Multinacional Trafigura acusada de depositar lixo tóxico na Costa do Marfim propõe acordo amigável às vítimas africanas

A empresa multinacional Trafigura que é acusada em uma ação coletiva por 31 mil africanos de ter depositado lixo tóxico na Costa do Marfim concordou em pagar uma indenização. O ato criminoso data de agosto de 2006. Um navio depositou ilegalmente lixo tóxico em 15 locais diferentes em Abidjan, a maior cidade da Costa do Marfim. Nas semanas seguintes, dezenas de milhares de pessoas apresentaram sintomas como problemas de respiração, náusea e diarréia. Mais de 15 pessoas morreram e até 100 mil ficaram doentes. A notícia do acordo para pagamento da indenização foi revelada após um relatório da ONU apontar que há fortes evidências de que as mortes e doenças foram causadas pelo lixo tóxico. A multinacional Trafigura vinha negando com veemência o envolvimento no incidente. A empresa pagou quase US$ 200 milhões para retirar o lixo depositado na Costa do Marfim, mas na oportunidade negou qualquer culpa no incidente. Em 2007, a Trafigura pagou US$ 100 milhões ao governo da Costa do Marfim para “compensar as vítimas” do incidente. Dessa vez a multinacional Trafigura disse que está considerando fechar um “acordo global” com as vítimas. Os advogados das vítimas africanas disseram que uma oferta foi feita.

Marco Maciel fala sobre o caso de servidor que recebeu salário mesmo preso

O senador Marco Maciel (DEM-PE) confirmou nesta quarta-feira que o funcionário do Senado que recebeu salário durante dois anos mesmo estando preso foi lotado no gabinete de seu suplente Joel de Hollanda (PE), na época do PFL, hoje DEM. Hollanda assumiu o mandato quando Maciel renunciou para ocupar a vice-presidência. O senador não revelou o nome do servidor, mas sustentou que as medidas cabíveis foram tomadas para resolver o problema. A prisão ocorreu em 1994. “O fato ocorreu. Ele era um funcionário de nível intermediário e não despachava comigo”, disse. A denúncia de que o Senado pagou salário a um servidor que estava preso provocou um mal estar durante a sessão desta quarta-feira.

Justiça Federal garante posse de área no Mato Grosso do Sul para índios guarani kaiowá

A primeira turma do Tribunal Regional Federal da 3ª Região rejeitou por unanimidade nesta terça-feira um recurso que buscava impedir a posse pelos índios guarani kaiowá da terra indígena Sucuriy, homologada por decreto presidencial em 1998. O Tribunal Regional Federal da 3ª Região acolheu parecer da Procuradoria Regional da República e manteve a decisão da Justiça Federal em Mato Grosso do Sul, que determinava a desobstrução da área pelos particulares e que a Funai (Fundação Nacional do Índio) efetuasse a demarcação e garantisse a reocupação total das terras pelos guarani kaiowá. O recurso foi pedido por Sebastião Alves Marcondes, Juraci Corrêa Marcondes, João José Jallad e pela Prefeitura de Maracaju (160km de Campo Grande), em ação civil pública proposta em 1997.

Poupança tem a pior rentabilidade na história do Plano Real

A caderneta de poupança apresenta a pior rentabilidade nominal na história do Plano Real, considerando o período de oito meses deste ano, registra a consultoria Economática. Entre janeiro e agosto, a aplicação proporcionou retorno de 4,81%. No ano passado, para o mesmo intervalo, a poupança teve rentabilidade de 4,90%. Em 2007, de 5,35%. A moeda “Real” começou a circular a partir de julho de 1994. A série histórica da Economática para comparação da poupança considera valores de 1995 em diante. A poupança tem rentabilidade garantida de 6% ao ano + TR (Taxa Referencial). A TR é calculada com base na média dos juros cobrados pelos bancos nos CDBs (Certificados de Depósitos Bancários).

Empresa PGA leva a Câmara de Vereadores de Ponta Grossa o projeto do aterro sanitário que teve as obras de instalação embargadas pelo IBAMA

O IBAMA mantém o embargo ao aterro sanitário da empresa PGA na cidade de Ponta Grossa, no Paraná. A empresa Ponta Grossa Ambiental Ltda deverá impetrar um mandado de segurança na Justiça do Paraná visando a retomada das obras. O diretor da PGA, Marcus Borsato, compareceu na Câmara de Vereadores de Ponta Grossa para falar sobre o aterro sanitário. Tudo isso com vista a retomada do cronograma de instalação do empreendimento privado. Ambientalistas contrários a esse empreendimento estão se mobilizando para a derradeira ação de “pá de cal” na instalação do aterro sanitário privado.

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