No Sul de Itália sete parques eólicos, avaliados em mais de 153 milhões de euros, foram alvos de uma “Operação da Polícia”. As autoridades da cidade de Avelino, perto de Nápoles, na Itália, executaram quatro mandados de prisão de empresários, os quais estão sendo investigados por fraude organizada. Entre os detidos está o presidente da empresa de energia IVPC acusado de desviar subvenções públicas concedidas à construção de parques eólicos. O súbito e desmesurado interesse revelado por esta forma de produzir energia, resulta sobretudo do elevado preço que a Itália paga por cada kw (quilovate), três vezes superior ao praticado por outros países europeus. As subvenções estatais e européias permitem que uma instalação eólica se torne rentável logo no segundo ano de exploração. Essas perspectivas de lucro estão atraindo investimentos maciços, das organizações mafiosas, a Cosa Nostra na Sicília, a Ndrangheta na Calábria e a Camorra na região de Nápoles. O Io Donna, jornal italiano, afirma que já existem mais de 900 eólicas na Sicília, algumas com mais de 100 metros de altura, e que milhares estão em fase de construção “mesmo em locais onde o vento não tem força para fazê-las funcionar”. Trata-se do “novo negócio da Cosa Nostra” afirma o jornal italiano. Floresceu um mercado paralelo de autorizações de construção de eólicas, onde a máfia se abastece sem qualquer restrição. Entidades ambientais mostram-se alarmadas com a infiltração de redes criminosas nesta área de energia limpa.