamps1.jpg" alt="José Carlos Deschamps, prefeito de Biguaçu em Santa Catarina" width="204" height="250" /><p class="wp-caption-text">José Carlos Deschamps, prefeito de Biguaçu em Santa Catarina</p></div>
<p style="text-align: justify;">Tempos atrás o portal Máfia do Lixo noticiou com exclusividade, que o prefeito José Castelo Deschamps (PP) pretendia criar uma “taxa de compensação ambiental” pelo lixo gerado em outras cidades brasileiras e que tem por destino final o aterro sanitário de Tijuquinhas, empreendimento esse de titularidade da empresa Proactiva Ambiental, o qual está instalado em Biguaçu, junto ao litoral catarinense. O administrador Enio Noronha Raffin atento a relevância do tema, visitou nessa terça-feira a cidade que criou a “taxa de compensação ambiental”. Biguaçu é o primeiro município do Brasil a criar uma legislação específica para “taxar” o lixo originado em outras cidades e que tem por destino final o solo biguaçuense. A Lei Complementar no. 8, de 29 de janeiro de 2009, institui a “Taxa de Fiscalização de Depósito de Resíduo, a Taxa de Controle e Fiscalização de Aterros Sanitários e Altera o Código Tributário do Município de Biguaçu”. O Art. 124-A diz que “a Taxa de Controle e Fiscalização de Aterro Sanitário (TCFAS) decorre de exercício do poder de polícia para acompanhamento, fiscalização e monitoramento da triagem, depósito, armazenamento e descontaminação de resíduos e descartes de qualquer natureza que sejam destinados a aterros sanitários situados no Município de Biguaçu.” O Sujeito passivo está bem claro definido no Art. 24-B que diz: “O contribuinte da TCFAS é a pessoa física ou jurídica que provocar, em seu benefício ou por ato seu, a realização da atividade definida como fato gerador do tributo, na forma do artigo anterior.” Quanto ao valor da “taxa de compensação ambiental” é de R$ 20,00 por tonelada de lixo que será pesada em “balança definida pela administração municipal”. Essa legislação começa a valer em 1º. de janeiro de 2010. A Proactiva Ambiental é a empreendedora do aterro sanitário de Tijuquinhas, em Biguaçu, o qual recebe os resíduos sólidos urbanos de pelo menos 21 cidades catarinenses a saber: Águas Mornas, Alfredo Wagner, Angelina, Anitápolis, Antônio Carlos, Biguaçu, Bombinhas, Campo Alegre, Florianópolis, Governador Celso Ramos, Leoberto Leal, Palhoça, Paulo Lopes, Porto Belo, Rancho Queimado, São Bonifácio, São José, São Pedro de Alcântara, Santo Amaro da Imperatriz e Tijucas. Somente a cidade de Florianópolis produz diariamente algo em torno de 350 toneladas de lixo fora de alta temporada turística no litoral, sendo o mesmo transportado ao empreendimento em Biguaçu. Para exemplificar, o município de Florianópolis, considerando a tonelada de lixo coletada no mês de baixa temporada turística, além do preço já contratado para enterrar os resíduos sólidos urbanos no aterro sanitário da Proactiva, terá que recolher aos cofres do Município de Biguaçu o montante mensal de R$ 182.000,00 (350 ton/dia X 26 dias x R$ 20,00). Ou seja, algo em torno de R$ 2.184.000,00 no ano. O que a Lei Complementar no. 8/2009 não diz é onde será aplicado o montante mensal da “taxa de compensação ambiental” recolhido aos cofres do Município de Biguaçu. Assim como está, o dinheiro auferido com a “taxação” sobre o ingresso de lixo na cidade de Biguaçu permite ao Executivo Municipal utilizar o dinheiro em qualquer rubrica da prefeitura. Até para a compra de camisetas de futebol pode ser utilizado o dinheiro. O prefeito José Castelo Deschamps (PP) sempre disse que criaria a “taxa de compensação ambiental” em Biguaçu, e que iria usar os recursos na construção de um hospital na cidade. O ex-prefeito de Biguaçu, Vilmar Astrogildo de Souza Tuta é hoje vereador na cidade e opositor a “taxação” no ingresso do lixo no município. Isso porque votou contra a Lei Complementar no. 8/09 e ainda sabe que esse recurso deveria ser aplicado no meio ambiente, o qual detém um monumental passivo ambiental. O leitor pode a seguir conhecer a íntegra da Lei Complementar no. 08/2009&#8230;<span id="more-2430"></span></p>
<p>LEI COMPLEMENTAR Nº 8, DE 29 DE JANEIRO DE 2009.<br />
INSTITUI A &#8220;TAXA DE FISCALIZAÇÃO DE DEPÓSITO DE RESÍDUO TAXA DE CONTROLE E FISCALIZAÇÃO DE ATERROS SANITÁRIOS&#8221; E ALTERA O CÓDIGO TRIBUTÁRIO DO MUNICÍPIO DE BIGUAÇU.<br />
O PREFEITO MUNICIPAL DE BIGUAÇU FAZ SABER QUE A CÂMARA DE VEREADORES APROVOU E ELE SANCIONA A SEGUINTE LEI COMPLEMENTAR:</p>
<p>Art. 1º Altera a alíquota do Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza, prevista no item 07.09 da Lista de Serviços transcrita no art. 42, § 5º, do Código Tributário do Município de Biguaçu, que trata da &#8220;varrição, coleta, incineração, tratamento, reciclagem, separação e destinação final do lixo, rejeitos e outros resíduos quaisquer&#8221;, aumentando de 2,5% (dois e meio por cento) para 5% (cinco por cento).</p>
<p>Art. 2º Acrescenta o art. 42, § 6º, do Código Tributário do Município de Biguaçu, que disporá da seguinte redação:</p>
<p>&#8220;§ 6º Todo aquele que exercer mais de uma atividade prevista na lista constante do art. 42, § 5º, do Código Tributário de Biguaçu, e estas somadas superem o valor de R$ 10.000,00 (dez mil reais), está obrigado a emitir notas separadas para cada um dos serviços.&#8221;.</p>
<p>Art. 3º Institui a Taxa de Controle e Fiscalização de Aterro Sanitário, acrescentando os seguintes artigos ao Código Tributário do Município de Biguaçu, com a seguinte redação:<br />
&#8220;SEÇÃO IV<br />
TAXA DE CONTROLE E FISCALIZAÇÃO DE ATERRO SANITÁRIO</p>
<p>SUBSEÇÃO I<br />
FATO GERADOR&#8221;<br />
&#8220;Art. 124-A. A Taxa de Controle e Fiscalização de Aterro Sanitário (TCFAS) decorre do exercício do poder de polícia para acompanhamento, fiscalização e monitoramento da triagem, depósito, armazenamento e descontaminação de resíduos e descartes de qualquer natureza que sejam destinados a aterros sanitários situados no Município de Biguaçu.&#8221;<br />
SUBSEÇÃO II<br />
SUJEITO PASSIVO<br />
&#8220;Art. 124-B. O contribuinte da TCFAS é a pessoa física ou jurídica que provocar, em seu benefício ou por ato seu, a realização da atividade definida como fato gerador do tributo, na forma do artigo anterior.&#8221;<br />
SUBSEÇÃO III<br />
BASE DE CÁLCULO E PAGAMENTO<br />
&#8220;Art. 124-C. O valor a ser recolhido pelo contribuinte será de R$ 20,00 (vinte reais), reajustáveis anualmente pelo INPC-IBGE, cobrados por cada tonelada de material pesada em balança destinada para tal finalidade, quer seja para ser depositado nos aterros sanitários ou que adentre em suas instalações.&#8221;<br />
SUBSEÇÃO IV<br />
PAGAMENTO<br />
&#8220;Art. 124-D. O pagamento da TCFAS será efetuado no primeiro dia útil de cada mês, referente aos valores devidos nos meses imediatamente anteriores.&#8221;</p>
<p>Art. 4º Esta Lei entra vigor na data de sua publicação.</p>
<p>Art. 5º Revogam-se as disposições em contrário.</p>
<p>Biguaçu, 29 de janeiro de 2009.</p>
<p>José Castelo Deschamps<br />
Prefeito Municipal</p>
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		<title>Aterro sanitário no município de Biguaçu em Santa Catarina está com o lixo a ‘céu aberto’</title>
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		<pubDate>Tue, 29 Sep 2009 07:12:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Enio Raffin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Aterro sanitário]]></category>
		<category><![CDATA[Biguaçu]]></category>
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		<description><![CDATA[Na última sexta-feira (25/09), o administrador Enio Noronha Raffin fez um sobrevoo no Aterro Sanitário de Tijuquinhas, no município de Biguaçu (SC), tendo por objetivo conhecer esse empreendimento privado. O Aterro Sanitário de Tijuquinhas está instalado as margens da estrada BR-101, distante apenas 6,5 Km do mar que banha Florianópolis e Governador Celso Ramos, entre [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_2323" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://www.mafiadolixo.com/wp-content/uploads/2009/09/aterro-tijuquinha_vista-geral.jpg" rel="shadowbox[sbpost-2322];player=img;"><img class="size-medium wp-image-2323" src="http://www.mafiadolixo.com/wp-content/uploads/2009/09/aterro-tijuquinha_vista-geral-300x199.jpg" alt="Aterro sanitário de Tijuquinhas em Biguaçu" width="300" height="199" /></a><p class="wp-caption-text">Aterro sanitário de Tijuquinhas em Biguaçu</p></div>
<p style="text-align: justify;">Na última sexta-feira (25/09), o administrador Enio Noronha Raffin fez um sobrevoo no Aterro Sanitário de Tijuquinhas, no município de Biguaçu (SC), tendo por objetivo conhecer esse empreendimento privado. O Aterro Sanitário de Tijuquinhas está instalado as margens da estrada BR-101, distante apenas 6,5 Km do mar que banha Florianópolis e Governador Celso Ramos, entre outras cidades catarinenses, e a 386 metros de um rio. O aterro sanitário pode ser encontrado nas coordenadas correspondente a 27º 21’47 17”S e 48º 38’15 52”O do Google Earth. Esse empreendimento privado é de responsabilidade do grupo ProActiva Ambiental do Brasil, formado em 1997 com capital do grupo espanhol FCC e do grupo Veolia. Vinte e uma cidades catarinenses, Águas Mornas, Alfredo Wagner, Angelina, Anitápolis, Antônio Carlos, Biguaçu, Bombinhas, Campo Alegre, Florianópolis, Governador Celso Ramos, Leoberto Leal, Palhoça, Paulo Lopes, Porto Belo, Rancho Queimado, São Bonifácio, São José, São Pedro de Alcântara, Santo Amaro da Imperatriz e Tijucas, enviam diariamente para o aterro sanitário de Tijuquinhas os seus resíduos sólidos urbanos. Somente a cidade de Florianópolis produz diariamente algo em torno de 350 toneladas de lixo fora de alta temporada turística no litoral, sendo o mesmo transportado ao empreendimento em Biguaçu. No sobrevoo pode-se constatar que o aterro sanitário está com os seus resíduos sólidos urbanos dispostos a “céu aberto”, o que contraria a legislação ambiental.</p>
<div id="attachment_2324" class="wp-caption alignright" style="width: 310px"><a href="http://www.mafiadolixo.com/wp-content/uploads/2009/09/aterro-tijuquinha_lixo-a-ceu-aberto.jpg" rel="shadowbox[sbpost-2322];player=img;"><img class="size-medium wp-image-2324" src="http://www.mafiadolixo.com/wp-content/uploads/2009/09/aterro-tijuquinha_lixo-a-ceu-aberto-300x184.jpg" alt="Lixo a &quot;céu aberto&quot; no aterro de Tijuquinhas" width="300" height="184" /></a><p class="wp-caption-text">Lixo a &quot;céu aberto&quot; no aterro de Tijuquinhas</p></div>
<p style="text-align: justify;"> A ProActiva responde a processo na Justiça Federal, referente ao Inquérito Policial nº 2007.72.00.014411-4 (SC), autuado em 2007, decorrente de investigação da Polícia Federal (PF) na “Operação Dríade”. Na oportunidade as supostas irregularidades da ProActiva seriam ligadas ao tratamento inadequado do lixo. Os resíduos sólidos urbanos estariam sendo destinados de forma inadequada no aterro sanitário Tijuquinhas, causando danos ao solo e aos rios da região. O local do aterro sanitário de Tijuquinhas abrange uma área total de 200.000 m2. A ProActiva está se instalando na cidade de Iperó, em São Paulo, onde pretende construir um aterro sanitário, visando atender os municípios da região.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Prefeitura de Biguaçu ainda pretende cobrar taxa de compensação ambiental de municípios catarinenses que usam o aterro da Proactiva</title>
		<link>http://www.mafiadolixo.com/2009/02/prefeitura-de-biguacu-ainda-pretende-cobrar-taxa-de-compensacao-ambiental-de-municipios-catarinenses-que-usam-o-aterro-da-proactiva/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=prefeitura-de-biguacu-ainda-pretende-cobrar-taxa-de-compensacao-ambiental-de-municipios-catarinenses-que-usam-o-aterro-da-proactiva</link>
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		<pubDate>Fri, 20 Feb 2009 14:47:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Enio Raffin</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Aterro sanitário]]></category>
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		<description><![CDATA[O prefeito de Biguaçu, José Castelo Deschamps (PP), voltou a falar que pretende cobrar uma taxa de R$ 20 por tonelada de lixo destinada no aterro sanitário empresa Proactiva, que atende 22 municípios catarinenses. Deschamps afirmou que seriam arrecadados R$ 6 milhões por ano, dinheiro usado para pagar parte da construção de hospital regional com [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">O prefeito de Biguaçu, José Castelo Deschamps (PP), voltou a falar que pretende cobrar uma taxa de R$ 20 por tonelada de lixo destinada no aterro sanitário empresa Proactiva, que atende 22 municípios catarinenses. Deschamps afirmou que seriam arrecadados R$ 6 milhões por ano, dinheiro usado para pagar parte da construção de hospital regional com 127 leitos e projetos ambientais. O comentário ocorreu no gabinete da prefeitura de Florianópolis, durante uma reunião entre o secretário de Desenvolvimento Regional da Grande Florianópolis, Valter Galina, e prefeitos da região. A proposta será analisada pelas cidades que enviam o lixo para Biguaçu. O secretário de Desenvolvimento Regional da Grande Florianópolis disse que o prefeito de Biguaçu tem a faca e o queijo na mão pois entende que se a medida for aprovada seria uma compensação aos transtornos causados pelo tratamento de 300 mil toneladas de lixo por ano. Ele defendeu a cobrança afirmando que a taxa reverteria em benefícios para toda a população dos municípios vizinhos. O prefeito de Florianópolis, Dário Berger (PMDB), considerou legítima a reivindicação, mas afirmou que o surgimento de um novo gasto preocupa a administração.</p>
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		<title>Município de Biguaçu quer ver aprovada a ‘Taxa de Compensação Ambiental” por receber lixo de outras cidades brasileiras</title>
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		<pubDate>Fri, 23 Jan 2009 17:18:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Enio Raffin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Municípios brasileiros onde estão instalados os aterros sanitários privados, os quais recebem diariamente o lixo gerado em outras cidades, não ganham “nenhum centavo de real” com a exploração da destinação final de resíduos sólidos urbanos, ou com a captura do gás e da energia produzida por esses empreendimentos particulares. No município de Minas do Leão, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.mafiadolixo.com/wp-content/uploads/2009/01/biguacu_6.jpg" rel="shadowbox[sbpost-1054];player=img;"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-1055" src="http://www.mafiadolixo.com/wp-content/uploads/2009/01/biguacu_6-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>Municípios brasileiros onde estão instalados os aterros sanitários privados, os quais recebem diariamente o lixo gerado em outras cidades, não ganham “nenhum centavo de real” com a exploração da destinação final de resíduos sólidos urbanos, ou com a captura do gás e da energia produzida por esses empreendimentos particulares. No município de Minas do Leão, no Rio Grande do Sul, temos o exemplo de um aterro sanitário privado que recebe diariamente o lixo de mais de uma centena e meia de cidades gaúchas. Cidades distantes até 600 km de Minas do Leão levam o seu lixo diariamente para o empreendimento da Sil Soluções Ambientais Ltda. Outro exemplo é o município de Biguaçú, cidade catarinense, onde está localizado o aterro sanitário que recebe o lixo da Grande Florianópolis. O prefeito de Biguaçu, José Castelo Deschamps (PP), pretende criar uma “Taxa de Compensação Ambiental” pelo lixo gerado em outras cidades e que é destinado no empreendimento localizado no município catarinense. O Executivo Municipal de Biguaçu encaminhou recentemente a Câmara de Vereadores, um projeto de lei que autoriza a criação de uma taxa de compensação ambiental pelos resíduos sólidos urbanos recebidos de 22 municípios da região. Essa “Taxa de Compensação Ambiental” deve arrecadar algo em torno de R$ 6 milhões por ano, o que equivaleria dizer, que no governo do prefeito Deschamps, o Município de Biguaçu vai ter um incremento de 24 milhões de reais para projetos de interesses dos contribuintes e moradores da cidade. O valor da Taxa de Compensação Ambiental está prevista inicialmente em R$ 20,00 por tonelada de lixo descarregada no aterro sanitário de Biguaçu.<a href="http://www.mafiadolixo.com/wp-content/uploads/2009/01/biguacu_1.jpg" rel="shadowbox[sbpost-1054];player=img;"><img class="size-thumbnail wp-image-1057 alignright" src="http://www.mafiadolixo.com/wp-content/uploads/2009/01/biguacu_1-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a> A data início prevista, caso o projeto de lei do Executivo Municipal venha a ser aprovado na Câmara de Vereadores, será em 1º. de janeiro de 2010. Segundo o prefeito Deschamps, a receita obtida com a “Taxa de Compensação Ambiental” deverá ser usada na construção de um hospital e na promoção de um projeto que favoreça o meio ambiente local. <a href="http://www.mafiadolixo.com/wp-content/uploads/2009/01/biguacu_2.jpg" rel="shadowbox[sbpost-1054];player=img;"><img class="size-thumbnail wp-image-1056 alignleft" src="http://www.mafiadolixo.com/wp-content/uploads/2009/01/biguacu_2-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>A advogada da empresa Proactiva, Daniela Menegotto, disse a imprensa local, “que a nova taxa pode gerar polêmica”. Com toda a certeza a “Taxa de Compensação Ambiental” de Biguaçu vai gerar polêmica. Até porque os 22 municípios da Grande Florianópolis, os quais destinam os seus resíduos sólidos urbanos no aterro de Biguaçu é que vão pagar a conta. E não podemos esquecer que serão os contribuintes os que vão arcar com esse ônus. A “Taxa de Compensação Ambiental” será paga pelo município onde é gerado o lixo. A empresa privada que explora o aterro sanitário, após receber o valor da taxa, acaba recolhendo o montante correspondente aos cofres do Município de Biguaçu. Em um cálculo preliminar, vejamos o que representaria uma “Taxa de Compensação Ambiental” em Minas do Leão. Considerando R$ 20,00 por tonelada destinada no empreendimento (Taxa de Compensação Ambiental), somente a capital gaúcha estaria pagando a Minas do Leão (onde fica o aterro da Sil) o valor diário de R$ 30.000,00 ou ainda o montante de R$ 9.360.000,00 por ano (correspondente a 1.500 toneladas de resíduos sólidos urbanos gerados por dia em Porto Alegre). O que para o Município de Minas do Leão seria um incremento em 4 anos correspondente a R$ 37.440.000,00 para projetos sociais. Certamente se aprovada a “Taxa de Compensação Ambiental” no município de Biguaçu, com toda a certeza, isso vai se espalhar de norte a sul do Brasil, o é muito bom para a cidade que tem um monumental passivo ambiental em aterro sanitário, decorrente da destinação do lixo de outras cidades brasileiras.  Mas temos que lembrar, que uma taxa de compensação ambiental pode inviabilizar a remessa de lixo de muitos municípios ao aterro sanitário privado, em face de um aumento significativo nos custos com a destinação final dos resíduos sólidos urbanos. Vamos acompanhar a polêmica.</p>
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