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Urubus participam de banquete no ‘Lixão da Caximba’ em Curitiba
O urubu, cujo nome científico é Coragyps atratus, da família Cathartidae, é um vetor. As escolas no Brasil ensinam durante as aulas de Biologia o que é um vetor (servem de veículo ou intermediário para os germes patogênicos ou parasitos; hospedeiro intermediário). As Escolas do Paraná que tratam do tema “saúde pública”, e que desejarem conhecer uma criação de “Coragyps atratus”, devem manter contato com a secretaria municipal de Meio Ambiente, e agendar uma visita ao aterro sanitário da Caximba na capital paranaense. Lá os urubus estão aos milhares aguardando pelo banquete disponível a céu aberto. Os urubus, com o “lixo a céu aberto”, acabam tendo farta comida no local. Eles se alimentam com o lixo e se reproduzem no início da primavera. Diferentemente da maioria das aves, os urubus não constroem ninhos em plantas. As fêmeas colocam dois ou três ovos, sendo que o período de incubação varia de 49 a 56 dias conforme a espécie. Os urubus têm um andar engraçado e desengonçado por causa de seus pés chatos. Eles não possuem habilidade para caminhar, como fazem outras aves, e dão pequenos pulinhos para se deslocar.
Ao contrário de aves de rapina como as águias, os urubus não têm uma garra funcional, por isso não conseguem capturar presas. Como é um animal necrófago o urubu sempre está presente em lixões e aterros sanitários onde o lixo está descoberto, como é o caso da Caximba em Curitiba. Para encontrar a refeição, o urubu conta com olfato e visão apurados. São capazes de ver um bicho pequeno a 3 mil metros de altura. 
Manter um aterro sanitário com lixo a céu aberto é estimular a criação de urubus e colocar em risco a saúde pública. Ou estou enganado? Os moradores do bairro Caximba esperam ansiosos pelo mês de dezembro, quando será definitivamente encerrado o aterro sanitário, conforme declaração do presidente do Instituto Ambiental do Paraná (IAP).
