Em Curitiba, no Paraná, o Juiz de Direito Marcel Guimarães Rotoli de Macedo determinou que o Aterro Sanitário da Caximba, conhecido popularmente por “Lixão da Caximba”, seja encerrado “final e definitivamente” no dia 1.º de novembro de 2010. Faltam exatamente 145 dias para que o “Lixão da Caximba” venha a ter encerradas as operações de recebimento de resíduos sólidos urbanos da capital e de mais 19 municípios paranaenses. Hoje 2.400 toneladas de lixo por dia são enterradas no aterro sanitário da Caximba. O empreendimento é de titularidade da Prefeitura de Curitiba e atualmente está sendo operado pela empresa Cavo, do grupo Camargo Correa. No dia 1º. de junho desse ano a Prefeitura de Curitiba fez publicar o edital para o credenciamento de aterros sanitários particulares que devem receber o lixo da capital paranaense e outros 19 municípios da região metropolitana. A contratação de aterros privados se dará por meio do Consórcio Intermunicipal para Gestão de Resíduos Sólidos Urbanos, em face da fracassada concorrência da “usina do lixo” ou conhecida como SIPAR. A exigência principal do edital é que as empresas interessadas apresentem uma licença de operação até outubro deste ano. Recentemente o jornal Folha de S. Paulo fez publicar matéria (30/05) com o título “Ministério Público investiga ampliação ilegal de lixão de Curitiba”. O texto é do jornalista Dimitri do Valle. Diz a Folha que “o Ministério Público do Paraná abriu investigação para apurar denúncia de ampliação irregular do aterro sanitário de Curitiba, depósito de lixo que tem de ser desativado em novembro. Moradores do bairro Caximba, onde fica o aterro, encaminharam a denúncia com fotografias que apontam a suposta ampliação. O grupo de habitantes do Caximba apresentou ao Ministério Público imagens dos supostos locais irregulares, como a estrada localizada em volta do aterro. De acordo com os moradores, as margens desta via estão sendo preparadas com a cobertura de mantas plásticas, para receber novos resíduos. Saturado, o depósito de lixo funciona com autorização judicial. A Promotoria do Meio Ambiente pediu ao Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente) que faça a fiscalização para verificar se as informações repassadas pelos moradores procedem. O Ibama tem prazo de dez dias para responder ao pedido. A prefeitura de Curitiba nega a ampliação.