Durante o governo do ex-prefeito petebista Carlos Alberto Bejani, a Prefeitura de Juiz de Fora, Minas Gerais, tentou instalar uma central de resíduos sólidos urbanos, em forma de concessão entregue por longos anos a iniciativa privada, por meio de um licitação pública. Carlos Alberto Bejani, quando prefeito de Juiz de Fora foi preso, em abril de 2008, durante a chamada “Operação Passárgada” da Polícia Federal (PF), acusado de desvio de recursos que eram repassados pela União através do Fundo de Participação dos Municípios. Em sua casa a PF apreendeu 1,12 milhão de reais em espécie. Treze dias após a sua prisão, em 22 de abril, o prefeito Bejani foi libertado por meio de um HC (Habeas Corpus) do Tribunal de Justiça de Minas Gerais. Não durou muito a liberdade do então prefeito petebista Carlos Alverto Bejani. Ele voltou a ser preso, em 12 de junho do ano passado, por não conseguir comprovar a origem do dinheiro apreendido. No mesmo dia, o site da revista Época divulga um vídeo em que o prefeito Carlos Alberto Bejani aparece recebendo sacolas de dinheiro. A Câmara Municipal de Juiz de Fora, após realização de uma CPI, decidiu pedir a cassação de do prefeito Bejani. Ele, porém, se antecipou à decisão da Câmara, anunciando a sua renúncia ao cargo de Prefeito de Juiz de Fora, em 16 de junho de 2008. Assumiu o seu vice. Isso por si só já colocou a cidade de Juiz de Fora no cenário nacional. Hoje o município de Juiz de Fora é governado pelo prefeito Custódio Antônio Mattos (PSDB). O atual governo acabou ficando com o imbróglio do lixo para resolver. Desconheço que tenha feito o prefeito uma auditoria nos contratos do governo passado. Há um instrumento público, um contrato de concessão do lixo, onde o prazo é de 25 anos, podendo ser renovado por igual período, mais 25 anos, o que totaliza 50 anos. Esse contrato da gestão anterior envolve algo em torno de R$ 250 milhões a preços iniciais, sem os aumentos previstos. O vereador José Sóter de Figueirôa (PMDB) tem apontado diversas irregularidades na área do lixo de Juiz de Fora. Há ações populares de Figueirôa tramitando na Justiça de Minas Gerais. Agora uma comissão de parlamentares da Câmara Municipal de Juiz de Fora, contesta o processo de implantação do novo aterro sanitário em Dias Tavares pela Prefeitura. Na última segunda-feira (20/04) um encontro na Câmara Municipal reuniu os vereadores José Fiorilo (PDT), José Sóter de Figueirôa (PMDB), Luiz Carlos dos Santos (PTC), Noraldino Júnior (PSC) e Wanderson Castelar (PT). Esses parlamentares posicionaram-se contrários à convocação da Prefeitura de Juiz de Fora que dará ciência ao Conselho Municipal de Meio Ambiente (Comdema) a respeito do processo de implantação do aterro sanitário. De acordo com os vereadores, o Comdema deve ser ouvido e não apenas informado, uma vez que é necessária a discussão do tema. A comissão ainda alega que a convocação não foi divulgada nos Atos do Governo com dois dias de antecedência como exige a lei e, por último, atesta falta de representantes do Legislativo na convocação.