“Lamentavelmente a cada dia que passa, firmo mais ainda minha convicção de que o nosso Brasil é mesmo o país da impunidade. E não são poucos os exemplos. Naturalmente se quisesse enumerá-los, faltaria espaço para tanta coisa. Por isso me atenho ao caso (descaso) do assassinato do meu filho Mário, ocorrido na noite de 29 de setembro de 2005, quando, aos 20 anos, se dirigia para uma confraternização com amigos de infância.
Acabou assassinado de maneira estúpida e até hoje, passados nada menos do que 69 meses, ou 2.070 dias, nunca se ficou sabendo o que realmente aconteceu naquela noite. Muito menos quem foram os responsáveis por sua morte.
Pasmem!
A falha terrível das nossas chamadas autoridades da área da segurança pública, que jamais conseguiram explicar o que aconteceu, acabou premiando os assassinos com o tão conhecido de nós, Instituto da Impunidade.
Desde aquela terrível noite, tenho me debatido, cobrado, bradado aos quatro ventos para que alguém consiga justificar tamanho descaso. E nada! Ninguém consegue me dar uma explicação plausível. Há tantas autoridades da área da segurança pública… políticos, inclusive de carreira, gente grande que passou pela secretaria da Segurança Pública, e que jamais consegui me dar sequer, um minuto de atenção. Nunca quiseram ouvir o clamor deste Pai que, desesperado para saber o que efetivamente aconteceu com o seu Filho, clama por Justiça!
Inaceitável. Talvez queiram, essas pessoas que detem cargos importantes, que eu seja vencido pelo cansaço. Mas isso nunca acontecerá, porque enquanto tiver um sopro de vida do meu peito, estarei cobrando o que me é de direito, como um cidadão que paga regiamente seus impostos e cumpre fielmente com suas obrigações cívicas. Essas autoridades me devem isso e precisam fazer jus aos altos salários que percebem, oriundos da sociedade e também para honrarem o juramento que fazem quando assumem esses cargos.
Ou será que tudo é para cumprir estatuto legal e não tem razão de ser?
Há mais de cinco anos que meu peito sangra; que a dor toma conta do meu coração e me enche os olhos de lágrimas por não saber o que aconteceu com meu filho Mário, por não saber quem foram os seus executores e por qual motivo lhe abreviaram a vida de maneira tão ardilosa.
Mas essas autoridades preferem fazer o tradicional “olho branco” frente ao descaso inexplicável. Não conseguem explicar simplesmente porque não há como justificar tamanha falta de consideração humana, talvez porque eu não seja tão importante quanto essas autoridades. Certamente se um caso semelhante tivesse ocorrido com um familiar seu, as coisas seriam bem diferentes, haveria sim, desfecho e os criminosos estariam pagando pelo crime que cometeram.
É este apenas o meu anseio: o sentimento de Justiça pulsa em mim e apenas em mim, porque para essas autoridades o assassinato cruel do Mário, aos 20 anos de idade, é somente mais um número da hedionda estatística dos crimes insolúveis.
Basta. Quero respeito pelo cidadão que sou. Pelo Pai do Mário que morreu cruelmente pelas mãos de assassinos impunes por conta do descaso oficial. Mãos assassinas que continuam a ceifar vidas, tendo como maior incentivo, a impunidade que pessoas investidas em cargos oficiais lhes asseguram.
Quero sim, saber quem matou meu filho Mário e se houve algum mandante para identificá-los e encaminhar ao poder Judiciário, a fim de que sejam punidos com a atual legislação.
O poder público me deve isso e, como Pai, vou continuar cobrando, distribuindo correspondências eletrônicas até que essas autoridades façam a sua parte, pois esse direito ninguém pode me negar. Sérgio, Pai do Mário” (mais…)
Não há qualquer dúvida que a segurança pública no Brasil vai de mal a pior.
Basta ficar atento aos noticiários policiais e o leitor terá detalhes dos inúmeros casos de assassinatos que ocorrem no Brasil. Certamente a grande maioria deles está a espera de uma profunda investigação das autoridades de segurança pública. Os processos criminais se avolumam nas prateleiras dos órgãos de segurança pública no Brasil.
Falta tudo na segurança pública. Homens e mulheres policiais, armamentos, equipamentos de segurança, veículos, combustível, delegacias, salários compatíveis com a função e o risco, e muitos outros itens que poderia aqui citar. Mas falta mesmo vontade política.
Um desses casos ocorreu no Rio Grande do Sul em 2005.
Sérgio Gabardo teve seu filho assassinado. Um jovem empresário morto com um tiro pelas costas. Qualquer leigo no Brasil diria que o crime tem indícios de uma execução.
Mário Gabardo era diretor da empresa gaúcha Transportadora Gabardo, a qual presta serviços de transportes de veículos por meio de caminhões “cegonha”. O jovem empresário detinha informações estratégicas do mercado de transporte cegonheiro e de sua empresa onde era diretor de operações. Detalhes no processo de investigação do crime mostram que logo após o assassinato do empresário o “notebook” de Mário Gabardo foi roubado de dentro de sua sala na TransGabardo.
O crime tem testemunhas que declararam que ocorreu uma perseguição dos assassinos ao veículo de Mário Gabardo. Após o tiro pelas costas, Mário ainda conseguiu fazer manobras no seu veículo e se colocar em fuga dos assassinos. O veículo percorreu pelo menos três quadras e logo se chocou com uma árvore e seu motorista, o empresário Mário Gabardo, acabou falecendo. Essas testemunhas do crime disseram que do veículo dos bandidos, um deles desceu com arma em punho e foi conferir se o empresário estava morto. Nada foi roubado.
Esses detalhes constam do processo criminal aberto na Polícia Gaúcha.
A Polícia Federal também andou investigando o assassinato de Mário Gabardo.
Duas áreas de segurança pública, uma estadual e outra federal, atuaram na tentativa de elucidação do assassinato do jovem empresário gaúcho.
E até hoje, passados 2.040 dias da data da morte de Mário Gabardo, os assassinos ainda não foram sequer identificados.
O pai, o empresário Sérgio Gabardo continua investigando a morte de seu filho. Todos os meses envia email as autoridades públicas cobrando a elucidação do assassinato de Mário.
A notícia da imensa saudade que toma conta dos pais de Mário Sérgio Gabardo, que enche os olhos de uma Pai e de uma Mãe, com lágrimas de emoção, de revolta e de indignação, frente ao gigantesco descaso com que as autoridades da área da segurança pública do Rio Grande do Sul tratam o assassinato de seu único filho, um jovem de apenas 20 anos, que tinha certamente um futuro brilhante pela frente, e que foi brutalmente assassinado na noite de 29 de setembro de 2005.
São 2.038 dias de saudades do jovem empresário Mário Sérgio Gabardo.
Um caso policial ainda sem solução pela polícia civil gaúcha.
A Secretaria de Segurança Pública do Rio Grande do Sul até a presente data ainda não conseguiu colocar na cadeia os assassinos de Mário Sérgio Gabardo.
Os assassinos continuam impunes.
Na noite de 29 de setembro de 2005, o jovem Mário Sérgio Gabardo, com apenas 20 anos, estava ingressando em uma residência de amigos na cidade gaúcha de Canoas, na região metropolitana de Porto Alegre, quando foi alvejado por um tiro.
Mesmo mortalmente ferido, Mário Sérgio colocou o seu automóvel em fuga.
Os dois assassinos perseguiram o jovem empresário, por três quadras. Novos tiros no trajeto de fuga do empresário foram disparados pelos bandidos, conforme testemunha.
Na fuga Mário Sérgio acabou tendo o seu automóvel colidido contra uma árvore.
Um dos assassinos desceu do veículo em que se encontrava e foi lá conferir se Mário Sérgio estava morto.
A seguir, se colocaram os dois assassinos em fuga.
Mário Sérgio Gabardo deu entrada no hospital da cidade de Canoas, onde veio a falecer.
Declaração de testemunha aponta para uma execução.
Mário Sérgio Gabardo era diretor da empresa TransGabardo, uma das maiores transportadoras cegonehiras do Brasil. Atende a empresa, com exclusividade, a Hyundai em todo o país.
Por ser um jovem empresário de sucesso na TransGabardo, Mário Sérgio detinha estratégicas informações sobre a empresa e o mercado de transporte de veículos novos.
O processo policial de Mário Sérgio Gabardo está na prateleira dos “crimes não solucionados” pela Secretaria de Segurança Pública gaúcha.
Dizem pessoas experientes em casos policiais que só um milagre para encontrar os assassinos do jovem empresário.
O pai de Mário Sérgio Gabardo, o empresário Sergio Mário Gabardo é incansável.
Jamais irá descansar se não encontrar os assassinos de seu filho Mário Sérgio.
Talvez nessa sexta-feira (29/04) será mais um dia comum para muitas pessoas.
Certamente hoje não será um dia qualquer para o pai do Mário Sérgio, que tem em seu coração cravado o 29.
Hoje, 29 de abril, a saudade bate no fundo do coração da família Gabardo.
Bate mais forte no peito de um Pai que perdeu o seu filho amado, seu amigo e seu companheiro de todas as horas.
É mais um dia para lembrar os erros cometidos pelos agentes públicos nos trabalhos de investigação do assassinato de Mário Sérgio.
Sergio Mário Gabardo, Pai de Mário Sérgio, continua sem saber o que realmente aconteceu naquela trágica noite de 29 de setembro de 2005.
Passaram-se 68 meses e Sérgio Mário ainda não sabe quem matou o seu único filho e, pior, quem foram os mandantes e os dois assassinos, e por qual o motivo decidiram ceifar a vida de Mário Sérgio.
É doloroso demais para um Pai perder o filho amado e ser tratado com tamanho descaso por quem deveria garantir a segurança dos cidadãos. Sergio Mário Gabardo vai prosseguir o seu caminho, em mais uma missão de cobrar publicamente o que lhe é de direito como cidadão comum. Sergio Mário Gabardo continuará escrevendo todo o dia 29, diretamente ou por meio de seus amigos, como faço agora.
Relembre nesse dia 29 o Caso Mário Sérgio Gabardo. (mais…)

Lista de crimes no Rio Grande do Sul: os assassinos do jovem Mário não foram identificados pela polícia gaúcha
Estamos em janeiro de 2005 (ano de dois mil e cinco). O cidadão brasileiro Sergio Mário Gabardo, é um homem honrado, trabalhador e empresário. Possui uma família, um único filho homem. O jovem Mário Sergio Gabardo, 20 anos, seu filho, é estudante do curso de Direito da PUCRS, também um homem honrado, trabalhador e empresário. O pai Sergio Mário Gabardo iniciou sua vida profissional transportando tomate. “Comeu poeira”. Mais tarde, Sergio Mário ingressou no ramo do transporte de automóveis. Formou a TransGabardo (uma das grandes empresas cegonheiras do Brasil). Sergio Mário é um empresário de sucesso, conhecido no Brasil. Naquele ano de 2005, podíamos ver uma família brasileira que venceu pelo trabalho, que contribuiu ano a ano com seus impostos para que o Brasil seguisse o seu caminho como um país. Tudo estava certo. Mas, Deus reservava para essa família algo que poucos brasileiros já vivenciaram. Na noite de 29 de setembro de 2005, o seu filho Mário Sergio Gabardo, diretor da frota de caminhões cegonheiras da TransGabardo, teve a sua vida interrompida. Mário Sergio é brutalmente assassinado. O crime ocorreu na cidade de Canoas, na região metropolitana do município de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. Por volta das 21h30min naquela noite de 29 de setembro, Mário Sergio termina uma prova na Faculdade de Direito da PUCRS, em Porto Alegre, e logo se dirige para a cidade de Canoas, onde reside e possui muitos amigos. Mário Sergio faz compras para uma confraternização, um churrasco, onde estariam presentes os amigos. Chega então à rua Tomé de Souza na cidade de Canoas, em seu automóvel. Ao estacionar o veículo, o jovem é abordado por um homem portando uma arma de fogo. O bandido desceu de um Ford KA de cor prata. Mário Sergio está ainda dentro de seu automóvel. O assassino faz um único disparo com a arma de fogo. O projétil acerta o coração de Mário Sérgio. Na gíria se diria “coisa de profissional”. Mário Sergio ainda consegue arrancar o seu automóvel, em alta velocidade, tenta dobrar à sua esquerda, mas bate em uma árvore. Mário Sergio Gabardo está morto. Os assassinos fogem em alta velocidade. O assassinato de Mário Sergio Gabardo provavelmente ingressa na “Lista” da Secretaria Estadual de Segurança do RS como mais um “crime ainda não solucionado”. Uma vergonha para a sociedade. Hoje, 29 de janeiro de 2009, a família Gabardo ainda sofre com o assassinato de Mário Sergio. Nesta data completa 3 anos, três meses e 4 dias do assassinato de Mário Sergio Gabardo.
Um crime sem solução? “Quem seriam esses assassinos? Teriam assassinado meu filho a mando de alguém?” Apenas duas perguntas que até hoje Sergio Mário Gabardo ainda não tem as respostas. Sergio Mário Gabardo tem a forte convicção de que os assassinos serão presos pelas autoridades de Segurança Pública do Rio Grande do Sul. Mas não fica esperando pelas autoridades públicas. Como cidadão brasileiro e como pai, Sergio Mário Gabardo pressiona para que as autoridades de segurança pública cumpram o seu papel. Somente assim o assassinato de Mário Sergio Gabardo não passará definitivamente para o esquecimento público. Recebo hoje mais um email do meu amigo Sergio. Vamos ler. “Uma vez mais, venho à presença dos senhores para dizer que mais um mês se passou, sem que eu tenha notícias do ocorrido com meu filho Mário. Ele foi morto em 29 de setembro de 2005 e, até o momento, as autoridades envolvidas no caso não conseguiram identificar os autores ou mandantes. Ele tinha, apenas, 20 anos e era um filho como todos os pais gostariam de ter. Apesar da pouca idade, aliada à humildade e vontade de crescer, Mário destacou-se profissionalmente, conquistando o respeito de todos os funcionários e clientes da empresa. Estava pronto para assumir a empresa em janeiro de 2006. Isso tudo não era novidade no mercado e estávamos incomodando outras empresas do ramo. Eu recebi muitas ameaças dirigidas à minha pessoa e à empresa, muitas delas registradas, além de várias coincidências que eu poderia relacionar aqui, mas que não vem ao caso, pois estão tramitando em outra esfera. Como começou o processo: o assassinato do Mário foi tratado pelas autoridades que chamaram a perícia como “carro atingido por arma de fogo”, sem nenhuma referência a sua morte. Como esse é o início que desencadeou todo o processo, imaginem o desfecho. No dia seguinte, enquanto seu corpo estava sendo velado, o computador pessoal de Mário desapareceu misteriosamente de sua mesa de trabalho, mas isso foi considerado como outro caso, sem relação com a morte dele e simplesmente ignorado, apesar da empresa ter fornecido cópia da fita de filmagem e insistido para que fosse investigado. Se os senhores estão cansados de ler meus textos, um dia por mês, tentem se colocar no meu lugar. Como pai que teve seu então único filho assassinado, eu vejo relação entre todas as situações expostas acima. Mas estou sozinho nessa luta.
O Estado, representado pelas autoridades que se dizem competentes, não se fez presente, nem mesmo para dizer que compreendia a minha dor de pai, ou que sentia muito. E isso, mesmo depois de muito insistir para ser recebido por algumas dessas autoridades. Será que não há uma única autoridade, nessa imensa lista, que tenha poder para mandar investigar o assassinato do Mário com o respeito que ele, como cidadão, merecia? Sou um cidadão comum, não um político, nem autoridade nesse meio. Mas será que isso justifica o descaso com que venho sendo tratado? Onde estão os Ministérios Públicos Estadual e Federal ou a Polícia que sempre nos encheu de orgulho? Só percebe a situação real da segurança pública (que de segurança só tem o nome) quem enfrenta uma situação semelhante a minha. Não espere que chegue a sua vez para fazer alguma coisa. Nesse dia, pode não haver mais segurança, nem mesmo no nome, pois pode ter sido substituída por “impunidade pública”, como de fato já foi. Para mim, o dia é o 29. Qual será o de vocês, pais de família, que ainda acredita na força de nossa justiça, como eu acreditava? Peço a Deus que proteja suas famílias, na certeza de que Ele não nos abandona, pois a justiça dos homens já não merece a minha consideração e de nem um cidadão Brasileiro. Sérgio, pai do Mário.
A Universidade Federal de Mato Grosso decidiu homenagear o líder caiapó Raoni Txucarramãe, de 76 anos, com o título de Doutor Honoris Causa. Raoni tornou-se mundialmente famoso no início da década de 1990, quando, junto com o cantor britânico Sting, percorreu o mundo para divulgar a causa da preservação da Amazônia e em defesa da demarcação da terra indígena Menkragnoti, no sul do Pará, na divisa com Mato Grosso. Antes disso, em 1976, ele protagonizou o documentário “Raoni: a Luta pela Amazônia”, do francês Jean Pierre Dutilleux. Em 1980, virou notícia ao assumir participação no ataque e assassinato, a golpes de borduna (porrete de madeira), de um grupo de 11 peões que havia entrado na terra indígena. Parece que todo mundo endoidou de vez no Brasil. Um País não pode ter futuro se não tem uma elite pensante. E as universidades são responsáveis pela formação dessas elites pensantes. Quando uma universidade, pública, e federal, dá um título de Doutor Honoris Causa para um índio que cometeu a proeza de matar peão a bordunaço, então tudo está perdido. Se queriam homenageá-lo, que lhe dessem uma medalha por qualquer razão, mas jamais o título de Doutor Honoris Causa. Entretanto, como essas universidades públicas se tornaram em centros de fraudes, onde teses ostensivamente plagiadas são aprovadas e concedem título de doutor para criminosos, então por que Raoni não poderia se tornar ele também um Doutor? Os caras da universidade enlouqueceram de vez, virou tudo doido de pedra.