Em Jurerê Internacional, bairro de Florianópolis, onde está localizada a praia de Jurerê, o P12, o Taikô e o Café de La Musique, circula um cão da raça cocker spaniel inglês, que foi treinado pelo seu dono para localizar o coco verde.
Após o horário de frequência na praia, o Dengo, como é conhecido o cocker, ao ouvir o comando de seu dono dispara para localizar o coco verde.
Localizado, o Dengo abocanha o resíduo de coco verde e o carrega até a lixeira. O Dengo contribui com o meio ambiente da praia de Jurerê Internacional, que um dia já hasteou a “Bandeira Azul”.
Focado na oportunidade de ter visto o Dengo contribuindo com a educação ambiental de Jurerê Internacional, o editor do site Máfia do Lixo foi buscar informações sobre o consumo de coco verde na cidade de Florianópolis.
Água geladinha de coco verde. Hummm, delícia. A beira mar então a aguinha geladinha de coco verde faz muito bem para a saúde.
A água de coco é rica em vitaminas, minerais, aminoácidos, carboidratos, antioxidantes, enzimas e outros fitonutrientes que ajudam o corpo a funcionar com mais eficiência. Seu conteúdo eletrolítico (mineral iônico) semelhante ao plasma humano garantiu-lhe o reconhecimento internacional como melhor reidratante oral.
Em Florianópolis, onde existem pelo menos 100 praias, o morador da Ilha da Magia pode tomar uma aguinha geladinha de coco verde a beira mar. O coco verde não pode faltar principalmente no verão. Quanto ao resíduo de coco verde…
Os moradores de Florianópolis provavelmente desconhecem que o consumo do coco verde gera milhares de toneladas de resíduos.
Para cada 250 ml de água de coco, 1 k (quilo) de resíduo é gerado.
O produtor e a empresa distribuidora que descarrega milhares de toneladas de coco verde na capital de Santa Catarina, não pagam absolutamente nem um centavo para os cofres do Município de Florianópolis pelo lixo gerado dessa fruta após o consumo da aguinha geladinha.
Deixam em Florianópolis milhares de toneladas de lixo pelo consumo de água de coco verde. Levam da Ilha da Magia, o lucro com a venda das frutas e o prazer de terem desfrutado a beleza natural da Capital de Santa Catarina.
As toneladas de resíduos de coco verde acabam sendo coletadas pela COMCAP – Companhia Melhoramentos da Capital, órgão responsável pela limpeza urbana de Florianópolis.
Após a coleta pela COMCAP, as toneladas de resíduos de coco verde são encaminhadas para o Centro de Transferência de Resíduo Sólido (CTReS), no bairro Itacorubi, onde esperam ser transportadas para o aterro sanitário (destino final).
De lá desse CTReS, o resíduo de coco verde é jogado na caçamba da carreta do caminhão da Proactiva, empresa contratada pela secretaria de Meio Ambiente da Prefeitura de Florianópolis para fazer o transporte e dar o destino final do lixo.
A pesagem do resíduo de coco verde, junto com o lixo urbano, é feita na CTReS da COMCAP antes que os caminhões da Proactiva iniciem a trafegabilidade rumo ao aterro sanitário, que fica a 40 km da capital.
A cada tonelada de resíduo de coco verde, a Prefeitura de Florianópolis paga algo perto de R$ 90,00 para transportar e enterrar o lixo no aterro sanitário em Biguaçu, empreendimento esse privado de titularidade da Proactiva.
Então uma tonelada de lixo de coco verde rende a empresa privada Proactiva o total de R$ 90,00 (noventa reais).
Considerando que são milhares de toneladas de lixo de coco verde, certamente a Proactiva deseja muito que os moradores de Florianópolis continuem consumindo a aguinha gelada da Bahia.
Até porque a água de coco verde é rica em vitaminas, minerais, aminoácidos, carboidratos, antioxidantes, enzimas e outros fitonutrientes que ajudam o corpo a funcionar com mais eficiência, como falamos acima.
Então água de coco verde faz bem para os bolsos do produtor, do distribuidor e da empresa prestadora de serviço de transporte e destino final do lixo de Florianópolis.
Já para os bolsos dos moradores da Capital de Santa Catarina, o consumo de água de coco verde faz com que se gaste mais com esses serviços de coleta, transporte e destino final de resíduos.
E sem contar ainda que se paga caro para tomar a aguinha gelada de coco verde, a beira do mar, nas praias de Florianópolis.
É o momento certo para que o prefeito Dario Berger (PMDB), que entrega o cargo no dia 1º. de janeiro do ano que vem, cumpra a LEI FEDERAL Nº 12.305, de 2 de agosto de 2010, que Institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos; altera a Lei no 9.605, de 12 de fevereiro de 1998; e dá outras providências.
Não é justo que os moradores de Florianópolis continuem pagando pelo lixo gerado com o consumo do coco verde vindo da Bahia.
Os gastos do Município de Florianópolis com os resíduos de coco verde devem ser cobrados, imediatamente, do produtor e do distribuidor.
Ou a “taxa de coleta de resíduos” da Capital de Santa Catarina deve ser paga somente pelos 421.000 moradores de Florianópolis?