Hotel de Selva Ariaú Amazon Towers é multado em R$ 88 mil por supostos crimes ambientais

O Amazonas é o maior estado brasileiro e onde se encontra a fascinante Floresta Amazônica, importante pela sua biodiversidade e riquezas infinitas, exuberante fauna, flora e milhares de espécies aquáticas. Nesse paraíso tropical está depositado a maior bacia hidrográfica do Planeta, o caudaloso Rio Negro e Rio Amazonas, uma das maravilhas do Mundo expressa pelo fenômeno dos encontros das águas, além dos Arquipélagos das Anavilhanas. O Ariaú Amazon Towers Hotel,  o maior empreendimento de ecoturismo da Amazônia, construído sobre palafitas ao nível das copas das árvores, técnica muito utilizada pelos nativos, têm sua arquitetura regional única na região. Em seu complexo hoteleiro possui 08 torres incrustadas sobre a Selva Amazônica com localização estratégica, o qual se pode confortavelmente desfrutar de fascinantes vistas da exuberante Selva e toda a biodiversidade do lugar. Mas nem por isso, o empreendimento escapa da fiscalização do IPAAM -  Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas. Nessa sexta-feira, 20 de março de 2009, o IPAAM multou em R$ 88.905 o Hotel de Selva Ariaú Amazon Towers por crimes ambientais. Foram cinco autos de infração, por queima de resíduos sólidos, vazamento de combustível, poluição das águas do Ariaú (braço do rio Negro) com toda espécie de lixo, entre outros crimes. Aberto em 1986, o Hotel de Selva Ariaú Amazon Towers está localizado no município de Iranduba (60 km de Manaus). O empreendimento fica dentro de uma unidade de conservação estadual, a 6 km de distância do Parque Nacional de Anavilhanas. Pioneiro na modalidade de ecoturismo, o proprietário do hotel, Francisco Rita Bernardino, afirma que sempre conservou a floresta. O Ipaam deu um prazo de 30 dias para o empresário pagar a multa e 20 dias se ele quiser recorrer. A diretora técnica do Ipaam, Aldenira Rodrigues Queiroz, diz que desde 2005 o licenciamento do Ariaú está suspenso por descumprir um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta). A empresa não implantou fossas sépticas e tratamento de esgoto adequado às normas ambientais. Em fiscalização realizada neste mês por determinação do Ministério Público Federal, os fiscais encontraram o sistema de tratamento em área que pode ficar submersa no período de cheia do rio, sem qualquer tipo de melhoria. No relatório do Ipaam, os fiscais dizem ter encontrado ainda lixo e resíduos sólidos a 2,5 km do empreendimento. Na área utilizada para reciclagem dos resíduos havia cultivo de hortaliças e criação de animais, como galinhas e porcos. “É uma situação alarmante. É vendida uma imagem de preservação da Amazônia e não é isso que os nossos técnicos viram no hotel”, diz Queiroz. Em janeiro, o Ministério Público Federal do Amazonas abriu inquérito civil público após receber denúncias de danos ambientais. O hotel tem 360 apartamentos distribuídos em torres construídas com madeira. Eles ficam na altura da copa das árvores. Representante do Hotel Ariaú diz ter estranhado as multas, pois já havia sido estipulado um prazo de até 90 dias para que a empresa pudesse se regularizar. O Ipaam diz que as multas se referem às irregularidades encontradas na blitz, e não em razão da falta do licenciamento. O memo representnate dia que o empreendimento investiu R$ 65 mil no contrato com uma empresa para o tratamento de esgoto e reciclagem do lixo. “As deficiências apontadas existem e estão sendo corrigidas. Não há risco de a atividade do hotel ser embargada. Estamos tentando cumprir todas as solicitações feitas”, finaliza o representante.

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