Estrada Abel de Souza Rosa em Gravataí é usada para a ‘descarga’ de lixo perigoso clandestino
Quem leu o livro Gomorra, de autoria do jornalista Roberto Saviano, conheceu detalhes do que acontece no mercado de resíduos industriais na Itália. O despejo clandestino de lixo perigoso no Rio Grande do Sul, em nada difere do relatado na obra de Saviano. Em breve, vamos falar muito sobre o tema hoje em pauta. Ontem, segunda-feira (13/04), o administrador Enio Noronha Raffin e um leitor do portal Máfia do Lixo, percorreram a Estrada Abel de Souza Rosa, em Gravataí (RS). Nessa via municipal, após o número 3.700, encontramos lixo perigoso espalhado pela estrada e em área lindeira a um arroio.
Uma quantidade significativa de “aparas de couro curtido ao cromo” (wet-blue) foram clandestinamente descarregadas nessa estrada de chão batido. São resíduos industriais da cadeia couro-calçado e considerados perigosos. Esse couro de cor azul lá descarregado é portador de cromo. Ao sofrerem as intempéries do tempo, acabam liberando o cromo, que a seguir contamina o solo e as águas. Artífices em transações de descarga clandestina de lixo perigoso no Rio Grande do Sul não possuem qualquer responsabilidade com o ambiental. São verdadeiros gênios criminosos do negócio da “descarga e aterramento” ilegal de lixos perigosos. Foi requerida a visita do Batalhão Ambiental na Estrada Abel de Souza Rosa, em Gravataí.













