O administrador Enio Noronha Raffin aceitou o convite da Companhia Melhoramentos da Capital – COMCAP, órgão responsável pela limpeza urbana da cidade de Florianópolis, para conhecer o Centro de Transferência de Resíduos Sólidos – CTReS, empreendimento esse de titularidade do Município.
A visita ao CTReS ocorreu na data de 13 de fevereiro de 2012.
Antes de iniciarem a visita ao CTReS, que está instalada no bairro Itacorubi, foi realizada uma reunião na sede da COMCAP, onde estiveram presentes o presidente da Companhia Melhoramentos da Capital, engenheiro Antônio Marius Zuccarelli Bagnati, a jornalista Adriana Baldissarelli, assessora de comunicação, o jornalista Vitor Vieira, editor do site VideVersus e o engenheiro Milton Pechansky.
Após essa reunião, os visitantes percorreram as instalações do CTReS e conheceram as operações desse empreendimento municipal, o qual recebe milhares de toneladas de resíduos sólidos urbanos a cada ano, lixo esse que a seguir é destinado ao aterro sanitário privado localizado em Biguaçu, na região metropolitana de Florianópolis.
Em primeiro lugar, cabe comentar o flagrante desrespeito as determinações de Segurança no Trânsito.
Lá no Centro de Transferência de Resíduos Sólidos – CTReS se constatou que quatro caminhões carretas da empresa Proactiva (contratada pela Prefeitura de Florianópolis), que estavam estacionadas no transbordo de resíduos para iniciarem os seus deslocamentos, se encontravam com pneus comprometidos para cumprirem o trajeto de 40 km de avenidas e estradas, como a Beira-Mar Norte de Florianópolis, a Via Expressa e a BR-101 (direção sul-norte), distância essa entre o empreendimento municipal e o aterro sanitário privado.
Cada caminhão carreta transporta por viagem de ida ao aterro sanitário, algo próximo de 25 toneladas de lixo produzido em Florianópolis.
O total de onze caminhões carretas da empresa Proactiva fazem o serviço de transporte dos resíduos sólidos urbanos diariamente.
São 384 toneladas de lixo que saem todo o dia do Centro de Transferência de Resíduos Sólidos com destino final em Biguaçu.
A trafegabilidade desses caminhões carretas deve obedecer todas as normas de Segurança no Trânsito, seja dentro da cidade ou em estrada federal.
Como é que a Prefeitura de Florianópolis e a Secretaria Municipal de Habitação e Saneamento Ambiental não viram que os quatro caminhões carretas da Proactiva estavam com pneus em péssimo estado de trafegabilidade?
Certamente não viram, porque não há fiscalização da Secretaria Municipal de Habitação e Saneamento Ambiental. Ou estou errado? As fotos dizem tudo.
O risco de acidente com um caminhão carreta no transporte de lixo é enorme.
Com a carreta carregada com 25 toneladas de lixo, e com pneus em condições impróprias para a trafegabilidade, o risco aumenta em muito, com grandes probabilidades de que gravíssimo acidente ocorra na Beira-Mar Norte em Florianópolis (por onde transitam milhares de veículos), ou mesmo na via Expressa ou ainda na BR-101. Se tiver chovendo o risco de acidente é incalculável.
O milionário contrato assinado no final de 2010, instrumento esse decorrente de certame promovido pela Secretaria Municipal de Habitação e Saneamento Ambiental, envolve um faturamento global estimado em R$ 81.344.909,19.
Nesse contrato assinado com a Proactiva há cláusulas sobre o estado das unidades móveis que transportam o lixo da Capital catarinense ao aterro sanitário em Biguaçu.
O curioso é o adesivo colado na lateral dos caminhões carreta da Proactiva: “Transporte de Resíduos Domiciliares a Serviço da Municipalidade”. O adesivo não diz qual a “Municipalidade”.
Porque querem esconder que é um caminhão carreta com carga de “Resíduos Sólidos Domiciliares a Serviço da Prefeitura de Florianópolis”?