A Prefeitura de São Paulo nega que problemas de varrição tenham contribuído para as enchentes. Caso haja mais cheias nos próximos dias, porém, a situação nas ruas pode piorar. Isso porque os garis prometem entrar em greve a partir da próxima semana, em resposta à demissão de 2.192 dos 8 500 trabalhadores da área. O prefeito Gilberto Kassab (DEM) anunciou o corte de 20% no orçamento para varrição. A ameaça de paralisação é do Sindicato dos Trabalhadores de Empresas de Prestação de Serviços em Limpeza Pública (Siemaco). O presidente da entidade diz que o número de trabalhadores dispensados caracteriza demissão em massa e por isso a medida deveria ter sido discutida com a categoria. Ele acredita que a paralisação deverá pressionar o governo Kassab. Hoje, o serviço de varrição é terceirizado, com cinco empresas contratadas: Unileste, Delta Construções, Qualix, Paulitec e Construfert.