Ministério Público no Rio Grande do Norte constata que aterro sanitário opera acima da sua capacidade

Ministério Público no Rio Grande do Norte constata que aterro sanitário opera acima da sua capacidade

No Rio Grande do Norte, o Aterro Sanitário de Ceará-mirim, administrado pela empresa Braseco S/A, está operando “acima da capacidade” prevista no projeto aprovado pelo Idema. Fundada em 1995, a Braseco S/A ganhou em 1996 a concessão para tratamento e destinação final dos resíduos sólidos urbanos, em especial do município de Natal, por um período de 20 anos. A falta de um local adequado para a instalação de um aterro sanitário em Natal levou a obra para o município de Ceará-Mirim, localizado a 22 quilômetros da capital, em uma área com 90 hectares no distrito de Massaranduba. As três células do aterro sanitário atingiram a altura de 25 metros, enquanto que o projeto prevê uma altura de 19 metros para as mesmas células. Segundo os administradores da Braseco S/A, o acúmulo é motivado pela falta de recursos financeiros para finalizar a quarta célula do empreendimento. O promotor de justiça da Coordenadoria do Meio Ambiente, João Batista Barbosa, reafirmou que a falta de estrutura do aterro favorece a formação de lixões clandestinos. A altura máxima da “montanha de terra e lixo compactado” naquele aterro é de 19 metros, de acordo com o projeto inicial do aterro, aprovado pelo Idema. O planejamento da Braseco S/A era chegar aos atuais 25 metros apenas em 2015. Como a altura já ultrapassou o limite, as carretas e caminhões de lixo têm problemas para conseguir chegar até o topo da célula. O diretor de operações da Braseco S/A disse que o limite máximo de segurança depende das condições do terreno e que os 19 metros do projeto do aterro podem ser reavaliados. “É muito comum que seja reavaliado. Em São Paulo existem aterros com 150 metros de altura”, justifica. A Braseco S/A explicou as dificuldades de investimento em novas células com o atraso no pagamento da Prefeitura de Natal. A prefeitura tentou negociar a dívida com a Braseco S/A que recusou a proposta de parcelamento.

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