Em março passado, um pênis de borracha, usado na decoração da festa de 80 anos de Hebe Camargo, sumiu durante o evento, segundo noticiou a jornalista Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo. Na oportunidade a empresária Lucilia Diniz, organizadora da comemoração, decorou o ambiente com diversos objetos que brincavam com os fatos da vida da apresentadora. Entre eles, Lucilia costurou em uma poltrona o “consolo da viúva”, que acabou desaparecendo do local. O autor ou autora que fez sumir o “consolo da viúva” pode ainda estar de posse desse material. Sendo um produto pornográfico, se desejar se livrar do “consolo da viúva” onde deverá descartá-lo? Deve ser destinado com o lixo domiciliar? Sucesso nos anos 70 em pelo menos vinte cidades japonesas, os populares “Shiroi Posto” foram criados para receberem material pornográfico. Parecem caixas de correio, mas funcionam como “latas de lixo” especiais destinadas para o descarte de revistas, filmes, consolo da viúva, bonecas infláveis e outros produtos pornográficos. Os contenedores foram criados porque algumas cidades do Japão estavam tendo problemas com o “lixo adulto”, que eram descartados até em locais públicos, como parques e beira de rios. Ainda hoje no Japão se pode encontrar alguns “Shiroi Posto”. Nas grandes cidades do Japão os “Shiori Posto” nunca proliferaram. No Brasil provavelmente os produtos pornográficos são destinados com o lixo domiciliar.