O Ministério Público de São Paulo vai instaurar hoje, sexta-feira (6) um Procedimento Preparativo de Inquérito Civil para apurar o destino do lixo industrial no município de Araçatuba (SP). No procedimento, a Prefeitura de Araçatuba e outros órgãos terão prazo de 90 dias para dar uma solução ao problema do destino irregular do lixo industrial. O promotor de Justiça da promotoria de Meio Ambiente, Albino Ferragini, vai requerer as informações precisas sobre os resíduos produzidos pelas indústrias da cidade. “O Ministério Público vai acionar, por meio do procedimento, todos os envolvidos na questão ambiental para saber quantas indústrias há no município, que tipo de lixo elas produzem e onde estão depositando esse lixo. Se não houver um levantamento pronto, vamos ter que providenciar um”, adiantou. Em Araçatuba não possui coleta regular de materiais oriundos dos processos industriais. Uma indústria leva regularmente seu lixo (cinzas de madeira) para o aterro sanitário, operado pela Monte Azul Ferraz. O restante ninguém sabe para onde vai. Alguns empresários instalados nos parques industriais à margem da rodovia Elyeser Montenegro Magalhães revelaram que queimam seu próprio lixo. Segundo a Cetesb, o lixo industrial é de responsabilidade do gerador e cabe ao empresário dar a destinação correta aos resíduos. O mesmo entendimento tem a Prefeitura. No entanto, para o promotor público do Meio Ambiente, é responsabilidade também do município. Levantamento feito pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico no final do ano passado, Araçatuba possui oito parques industriais que abrigam um total de 73 indústrias.