Na última terça-feira (24/11), o Instituto Eco&Ação, integrante da Procuradoria Ambientalista/ONGs Brasil, realizou de helicóptero um sobrevôo no extremo sul de Santa Catarina. A iniciativa faz parte do projeto de elaboração de um diagnóstico da disposição dos resíduos domésticos e industriais catarinenses. Em duas horas de sobrevôo por empreendimentos catarinenses a advogada Ana Echevenguá fotografou diversas empresas (algumas que possuem fachada, premiações internacionais pelo bom desempenho) jogando o rejeito da sua produção (lixo contaminado) no seu em área aberta ou em lugares estrategicamente escolhidos devido à dificuldade de acesso por terra. Diz a ambientalista que “aterros sanitários, construídos especialmente para tratar o lixo nosso de cada dia, estão em situações precárias, deixando de fazer a lição de casa”. Um deles, que funciona por força de um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) firmado com o Ministério Público Federal, já virou lixão. O mau cheiro chegou ao nariz da ambientalista, a 300 metros de altura. “Há também um incinerador de lixo hospitalar sem qualquer cuidado com o lixo que recebe. E que deveria estar lacrado; mas a ordem judicial para tanto foi suspensa em instância superior e só Deus sabe quando ocorrerá o julgamento definitivo do causu”, conta a advogada Ana Echevenguá. As imagens capturadas serão entregues aos órgãos competentes para que tomem as medidas legais cabíveis: autuação, embargo das atividades, aplicação de multas, recuperação do dano que estão causando… ou até mesmo a assinatura de TAC (Termo de Ajuste de Conduta). A RBS como a TV Cultura manifestaram interesse no tema – que atinge a vida e a saúde de todos – e veicularam reportagem a respeito.