Coleta seletiva de Porto Alegre envia lixo hospitalar infectante para as cooperativas de reciclagem de resíduos da capital gaúcha

Coleta seletiva de Porto Alegre envia lixo hospitalar infectante para as cooperativas de reciclagem de resíduos da capital gaúcha

A Prefeitura de Porto Alegre, governo do prefeito José Fortunati (PDT), por meio do Departamento Municipal de Limpeza Urbana (DMLU), realiza diariamente a coleta seletiva dos resíduos sólidos reaproveitáveis ou recicláveis na capital gaúcha.

Os caminhões da “coleta seletiva” do DMLU executam um roteiro previamente definido por essa autarquia municipal, os quais recolhem os resíduos recicláveis em 100% dos bairros da capital.

A seguir, esses resíduos recicláveis são entregues nas 18 unidades de triagem (UT) conveniadas com a Prefeitura de Porto Alegre.

As unidades de triagem localizadas nos bairros Floresta (2), Rubem Berta (2), Partenon (1), Arquipélago (1), São João (1), Restinga (1), Lomba do Pinheiro (2), Campo da Tuca (1), Cavalhada (1), Navegantes (2), Praia de Belas (1), São Geraldo (1), Mato Sampaio (1), Protásio Alves (1), ao receberem os resíduos recicláveis da Prefeitura de Porto Alegre, espalham os materiais nas esteiras, onde trabalhadores associados ou cooperativados os selecionam por critérios definidos na triagem.

Nessas unidades de triagem os trabalhadores fazem inicialmente a separação de plásticos, papel, embalagens longa vida, vidro, isopor, garrafas plásticas, depois os prensam, agrupam em fardos e negociam autonomamente, promovendo a venda desses materiais para a indústria de reciclagem e reaproveitamento.

A Prefeitura de Porto Alegre fornece toda a infraestrutura para as UTs, garantindo mensalmente os custeios de manutenção de cada uma delas.

Os resultados das comercializações dos resíduos é dividido entre os integrantes das associações ou cooperativas de cada uma das 18 unidades de triagem.

Em 21 de janeiro de 2011, a Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DEMA), do Departamento Estadual de Investigações Criminais (DEIC) da Polícia Civil do Estado do Rio Grande do Sul, comandada pela delegada Elisangela Melo Reghelin, fez inspeções em todas as unidades de triagem conveniadas com o Departamento Municipal de Limpeza Urbana (DMLU) da Prefeitura de Porto Alegre.

Denúncia chegou a DEMA, de que na coleta seletiva do DMLU havia “lixo hospitalar infectante” misturado ao “lixo seco”, resíduos esses oriundos de hospitais do município de Porto Alegre.

Naquela data em questão, policiais civis e técnicos de saúde e meio ambiente, comandados pela delegada Elisangela Melo Reghelin, que na oportunidade era a titular da Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente, compareceram em uma unidade de triagem localizada no bairro Lomba do Pinheiro, na capital gaúcha.

Lá nessa unidade de triagem conveniada com a Prefeitura de Porto Alegre, a delegada de Proteção ao Meio Ambiente constatou a existência de “lixo hospitalar infectante” sendo triado na esteira de produção da cooperativa.

Fotos foram feitas nessa unidade de triagem, as quais mostram seringas usadas, bolsas de soro, luvas cirúrgicas, sacos plásticos hospitalares, e outros materiais oriundos de estabelecimentos de saúde.

Após, as autoridades fizeram um relatório sobre essa ocorrência, e o encaminharama Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente, cuja titular a época determinou a abertura de inquérito policial.

Desde o final de janeiro de 2011 esse inquérito policial tramita na Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DEMA), do Departamento Estadual de Investigações Criminais (DEIC) da Polícia Civil do Estado do Rio Grande do Sul que hoje tem por titular a delegada Roberta Bertoldo da Silva.

O governo Fortunati esconde essa ocorrência dos contribuintes de Porto Alegre.

A triagem de “lixo hospitalar infectante” é uma monumental irregularidade, a qual coloca em risco a saúde pública e de associados e cooperativados que estão triando os resíduos recicláveis da capital gaúcha.

Inacreditável!!!

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