O movimento estudantil italiano Ação Universitária e o partido conservador Liga Norte, alinhado ao governo do premier Silvio Berlusconi, aderiram nesta quarta-feira ao abaixo-assinado que pede a extradição do terrorista Cesare Battisti. A iniciativa é do líder do partido governista PDL (Povo da Liberdade) no Senado, Maurizio Gasparri. Condenado em seu país à prisão perpétua por quatro assassinatos hediondos ocorridos na década de 1970, o terrorista italiano está preso no Brasil desde 2007. Na semana passada, após recomendar a extradição, o Supremo Tribunal Federal renegou suas atribuições e delegou ao presidente a decisão sobre o caso. Ao manifestar seu apoio ao abaixo-assinado, o presidente da Ação Universitária, Giovanni Donzelli, pediu a Lula que “demonstre governar um país civil e democrático e dê continuidade à decisão do Supremo Tribunal Federal”. Por sua vez, os senadores da Liga Norte Gianvittore Vaccari e Piergiorgio Stiffoni disseram, em uma nota conjunta divulgada nesta quarta-feira, que “são surreais, para dizer pouco, o silêncio e a anômala espera pelas decisões da Presidência brasileira sobre a extradição de Cesare Battisti”. A ministra da Educação da Itália, Mariastella Gelmini, também aderiu ao apelo de Gasparri pela extradição de Battisti, que foi membro do grupo PAC (Proletários Armados pelo Comunismo).
O DEM decidiu pedir informações ao ministro do Planejamento, o petista Paulo Bernardo, sobre contratos firmados pelo governo bolivariano de Lula com empresas patrocinadoras do filme “Lula, o Filho do Brasil”, que conta a história do presidente petista. A oposição quer informações sobre 24 empresas que doaram recursos para a produção do filme para esclarecer se elas têm contratos firmados com o governo federal. “As empresas realizaram inúmeros patrocínios para o filme, considerado um dos orçamentos mais polpudos nos últimos tempos para filmes nacionais, no total de R$ 12 milhões. Nada demais, se não levarmos em consideração que, em sua maioria, os patrocinadores são partes em contratos milionários firmados com o poder público federal”, disse o líder do DEM na Câmara dos Deputados, deputado federal Ronaldo Caiado (GO).
O Ministério da Educação suspendeu 1.766 bolsas de estudo e desligou 15 instituições privadas de ensino superior do Programa Universidade para Todos (ProUni). As medidas foram tomadas depois que a Secretaria de Educação Superior encontrou irregularidades na oferta e no preenchimento das bolsas. Os alunos que foram desligados do programa tinham perfil de renda incompatível com o programa, que oferece bolsas a alunos de baixa renda que queiram estudar em instituições particulares do ensino superior. O ministério fez um cruzamento do CPF dos bolsistas com a Relação Anual de Informações Sociais (Rais), o Registro Nacional de Veículo Automotores (Renavam) e bases de dados de universidades públicas. Foi constatado que 598 eram proprietários de veículos caros, incompatíveis como o perfil de renda exigido pelo programa: 34 já tinham curso superior; 631 eram matriculados em universidades públicas e 561 tinham empregos com renda superior à permitida. Estes bolsistas podem ser obrigados a devolver o dinheiro das bolsas. Os nomes serão encaminhados à Advocacia Geral da União (AGU) para que seja instaurado um processo.
A Previdência Social registrou em outubro déficit de R$ 2,77 bilhões, informou o Ministério da Previdência Social nesta quarta-feira em Brasília. O resultado ficou bem abaixo do registrado em setembro, que teve resultado negativo de R$ 9,19 bilhões, por conta do pagamento naquele mês de parcela do 13º salário. No ano, a previdência acumula déficit de R$ 41,99 bilhões, resultado 16,9% acima do registrado no mesmo período do ano passado, que foi de R$ 25,89 bilhões. Com isso, o resultado supera a projeção esperada pelo governo para o ano, que é de R$ 41,5 bilhões. Em outubro, a arrecadação somou R$ 14,86 bilhões, contra R$ 14,12 bilhões no mês anterior. Já as despesas com benefícios totalizaram R$ 17,63 bilhões, contra R$ 23,31 bilhões em setembro. No acumulado do ano, a arrecadação soma R$ 141,27 bilhões e as despesas R$ 183,26 bilhões.
Com o argumento de que quer que o carioca seja confrontado com o lixo que produz, o prefeito Eduardo Paes (PMDB) disse que ordenará à Comlurb (Companhia Municipal de Limpeza Urbana) que não faça a limpeza das praias do Rio de Janeiro em um domingo de sol. A prefeitura recolherá os garis da orla em uma data surpresa, fazendo com o que o lixo deixado pelos banhistas fique nas areias até o dia seguinte. Paes disse que pretende adotar a mesma medida na Avenida Rio Branco, em uma segunda data também sem aviso prévio. O prefeito do Rio, afirmou ainda que pretende criar o “lixômetro”, um indicador que irá medir a quantidade de lixo jogado nas ruas da cidade. Quem fará a contabilização de toda a sujeira será a Comlurb. Para o prefeito, um dos motivos da grande quantidade de lixo encontrada nas ruas é a falta de educação dos cariocas. E o “lixômetro” ajudaria a conscientizar a população sobre esse problema.