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Pulando a cerca em Mandirituba no Paraná

Áreas em Mandirituba no Paraná

Áreas em Mandirituba no Paraná

Bombástica a declaração do presidente do Instituto Ambiental do Paraná (IAP) a veículo de comunicação com sede em Curitiba. “O IAP não é responsável pelo pré-caos que está estabelecido no lixo”, disse Vitor Hugo Burko, presidente do IAP. Completou dizendo, “que tecnicamente está definido que as três áreas são apropriadas para a instalação de um empreendimento dessa natureza”. As licenças prévias saem para as três áreas. A seguir é o Consórcio Metropolitano que vai definir qual das três áreas é que vai receber o empreendimento. Isso significa que as áreas de Curitiba, Fazenda Rio Grande e Mandirituba foram aprovadas pelo IAP para sediarem a indústria do lixo. Agora o Consórcio Metropolitano, que tem por presidente o prefeito Beto Richa (PSDB), vai escolher a melhor área para instalar a indústria pela qual se pretende resolver o destino final do lixo de Curitiba e de mais 15 municípios da região metropolitana, algo em torno de 2,4 mil toneladas diárias de resíduos sólidos urbanos. São licitantes o consórcio Recipar (que teve a maior pontuação na fase técnica), a empresa Tibagi, o consórcio Gralha Azul, a empresa Qualix Serviços Ambientais, o consórcio Paraná Ambiental e o consórcio Pró-Ambiente. Há um dado importante que pode contribuir para a escolha da área da sede da indústria do lixo. Esse ponto leva a definição para a cidade de Mandirituba. Poucos sabem que a área de Mandirituba (aprovada pelo IAP) é lindeira a uma gleba de terras da Cavo Serviços e Meio Ambiente S/A, empresa essa que presta serviços de limpeza urbana e meio ambiente a prefeitura de Curitiba e integra um dos consórcios da concorrência da indústria do lixo. O que divide as duas áreas em Mandirituba é a cerca. Essa gleba de terra é bem maior que a área aprovada pelo IAP. Se por qualquer motivo concorrencial a licitação do Consórcio Metropolitano não for conclusa, certame esse que tem por escolha uma empresa ou consórcio, pelo qual se pretende instalar a indústria do lixo, pode, em tese, ao “pular a cerca”, acabar sendo implantando, em Mandirituba, um aterro sanitário para receber os resíduos de Curitiba e da região metropolitana.

  1. joanir andres says:

    Que beleza, não chega os radares da consilux, os carros locados, os fantasma na assebleia, agora vem a máfia da marilza e do andreguetto, que já foram sinonimo de sucesssso no governo LERNER, para levarem mais algunsssss nesta questão do lixo. Nossa cidade é um lixo com gente deste tipo.

  2. Laertes Brun says:

    Puxa, eu acho que este fatos devem ir além do site de vocês, Curitiba tem um corporativismo de 30 anos a 50 anos. As mesmas pessoas, mesmas empresas, até quando.. isso vai continuar. A impunidade a corupção é mãe disso tudo.

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