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	<title>Máfia do Lixo &#187; Bandeira do Estado de São Paulo</title>
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	<description>Editor: Adm. Enio Noronha Raffin</description>
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		<title>Bandeira do Estado de São Paulo é vista no piso de marquise em hotel na capital</title>
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		<pubDate>Sun, 18 Oct 2009 22:12:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Enio Raffin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Bandeira do Estado de São Paulo]]></category>

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			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_2381" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://www.mafiadolixo.com/wp-content/uploads/2009/10/bandeira-de-sp-no-chao.jpg" rel="shadowbox[sbpost-2380];player=img;"><img class="size-medium wp-image-2381" src="http://www.mafiadolixo.com/wp-content/uploads/2009/10/bandeira-de-sp-no-chao-300x224.jpg" alt="Bandeira de São Paulo caída sobre o piso da marquise de hotel" width="300" height="224" /></a><p class="wp-caption-text">Bandeira de São Paulo caída sobre o piso da marquise de hotel</p></div>
<p style="text-align: justify;">Algum tempo atrás, quem olhou de baixo para a cima a marquise frontal de um hotel instalado na capital paulista, podia comentar que havia três mastros e duas bandeiras, sendo uma delas a Bandeira do Brasil. E a terceira bandeira, perguntou o visitante? Olhando no sentido oposto, podia-se ver que a Bandeira do Estado de São Paulo estava caída sobre a marquise do hotel. Para um hotel internacional fica bastante delicado dizer que o “vento derrubou” a bandeira. Iniciar mais um dia de trabalho, significa em primeiro lugar manter erguidas as bandeiras no alto de cada mastro a frente do estabelecimento hoteleiro. A bandeira paulista, cujo modelo se originou da proposta do escritor e jornalista Júlio Ribeiro, em 1888, pouco após a Abolição da Escravatura, só foi oficializada mais de meio-século depois. A história foi assim: em 16 de julho de 1888, Júlio Ribeiro, fundador do jornal &#8220;O Rebate&#8221;, que fazia campanha pela República, lançou nas páginas de seu periódico a proposta de criação da Bandeira de São Paulo. <a href="http://www.mafiadolixo.com/wp-content/uploads/2009/10/bandeira-sp.jpg" rel="shadowbox[sbpost-2380];player=img;"><img class="alignright size-medium wp-image-2382" src="http://www.mafiadolixo.com/wp-content/uploads/2009/10/bandeira-sp-300x187.jpg" alt="" width="300" height="187" /></a><a href="http://www.mafiadolixo.com/wp-content/uploads/2009/10/bandeira-sp.jpg" rel="shadowbox[sbpost-2380];player=img;"></a>Ela foi descrita assim: &#8220;(a bandeira) simboliza de modo perfeito a gênese do povo brasileiro, as três raças de que ela se compõe &#8211; branca, preta e vermelha. As quatro estrelas a rodear um globo, em que se vê o perfil geográfico do país, representam o Cruzeiro do Sul, a constelação indicadora da nossa latitude astral &#8230; Assim, pois, erga-se firme, palpite glorioso o Alvo-Negro Pendão do Cruzeiro!!!&#8221; A adoção da bandeira como símbolo dos paulistas tomou força apenas às vésperas do Movimento Constitucionalista de 32. Mas, Getúlio Vargas, durante o Estado Novo, suspendeu o uso dos símbolos nacionais, incluindo a bandeira paulista, que só seria oficializada em 27 de novembro de 1946, sob o Decreto-Lei número 16.349 da Constituição Federal, que devolve aos Estados e Municípios o direito de cultivar símbolos próprios. <a href="http://www.mafiadolixo.com/wp-content/uploads/2009/10/bandeira-de-sp-no-chao_2.jpg" rel="shadowbox[sbpost-2380];player=img;"><img class="alignleft size-medium wp-image-2384" src="http://www.mafiadolixo.com/wp-content/uploads/2009/10/bandeira-de-sp-no-chao_2-300x299.jpg" alt="" width="300" height="299" /></a>Manter a Bandeira do Estado de São Paulo caída sobre o piso da marquise frontal do hotel é falta de civismo. É não manifestar amor pela pátria, pelo país onde nasceu, se vive, ou trabalha. <span id="more-2380"></span></p>
<p style="text-align: justify;">BANDEIRA DO ESTADO DE SÃO PAULO</p>
<p style="text-align: justify;">Feitura da Bandeira (Lei nº 145 de1948 &#8211; artigo 2º) I &#8211; Para cálculo das dimensões, tomar-se-á por base a largura desejada, dividida em treze partes iguais, constituindo cada parte em módulo; II &#8211; O comprimento será de 19,5 módulos, tendo os demais elementos as seguintes proporções:<br />
a) campo burelado: 1 módulo de largura de cada peça;<br />
b) cantão: 7,5 módulos de comprimento por 5 de largura;<br />
c) círculo: 4 módulos de diâmetro;<br />
d) silhueta geográfica: inscrita numa circunferência imaginária de 3,5 módulos de diâmetro e concêntrica ao círculo;<br />
e) estrelas: inscritas numa circunferência imaginária de 1,5 módulo de diâmetro, cujo centro se localiza a 1 módulo de distância dos bordos do cantão.<br />
 III &#8211; A indicação dos metais ouro e prata, em qualquer tecido em que a bandeira seja confeccionada, será feito pelo amarelo e pelo branco, respectivamente.</p>
<p style="text-align: justify;">Significado:</p>
<p style="text-align: justify;">ESTRELAS &#8211; &#8220;as quatro estrelas a rodear um globo, em que se vê o perfil geográfico do país, representam o Cruzeiro do Sul, a constelação indicadora da nossa latitude astral &#8230; Assim, pois, erga-se firme, palpite glorioso o Alvo-Negro Pendão do Cruzeiro!!&#8221;.<br />
Contudo a Lei 145, de setembro de 1948, não deu uma explicação extensa e bem heráldica da nossa bandeira.  Isto, aliás, já havia sido feito pelo Decreto-Lei  16.349, de 1946, o qual precedeu os seus dois últimos artigos de uma série de considerandos em que o último é uma interpretação, muito estruturada, da bandeira paulista: &#8221; a bandeira de São Paulo significa que &#8220;noite e dia&#8221; (campo burelado de preto e branco) o nosso povo está pronto a verter o seu sangue (cantão vermelho) em defesa do Brasil (círculo e silhueta geográfica) nos  quatro pontos cardeais (estrela de ouro)&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;">CORES &#8211; branco, preto e vermelho &#8220;(a bandeira) simboliza de modo perfeito a gênese do povo brasileiro, as três raças de que ela se compõe &#8211; branca, preta e vermelha.&#8221;</p>
<p style="text-align: justify;">13 BURELAS (Faixa estreita e repetida) &#8211; em preto e branco &#8211; Conforme o Decreto-Lei  16.349, de 1946 significa que &#8221; noite e dia&#8221; o nosso povo está pronto a verter o seu sangue (cantão vermelho) em defesa do Brasil (círculo e silhueta geográfica) &#8230;.&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;">Histórico / Legislação</p>
<p style="text-align: justify;">1888-  em 16 de julho,  Júlio Ribeiro, fundador do jornal &#8220;O Rebate&#8221;, que fazia campanha pela República, lançou nas páginas de seu periódico a proposta de criação da bandeira de São Paulo. Ela foi descrita assim: &#8220;(a bandeira) simboliza de modo perfeito a gênese do povo brasileiro, as três raças de que ela se compõe &#8211; branca, preta e vermelha. As quatro estrelas a rodear um globo, em que se vê o perfil geográfico do país, representam o Cruzeiro do Sul, a constelação indicadora da nossa latitude astral &#8230; Assim, pois, erga-se firme, palpite glorioso o Alvo-Negro Pendão do Cruzeiro!!!&#8221;A adoção da bandeira como símbolo dos paulistas tomou força apenas às vésperas do Movimento Constitucionalista de 32.</p>
<p style="text-align: justify;">1915 &#8211; Afonso A. de Freitas publica o livro: &#8221; A imprensa periódica de São Paulo desde seus primórdios em 1823 até 1914&#8243;, no qual assinala à página 339:&#8221; Esta bandeira ideada por Júlio Ribeiro e por ele proposta para substituir o pavilhão imperial, é, com pequenas modificações exigidas pela adaptação regional, a atual do Estado de São Paulo por todos os brasileiros conhecida e respeitada&#8221;. É a mais antiga referência que, sobre a bandeira paulista, conseguimos encontrar.</p>
<p style="text-align: justify;">1922 &#8211; em 22 de setembro,  o jornal &#8220;Correio Paulistano&#8221; faz referência a &#8220;uma bandeira que os usos e costumes consagram como a de São Paulo&#8221;.  Diz também que &#8220;nela os riscos  brancos e pretos com um canto vermelho mostram que dia e noite os brasileiros devem estar vigilantes e prontos a derramar seu sangue pela Pátria&#8221;.  Estas palavras em muito se assemelham ao último considerando do Decreto-Lei 16.349, de 27 de novembro de 1946. Isto vem provar que até à época do nosso primeiro centenário de Independência, em 1922, governo e povo paulistas só costumavam render grandes homenagens era mesmo à bandeira nacional !</p>
<p style="text-align: justify;">1937 &#8211; 10 de novembro  -  A Carta Constitucional do então chamado Estado Novo, no governo de Getúlio Vargas, no seu artigo 2º diz:&#8221;não haverá em nosso país, outras bandeiras que a nacional, abolindo de modo integral, todos os símbolos regionais&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;">1946 &#8211; 18 de setembro  &#8211; A Constituição Federal,  no seu  artigo 195, parágrafo único, restabelece os símbolos regionais:&#8221;os estados e os municípios podem ter símbolos próprios&#8221;.<br />
27 de setembro &#8211; O Decreto-Lei 16.349 , que dispõe sobre restauração dos símbolos estaduais. passa a descrever, heralticamente, a bandeira : &#8221; em campo burelado de treze peças de sable e de prata, um cantão destro de goles com um círculo de prata figurado da silhueta geográfica do Brasil, de blau, e acompanhada de quatro estrelas de ouro acantonadas&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;">1948 &#8211; 03 de setembro  &#8211; A Lei Estadual 145,  institui a bandeira e o brasão do Estado de São Paulo, sendo que no seu artigo 1º descreve heralticamente a bandeira (repetindo o texto do decreto lei 16.349) e no  artigo 2º estabelece normas exatas para a feitura da bandeira, e seus padrões dimensionais (veja descrição ao lado da bandeira).</p>
<p style="text-align: justify;">1967 e 1969 &#8211; As Constituições reformadas nesses dois anos em nada alteram os dispositivos a de 1947; e  em seu artigo 4º reafirmam tudo que anteriormente se determinava.</p>
<p style="text-align: justify;">1978 &#8211; 05 de janeiro -  O Decreto Estadual 11.074 aprova normas do Cerimonial Público do Estado de São Paulo, em que regulamenta o uso da bandeira.</p>
<p style="text-align: justify;">Fonte:  <a href="http://www.saopaulo.sp.gov.br/juventude/escola/bandeira.htm">http://www.saopaulo.sp.gov.br/juventude/escola/bandeira.htm</a><br />
Federici, Hilton. Símbolos paulistas: estudo histórico-heráltico.<br />
São Paulo, Secretaria da Cultura, Comissão de Geografia e História, 1981.</p>
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