O Ascarel é um produto tecnicamente chamado de Alocloro 124. É um óleo resultante da mistura de hidrocarbonetos, derivados de petróleo, utilizado como isolante em equipamentos elétricos, sobretudo transformadores. A instalação de novos aparelhos que utilizem Ascarel foi proibida no Brasil em 1981. A fabricação no Brasil foi proibida por ser um produto altamente nocivo a organismos vivos, considerado cancerígeno e causador de danos irreversíveis ao sistema nervoso central. Por suas características pode contaminar facilmente corpos hídricos superficiais e subterrâneos. Os impactos ambientais que pode causar o Ascarel são a contaminação tanto do solo como da água, ameaçando, em especial, os lençóis freáticos. Os riscos à saúde são grandes: é considerado carcinogênico, afetando sobretudo fígado, baço e rins. Pode causar danos irreversíveis ao sistema nervoso central. Em vistoria de rotina realizada na última terça-feira (13/04) pelo Ibama, nas dependências do porto de Rio Grande/RS, foram encontradas cerca de 20 toneladas de material contaminado e produto ilegal, como o óleo Ascarel. O produto Ascarel é um dos poluentes orgânicos persistentes que consta na lista do protocolo de Estocolmo, o que significa que tem fabricação e comercialização proibida nos países signatários. A Superintendência do Porto foi multada pelo IBAMA em R$ 1,5 milhão e recebeu o prazo de 30 dias para dar destinação final adequada ao produto. Além disso, na mesma ação, o Porto de Rio Grande também foi multado por descumprir diversas condicionantes da licença de operação emitida pelo Ibama. Foi dado o prazo de 60 dias para o atendimento dessas condicionantes sob pena de multa diária de R$ 10 mil. E a responsabilidade criminal?
Parabens a atuação do IBAMA, temos que combater com rigor qual quer tipo de crime.