O secretário municipal de Serviços da Prefeitura de São Paulo declarou que cortaria um percentual nos serviços de limpeza urbana da capital paulista, em destaque o correspondente a 20% na varrição e 10% na coleta. O prefeito Gilberto Kassab, por reiteradas vezes, declarou que faria o corte nos serviços de limpeza urbana, chegando ao desgaste político de ameaçar as empresas contratadas pelo Município de São Paulo com rescisões de seus contratos, em face de tentativas frustradas de greve de garis. Além de muito lixo nas ruas da cidade de São Paulo, o desgaste político em ano pré-eleitoral contribui para que o prefeito Kassab mudasse sua decisão administrativa. A ex-prefeita petista Marta Suplicy sabe muito bem o que é desgaste eleitoral com a limpeza urbana de São Paulo. A criação da “taxa do lixo” e a “licitação da concessão da coleta do lixo”, ambas promovidas em seu governo petista, contribuíram para a derrota eleitoral na capital. Agora o prefeito Kassab deu um passo para trás. A prefeitura decidiu manter os valores previstos no Orçamento para os serviços de varrição de ruas e de coleta de lixo neste ano. Com a medida, o prefeito Gilberto Kassab (DEM) cancela os cortes de 20%, na varrição, e 10%, na coleta, anunciados pelo seu governo. Quando confirmou o corte, Kassab disse que a medida foi tomada por conta da queda na arrecadação devido aos efeitos negativos da crise econômica global. O lixo de São Paulo pode gerar um prejuízo na campanha eleitoral de José Serra. Com toda a certeza isso pesou na decisão do prefeito Kassab. Ou não?