Lixo de Santo André: Alguns torcem para que seja enterrado em Mauá

Certamente há torcedores no lixo da cidade de Santo André. Alguns torcem para que o lixo diário de Santo André (SP) seja enterrado no aterro sanitário privado que fica na cidade de Mauá (SP). Nessa cidade de Mauá, a empresa privada dona do aterro sanitário local, poderá passar a receber dinheiro público pelo serviço a ser prestado no tratamento e destinação final dos resíduos sólidos urbanos de Santo André. Como aumenta o faturamento mensal da empresa privada, com toda a certeza, os donos desse empreendimento torcem para que isso aconteça. Ou seja, os proprietários do aterro sanitário privado torcem para que o lixo de Santo André vá para Mauá. Alguém tem dúvida disso? E não há nada de errado em torcer para que a sua empresa privada venha ser a escolhida para receber o lixo de Santo André. Os donos da empresa de Mauá instalaram o empreendimento para “receber o lixo público” e o licenciaram junto a CETESB (órgão responsável pelo meio ambiente do Estado de São Paulo). Investiram. Hoje a empresa presta serviços no aterramento do lixo de nove municípios da região do ABC em São Paulo. Mas há também aquelas pessoas que defendem a ampliação da área do aterro municipal de Santo André. Um aterro sanitário que opera dentro das normas ambientais da CETESB. Empreendimento esse que conquistou almejada classificação na sua operação. Um aterro sanitário que observa as legislações ambientais, e que merece ser visitado por técnicos e pessoas interessadas no tema lixo. Isso decorre da excelente qualidade técnica empregada no empreendimento municipal. Com bons profissionais atuando no planejamento e na operação do aterro sanitário de Santo André, o reconhecimento da CETESB viria ao natural. Ora, isso também significa dizer, que os técnicos que mantém em operação a atual área do aterro sanitário de Santo André, serão os mesmos que vão trabalhar na ampliação desse empreendimento. Ou estou errado? Nenhum técnico iria promover a ampliação da área do aterro sanitário de Santo André, apenas por que o Executivo Municipal assim o deseja. É preciso ter parâmetros ambientais corretos para que isso possa ocorrer (a ampliação). E com certeza há responsabilidade na ampliação da área do aterro de Santo André. Então qual o problema para que seja aprovada a ampliação do aterro? A CETESB elenca quais são os itens, mas os técnicos da Prefeitura de Santo André contestam. O primeiro pedido de licenciamento ambiental para a área de ampliação do aterro sanitário de Santo André foi rejeitado pela CETESB. O pedido de reconsideração já foi encaminhado pela Prefeitura de Santo André. Depende agora de um parecer da Secretaria de Estado de Meio Ambiente do governo José Serra. A secretaria estadual informou não acreditar que o processo seja finalizado até junho. Isso é inacreditável. São milhares de toneladas de lixo que podem aumentar os custos de uma Prefeitura. Para isso, basta que não seja emitido esse documento público (parecer favorável), e a Prefeitura de Santo André terá que destinar todo o seu lixo no aterro sanitário privado em Mauá. Parece que essa secretaria estadual de São Paulo não está preocupada com as finanças do Município de Santo André. O prefeito de Santo André, após a audiência pública prevista para ocorrer no próximo dia 23 de abril, deveria marcar uma reunião com o governador José Serra. Quando prefeito em São Paulo, José Serra questionou o lixo da cidade. Aliás, José Serra durante a sua campanha eleitoral a prefeito de São Paulo combateu o lixo. Ele adquiriu experiência com os problemas do lixo da capital paulistana e com os aterros sanitários que não saíram do papel. O governador José Serra deve ser noticiado do que acontece em Santo André. A burocracia da maquina pública faz com que empreendimentos privados substituam os aterros sanitários municipais. Parece não ser mais uma simples questão ambiental.

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